Mostrando postagens com marcador Apóstolos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Apóstolos. Mostrar todas as postagens

sábado, 7 de abril de 2012

Um dos Dois Primeiros Apóstolos do Senhor Jesus, André, o Aceito!



“ … No dia seguinte João (o batista) estava outra vez ali, com dois dos seus discípulos e, olhando para Jesus, que passava, disse: Eis o Cordeiro de Deus! Aqueles dois discípulos ouviram-no dizer isto, e seguiram a Jesus. Voltando-se Jesus e vendo que o seguiam, perguntou-lhes: Que buscais? Disseram-lhe eles: rabi (que, traduzido, quer dizer Mestre), onde pousas? Respondeu-lhes: Vinde, e vereis. Foram, pois, e viram onde pousava; e passaram o dia com ele; era cerca da hora décima. André, irmão de Simão Pedro, era um dos dois que ouviram João falar, e que seguiram a Jesus. Ele achou primeiro a seu irmão Simão, e disse-lhe: Havemos achado o Messias (que, traduzido, quer dizer Cristo). E o levou a Jesus. ...” Jo 1:35-42

O outro que estava junto com André, era João (o evangelista), o mesmo que escreveu a narrativa inspirada, de modo que, André, foi um dos dois primeiros discípulos a seguir Jesus. É interessante notar que o nome André, em si, não é originário da tradição judaica, mas sim, da tradição do helenismo grego, que já havia influenciado por bastante tempo alguns dos costumes e das modas dos judeus, e que tais influências  perduravam, ainda, no tempo de Jesus.

André nascera em Betsaida, o porto de pesca de Cafarnaum e, assim como seu irmão Simão, que viria a ser chamado Pedro, viviam do negócio de pesca e de secagem de peixes em Betsaida.

André e Simão, trabalhavam em parceria com os irmãos João e Tiago, os filhos de Zebedeu e, ao que tudo indica, esta parceria entre as famílias parecia vir de uma longa data, e era centrada não apenas no negócio da pesca em Betsaida, mas também na fé da vinda do messias, por isso André e João estavam juntos, ali no principio do apostolado cristão. Após o casamento e Simão, André, muito provavelmente mais velho do que Simão, ainda permaneceu solteiro, mas continuou vivendo junto dele, seu irmão e de sua nova família, em Cafarnaum e trabalhando no porto de Betsaida.

Todavia, é curioso também notar que, pelo menos por algum tempo, André e João parecem que deixam o trabalho e o negócio da pesca, algo que relegado ao segundo plano, e estavam mais interessados em seguindo a João Batista, em virtude do seu anúncio da chegada do messias.

Pouco antes de se tornar discípulo de Jesus, e, antes mesmo de Jesus o ser batizado, André (junto com João) havia sido batizado por João, o Batista, de quem, por algum tempo, tanto André, quanto João (o evangelista), foram discípulos, até que, pelo testemunho de João Batista, que disse publicamente: “Eis o Cordeiro de Deus!”, André, juntamente com João, o próprio autor do relato evangélico, passou a seguir Jesus.

Curioso é notar o fato que, André, juntamente com João, passou a seguir Jesus, mesmo sem ter sido previamente chamado ou convidado, mas sim, por conta própria, tendo sido então, ambos, André e João, bem aceitos como discípulos, por Jesus. Dai, vem o termo que eu usei no título dessa postagem: “André, o aceito!”, porque os dois primeiro não foram chamados de forma direta, por Jesus, mas ainda assim escolhidos e movidos, de antemão, pelo Espírito Santo de Deus pois, Jesus disse "Ninguém pode vir a mim se o Pai, que me enviou, não o trouxer; e eu o ressuscitarei no último dia" (João 6:44).

Ao que tudo indica, segundo o relato do evangelho de João, André foi o primeiro a reconhecer e a dar testemunho cabal de Jesus como sendo o Messias da parte de Jeová Deus, e assim apressou-se a apresentá-lo a seu irmão, e foi quando Simão passou, a juntar-se aos apóstolos. Asim, André foi também, o primeiro, a trazer mais alguém, para Jesus.

Tais fatos mostram que André era um homem que procurava pelo Messias e que confiava na obra futura do Messias, antes mesmo de ter encontrado Jesus pessoalmente. Em conformidade com a palavra dada por Jesus: "Ninguém pode vir a mim, se o Pai que me enviou o não trouxer;", podemos concluir que André (junto com João) era um homem bem querido e guiado por Jeová. Segundo o relato do evangelho de Marcos, Jesus ainda teria confirmado o chamado a ambos, André e Simão (Pedro), para serem seus discípulos, dizendo que faria deles "pescadores de homens". Mc 1:17

O evangelhos narram André presente em várias ocasiões importantes e ele é sempre citado, no serviço da vida pública do Senhor Jesus, entre os quatro mais importantes, junto com Pedro, João e Tiago. O livro de Atos narra que André presenciou a ascensão de Jesus e que permaneceu em união com os demais apóstolos depois que Jesus, ressuscitado, ascendeu aos céus.

Após um tempo, em que os apóstolos apenas perseveravam unanimemente em oração, desde a ascensão de Jesus, Pedro se levanta e passa a propor a escolha de um substituto a vaga existente entre os doze, deixada por Judas Escariotes, o traidor. Matias é o escolhido e, alguns relatos apócrifos apontam que este se juntará, posteriormente, a André em seus atos e peregrinações apostólicas.

É notório que André e Pedro tinham, entre si, temperamentos bem diferentes, mas lhes deve ser dado o crédito de, mesmo sob diversidade de personalidades, eles se darem esplendidamente bem. André nunca demonstrou ter inveja da capacidade oratória e / ou de liderança de Pedro. É raro ver-se um homem mais velho do tipo de André, exercendo uma influência tão profunda sobre um irmão mais jovem e mais talentoso, em um clima de profundo respeito.

Registros históricos (não bíblicos), relatam que André pregou na Ásia Menor e na Cítia, ao longo do mar Negro, chegando mesmo até o rio Volga e na cidade de Kiev. Historicamente, ainda, André teria fundado a sede de Bizâncio (Constantinopla), em 38 d.C., e instaurado, ali, Estácio como bispo. Esta diocese iria posteriormente se transformar no importante patriarcado de Constantinopla.

Crenças tradicionais, afirmam que André teria sofrido o martírio, através da crucifixão, em Patras (Patrae), na Aquéia. A iconografia familiar de seu martírio, mostra o apóstolo atado à cruz em forma de 'x' (a qual a tradição católica atribui a denominação de Cruz de Santo André).

Uma tradição escocesa afirma que, durante a quarta cruzada (1203 - 1204), parte das relíquias associadas a André, teriam sido encontradas e tomadas, dos otomanos, pelos cruzados, em Bizâncio e levadas para aquele país, mais especificamente para a cidade que leva o seu nome, Saint Andrews. Afirma-se ainda que, a bandeira da Escócia, apresentaria a sua cruz, e que, após a união da Escócia com a Inglaterra, tal símbolo passaria, também, a fazer parte da bandeira do Reino Unido resultante.

Tradições e crenças a parte, uma coisa me parece bastante certa, pelos relatos bíblicos: André, muito embora não tenha sido, ou desejado ser, nem o “mais amado”, nem “o que recebera maior autoridade”, teve significativa importância no princípio da formação do grupo de discípulos, além de manter-se, sempre, em presente humildade, na ação apostólica, por um longo período da sua vida.

Tornar-se pescador de homens é levar adiante a Boa Notícia trazida por Jesus. Eles acreditaram! Hoje essa graça é oferecida a mim e a você. Como será nossa resposta? A minha resposta, um brasileiro também chamado André, como está sendo?

saudações

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

As perseguições acompanham a vida do crente por toda a parte:


Jesus Cristo, o Filho de Deus, Aquele no qual nós cremos e que nós seguimos, disse muito claramente e de várias maneiras, que aqueles que o seguissem seriam perseguidos. Atentem para o fato que Jesus não disse que seus seguidores poderiam, por ventura, ser perseguidos, mas ele disse, sim, que decerto o serão perseguidos!


Vemos referências a tal propósito, quando Jesus disse: "“Felizes sois quando vos vituperarem e perseguirem, e, mentindo, disserem toda sorte de coisas iníquas contra vós, por minha causa. Alegrai-vos e pulai de alegria, porque a vossa recompensa é grande nos céus; pois assim perseguiram os profetas antes de vós." (Mt. 5:11-12);


Eu mesmo já fui perseguido, no passado, diversas vezes, por erros que eu de fato cometi e que eu, então, por saber-me culpado, tive muito medo e fugi, me ocultei, me esquivando de eventuais castigos, então merecidos, pelos meus atos. Mesmo me esquivando, com sucesso, perante os olhos do mundo, de tais perseguições, no meu âmago eu sentia, sempre, a cada dia, que foi tudo muito vergonhoso e triste com respeito a tais coisas, eu mesmo não conseguia me perdoar pelo que eu havia vivido.

Isso tudo já passou e agora eu começo a  me ver novamente perseguido, muito embora eu não me sinta perseguido, de fato. É que a tal perseguição atual é por causa da verdade, da palavra de Deus, que eu não consigo deixar de viver e apregoar e a qual o mundo odeia.

Eu juro que a sensação agora é totalmente diferente da de outrora: não há mais nada de medo nem de vergonha: eu só sinto uma coragem enorme, que supera aquela que eu possa ter tido em qualquer outra ocasião anterior de minha vida e uma perspicácia no manejo da palavra de Deus, que eu nem sonhava que eu poderia ter um dia, além de rencontros surpreendentes e maravilhosas com pessoas que eu conheci anteriormente e que de modo misterioso se encontram agora na mesma rota que eu.

Muito embora eu saiba que logo ali em frente existe uma turba de perseguidores que me odeiam por causa das coisas que eu creio, sendo clara as palavras rudes e de afronta que estes me retornam, mas eu já não consigo vê-los individualmente com clareza, pois é como se eles se tornassem tão somente uma massa disforme, algo impessoal.

" Se o mundo vos odeia, sabeis que me odiou antes de odiar a vós. Se vós fizésseis parte do mundo, o mundo estaria afeiçoado ao que é seu. Agora, porque não fazeis parte do mundo, mas eu vos escolhi do mundo, por esta razão o mundo vos odeia. Lembrai-vos da palavra que eu vos disse: O escravo não é maior do que o seu amo. Se me perseguiram a mim, perseguirão também a vós; se observaram a minha palavra, observarão também a vossa. Mas, farão todas estas coisas contra vós por causa do meu nome, porque não conhecem aquele que me enviou." (Jo 15:18-21) … "Tenho falado estas coisas para que não tropeceis. [Os] homens vos expulsarão da sinagoga. De fato, vem a hora em que todo aquele que vos matar imaginará que tem prestado um serviço sagrado a Deus. Mas, farão estas coisas porque não vieram a conhecer nem o Pai nem a mim." (Jo 16:1-3);

"“Mas, antes de todas estas coisas, as pessoas deitarão mãos em vós e vos perseguirão, entregando-vos às sinagogas e às prisões, sendo vós arrastados perante reis e governadores por causa do meu nome. Isto vos resultará num testemunho. Portanto, assentai nos vossos corações não ensaiar de antemão como fazer a vossa defesa, porque eu vos darei uma boca e sabedoria, à qual todos os vossos opositores juntos não poderão resistir, nem [a] disputar. Além disso, sereis entregues até mesmo por pais, e irmãos, e parentes, e amigos, e eles entregarão alguns de vós à morte; e vós sereis pessoas odiadas por todos, por causa do meu nome. Contudo, nenhum cabelo de vossa cabeça perecerá de modo algum. Pela perseverança da vossa parte adquirireis as vossas almas." (Lc 21:12-19).

O apóstolo Paulo confirmou que nós Cristãos fomos chamados a ser perseguidos por causa de Cristo. Ele disse, de fato, aos Tessalonicenses que nós estamos destinados a sofrer (ver 1 Ts. 3:3), e a Timóteo que "De fato, todos os que desejarem viver com devoção piedosa em associação com Cristo Jesus também serão perseguidos." (2 Tm 3:12).

Durante uma certa fase passada recente de minha vida, no âmbito da minha recuperação como adicto, eu me preocupei muito com a questão relacionada com o termo "resiliência". A resiliência é um conceito psicológico novo, emprestado da física. Na física, resiliência é um conceito que se refere à propriedade de que certos materiais são dotados, de absorver e acumular energia quando submetidos ao estresse (tensão) de uma força exterior que lhes é aplicada, porém sem que ocorra ruptura de forma alguma. Após a tensão cessar poderá ou não haver uma devolução (descarga) da energia armazenada, como um corda elástica ou uma vara de salto em altura, que verga-se até um certo limite sem se quebrar e depois retorna à forma original, dissipando a energia acumulada, lançando o atleta para o alto..

Já em psicologia, resiliência é definido como a capacidade que um indivíduo tem de lidar com problemas, superar obstáculos, resistir à pressão de situações adversas, em suma, lidar com as frustrações inevitáveis, choques e estresses etc. - sem entrar em surto psicológico. No contexto das organizações humanas, a resiliência é vista nas circunstâncias de tomada de decisão quando, entre a tensão do ambiente e a vontade de vencer. O foco em tais conquistas, face das decisões, propiciam forças na pessoa para enfrentar a adversidade. Assim entendido, pode-se considerar que a resiliência é uma combinação de fatores que propiciam ao ser humano condições para enfrentar e superar problemas e adversidades.

Ao pesquisar e estudar sobre resiliência, eu pretendia, dominando-a, usá-la como ferramenta, como arma de defesa, em todos os contextos da minha vida, no meu dia a dia, incluindo a minha defesa quanto a perseguições por causa da fé. Todavia mais uma vez Jesus me surpreende com a sua simplificação de tudo. A simplicidade que há em Cristo me diz tão somente: “Porém, quando vos levarem perante assembleias públicas, e [perante] funcionários do governo e autoridades, não fiqueis ansiosos quanto a como ou o que haveis de falar em defesa, ou o que haveis de dizer; pois o espírito santo vos ensinará naquela mesma hora as coisas que deveis dizer.” (Lc 12:11-12). De modo que, a minha preocupação com o desenvolvimento de resiliência, simplesmente não procede.

O apóstolo Paulo sofreu muito pelo nome de Cristo: eis algumas das suas palavras sobre os seus sofrimentos padecidos por ser perseguido por causa do Evangelho: "Dos Judeus cinco vezes recebi quarenta açoites menos um. Três vezes fui açoitado com varas, uma vez fui apedrejado; …. em fome e sede, …. em frio e nudez" (2 Co. 11:24,27), e ainda: "Porque tenho para mim, que Deus a nós, apóstolos, nos pôs por últimos, como condenados à morte; pois somos feitos espetáculo ao mundo, aos anjos, e aos homens. Nós somos loucos por amor de Cristo, e vós sábios em Cristo; nós fracos, e vós fortes; vós ilustres, e nós desprezíveis . Até a presente hora padecemos fome, e sede; estamos nus, e recebemos bofetadas, e não temos pousada certa, e nos afadigamos, trabalhando com nossas próprias mãos; somos injuriados, e bendizemos; somos perseguidos, e o suportamos; somos difamados, e exortamos; até o presente somos considerados como o lixo do mundo, e como a escória de todos " (1 Cor. 4:9-13).

Como adicto em recuperação eu confesso que tenho, hoje, facilidade em compreender a mensagem de Paulo, fazendo analogia do amor a Cristo e ao Evangelho a loucura, fraqueza e desprezo, uma vez que eu pude conhecer e viver em mim mesmo a mais absoluta e profunda loucura, fraqueza e desprezo que são propiciadas pela mais poderosa ferramenta de destruição que o poder superior iníquo preparou para este tempo do fim, com o intuito de devorar as almas dos seres humanos mais renitentes, ignorantes e egocêntricos: o uso e abuso de substâncias que alteram o seu humor e sua capacidade de escolha: as drogas. Depois de passar pelo horror do mundo das drogas, nunca mais a palavra de Deus pôde parecer-me em nada louca, fraca ou desprezível, mas ao contrário, sábia, poderosa e fundamental.

Os santos de Jerusalém ( ver At 8:1-3), os de Tessalônica (ver 1 Ts. 2:14), os de Esmirna (ver Ap. 2:8-11), os de Pérgamo (ver Ap. 2:13), sofreram muitas coisas por amor do Senhor Jesus.

Estêvão foi apedrejado pelos Judeus e morto (ver. At 7:54-60), Tiago irmão de João foi morto por mão de Herodes (ver At 12:1-2), Antipas foi morto pelo nome de Cristo (ver. Ap. 2:13). Numa das passagens mais impressionantes da Bíblia, João na visão que teve na ilha de Patmos viu as almas daqueles que tinham sido mortos por causa da Palavra de Deus e pelo testemunho que deram (ver. Ap. 6:9-11).

Os verdadeiros Cristãos sempre foram perseguidos em qualquer época e lugar que tenham vivido. Algumas vezes a perseguição será mais forte outras vezes menos forte, mas a perseguição haverá sempre. Outro dia li em um site de internet, que na época do ditador Nicolae Ceausescu, um crente romeno recebeu a visita da polícia secreta que revistou toda a casa e confiscou muitos livros cristãos. Prenderam e levaram o crente ao tribunal. Interrogaram-no duramente por dez horas. Ao final, os juízes perguntaram: Tem algo mais a acrescentar?

– Senhores, este interrogatório e prisão não me surpreenderam, porque eu sabia que isso iria acontecer. O Senhor Jesus disse aos Seus discípulos que, se queriam segui-lo, seriam presos e sofreriam. Os senhores teriam me prendido se eu não fosse cristão?

– Não.

– Portanto, a Bíblia é verdadeira. Estou disposto a suportar as consequências de minha fidelidade e a pagar o preço. O trabalho de vocês consiste em estabelecer esse valor; o meu é pagá-lo com alegria, porque amo a Deus. Ele me fortalecerá para suportar essa prova. Mas quero que saibam que Ele também os ama.

Os juízes, espantados, se entreolharam e disseram ao acusado: – Vá para casa. Depois de tudo, o seu caso não é da alçada da justiça humana.

Embora o mundo esteja contra os que creem em Jesus, isso não deve desanimá-los, pois o amor de Deus os consola. Além disso, a esperança e a fé os faz alcançar a vitória. O próprio Senhor Jesus carregou uma cruz e morreu pregado nela; e Ele categoricamente afirmou: “Se alguém quiser vir após mim, negue-se a si mesmo, e tome a sua cruz, e siga-me” (Mc 8:34). Existe uma cruz para nós e existe um preço a pagar por seguir o Senhor Jesus. Não se engane, “no mundo tereis aflições” (Jo 16:33). De modo que não existe Evangelho sem sofrimento, "Porque a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós cada vez mais abundantemente um eterno peso de glória; não atentando nós nas coisas que se veem, mas sim nas que se não veem; porque as que se veem são temporais, enquanto as que se não veem são eternas" (2 Cor. 4:17-18). Aliás, é justo que nós soframos porque também Jesus Cristo tem sofrido muito por nós. Por que não haveríamos nós de sofrer por amor do seu nome? E, além disso, as aflições cooperam para o nosso bem porque, como diz Paulo, produzem em nós paciência (ver. Rom. 5:3) e a paciência cumpre perfeitamente a obra de Deus em nós (ver. Tg 1:2-4).

Portanto, não murmuremos contra Deus no meio das aflições, mas oremos encomendando as nossas almas ao fiel Criador, fazendo o bem (ver. Tg 5:13 e 1 Pe. 4:19). Não desanimemos, pois é normal, justo e útil aquilo que nos sucede. Alegremo-nos de sermos julgados dignos de ser vituperados e perseguidos pelo nome de Jesus.

Licença Creative Commons
Este trabalho de André Luis Lenz, foi licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição - NãoComercial - CompartilhaIgual 3.0 Não Adaptada.
 
Licença Creative Commons
Este trabalho de André Luis Lenz, foi licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição - NãoComercial - CompartilhaIgual 3.0 Não Adaptada.