Um Breve Passeio Virtual Por Israel - Um Mundo à Parte - de Ontem de Hoje e de Sempre
A ocorrência de neve entre os meses de Dezembro e Janeiro na região de Belém torná muito pouco provável a data do nascimento do Senhor Jesus na data tradicionalmente comemorada por muitos cristãos (25 de Dezembro). De maneira geral, é muito pouco provável que os pastores estivessem no campo e ao relento, com suas ovelhas, em vigília noturna, nesta época do ano. "Ora, havia naquela mesma região pastores que estavam no campo, e guardavam durante as vigílias da noite o seu rebanho." Lucas 2:8.
Curiosamente, em Israel, encontra-se, ainda, o ponto mais baixo na Terra: o Mar Morto, que na sua parte mais aos Sul, está a um nível de 425 metros abaixo do nível do mar. Dá para entender o mistério de lugar aberto, onde a água precisaria se acumular a mais de 400m de altura para poder empatar com o nível do mar? Sem dúvida, é um dos lugares mais sobrenatural e impressionante de toda a Terra.
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| Mar da Galileia (atualmente lago Tiberíades) |
Na verdade, o mar da Galileia (ou lago Tiberíades, ou lago Genesaré, ou ainda kinneret) não é um mar mas, um lago de água doce. De fato, ele nem mesmo é tão grande assim: tem 19 km por 13 km, ou seja, apesar do formato bem melhor definido, ele é, no mínimo, 4 vezes menor que a represa de Jurumirim - SP. Nele entra o Rio Jordão, vindo do norte, mas não apenas o Jordão, também outros pequenos riachos e corredeiras menores, que chegam na face leste e nordeste do lago, descendo pela escarpa rochosa que vem das colinas de Golã. Todavia, o Jordão é o único rio que efetivamente sai do lago, pelo ponto extremo sul deste. Isso impressiona pois, o mar da Galileia é o lago de água doce de localização mais baixa em toda a face da Terra: a superfície da água do lago se encontra ao nível de 200 m abaixo do nível do mar.
Se subirmos o rio Jordão, desde o ponto em que ele entra no lago Tiberíades (ou mar da Galileia), seguindo até uns 35 km rio acima, cruzaremos por uma região de agricultura fortemente desenvolvida. Nesta região, o rio Jordão mais se parece com um belo canal de irrigação, tal é o cuidado com sua canalização e as benfeitorias em suas margens ao passar ladeando as fazendas e sítios. Naquele ponto de distância percorrida, durante toda a antiguidade, existiu um lago menor, de nome lago Semechonits (ou lago Huleh), todavia, atualmente, ele parece não mais existir.
Continuando a subir pelo Jordão, em direção ao norte, começamos a entrar agora em uma região com aspecto um pouco mais selvagem e, se prosseguirmos ainda mais em direção ao sopé do monte Hermon, poderemos constatar que o rio se forma da junção de vários pequenos riachos e corredeiras, permanentemente alimentados pela neve do Hermon. Estamos chegando, então, na região da sede da antiga tribo de Dã, a chamada "tribo perdida do norte".
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| O rio Jordão, a partir de cerca de 35 km ao norte após o mar da Galileia. |
O Vale do Megido começa a se espalhar para o norte e para o leste do Monte Carmelo, originando próximo a atual cidade litorânea de Haifa, e prossegue para o interior na direção ao leste, tendendo um pouco para sul, formando contiguidade com Vale de Jezreel, sendo que, na borda sul deste último, se encontra o sítio arqueológico da cidade de Megido. Esta região vem oferecendo uma passagem exuberante para viajantes internacionais desde os tempos antigos.
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| O sítio arqueológico do Megido no alto do platô e o vale de Jezreel a frente |
O grosso do comércio era, historicamente, feito por caravanas vindas do Egito por terra, seguido próximo a beira mar, cruzava de sul a norte todo o pais dos Filisteus, sendo, ainda, engrossada pelas atividade portuária dali, progredindo bem, logisticamente, a beira mar, até passar a cidade de Jope. Dai em diante, a rota era forçada a se desviar-se para o interior, adentrando a região da tribo de Manasses, devido ao obstáculo natural, formado pela serra do monte Carmelo.
Esta rota ficou conhecida como "Via Maris" e, o grosso das Caravanas usava a passagem de Aruna (Wadi Ara), para cortar a serra. Em um platô ao pé dessa Serra, próximo na saída da passagem de Aruna, se encontra a Cidade de Megido, formando uma cantoneira ideal para, de cima do platô, vigiar a rota no exato ponto de frente a vasta planície em que ela conflui para três diferentes direções.
E prossegue em Josué 17:11-12: "Porque em Issacar e em Aser tinha Manassés a Bete-Seã e as suas vilas, e Ibleã e as suas vilas, e os habitantes de Dor e as suas vilas, e os habitantes de En-Dor e as suas vilas, e os habitantes de Taanaque e as suas vilas, e os habitantes de Megido e as suas vilas; três outeiros. E os filhos de Manassés não puderam expulsar os habitantes daquelas cidades; porquanto os cananeus queriam habitar na mesma terra. E sucedeu que, engrossando em forças os filhos de Israel, fizeram tributários aos cananeus; porém não os expulsaram de todo."
Assim com o Megido, a cidade de Taanaque também ficava na borda setentrional da grande planície de Jezreel, só que mais ao sudoeste de Megido, também podia ser usada como rota comercial, porém, bem menos preferencial do que aquela que passa de frente a Megido, exigindo um desvio mais longo.
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| Passagem de Aruna, atual, e a rodovia 65. |
"A razão da leva de gente para trabalho forçado que o rei Salomão fez é esta: edificar a casa do Senhor e a sua própria casa, e Milo, e o muro de Jerusalém, como também Hazor, e Megido, e Gezer." I Reis 9:15
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| “Então congregaram os reis no lugar que em hebraico se chama Armagedom” (Ap 16:16). |
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| Mapa de Jerusalém do tempo do Senhor Jesus Cristo |
| Proximidade do Getsemani e Monte das Oliveiras nos Dias Atuais |
Para
isso, você tem que fechar algumas lacunas em alguns dicionários
bíblicos e atlas. Mas hoje em dia, nem é mais necessário você ter
inúmeros dicionários bíblicos e atlas em sua própria casa.
Claro que não é ruim, caso você os tenha mas, hoje em dia é bastante
vasta a quantidade de material que outrora residia só em papel e outros meios de suporte ainda mais perecíveis, mas que
vieram a ser digitalizados, e hoje podem ser compartilhados por um número
muito grande de pessoas, o tempo todo, para verificar a topografia e suas relações, e nos permitir imaginar mais realisticamente,
caminhando pelas mesmas trilhas em que caminharam Moisés, Josué,
Davi, Daniel, o próprio Senhor Jesus e outros.Uma outra vantagem onteressante da "viagem virtual", que só a Internet do século 21 foi capas de propiciar de maneira tão rica e, ao mesmo tempo barata, é que você pode andar (com seus olhos), com facilidade, até mesmo por locais restritos, nos quais, na realidade, as autoridades de administração local, por uma série de motivos, não permitiriam que você transitasse, ao vivo, mesmo pagando para isso.
O rio Jordão começa em três locais no norte de Israel, e uma das suas fontes (a principal) provém de uma montanha chamada Monte Hermon, que é, na verdade, um conjunto de montanhas com três distintas cimeiras, que se elevam a nordeste do mar da Galileia, na fronteira entre o Líbano e a Síria, na zona tampão entre Síria e área militarmente ocupada pelo atual Estado de Israel, a uma altitude de 2814 m acima do nível do mar, e a foz do rio Jordão, depois de percorrido todo o seu vale, chega a estar a cerca de 400 m abaixo do nível do mar, depois que ele deságua no Mar Morto (que não é mar, mas um lago), o que significa que o rio Jordão ao longo de todo o seu curso, da nascente, nas cimeiras do Hermon, até a foz, desce a incrível marca de mais de 3200 m!
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| Mar Morto (a região Terrestre mais baixa de toda a Terra - mais de 400 m abaixo do nível do mar |
- Aquela água toda que desce violentamente pelo rio Jordão durante todo o mês Abril, e que continua a descer em menor volume o ano todo, não vai desaguar no Mar Morto? Para essa pergunta eu creio que sei a resposta, e ela é sim!
- E o Mar Morto, então, deságua aonde?
Mas ela, a água, está lá, no subsolo, e beneficiando alguma atividade agraria, existente tanto ao sudoeste e, principalmente ao sudeste do mar Morto (já na Jordânia, confira no Google Earth), em uma região onde tal atividade humana não seria possível sem ele, e sem o rio Jordão que o abastece.
Apesar das salinas de cloreto de potássio parecerem uma extensão natural do Mar Morto, elas não são: houve escavações ali que as formaram. Existe um apêndice do Mar morto, que surge por bombeamenteo e infitração, que ocorre em seu extremo sul. No entanto, é por um fino canal, escavado, que corre de norte a sul narginal à borda do desse apêndice, que a água captada por estação de bombeamento, drenando pelas tubulações 9 m3/s de água salgada, diretamente do Mar Morto, que é levada até a área de malha de salinas.
Compare mapas de Israel antigo com mapas atuais, tomando como referência, por exemplo, a pequena localidade de Arad, que fica muita próxima, e na mesma latitude, das ruínas da antiga Arad (Tel Arad) dos tempos do rei Davi. Não havia, nos tempos bíblicos, extensão do Mar Morto que fosse ao sul, para além da latitude de Arad, que é, praticamente, a mesma latitude de Berseba (Beer-sheba), que fica mais para oeste de Arad.
| Sítio Arqueológico de Berseba nos dias atuais, distante poucos quilômetros a leste da cidade moderna. |
Todavia, hoje em dia, as salinas se estendem por aproximadamente uns 33 km mais ao sul do Mar Morto, provavelmente alagando terras e ruínas de alguma das localidades por onde andou Davi e seus correligionários, nos dias em que eles fugiam da perseguição do rei Saul, enquanto as mãos de Jeová os protegiam e sustentavam (veja I Samuel 23:24-28) em seu exílio.
Mas estas salinas ao sul não são a única ocorrrência de grande bombeamento de água a partir do Mar Morto, que é feita, também, em outros pontos, Uma grande estação de bombeamento, por exemplo, fornece água salgada do norte do Mar Morto para as fábricas, com cinco bombas de água poderosas com 5,000Hp cada, instalados. O projeto envolveu erguer estruturas marítimas de grande escala, dragagem, a criação de sistemas elétricos de alta tensão, obras de construção mecânica e civil e muito mais.
Sempre que tentamos entender as ações de Deus, um fator essencial em Sua natureza é que, embora Ele, de fato, seja o “Deus Todo-Poderoso” e o Soberano do universo, Ele também é “misericordioso, e compassivo, e tardio em irar-se, e grande em benignidade” (Joel 2:13), conforme nos declararam os profetas. Ao meu ver, toda essa geografia e seus fenômenos curiosos revelam isso.
Deus do Impossível (Trazendo a Arca)
Quando tudo diz que não
Sua voz me encoraja a prosseguir
Quando tudo diz que não
Ou parece que o mar não vai se abrir
Sei que não estou só
E o que dizes sobre mim não pode se frustrar
Venha em meu favor
E cumpra em mim teu querer
O Deus do impossível
Não desistiu de mim
Sua destra me sustenta e me faz prevalecer
O Deus do impossível
O Deus do impossível
Quando tudo diz que não
Sua voz me encoraja a prosseguir
Quando tudo diz que não
Ou parece que o mar não vai se abrir
Sei que não estou só
E o que dizes sobre mim não pode se frustrar
Venha em meu favor
E cumpra em mim teu querer
O Deus do impossível
Não desistiu de mim
Sua destra me sustenta e me faz prevalecer
O Deus do impossível
O Deus do impossível
Dedico este estudo ao Pr. Gilvan, um homem somples, e de Deus, amante da palavra inspirada e meu amigo, pastor da Igreja A. D. Betel para as Nações - em Osasco - SP - Brasil
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