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segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

O Mistério das Palavras que Faltam na Inscrição da Parede de Pedra das Nações Unidas (Nova York)


Segundo a enciclopédia virtual Wikipédia:

"A Organização das Nações Unidas (ONU) é uma organização internacional cujo objetivo declarado é facilitar a cooperação em direito internacional, segurança internacional, desenvolvimento econômico, progresso social e questões de direitos humanos. A ONU foi fundada em 1945 para substituir a Liga das Nações, para parar guerras entre as nações e para fornecer uma plataforma para o diálogo ".

Seu lema é "Nós, os Povos". Hoje é composta de 192 países-membros, com grande diversidade de crenças religiosas e ideologias culturais que devem ser respeitadas por todos. Seu objetivo de paz e desarmamento mundial está gravado na parede de pedra de frente para ele, que cita (apenas uma parte) de um bem conhecido versículo bíblico, de Isaías 2:4.

"Eles converterão as suas espadas em arados e suas lanças em foices; uma nação não levantará a espada contra outra nação, nem aprenderão mais a guerra."



No entanto, seria este "nobre objetivo" de "paz universal" possível de ser alcançado, sem que se considere as palavras que foram omitidas?

Tais palavras omitidas podem  ser observadas na primeira parte do versículo Is. 2:4 e são os que aqui colocamos em negrito: "E Ele [o Senhor, Deus, Jeová, por meio do seu Filho Cristo Jesus] julgará entre as nações, e repreenderá a muitos povos, e estes converterão as suas espadas em arados e as suas lanças em foices; uma nação não levantará espada contra outra nação, nem aprenderão mais a guerra." (Isaías 2:4).

Sabe o que significa completar a inscrição na parede de pedra da ONU? Significa afirmar que não será da força e do desejo dos próprios seres humanos que nascerá a verdadeira paz que é possível! Isso mesmo, os homens não cumprirão esse nobre objetivo, sozinhos, pela sua própria vontade.

Pois então, é por isso que o antigo profeta escreveu, no mesmo livro, a Bíblia: "Eu sei, ó Senhor, que não é do homem o seu caminho; nem do homem que caminha o dirigir os seus passos." Jeremias 10:23

Sabemos que é, de certa forma, natural, que as pessoas creiam na sua própria capacidade criadora, afinal, somos especiais criaturas (e filhos) de um Deus criador. Todavia, devemos manter ciência das nossas muitas limitações, a fim de não perdermos o bom juízo.

O próprio Senhor Jesus nos alertou: "Eu sou a videira, vós as varas; quem está em mim, e eu nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer." (João 15:5)

A ONU fez uso de um versículo das Escrituras Sagradas judaico-cristãs, todavia, ao omitir as palavras iniciais daquele versículo, eles, de fato, negaram o poder de Deus e agiram de modo semelhante ao descrito pelo Apóstolo Paulo ao seu discípulo Timóteo, quando o alertava sobre um tipo de caráter humano que se tornaria proeminente nos últimos dias: "Tendo aparência de piedade, mas negando a eficácia dela". 2 Timóteo 3:5. Aqui, também,  não podemos omitir as palavras que completam o versículo: "Destes afasta-te." 

Será somente pelo efetivo exercício do poder de Deus, que a profecia de Isaías 2:4 poderá se cumprir e, para isso, Jeová já proveu um futuro governante, um Filho a quem ele atribuiu todo poder no céu e na Terra, para ser o Rei vindouro para toda a humanidade.

Deste modo, a paz profetizada por Isaías será desfrutada, apenas, por aqueles que se arrependem e passam a colocar a sua total confiança no Filho de Deus, eles são incorporados pelo Seu Espírito de vida em um único grupo multinacional chamado "o corpo", do qual Cristo Jesus é o seu único Chefe. É com este corpo, quando concluído, que o Senhor voltará para governar com "paz na terra, boa vontade para com os homens."

Além do mais, é preciso que, antes, Deus julgue entre as nações e repreenda os povos, para que, depois, sobrevenha tal desejada paz.

Todavia, o conselho primeiro de Deus para as nações impenitentes de hoje em dia não é o desarmamento, mas, ao invés disso, o armamento.

Porque há um tempo de julgamento em todo o mundo que vem para remover o pecador rebelde, para que assim a justiça possa reinar plenamente. Joel 3:9-10 profetiza: "Proclamai isto entre os gentios; preparai a guerra, suscitai os fortes; cheguem-se, subam todos os homens de guerra. Forjai espadas das vossas enxadas, e lanças das vossas foices; diga o fraco: Eu sou forte." (Joel 3:9-10)

O conselho do Senhor para com os reis (líderes) é no Salmo 2:10-12: "Agora, pois, ó reis, sede prudentes; deixai-vos instruir, juízes da terra. Servi ao Senhor com temor, e alegrai-vos com tremor. Beijai o Filho, para que se não ire, e pereçais no caminho, quando em breve se acender a sua ira; bem-aventurados todos aqueles que nele confiam."

Enquanto a nível internacional a ONU deixou de fora a "Ele", não faça o mesmo em um nível pessoal, em sua própria vida - pois não há paz sem Deus e o seu Filho. Como tem sido dito, "Conhecê-Lo é conhecer a paz - sem ele, não há paz". 

Existem 4 tipos de paz que só podem vir do Senhor Deus vivo:

Paz Política - "Do aumento do seu governo e da paz não haverá fim, ..." (Isaías 9:7) 

Paz de Salvação - "Justificados, pois, pela fé, tenhamos paz com Deus, por nosso Senhor Jesus Cristo," (Romanos 5:1)

Paz Social - "Porque ele é a nossa paz, o qual de ambos os povos fez um; e, derrubando a parede de separação que estava no meio, na sua carne desfez a inimizade," (Efésios 2:14) 

Paz Pessoal - "e a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os vossos corações e os vossos pensamentos em Cristo Jesus." (Filipenses 4:7)

Veja também:

Amor, enquanto aguardamos o Reino de Deus na Terra

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

O Brasil e o Conflito na Síria: NÓS NÃO APOIAMOS o governo de Bashar al-Assad


Um governo que ataca o seu próprio povo, a população civil, daquela forma tão bestial, inevitavelmente, TEM QUE CAIR. Desejamos que a Síria se torne uma democracia genuína, que possa voltar a ter ORDEM E PROGRESSO para a nação e que seu povo possa ser feliz!


O motivo principal de eu estar escrevendo esta postagem é porque me deixou surpreso e preocupado receber a noticia de que o povo sírio talvez esteja cometendo um engano quanto ao que pensamos, nós brasileiros, sobre a crise que eles enfrentam lá, em seu próprio pais, com relação ao seu governo. De ontem para hoje, jornalistas brasileiros, foram expulsos de campo de refugiados sírios pois, tudo indica que para a opinião pública síria, o Brasil apoia o regime de Bashar al Assad. Isso é um ledo engano: a alma brasileira jamais apoiará o opressor. Nós poderíamos até tolerá-lo, por um tempo, se não pudermos enfrentá-lo de imediato mas, apoiá-lo, jamais

As relações entre Brasil e Síria são as relações diplomáticas estabelecidas entre a República Federativa do Brasil e a República Árabe da Síria. Os dois países mantêm laços históricos, ancorados na numerosa comunidade de origem síria estabelecida no Brasil, estimada em torno de dois milhões e meio de pessoas. As relações diplomáticas remontam a 1945 e a legação brasileira em Damasco foi aberta em 1951.

Estas relações passaram a adquirir especial importância durante o mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (2003-2010), como reflexo da aproximação entre o Brasil e o mundo árabe de modo em geral, concretizada por iniciativas como a realização da Cúpula América do Sul - Países Árabes e a designação de um embaixador extraordinário para o Oriente Médio.

O governo sírio prestou um inestimável auxílio durante a operação de repatriação de brasileiros atingidos pelo conflito entre Israel e o Hezbollah, em 2006 e por isso nós, brasileiros, somos gratos à Síria. Entre as áreas de cooperação bilateral, a que tem apresentado resultados mais palpáveis é a educacional, como fruto da visita a Damasco, em março de 2006, do ministro da educação Fernando Haddad. Como resultado da viagem, foi implantado, em 2006, um curso de português no Instituto de Línguas da Universidade de Damasco. Trata-se do primeiro curso de português da Síria, e o primeiro a utilizar um método próprio para alunos árabes.

Até então, o próprio povo sírio parecia aprovar o governo do seu presidente, Bashar al-Assad, que havia começado a governar em 2000, como uma esperança de mudanças democrática e que foi reeleito em um referendum convocado no dia 27 de maio de 2007 onde conseguiu 97% de aprovação, todavia ele concorreu sozinho e, nós brasileiros, olhamos aquilo como, no mínimo, algo estranho mas, até ai não era da nossa conta sequer opinar a respeito. No dia 25 de junho de 2010, Bashar al-Assad iniciou uma série de viagens pela América Latina, visitando Cuba, Venezuela, Brasil e Argentina. No entanto, até então, não haviam os protestos populares contra o seu governo por lá.


Apenas em 2011, frente a vários protestos no mundo árabe por reformas democráticas, o governo de al-Assad prometeu abrir mais a política do país para o povo, porém, frente a lentidão dessas mudanças, ou o não cumprimento da promessa, opositores ao seu regime começaram uma série de protestos pedindo a derrubada do Presidente, que respondeu aos manifestantes com o envio de tropas do Exército à áreas de protesto e, foi só ai que os problemas realmente se mostraram com maior claridade. A violência da repressão do governo fez com que vários países pelo mundo, como os Estados Unidos, Canadá e União Européia adotassem sanções contra a Síria.

Com o voto do Brasil, a Assembleia Geral das Nações Unidas aprovou, em fevereiro de 2012, uma resolução de apoio ao plano da Liga Árabe para que o presidente da Síria, Bashar al-Assad, deixe o poder. A resolução também condenou as violações de direitos humanos e os ataques contra a população civil durante o seu regime.

Em meados de Julho, quando piorou na situação na Síria, intensificando confrontos entre forças leais ao presidente, Bashar al-Assad, e os opositores ao governo ditatorial na capital, Damasco, o Brasil transferiu todos ois diplomatas de Damasco para Beirute. Manteve o funcionamento de sua embaixada no país, com apenas um funcionário de nacionalidade síria.


No início de agosto, a vice-chefe da missão do Brasil nas Nações Unidas, Regina Dunlop, disse que a resolução aprovada na Assembleia Geral da organização sobre o conflito na Síria refletia a posição brasileira. O texto então aprovado clamava por uma transição política no país em crise, condenava o regime do presidente Bashar Assad e criticava o Conselho de Segurança por não agir para tentar deter a violência no país em conflito.

Segundo Regina, a mensagem reiterava “o chamamento de todas as partes para que cumpram o plano do mediador Kofi Annan, que cessem a violência, cooperem com a comissão de inquérito da Comissão de Direitos Humanos e viabilizem a prestação de assistência humanitária”. Vale lembrar que o documento também reafirmava o compromisso com “a integridade territorial, a soberania e a independência da Síria, além do respeito aos princípios da Carta da ONU”.

Sim, o Brasil estava publicamente repudiando de maneira veemente os atos de agressão contra muitos milhares de mulheres, homens e crianças na Síria, e considerava extremamente graves as alegações de continuada violência contra a população civil síria. Tomando como base as relações internacionais do Brasil, é preciso lembrar que as mesmas são fundamentadas no artigo 4.º da Constituição Federal, que determina, no relacionamento do Brasil com outros países e organismos multilaterais, os princípios da não intervenção, da autodeterminação dos povos, da cooperação internacional e da solução pacífica de conflitos.

Diante deste fundamento, o Brasil tem se comprometido a pressionar todas as partes do conflito sírio com o objetivo de colocar fim à violência e começar o processo político para a transição pacífica. Mas ainda é preciso mais. Nosso país, diante da postura que adota, acaba falando muito e fazendo o mínimo diante dos conflitos internacionais. Com isso, acaba muitas vezes nem sendo levado em consideração; ou pior, é duramente criticado pela sociedade internacional. Por isso, o Brasil precisa com urgência mudar a postura. É preciso adotar um posicionamento firme, claro e com ações concretas a favor do respeito aos direitos humanos e da formação de um governo democrático na Síria ou em qualquer outro país que passe pela mesma situação de horror.

O Brasil há muito disputa um assento permanente no Conselho de Segurança, para assim inserir-se no rol das potências regionais que ditam as regras no sistema internacional. Porém, para atingir esse objetivo, o Brasil precisa ser mais protagonista que um simples apaziguador. Precisa ter uma postura mais incisiva para adquirir maior legitimidade e tornar-se uma referência internacional aos demais países.

Somos um país pacífico internacionalmente e temos orgulho disso. Mas, se queremos ser levados mais a sério, é preciso mais ação no quesito da defesa dos direitos humanos. Além disso, se queremos ser respeitados como líderes, é necessário dar o exemplo, passando a respeitar mais os direitos humanos da população brasileira, garantindo serviços educacionais e de saúde de qualidade a todos.

A cerca de quase um mês foi anunciado que o governo do Brasil liberaria US$ 120 mil para ajudar os refugiados sírios que partem para o Líbano. A decisão foi anunciada hoje 16 de Agosto pelo Ministério das Relações Exteriores, Itamaraty. Em comunicado, o Itamaraty informa que o dinheiro será repassado para o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur).

O comunicado diz: “No contexto dos esforços brasileiros para minimizar os efeitos humanitários da crise na Síria, o governo brasileiro realizará contribuição de US$ 120 mil ao Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur) em apoio aos refugiados sírios no Líbano.”

Pelos dados mais recentes de organizações internacionais, além dos que deixaram as cidades de origem na Síria, pelo menos 157.600 pessoas fugiram do país para o Líbano, a Jordânia, a Turquia e o Iraque. Há ainda falta de alimentos, eletricidade e medicamentos. Apesar de o Brasil figurar entre as maiores economias do mundo, ainda que US$ 120 mil pareça pouco, é o que podemos fazer pois, ainda deixamos a desejar na questão da segurança interna e de serviços básicos a nossa própria população.

Licença Creative Commons
Este trabalho de André Luis Lenz, foi licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição - NãoComercial - CompartilhaIgual 3.0 Não Adaptada.
 
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