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terça-feira, 19 de junho de 2012

Angústia Suprema


Angústia Suprema
(Rosa de Saron)

Eu imagino o seu olhar
Eu o procuro no tempo
A última noite entre nós
Angústia ao extremo
Sua alma entristeceu
Companhia adormeceu
Só a lua a iluminar
A angústia de um homem-deus

Prostrou-se em terra
Exprimiu suas aflições
Um anjo o consolava
E a tristeza o abalava
(refrão)
Foi na solidão sua maior dor
Suor e sangue, angústia e amor

Sua fé venceu a dor
Ao seu destino se entregou

A salvação seria
Tal qual Deus Pai queria
Repleto de amor
O sangue transpirou


O texto acima é letra na música intitulada “Angústia Suprema” que canta a respeito de um fato que é narrado nos evangelhos sobre o ocorrido durante algumas poucas horas que Jesus passou no jardim do Getsêmani (ou jardim das Oliveiras) no período que antecedeu a sua prisão, que resultou no seu martírio.

Ali, naquele momento em que Jesus, de modo inconteste, se angustiou profundamente “e disse-lhes: A minha alma está triste até a morte; ficai aqui e vigiai.” Mc 14:34

Ora, eu me pergunto, qual seria a razão daquela angustia se Ele, de fato, sabia plenamente, que os acontecimentos que sucederiam nos próximas horas eram, nada mais nada menos, que a consumação do inexorável projeto de seu Pai, Jeová Deus, para a salvação de uma grande multidão de seres humanos?

Teria o filho do homem Jesus, sido tomado pelo natural sentimento de medo que ocorre quando um humano vê diante do seu eminente martírio? A angústia lhe ocorrerá por ter tido uma antevisão das terríveis circunstâncias de sofrimento físico pelas quais Ele passaria pelas longas e cruéis cerca de quinze horas seguintes?

Ora, não seria, acreditar que assim fosse, uma interpretação por demais simplista, diante da imensurável magnitude do acontecimento que, pelo poder de Deus, então se cumpria? Não estava Jeová realizando ali o único e possível acontecimento que pudesse estabelecer uma via de salvação para a humanidade?

Angustiou-se Jesus por si próprio, ou houve ali, naquela angústia suprema, uma outra razão maior que não era, então, apresentada de modo explícito? Não haveria ali, para aquela angustia imensurável, uma razão oculta, que viria a ser revelada somente diante de uma visão estabelecida pelo poder da fé, para aqueles que crerem que aquilo foi, de fato, o único possível preço a ser pago, para o estabelecimento da nossa via de salvação?

Pense friamente, cristão: mártires por mártires, daqueles que se entregaram ao martírio por causas nobres, com o coração cheio heroísmo e de amor sincero aos semelhantes, e até mesmo por amor sincero a Deus, a história da humanidade está repleta de casos, mas nenhum destes pôde ser o resgatador da humanidade.

A loucura humana por ambição e por ganância de riqueza e poder, o desvario humano em governar as nações e, mesmo em governar a aquilo que a história denomina como sendo “igreja”, foi e ainda tem sido, como algo profícuo em gerar tais mártires, mas todos eles dormem na morte, esperando o chamado de Jesus.

Se você é sincero e não é ignorante, deve estar agora se lembrando de alguns desses casos. Se você não tem tal conhecimento, basta dar uma rápida vasculhada na maior enciclopédia humana que os muitos relatos bastante verídicos, salvos por alguns exageros e detalhes controversos, que são inerentes ao imperfeito processo de registro histórico humano, lhe saltarão a vista, como milho de pipoca lançado em olho fervente.

São, de fato, inúmeros casos de mártires e heróis e possivelmente, alguns deles devem ter ido as últimas consequências de seus atos heroicos, sem derramar uma única lágima sequer, de angustia ou pavor, mesmo diante da derradeira ação de seus algozes. Não citarei aqui, ainda, o nome de nenhum caso exemplar, a fim de não produzir comparações de caso a caso, enaltecendo a alguns ou diminuindo a outros.

Mas então, o que teve, realmente, o martírio de Jesus de especial? Seria Ele apenas mais um mártir, dentre tantos, produzidos pela loucura humana? E, principalmente, o que é a revelação que o Espírito enseja trazer-lhes, qual foi a razão de tão profunda angústia sentida por Ele ali no jardim das Oliveiras?

Mesmo eu, um homem contemporâneo deste tempo cibernético e cosmopolita, amante da ciência e das artes humanas, dotado de plenas boas capacidades físicas e mentais, desembaçado de compromissos cíveis que me tolhessem o pleno desfrutar dos gozos que a sociedade moderna e libertária me oferecem, ao invés de me alegrar profusamente com isso, já há um bom tempo, a medida em que a minha alma amadurece, venho me sentindo cada vez mais amargurado.

Eu sei que a amargura que eu estou sentindo, é mesmo, apenas uma pequena parte, daquela mesma angustia suprema que sentiu Jesus. Mas repare que eu estou usando palavras diferentes para exprimir a representação de um sentimento de mesma natureza (angústia em Jesus, amargura em mim), pois o sentimento de Jesus, foi grande de uma maneira sem medida, mas durou poucas horas, e o meu é pequeno, na minha proporção humana limitada, mas é para toda a minha vida.

Hoje, no ponto de amadurecimento em que eu me encontro, principalmente para com respeito ao meu relacionamento com o mundo espiritual, é que eu pude chegar a ter alguma ciência da semelhança de tais sentimentos, posto que até então, eu me inclinava ao auto convencimento de que, em meu ser, haveria tão somente a famigerada doença da depressão, dita popularmente como sendo, o “mal do século XXI”, a qual eu hoje creio, que pode muito bem, ser dita também, como o “mal do século XX”, o “mal do século XIX”, o “mal ...”.

Há muitos anos a minha alma indaga a si mesma, de modo recorrente, o seguinte ditado louco: “Não há que se ter medo da morte, mas sim, medo da vida pois, viver neste mundo é algo terrível!”. O ponto de exclamação empregado na última oração deste período não é apenas um sinal retórico pois, a ideia de ter tal pensamento flutuando livremente em meu âmago, deveras sempre me perturbou, causando-me, no início, até bastante medo.

Eu não consigo me lembrar, exatamente, de quando foi isso começou em minha vida mas, e creio que, a princípio, tal pensamento transitava de modo algo inconsciente, para depois de alguns anos, passar a transitar, de modo progressivo, cada vez mais conscientemente, e a perturbação causada, advinha do fato de que, após cada manifestação desse pensamento, a lógica fria que há em mim o analisava e o considerava como uma possível “ideia derrotista”, de quem “se acovarda diante da luta da vida” e, o pior, acusava carregar uma “tendência suicida”.

Por décadas eu tentei apagar tal pensamento de minha alma e, não obstante a ele, ao avaliar-me como ser, não me sentia suicida, nem derrotista, e tal pensamento, transitava em minha mente, sem nunca ter feito descer desejo algum ao meu coração, muito menos algum desejo macabro, muito pelo contrário, como disse anteriormente, eu me senti e me expressei sempre como alguém contemporâneo deste tempo cibernético e cosmopolita, amante da ciência e das artes humanas, dotado de plenas boas capacidades físicas e mentais.

Todavia, aquele pensamento, de modo resistente, continuou me assombrando por décadas, até chegar aos dias de hoje, e foi apenas com o meu lento e gradual amadurecimento, que eu pude, aos poucos, não temê-lo mais e de chegar ao ponto em que eu me vejo agora, de aceitá-lo e compreendê-lo, como sendo uma pequenina parcela compartilhada, da mesma angústia suprema que Jesus expressou sentir, naqueles momentos ali no jardim das oliveiras.

Apesar de quão terrível, de fato, tem sido a mim viver neste mundo, em cinco décadas da minha vida, eu não me suicidei e creio que, no tempo de vida que ainda me reste viver aqui, ainda que este tempo venha a ultrapassar o tempo já vivido, eu não o farei, até mesmo porque, diante do meu crescimento e amadurecimento para com as coisas espirituais, o pior de tudo já passou.

O que eu mais desejo hoje, e para o restante da minha vida, é poder dizer aos acreditam que sofrem como eu acreditava que sofria, com aquele tal pensamento, é que ele é natural, inerente a nossa natureza humana mais que inteligente, que é ainda sábio e verdadeiro, e é coisa que se expressa em nossas vidas pela permissão de Deus, não tendo vindo para nos matar, para nos roubar ou para nos destruir, mas para nos dar uma vida de aprendizagem, que acabe por ser útil ao Senhor.

Viver neste mundo é verdadeiramente algo terrível pois, fato é que ele está irremediavelmente perdido, fadado a morte, enquanto que nós, os loucos para o mundo, quando conseguirmos superar as barreiras que tentam nos impedir de ter o conhecimento exato de “por que Jesus sofreu ali no Getsêmani” passamos a ser dotados de um real poder, que pode nos conduzir então a coisas maravilhosas, as quais o mundo nunca entenderá: salvação no nome e no sangue de Jesus.

Não amados, vós que sois loucos de amor pelo mundo, vocês não precisam chorar as suas próprias lágrimas de paixão pela humanidade pois, as lágrimas que cabiam ser choradas, já o foram ali com Cristo, lágrimas e suor de sangue, choradas por Jesus em sua angústia suprema e nenhuma outra lágrima, nenhuma outra angústia, nenhum outro suor ou sangue, nada, poderá superar o que houve naquele momento.

Saiba, pois que é inevitável que a humanidade continue se degradando, no dia a dia em que hoje vivemos e é inevitável também a nossa dor por sermos contemporâneos desse tempo de degradação, mas o nosso sofrimento por causa de ver isso acontecendo é completamente vão e é, tão simplesmente, uma inútil opção nossa apenas!

Nós humanos, não vemos nem julgamos com os olhos do Espírito, mesmo alguns de nós, que se tornam esclarecidos, não obtém exito nisso. Nós vemos e julgamos com os nossos olhos físicos, pois é isso que somos, matéria … e jamais poderemos demover o mundo de seu destino de destruição, com a força do nosso próprio braço. Enquanto isso, tudo o que vier a acontecer, é algo que, simplesmente, terá que acontecer.

Se ao menos nós pudermos compreender o que significou o martírio de Jesus, tornaremo nos cônscios de que somente o legítimo dono do mundo poderá, quando vier o momento apropriado, restaurá-lo e poderemos então, também, ter a sensação alegre da certeza de estarmos rumo a esse grande e totalmente diferente dia, ao qual nos encaminhamos a passos largos e acelerados.

É somente esta esperança que pode apaziguar a nossa angústia, a nossa amargura sincera de homem mortal louco de paixão pelo mundo e pela humanidade: tudo o que há nos será tornado novo!

Ora, pois, aquilo que nos faz sofrer não é justamente o fato de estarmos com nosso olhos abertos vendo o mundo do jeito terrível que ele é, e não é a causa da nossa amargura não podermos vê-lo modificado, como sendo de uma forma diferente? Pois isso só será possível acontecer, se antes suceder por um tempo, a pífia vitória do mal, com ele aparentemente predominando, até que se escote a sua medida e o seu cálice transborde, e mão da ira de Deus o venha remover completamente.

Quem me dera se tal ocorresse ainda hoje, diante de meus olhos, mas não sabemos o dia nem a hora, porquanto, apenas vemos sinais que nos afirmam que tal dia e hora se aproxima. Assim, busquemos ao Senhor enquanto Ele ainda pode ser achado, busquemos pelo seu conhecimento pois, é isso que significa a vida eterna.

Nada mais podemos, de fato, fazer com nossa própria força. Nos ligarmos a videira verdadeira e buscarmos permanecer ligados a ela é tudo que podemos fazer. Nem mesmo os frutos que daremos sairão por nossa força. Há que ser assim, por causa da glória de Deus, concedida a Jesus.

Não percamos tempo como fazem os que no mundo só buscam gananciosamente por riquezas e prazeres fúteis. Agindo assim estaremos odiando a humanidade que queremos ver restaurada e odiando ao mundo que querermos ver renovado. Isso só aumentará o nosso sofrimento louco, em duração e intensidade.

Antes de podermos nos alegrar, por fim, com o renovo da vida que vem vindo, haveremos de passar um período aparentemente contraditório, em que o acesso a mensagem de Deus para os homens deixará de ser livre, onde hoje ele ainda é livre, e a pregação do evangelho de Jesus deixará de ser aberta, onde hoje ela ainda é ela aberta.

Por esse tempo, a vontade dos inimigos de Deus, parecerá prevalecer e a humanidade ficará ainda mais confundida, e muitos sentirão satisfação nisso e mestre apregoarão que tudo terminou assim para o bem da humanidade e que, enfim, a paz na terra reina. Mas essa falácia não durará.

E sucederá que isso resultará apenas no agravamento das dores humanas pois, não há outro fruto que possa advir do que é mal, a não ser o próprio mal. Naqueles dias, alguns se recordarão das palavras de mensagens como esta, sentirão saudades e então procurarão por elas, mas não as encontrarão.

Não obstante as coisas terríveis que ainda sucederão naqueles dias, os remanescentes dentre os que creram no poder do sangue de Jesus, os mesmos que entenderam porque Jesus teve aquele momento de angústia suprema no Getsêmani, estarão ocultados pelo poder do Senhor, protegidos de toda desgraça, não poderão ser tocados.

Não amados, não é mais tempo de acreditar que Jesus se angustiou tão somente por “Ele se dar conta de tudo o que ele deveria enfrentar nas derradeiras horas finais de sua vida como homem”. De mártires assim, e até melhores do que isso, a coroa mundana da humanidade está amplamente cravejada.

Isso que acreditamos ser o todo, foi nada mais do que tão somente, a mísera e desprezível parcela do porque Jesus orou fervorosamente para saber do Senhor Jeová se havia outra forma de redimir a humanidade.

Essa mísera e desprezível parcela, se ocorreu, foi porque a alma de Jesus, naquele momento, estava tão firmemente dependente da carne, quanto eu e você, seres humanos, físicos materiais e mortais estamos. Mas saiba que essa parcela carnal é muito menor do que a ponta de uma enorme montanha de gelo solta no oceano.

Jesus não teve nenhum medo de morrer, que justificasse a incomensurável angústia suprema que sentiu. Houve ali, muito mais do que as nossas pequenas mentes humanas pudessem, até então, ter captado e compreendido.

As oração, as lágrimas e o suor de sangue de Jesus eram por nós, mais uma vez, por interseção em nosso favor. Foi pelas reais chance de cada alma humana via a alcançar a salvação, por meio do pacto que Ele e o Pai, por fim, iriam consumar em poucas horas, a partir daquele cenário, que o angustiado Jesus orou, chorou e suou sangue.

Foi por tudo o que nós ainda teríamos que sofrer em nossa jornada histórica e pela dor de saber que nem todos os seres humanos alcançariam a desejada salvação, conforme era o desejo do Pai. Parece fácil, não é cristão? Tão somente creia e serás salvo! Mas não tem sido assim, fácil, e por fim, “se aqueles dias não fossem abreviados, ninguém se salvaria; mas por causa dos escolhidos serão abreviados aqueles dias”. Mt 24:22

Estamos pregando o evangelho a quase 2000 anos e eu pergunto: A quantas andam as nossas contas dos que são salvos? Daqueles nascidos de mulher que estão vivos na terra, quantos estariam salvos hoje? Na Brasil cristão, que amanhece a cada dia vendo o desfilar de crimes e mais crimes ocorridos, quantos estão salvos? Nas congregações, onde o cristãos se assentam e ficam felizes pois, as pregações lhes agradam fazendo cócegas aos seus ouvidos, quantos estão salvos?

Será que teremos mais 2000 anos para pregar o evangelho por toda a terra para toda criatura? Haverá um tempo para recuperar o atraso, buscando, em desespero, superar a nossa incompetência humana? Não sabemos que o tempo para isso já se faz cumprido em um átimo e se acelera o tempo do fim?

Jesus tinha muitíssimo mais motivos para chorar por nós, do que por Ele próprio, amados. Ele chorou por Israel que até os dias de hoje continua a odiar os profetas nascidos de sua própria casa e chorou pelos homens cristãos, tolos quais crianças recém desmamadas, que se comovem em ver como o Mestre se angustiou temendo sua própria morte e se alegram com o quanto as congregações lhes acenem com promessas de bençãos e milagres materialistas.

E o sangue correu por fora de sua pele, de modo antecipado pois, Ele entendeu que ali já se selava o fato de que nos últimos dias sobreviriam tempos penosos; pois os homens seriam amantes de si mesmos, gananciosos, presunçosos, soberbos, blasfemos, desobedientes a seus pais, ingratos, ímpios, sem afeição natural, implacáveis, caluniadores, incontinentes, cruéis, inimigos do bem, traidores, atrevidos, orgulhosos, mais amigos dos deleites do que amigos de Deus, tendo aparência de piedade, mas negando-lhe o poder.

Vede se algo no cenário acima lhe parece familiar? Se sim, então, afasta-te também desses e saiba que a imensa tristeza de Jesus naquela hora, foi porque deste número seriam aqueles que, nos dias de hoje, se introduziriam pelas casas, e levariam cativas mulheres néscias carregadas de pecados, levadas de várias concupiscências; sempre aprendendo, mas nunca podendo chegar ao pleno conhecimento da verdade.

Por tudo isso Jesus orou, pois, quem sabe haveria outro meio menos penoso para nós humanos, atingirmos a salvação, sem ter que passar por tantas desgraças. Jesus transpirou seu sangue precioso em oração … mas outra forma consumar o pacto não foi possível! Ele teria mesmo que sofrer o seu martírio e, quanto a nós, ficaríamos condicionados a nossa própria dependência de crer ou de não crer, de se ligar ou de não se ligar, de seguir ou de não seguir, de permanecer ou de não permanecer, de perseverar até o fim ou de não perseverar até o fim. De sermos salvos ou não, conforme o nosso próprio desejo.

Foi por isso que Jesus se entristeceu até a morte, se angustiou de maneira suprema, orou mesmo em pranto, vertendo sangue. Por que é que Ele temeria a a própria morte? Nem mesmo Tiradentes, que morreu sem a certeza da salvação, temeu a sua própria morte. Se dez vidas eu tivesse – disse Tiradentes – todas eu daria, a fim tornar independente, o Brasil de Portugal. Mas Jesus foi a única vida possível de ser dada, em resgate pela humanidade toda e, mesmo assim, tão poucos desejam ser salvos.

De fato, tudo indica que há a chance de bem poucos humanos se salvarem. Talvez algo em torno de uns seis milhões, no meio de uns seis bilhões, ou seja, 0,1% dos humanos se salvariam. São altas as chances de que a grande maioria se perca e, ainda há a certeza, de que todos os que querem viver piamente em Cristo Jesus padecerão perseguições. Que Deus se alegraria com isso? Deveras, nenhum! Antes se angustia, sofre de angústia suprema!

Mas os homens maus e impostores irão de mal a pior, enganando e sendo enganados e, eu, porém, permanecerei naquilo que aprendi, e de que fui inteirado, sabendo de quem o tive aprendido, e que desde a infância sabia as sagradas letras, que podem fazer-me sábio para a salvação, pela que há em Cristo Jesus.

Toda Escritura é divinamente inspirada e proveitosa para ensinar, para repreender, para corrigir, para instruir em justiça; para que o homem de Deus seja perfeito, e perfeitamente preparado para toda boa obra. Estando cada qual de nós firmemente pegados a videira, aquietemo nos e vejamos o que o Senhor fará!

quinta-feira, 10 de maio de 2012

O Amor Suporta Sofrimento, Todavia, Não O Causa! Então não Aceite Sofrer Por Amor Romântico!


O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não trata com leviandade, não se ensoberbece. Não se porta com indecência, não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal;
Não folga com a injustiça, mas folga com a verdade; Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.
1 Coríntios 13:4-7

O amor é sofredor ... MAS O AMOR NÃO CAUSA SOFRIMENTO! Nenhum tipo de amor pode CAUSAR SOFRIMENTO.

Sendo mesmo verdadeiro, O AMOR, sempre TEM LIMITES

Existem alguns tipos distintos de amor e, em sua essência, são todos "amores incondicionais", com exceção de um pequeno detalhe: o amor romântico, o amor de uma relação conjugal, é o único tipo de amor que REQUER, NECESSARIAMENTE, uma via de mão dupla para poder existir!!! Isso é fato!! Caso contrário, ou ele se torna como um amor fraterno (amor entre irmãos) ou acaba por se tornar como algo destrutivo, uma aberração desnaturada que nada tem com relação ao amor!

Portanto, ficai atento e se perguntai: Você coloca TODAS suas expectativas de vida em relacionamentos amorosos? Você tem a perspectiva que o amor romântico é a sua realização mais importante?

Existem pessoas que ao longo da vida acabam se envolvendo com os mais variados tipos de pessoas, simplesmente porque não conseguem viver sozinhas.

O que não imaginam é que, geralmente, esses relacionamentos, baseados na carência excessiva de uma das partes, podem ser extremamente destrutivos.

Na vida de todas as pessoas nada mais é importante que o amor, que é a base de tudo e de todos, pois, quando amamos algo ou alguém, obtemos algo precioso: mantemos o nosso equilíbrio emocional.

O amor é a primeira e a segunda coisa mais importante para Deus, pois está no âmago de dois dos Seus mais importantes mandamentos. Contudo, tem sido exatamente o amor um dos sentimentos mais negados ao próximo na sociedade atual.

Por que isso acontece? Não é por falta de capacidade de se sentir amor mas, sim, por falta de conhecimento a respeito. Mas, quais são os conhecimentos necessários para aprender a amar melhor? Comece, então colocando algumas coisas no seu devido lugar: Não é o amor que sustenta um relacionamento, mas sim, o modo de se relacionar que permite a permanência do amor!

Eu mesmo tenho buscado seguir os seguintes passos de aprendizagem:
  • A amar me (amar a mim próprio), incondicionalmente, independente da minha relação com qualquer outro ser, exceto a Deus, a quem devemos amar acima de tudo. É só assim sendo, que eu poderei amar sem restrições quem me cerca;
  • A parar de fazer coisas as quais eu não gosto, feitas só para agradar a pessoas. Em geral as pessoas não apreciam nem valorizam sacrifícios feitos por elas, algumas chegam mesmo a temer que isso as torne endividadas; As pessoas que nos amam gostam que compartilhar conosco das coisas que fazemos naturalmente. A isso chama-se afinidade.
  • Apesar de todas as circunstâncias desfavoráveis existentes, nunca deixar de acreditar no amor. Acreditar, sempre, nas várias diferentes formas de amor ao próximo, pois nós, seres humanos, não fomos feitos para a solidão;
  • Que o amor, e suas formas, é, sempre, muito acima das paixões, um sentimento de cooperação. Onde não há cooperação e cumplicidade, de alguma forma, não há amor. Nem mesmo a piedade mais pura conseguirá sobrevive para sempre, sem que se desenvolva algum fruto que cause satisfação a alma humana;
  • Ter desapego o bastante para não prosseguir alimentando relações que só trazem sofrimento. Se após algum tempo uma relação parecer não funcionar com cooperação e cumplicidade, e, não trouxer apenas benefícios as partes benefícios, desapegue-se dela sem constrangimentos, antes de assumir comprometimentos maiores.
Uma verdade que poucas pessoas são capazes de enxergar é a de que ninguém nos engana nesta vida, nós é que nos permitimos ser enganados de modo que, somos nós mesmos que nos enganamos.

Se alguém pensa amar o seu companheiro mais que si próprio, pode parecer um sentimento muito nobre, mas pode significar também, falta de auto estima. Quando alguém passa a afirmar que ama o outro mais que  si mesmo, pode parecer altruísmo, mas em geral não o é pois, é característica do altruísta não ficar contando vantagem da medida do eu amor. Esta  pode, simplesmente, ser um firmação dita por dizer, por alguém que, de fato, simula afeição. Todavia, se alguém pensa estar, realmente, amando alguém mais do que si próprio, em um relacionamento romântico, pode estar, na verdade, num situação de fragilidade psico-emocional. 

Infelizmente, é bastante comum nós criamos expectativas irreais quanto às pessoas e quanto aos relacionamentos e passamos a viver como que dependentes dessas expectativas criadas. Com isso nos colocamos em uma situação de nos decepcionarmos, facilmente, quando elas não correspondem ao que desejamos.

Tais decepções podem acabar nos ocorrendo com grande frequência, o que, normalmente, nos leva ainda a outros transtornos mais, pois, as pessoas entre nós, que em geral vivem calcadas nas expectativas criadas sobre as atitudes do outro, ou mesmo sobre os relacionamentos em si, são as mesmas pessoas que, de modo geral, tem maior dificuldades em lidar com as frustrações quando elas fatalmente ocorrem.

Deste modo, amar ao outro, sem amar tão igualmente a mim próprio, seria uma postura de falta de sabedoria que estaria, continuamente, pondo a prova a minha resiliência. Além do mais, é necessário que eu aprenda a ver as pessoas como elas são, e a aceitá-las e respeitá-las dessa maneira e não esperar que o meu relacionamento com elas possam ter o poder de transformá-las, pois é tão somente Deus que tem esse poder.

Quanto mais cedo eu descartar um relacionamento que não me é conveniente, menos eu sofrerei ou mesmo menos farei o outro sofrer, e, mais cedo me colocarei em condições de avaliar outras possíveis opções de relacionamentos. Eu só posso modificar a mim mesmo, ao outro eu só posso amar, amar de uma forma, ou de outra.

Entre seres humanos, seja em que contexto for, jamais existirá relacionamentos perfeitos e, também, ninguém conseguirá, nunca, de modo algum, ser totalmente desapegado em tudo. Assim, todo e qualquer relacionamento entre seres humanas sempre trará para as partes, algumas eventuais decepções. É por isso que é preciso desenvolver paciência e resiliência, e ter consciência de que é muito pouco provável que um amor romântico subsista, longe do amor de Deus.

Todavia, alguns relacionamentos são mesmo inconvenientes e estes podem ser evitados ou mesmo descartados, antes de um comprometimento maior. Simplesmente deixar rolar e acreditar que com o tempo as coisas mudarão, em geral, acaba custando ainda mais caro que uma ruptura precoce.

Criar expectativas irreais é o motivo por que muitos falham redondamente na realização amorosa.
O amor, que é a base de tudo e de todos pois, quando amamos algo ou alguém mantemos o equilíbrio interior.

“Respondeu Jesus: O principal é: Ouve, ó Israel, o Senhor, nosso Deus, é o único Senhor. Amarás, pois, o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todo o teu entendimento e de toda a tua força. O segundo é: Amarás a teu próximo como a ti mesmo” (Marcos 12.29-31).

Não existem mandamentos superiores a estes. Desta feita, o amor é a primeira e a segunda coisa mais importante para Deus, pois está no âmago de dois dos Seus mais importantes mandamentos. Deus é o criador, também, da forma de relacionamento do amor romântico:

“Disse mais o Senhor Deus: não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma auxiliadora que lhe seja idônea” (Gênesis 2:18).

Não seja tolo, ame-se, seja mais amoroso consigo mesmo, não se violente fazendo o que não gosta. Permita-se dizer não e permita-se cogitar que, sob certas circunstâncias, isso possa ser necessário!

O amor é um jogo cooperativo. Se vocês estão juntos é para jogar na mesma equipe, ou então é melhor nem começar jogo algum. Não permaneça junto de quem não o mereça. Alimentar relações que só trazem sofrimento é masoquismo: pratique o desapego e afaste-se, se necessário, e não permita, de modo algum, ver o seu amor transformado em rancor ou ódio.

Em amor romântico, aceite o seu próprio ritmo do amor e saiba que o seu parceiro tem também o dele próprio. Assim como ninguém vai empolgadíssimo todos os dias para o trabalho, ninguém está sempre no auge da paixão, de modo que, variações de humor, em maior ou menor grau, são inerentes a todos os seres. Cobrar de si e do outro, viver sempre nas nuvens é apenas o início de muitas situações frustrantes e perturbações.

Para evitar que o relacionamento se torne destrutivo, o ideal é buscar uma certa independência, ter autonomia sobre sua vida para fazer suas próprias escolhas. Desta forma, a pessoa terá capacidade de escolher relações em que possa ter trocas mais maduras, com pessoas dispostas e prontas para dar e receber, para que ambos ganhem com a relação.

É necessário e imprescindível que ambos tenham amizades, que se dediquem-se aos estudos ou a um trabalho no qual sintam prazer e realização, que cuidem do corpo e da mente, que busquem o autoconhecimento, independente do parceiro fazê-lo também ou não.

Convém, ainda, que o casal tenha convívio social enquanto casal, e que convivam com outros casais para que possam melhor compreender a dinâmica das outras relações e se espelhar também nelas, pois aprendemos muito com essa troca de experiências. Todavia, convém que o casal escolha círculos sociais que lhes interessem a ambos e possam, principalmente, trazer influencias realmente positivas.

A estrema carência afetiva, hoje, pode ser considerada como uma forma de distúrbio comportamental contemporâneo, mais um mal do século XXI, que afeta um número considerável de pessoas, tanto homens quanto mulheres. As pessoas sentem e agem em função deste sentimento distorcido, muito provavelmente, por já terem vivenciado experiências emocionais que não foram atendidas.

Não podemos buscar no outro aquilo que não conseguimos encontrar em nós mesmos, ou seja, devemos, antes, buscar colocar dentro de nós o que nos falta, para que a pessoa passe a se conhecer melhor e a lidar melhor com os próprios sentimentos, propiciando lhe vivenciar, depois, relações mais satisfatórias e prazerosas, que agreguem bons sentimentos e bem estar.

Compreender e aceitar essas coisas, de modo algum significa aceitar o fim do amor romântico, ou mesmo acreditar que o amor romântico é (ou se tornou) um mito, como alguns querem pregoar mas, antes, é resgatá-lo, dentro de um contexto com a base do equilíbrio da sabedoria da palavra de Deus. Com tal equilíbrio, um relacionamento romântico pode durar, não apenas para está vida, neste mundo, como até mesmo, eternamente, se Deus assim o permitir.

“O amor é paciente, é benigno; o amor não arde em ciúmes, não se ufana, não se ensoberbece, não se conduz inconvenientemente, não procura os seus interesses, não se exaspera, não se ressente do mal; não se alegra com a injustiça, mas regozija-se com a verdade; tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. O amor jamais acaba…” I Coríntios 13:4-8


domingo, 26 de fevereiro de 2012

Ensinando os Pequenos e Aprendendo, Estamos Juntos!


Ensina a criança no caminho em que deve andar, e ainda quando for velho, não se desviará dele. Instruir as crianças segundo os objetivos que se tem para elas é um dever de todo aquele a quem Deus permitiu aprender. Seres humanos que somos aprendemos muitas coisas e continuamos aprendendo sempre.

Isso, claro, de modo algum significa que quem ensina se torna responsável pelas escolhas finais de seus pupilos. Cada ser humano faz, no devido tempo, as suas próprias escolhas, sobre as quais não temos poder maior do que aquilo que já fizemos: ensinamos. Isso é coisa que Deus também permite que seja assim!

Desculpa a sinceridade, mas mente que diz que "é Deus quem define os caminhos dos homens" ... , pois quem define o caminho de um homem, é o próprio homem, e Deus apenas permite que a própria escolha desse homem seja soberana. Pela sua infinita bondade, Deus nós permite plantar o que bem entendermos.

A única maneira possível de Deus passar a dirigir os caminhos de um homem é esse homem abrir mão do próprio controle, deliberadamente, e atribuí-lo a Deus, pedindo, convidando, para que Ele o assuma. Pela graça de sua misericórdia, Deus poderá, então, fazê-lo.

Deus nunca me obrigará andar por um caminho do bem e tão pouco tirará o meu pé do caminho que é mau, se eu mesmo procurar trilhar por ele. Se eu quiser, de fato, que Deus me dirija, eu deverei render-me a mim próprio, diante da soberania dEle e entregar-me, como incompetente inútil que sou, para dirigir a mim mesmo ser o controle dEle.

Por isso, eu nunca culparei a Deus, pelos erros que eu fiz, que eu faço e que vier a fazer com minha própria vida, enquanto eu mesmo não estiver absolutamente rendido e insistir, em fazer eu mesmo, o meu próprio caminho e as minhas próprias escolhas, independentes dEle. Pela sua infinita justiça, Deus nos faz colher o que nós mesmos plantamos.

Então se ligue, pois, pra existir história, tem que existir verdade. A vida de ninguém está predeterminada, de modo que tudo é possível e o amor de Deus continua extensível a qualquer um, basta desejar e acreditar. É a minha fé que me realiza, seja para o meu bem ou seja para meu mau.

Eis o que diz o Senhor meu Deus, para mim mesmo, nesta bela manhã de Domingo: "Eis que eu estou a porta e bato ... eu jamais arrombarei a tua porta."

Eu te abençoo! Ani Ma'amim, Hallelujah! Baruch Hashem Adonai!

sábado, 6 de agosto de 2011

O Chamado de Deus

Convido o leitor a analisar três versículos, partindo da premissa de que eles estão interligados e ligado a um mesmo fenômeno, o qual eu denomino aqui de: “O Chamado de Deus”

1. Jesus disse-lhe: “Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida. Ninguém vem ao Pai senão por mim. (Jo 14:6)

2. Ninguém pode vir a mim, a menos que o Pai, que me enviou, o atraia; (Jo 6:44a)

A conclusão que eu mesmo chego é a de que é o próprio Senhor Jeová quem nos atrai primeiro, ou seja, quem nos escolhe e nos chama, e, o chamado é para seguirmos a um caminho designado por Ele: o caminho é seguirmos a Jesus Cristo, imitando-o.

Assim, Paulo, apóstolo de Cristo Jesus, pela vontade de Deus, recomenda-nos a imitação de sua própria vida porque ele imitava a Cristo: "Sede meus imitadores, como também eu de Cristo" (1Co 11:1) e também: “Admoesto-vos, portanto, a que sejais meus imitadores (1Co 4:16).

Uma vez atraídos, por aceitarmos o chamado do Senhor Jeová, significa que passamos então a ser imitadores de Cristo, dia após dia, seguindo-o continuamente. Assim, foi Deus quem pôde se chegar a nós primeiro e nos atrair, de modo que agora, por aceitarmos o chamado, passamos a seguir a Cristo, e, por fim, nós poderemos nos chegar também diretamente a esse mesmo Deus que nos atraiu e que nos amou primeiro.

Prosseguiu, pois, Jesus: Quando tiverdes levantado o Filho do homem, então conhecereis que eu sou, e que nada faço de mim mesmo; mas como o Pai me ensinou, assim falo. Jo 8:28

Uma vez aprovados em parte e chamados por Deus, em geral passamos a sentir em nosso coração, em grau maior ou menor, o desejo de seguir ao seu Cristo, pois é isso que o chamado de Deus faz em nós, pois Ele mesmo é o responsável pela determinação de que não há como se chegar a Ele, sem trilharmos o caminho de sermos imitadores do Senhor Jesus.

Entretanto, a minha própria experiência com o meu chamado me revela que eu posso ou não obedecer ao chamado. Pode ocorrer de eu estar fraco e me permitir ser dominado por temores imaginários e aquele que teme não é perfeito em amor. (ver 1Jo 4:18). No entanto, ao que tudo indica, me parece que o Senhor Jeová não desiste nunca de um chamamento que fez, de modo que, o ser humano que é chamado e por se sentir ainda fraco, renega o chamado, resulta como quem passa a viver tal como um perseguido, um fugitivo do chamado.

Aquilo que ocorreu com o profeta Jonas deixa muito clara a realidade disso: não há como fugir, de modo definitivo, de um chamado do Senhor. Tentar fazê-lo, a mim mesmo custou perdas de tempo e de recursos preciosos que, mesmo eu hoje sabendo que, no devido tempo de Deus, tais perdas me serão mais do que restituídas, a experiência toda foi, de fato, muito traumática e tais provações poderiam ter sido evitadas, se eu tivesse, de imediato, demonstrado boa vontade e sido obediente ao chamado de Deus. Mas eu estava realmente fraco ao ser chamado e precisei das provações para ser aperfeiçoado no amor.

3. Ele prosseguiu então a dizer a todos: “Se alguém quer vir após mim, repudie-se a si mesmo e apanhe a sua estaca de tortura, dia após dia, e siga-me continuamente. ...” (Lc 9:23)

Uma vez que eu obedeço ao chamado e começo a seguir a Cristo, não me convém imaginar que deste momento em diante, na minha vida, as provas acabaram e irá acontecer só vitórias, pois de fato não será assim. Enquanto não vier o que é perfeito, o meu aperfeiçoamento requer aprendizagem contínua, portanto provação contínua e eu me alegro sinceramente na prova.

Paulo tinha conhecimento desta circunstância quando falou: “E vós vos tornastes imitadores nossos e do Senhor, visto que aceitastes a palavra sob muita tribulação, com alegria de espírito santo, de modo que viestes a ser um exemplo ...” (1Ts 1:6-7).

Eu devo considerar que eu continuo a viver no mundo, neste mesmo mundo que ainda jaz no poder do iníquo (ver 1Jo 5:19). O que eu devo esperar então?

Quando esteve vivendo entre nós como homem o Senhor Jesus respondeu a essa questão, a fim de que seguindo-o de contínuo, nele, nós tivéssemos paz: “No mundo tereis aflições (realidade fatídica), mas tende bom ânimo (resposta à realidade), eu venci o mundo (resultado final).” (Jo 16 : 33). Portanto, eu devo esperar pelas tribulações, todavia com o bom ânimo de Cristo, crente de que minha atitude e minha fé, funciona e vale a pena.

Eu não devo permitir, em momento algum, que as tribulações que fatalmente me aflijam, venham a me desanimar e me afastar do meu chamado da parte de Deus. Devo sim, me esforçar em manter sempre um genuíno bom ânimo. Pedro, apóstolo de Jesus Cristo, inspirado pelo poder do santo espírito de Deus nos alerta: Mantende os vossos sentidos, sede vigilantes. Vosso adversário, o Diabo, anda em volta como leão que ruge, procurando [a quem] devorar. (1Pe 5:8)

Se decidimos ouvir e aceitar a um chamado de Deus para seguir a Cristo, devemos estar consciente de que precisamos sujeitarmo-nos , portanto, a Deus e opormo-nos ao Diabo, de modo que ele fuja de nós. (ver Tg 4:7). O diabo fugirá de nós, não por nós mesmos, pois nós não temos em nós mesmos poder para isso, mas por causa da nossa total sujeição a Deus, como seguidores e imitadores fieis de Jesus.

Lembremo-nos que, por ser apropriado executar tudo o que é justo, o homem Jesus também atendeu ao seu chamado de Deus, com o seu batismo e foi a partir dali que Jesus recebeu o Espírito Santo de Deus e foi anunciado por Ele como sendo o seu filho amado a quem Ele vinha aprovando. (ver Mt 3:15-17).

A narrativa que vem a seguir (Mt 4:1-11), mostra que Jesus foi então conduzido pelo espírito ao ermo, para ser tentado pelo Diabo, sendo que após ter sido debilitado por um longo jejum foi tentado por três vezes, mas Jesus resistiu, foi assertivo e manteve-se fiel a Jeová e sua palavra, de modo que por fim o próprio Jesus se sentiu autorizado a ordenar-lhe: “Vai-te, Satanás!” e só então o Diabo deixou-o.

Eu devo resistir ao diabo com o bom ânimo de um imitador de Cristo, com a sabedoria que convém a tal circunstância. Eu não devo maldizê-lo e nem desafiá-lo, pois isso não me seria prudente e nem compete a mim julgá-lo., Eu devo lembrar que no livro de “Judas, escravo de Jesus Cristo, mas irmão de Tiago, aos chamados que são amados em relação com Deus ...” (Jd 1), eu encontro o alerta que me diz que, “o arcanjo Miguel, quando contendia com o Diabo e disputava a respeito do corpo de Moisés, não ousou lançar juízo de maldição contra ele; mas disse: O Senhor te repreenda. (Jd 9)

Portanto, resistir ao diabo significa uma resistência inflexível, porém pacifica e ordeira. Isso não significa covardia, mas sim sabedoria e “a excelência do conhecimento é que a sabedoria preserva vivos os que a possuem.” Ec (7:12). De fato, se por causa das várias tribulações que me afligem, eu me estressar e disser que eu “odeio o Diabo”, como eu já fiz outrora, eu estou caindo em uma armadilha. Com isso estarei agradando o próprio Diabo e renegando em seguir, verdadeiramente, a Jesus Cristo, que me ordenou enfaticamente o que eu devo fazer: “Amai a vossos inimigos, bendizei os que vos maldizem, fazei bem aos que vos odeiam, e orai pelos que vos maltratam e vos perseguem; para que sejais filhos do vosso Pai que está nos céus”.

Se eu, de fato, fui chamado por Deus e sou mesmo um escolhido, eu devo ter a maior misericórdia possível pelos que não o foram ainda, principalmente pelos que andam perdidos e mais ainda se alguém dentre estes for usado para fazer algum mal diretamente a mim, pois as aflições que eles vivenciam em suas tristes vidas, são em muito superiores as minhas próprias e eu não sei sobre o dia de amanhã e também não conheço os detalhes do plano de Deus. Alguém que hoje anda por caminhos torpes poderá, amanhã, ser também chamado e levantado por Deus, assim como eu mesmo creio que eu tenho sido.

A misericórdia de Deus foi oferecida, por meio do sangue de Jesus, a todos. Eu devo dar o exemplo do amor ao me relacionar com aqueles que ainda não creem, devo acreditar que a condição destes é só por hoje e não ser egoísta e desejar guardar esta bênção só para mim, pois ela me foi dada para ser partilhada, “não tornando mal por mal, ou injuria por injuria; antes, pelo contrário, bendizendo; sabendo que para isto fostes chamados, para que por herança alcanceis a benção. (1Pe 3:9). Eu devo divulgar as boas novas a todos, usando como ferramenta não apenas a palavra de poder, mas também dando mostra viva do poder da palavra em mim mesmo.
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Este trabalho de André Luis Lenz, foi licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição - NãoComercial - CompartilhaIgual 3.0 Não Adaptada.
 
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