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quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Patriarcas Cavadores de Poços


“Dali subiu para Berseba. Na mesma noite, lhe apareceu o SENHOR e disse: Eu sou o Deus de Abraão, teu pai. Não temas, porque eu sou contigo; abençoar-te-ei e multiplicarei a tua descendência por amor de Abraão, meu servo. Então, levantou ali um altar e, tendo invocado o nome do SENHOR, armou a sua tenda; e os servos de Isaque abriram ali um poço.  Nesse mesmo dia, vieram os servos de Isaque e, dando-lhe notícia do poço que tinham cavado, lhe disseram: Achamos água. Ao poço, chamou-lhe Seba; por isso, Berseba é o nome  daquela cidade até ao dia de hoje” Gênesis 26:17 a 25,32 e 33

Cavar poços na antiguidade significava a busca de um bem muito precioso, muito mais valioso que o ouro e também provia a própria sustentabilidade e sobrevivência da vida pessoal e familiar.

Devido à predominância da vida rural nos desertos do oriente, a criação de animais, ovelhas, gados, fazia da água forte fonte de provisão que trazia   riquezas a quem  a  encontrasse.

Isaque era um homem obstinado, um exímio cavador de poços. Aprendeu com seu pai Abraão, ser um homem de caráter, trabalhador e cumpridor de seus deveres, tanto nas relações familiares como sociais.

A prosperidade obtida passava pelo exemplo de fé que viu e ouviu, de modo tão exemplar em seu pai.

A prática de cavar poços e motivar aos servos a trabalharem na busca das águas profundas, fazia de Isaque um homem riquíssimo, tudo em que tocava prosperava. Deus estava com ele.

Por inveja, seus inimigos o perseguiram e  o expulsaram de suas terras, mas quanto mais eles procuravam fazer-lhe mal, lançando-o fora, mais ele prosperava.

A terra onde Isaque morava passava por uma grande fome e ele teve que ir para um lugar distante, a terra dos Filisteus. Deus o proibiu de ir para o Egito e foi em Gerar que ele fez morada.

Em Gerar, com trabalho, esforço e com as mãos abençoadas,  Isaque logo se destacou como um dos homens bem sucedidos daquele país, e por esta causa o expulsaram como já havia ocorrido outras vezes. E assim, ele foi morar no ‘vale’ de Gerar. “Então Isaque saiu dali e se acampou no vale de Gerar, onde habitou.” Gênesis 26:17

Muitas vezes, quando sofremos   perseguições, somos lançados no vale, na planície; o lugar onde os inimigos procuram nos humilhar e nos fazer sofrer. Existe vários vales pelos quais passamos em nossa humilhação:  vale da vergonha, do desemprego, das dívidas, das tensões familiares, da discórdia com o esposo, com a esposa, no relacionamento difícil com os filhos, traições, invejas, amarguras, tristezas, da enfermidade, do abandono. É um verdadeiro martírio, um vale é um lugar de prova e de sofrimento.

Como ser abençoado no vale? Como conseguir ver a mão de Deus em um tempo de sofrimento e perseguição de nossos inimigos? Como prosperar no vale? A resposta é:  Cavando poços.

Isaque continuou cavando poços no vale. Ele não parou, lamentando-se,  maldizendo-se, e  não deu importância à ridicularização  que seus inimigos empreendiam contra ele.

Cavar poços dá trabalho. Ir à busca das águas profundas dá trabalho. A água é um bem que provê sustentabilidade, provisão e vida. Têm muitos que estão morrendo porque pararam de cavar poços, pararam de trabalhar e de acreditar que a bênção viria.

Continue cavando, não pare!!!

Tenha uma convicção em sua alma: você encontrará água com seu esforço, com seu trabalho, com ajuda de outros. Não será nada fácil, mas ela brotará, fluindo com força e constantemente.

Isaque, no vale em Gerar, cavou os mesmos poços que seu pai havia cavado e que os filisteus mais tarde os tinham entulhado. Havia se passado quase cem anos, desde que seu pai tinha passado por ali. Mas as marcas  da obediência, e do trabalho que fizera, continuavam ali, como memorial.

O respeito, amor e admiração que Isaque nutria por seu pai,  o  impulsionaram  a honrá-lo, pois  o testemunho que ele deixará foram paradigmas que  o ajudaram  no tempo de crise, pelo qual  passava.

Um  principio espiritual para sua vida: nunca se esqueça de honrar as pessoas que você ama, mesmo de um passado distante, pois, o reconhecimento é uma dádiva dos sábios.

Cavando poços no vale, Isaque achou água, mas os inimigos disseram “esta água é nossa!”. Houve contenda entre os servos de Isaque e os servos de Abimeleque, o rei daquela cidade. Pelo que o poço passou a ser chamado de  ‘Eseque”, que significa: “contenda’ “ “Cavaram os servos de Isaque no vale, e acharam um poço de água nascente. Mas os pastores de Gerar contenderam com os pastores de Isaque, dizendo: Esta água é nossa. Por isso chamou o poço de Ezeque, porque contenderam com ele.” Gênesis 26:20.

No vale, pessoas irão dizer quando obtiveres alguma bênção: “ Isso é meu, a mim pertence”. O que fazer quando a contenda chegar? Brigar, bater, esmurrar, xingar, processar, matar? Não! O tempo e o desgaste produzidos nas contendas irá fazer falta na hora de escavar novos poços, então Jeová provê resiliência ao que nele crê.

Isaque, na contenda, mostrou que tinha o coração sarado e confiava que seu Deus, que nunca falha, daria outro lugar em que fosse abençoado. Ele saiu dali e foi cavar poços em outro lugar. Deixa-me  dizer-te uma coisa: aonde você for à bênção te seguirá!

Tornaram a cavar poços em outro lugar, e logo acharam águas, mas os inimigos tornaram a dizer: “Essa água é nossa!”; por isso aquele poço foi chamado de Sitna, que significa: ódio, mesma raiz hebraica de Satanás. . “Então cavaram outro poço, e também por causa deste contenderam, recebeu o nome de Sitna.” Gênesis 26:21

No vale, a raiz de Satanás, geradora de  ódio e amargura irão querer tomar conta de tua alma; são verdadeiros inimigos que irão querer tirar a tua bênção. O que fazer nesse tempo? Matar, amaldiçoar, maldizer o dia que nascestes? Não!!! Saia do conflito, saia do meio das pessoas contenciosas e malignas, saia do meio dessa raiz maligna de Satanás. Vá cavar poços em outro lugar. A Bíblia diz: caminhe a segunda milha; bateram e tua face oferece outra. Mateus 5:39,41 Deus está contigo, a bênção te seguirá.

Isaque saiu e foi cavar poços em outro lugar. Não é o lugar que é abençoado,  é você que leva a bênção e o Deus da bênção em tua vida.

Isaque achou água, e os inimigos não o perseguiram mais, por isso ele passa a chamar aquele lugar de Reobote, ‘amplidão’, ‘Alargamento’. “Partindo dali, cavou ainda outro poço; e, como por esse não contenderam, chamou-lhe Reobote e disse: Porque agora nos deu lugar o SENHOR, e prosperaremos na terra.” Gênesis 26:22

Isaque achou que por não haver mais conflitos com os inimigos, aquele era o lugar definitivo da bênção de Deus para sua vida. Ele estava enganado.

Devemos aprender um principio importante: nem sempre as ausências de conflitos significam que Deus está nos abençoando e que ali é o melhor lugar para nós. É verdade, há um alívio, um alargamento, uma amplitude; temos folga, mas Deus tem mais, tem coisas melhores para nós, tem promessas poderosas.

Isaque estava satisfeito no vale em Gerar, mas Deus tinha Berseba para ele, o lugar da bênção. Nunca o vale será bom o suficiente para nós, temos que subir a Berseba, lugar de promessas e de alianças.

Depois do vale, das lutas e provações, vem a segurança de que nosso amado Deus não nos abandonou.

Isaque subiu, para Berseba, e ali se acampou, invocou a Deus,  e Deus se revelou para ele. Berseba significa: O poço do juramento e das alianças, das promessas.

Foi em Berseba, cem anos antes, que Isaque viu Deus  revelar – se a seu pai, Abraão, como EL Olam, o Deus eterno, o Deus das profundezas, que se esconde e que se revela aos seus servos e amigos. Naquele mesmo lugar, ele ouviu as mesmas palavras que o fizeram ter a certeza de que  as promessas divinas  são cumpridas.

Deus disse a Isaque: “Não temas, porque eu sou contigo, abençoar-te-ei e multiplicarei a tua descendência por amor de Abrão, meu servo.” Deus fez uma promessa que abençoaria sua vida e sua posteridade para sempre. Assim como fez com Abraão, chamando-o de amigo. Deus cumpre as suas promessas.

Deus, o El Olam, tem promessas para  os que caminham na fé de Abraão e de Isaque. Ele tem o melhor dessa terra para nós.

Isaque fez quatro coisas importantes em Berseba, que todos devemos fazer:  1. Levantou um altar. 2. Invocou o nome do SENHOR. 3. Armou a sua tenda. 4. Deixou os seus servos  abrisse ali um poço.

O altar é lugar da presença de Deus, e onde fazemos sacrifícios. O invocar a Deus  é nossa devoção diária a El Olam. Armar a tenda significa que a minha casa deve está próxima à presença de Deus. Significa também estabilidade no propósito com Deus. Cavar poços em Berseba significa que preciso continuar acreditando que meu Deus abençoará as obras de minhas mãos, e eu irei encontrar as águas profundas. “Nesse mesmo dia, vieram os servos de Isaque e, dando-lhe notícia do poço que tinham cavado lhe disseram: Achamos água. Ao poço, chamou-lhe Seba; por isso, Berseba é o nome  daquela cidade até ao dia de hoje” Gênesis 26: 33

Aquele que procura cavar seus poços em busca das águas profundas do Espírito Santo, em terra de promessa, além de encontrar água, será reconhecido pelos inimigos como “O abençoado do Senhor.” Gênesis 26:29

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

As perseguições acompanham a vida do crente por toda a parte:


Jesus Cristo, o Filho de Deus, Aquele no qual nós cremos e que nós seguimos, disse muito claramente e de várias maneiras, que aqueles que o seguissem seriam perseguidos. Atentem para o fato que Jesus não disse que seus seguidores poderiam, por ventura, ser perseguidos, mas ele disse, sim, que decerto o serão perseguidos!


Vemos referências a tal propósito, quando Jesus disse: "“Felizes sois quando vos vituperarem e perseguirem, e, mentindo, disserem toda sorte de coisas iníquas contra vós, por minha causa. Alegrai-vos e pulai de alegria, porque a vossa recompensa é grande nos céus; pois assim perseguiram os profetas antes de vós." (Mt. 5:11-12);


Eu mesmo já fui perseguido, no passado, diversas vezes, por erros que eu de fato cometi e que eu, então, por saber-me culpado, tive muito medo e fugi, me ocultei, me esquivando de eventuais castigos, então merecidos, pelos meus atos. Mesmo me esquivando, com sucesso, perante os olhos do mundo, de tais perseguições, no meu âmago eu sentia, sempre, a cada dia, que foi tudo muito vergonhoso e triste com respeito a tais coisas, eu mesmo não conseguia me perdoar pelo que eu havia vivido.

Isso tudo já passou e agora eu começo a  me ver novamente perseguido, muito embora eu não me sinta perseguido, de fato. É que a tal perseguição atual é por causa da verdade, da palavra de Deus, que eu não consigo deixar de viver e apregoar e a qual o mundo odeia.

Eu juro que a sensação agora é totalmente diferente da de outrora: não há mais nada de medo nem de vergonha: eu só sinto uma coragem enorme, que supera aquela que eu possa ter tido em qualquer outra ocasião anterior de minha vida e uma perspicácia no manejo da palavra de Deus, que eu nem sonhava que eu poderia ter um dia, além de rencontros surpreendentes e maravilhosas com pessoas que eu conheci anteriormente e que de modo misterioso se encontram agora na mesma rota que eu.

Muito embora eu saiba que logo ali em frente existe uma turba de perseguidores que me odeiam por causa das coisas que eu creio, sendo clara as palavras rudes e de afronta que estes me retornam, mas eu já não consigo vê-los individualmente com clareza, pois é como se eles se tornassem tão somente uma massa disforme, algo impessoal.

" Se o mundo vos odeia, sabeis que me odiou antes de odiar a vós. Se vós fizésseis parte do mundo, o mundo estaria afeiçoado ao que é seu. Agora, porque não fazeis parte do mundo, mas eu vos escolhi do mundo, por esta razão o mundo vos odeia. Lembrai-vos da palavra que eu vos disse: O escravo não é maior do que o seu amo. Se me perseguiram a mim, perseguirão também a vós; se observaram a minha palavra, observarão também a vossa. Mas, farão todas estas coisas contra vós por causa do meu nome, porque não conhecem aquele que me enviou." (Jo 15:18-21) … "Tenho falado estas coisas para que não tropeceis. [Os] homens vos expulsarão da sinagoga. De fato, vem a hora em que todo aquele que vos matar imaginará que tem prestado um serviço sagrado a Deus. Mas, farão estas coisas porque não vieram a conhecer nem o Pai nem a mim." (Jo 16:1-3);

"“Mas, antes de todas estas coisas, as pessoas deitarão mãos em vós e vos perseguirão, entregando-vos às sinagogas e às prisões, sendo vós arrastados perante reis e governadores por causa do meu nome. Isto vos resultará num testemunho. Portanto, assentai nos vossos corações não ensaiar de antemão como fazer a vossa defesa, porque eu vos darei uma boca e sabedoria, à qual todos os vossos opositores juntos não poderão resistir, nem [a] disputar. Além disso, sereis entregues até mesmo por pais, e irmãos, e parentes, e amigos, e eles entregarão alguns de vós à morte; e vós sereis pessoas odiadas por todos, por causa do meu nome. Contudo, nenhum cabelo de vossa cabeça perecerá de modo algum. Pela perseverança da vossa parte adquirireis as vossas almas." (Lc 21:12-19).

O apóstolo Paulo confirmou que nós Cristãos fomos chamados a ser perseguidos por causa de Cristo. Ele disse, de fato, aos Tessalonicenses que nós estamos destinados a sofrer (ver 1 Ts. 3:3), e a Timóteo que "De fato, todos os que desejarem viver com devoção piedosa em associação com Cristo Jesus também serão perseguidos." (2 Tm 3:12).

Durante uma certa fase passada recente de minha vida, no âmbito da minha recuperação como adicto, eu me preocupei muito com a questão relacionada com o termo "resiliência". A resiliência é um conceito psicológico novo, emprestado da física. Na física, resiliência é um conceito que se refere à propriedade de que certos materiais são dotados, de absorver e acumular energia quando submetidos ao estresse (tensão) de uma força exterior que lhes é aplicada, porém sem que ocorra ruptura de forma alguma. Após a tensão cessar poderá ou não haver uma devolução (descarga) da energia armazenada, como um corda elástica ou uma vara de salto em altura, que verga-se até um certo limite sem se quebrar e depois retorna à forma original, dissipando a energia acumulada, lançando o atleta para o alto..

Já em psicologia, resiliência é definido como a capacidade que um indivíduo tem de lidar com problemas, superar obstáculos, resistir à pressão de situações adversas, em suma, lidar com as frustrações inevitáveis, choques e estresses etc. - sem entrar em surto psicológico. No contexto das organizações humanas, a resiliência é vista nas circunstâncias de tomada de decisão quando, entre a tensão do ambiente e a vontade de vencer. O foco em tais conquistas, face das decisões, propiciam forças na pessoa para enfrentar a adversidade. Assim entendido, pode-se considerar que a resiliência é uma combinação de fatores que propiciam ao ser humano condições para enfrentar e superar problemas e adversidades.

Ao pesquisar e estudar sobre resiliência, eu pretendia, dominando-a, usá-la como ferramenta, como arma de defesa, em todos os contextos da minha vida, no meu dia a dia, incluindo a minha defesa quanto a perseguições por causa da fé. Todavia mais uma vez Jesus me surpreende com a sua simplificação de tudo. A simplicidade que há em Cristo me diz tão somente: “Porém, quando vos levarem perante assembleias públicas, e [perante] funcionários do governo e autoridades, não fiqueis ansiosos quanto a como ou o que haveis de falar em defesa, ou o que haveis de dizer; pois o espírito santo vos ensinará naquela mesma hora as coisas que deveis dizer.” (Lc 12:11-12). De modo que, a minha preocupação com o desenvolvimento de resiliência, simplesmente não procede.

O apóstolo Paulo sofreu muito pelo nome de Cristo: eis algumas das suas palavras sobre os seus sofrimentos padecidos por ser perseguido por causa do Evangelho: "Dos Judeus cinco vezes recebi quarenta açoites menos um. Três vezes fui açoitado com varas, uma vez fui apedrejado; …. em fome e sede, …. em frio e nudez" (2 Co. 11:24,27), e ainda: "Porque tenho para mim, que Deus a nós, apóstolos, nos pôs por últimos, como condenados à morte; pois somos feitos espetáculo ao mundo, aos anjos, e aos homens. Nós somos loucos por amor de Cristo, e vós sábios em Cristo; nós fracos, e vós fortes; vós ilustres, e nós desprezíveis . Até a presente hora padecemos fome, e sede; estamos nus, e recebemos bofetadas, e não temos pousada certa, e nos afadigamos, trabalhando com nossas próprias mãos; somos injuriados, e bendizemos; somos perseguidos, e o suportamos; somos difamados, e exortamos; até o presente somos considerados como o lixo do mundo, e como a escória de todos " (1 Cor. 4:9-13).

Como adicto em recuperação eu confesso que tenho, hoje, facilidade em compreender a mensagem de Paulo, fazendo analogia do amor a Cristo e ao Evangelho a loucura, fraqueza e desprezo, uma vez que eu pude conhecer e viver em mim mesmo a mais absoluta e profunda loucura, fraqueza e desprezo que são propiciadas pela mais poderosa ferramenta de destruição que o poder superior iníquo preparou para este tempo do fim, com o intuito de devorar as almas dos seres humanos mais renitentes, ignorantes e egocêntricos: o uso e abuso de substâncias que alteram o seu humor e sua capacidade de escolha: as drogas. Depois de passar pelo horror do mundo das drogas, nunca mais a palavra de Deus pôde parecer-me em nada louca, fraca ou desprezível, mas ao contrário, sábia, poderosa e fundamental.

Os santos de Jerusalém ( ver At 8:1-3), os de Tessalônica (ver 1 Ts. 2:14), os de Esmirna (ver Ap. 2:8-11), os de Pérgamo (ver Ap. 2:13), sofreram muitas coisas por amor do Senhor Jesus.

Estêvão foi apedrejado pelos Judeus e morto (ver. At 7:54-60), Tiago irmão de João foi morto por mão de Herodes (ver At 12:1-2), Antipas foi morto pelo nome de Cristo (ver. Ap. 2:13). Numa das passagens mais impressionantes da Bíblia, João na visão que teve na ilha de Patmos viu as almas daqueles que tinham sido mortos por causa da Palavra de Deus e pelo testemunho que deram (ver. Ap. 6:9-11).

Os verdadeiros Cristãos sempre foram perseguidos em qualquer época e lugar que tenham vivido. Algumas vezes a perseguição será mais forte outras vezes menos forte, mas a perseguição haverá sempre. Outro dia li em um site de internet, que na época do ditador Nicolae Ceausescu, um crente romeno recebeu a visita da polícia secreta que revistou toda a casa e confiscou muitos livros cristãos. Prenderam e levaram o crente ao tribunal. Interrogaram-no duramente por dez horas. Ao final, os juízes perguntaram: Tem algo mais a acrescentar?

– Senhores, este interrogatório e prisão não me surpreenderam, porque eu sabia que isso iria acontecer. O Senhor Jesus disse aos Seus discípulos que, se queriam segui-lo, seriam presos e sofreriam. Os senhores teriam me prendido se eu não fosse cristão?

– Não.

– Portanto, a Bíblia é verdadeira. Estou disposto a suportar as consequências de minha fidelidade e a pagar o preço. O trabalho de vocês consiste em estabelecer esse valor; o meu é pagá-lo com alegria, porque amo a Deus. Ele me fortalecerá para suportar essa prova. Mas quero que saibam que Ele também os ama.

Os juízes, espantados, se entreolharam e disseram ao acusado: – Vá para casa. Depois de tudo, o seu caso não é da alçada da justiça humana.

Embora o mundo esteja contra os que creem em Jesus, isso não deve desanimá-los, pois o amor de Deus os consola. Além disso, a esperança e a fé os faz alcançar a vitória. O próprio Senhor Jesus carregou uma cruz e morreu pregado nela; e Ele categoricamente afirmou: “Se alguém quiser vir após mim, negue-se a si mesmo, e tome a sua cruz, e siga-me” (Mc 8:34). Existe uma cruz para nós e existe um preço a pagar por seguir o Senhor Jesus. Não se engane, “no mundo tereis aflições” (Jo 16:33). De modo que não existe Evangelho sem sofrimento, "Porque a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós cada vez mais abundantemente um eterno peso de glória; não atentando nós nas coisas que se veem, mas sim nas que se não veem; porque as que se veem são temporais, enquanto as que se não veem são eternas" (2 Cor. 4:17-18). Aliás, é justo que nós soframos porque também Jesus Cristo tem sofrido muito por nós. Por que não haveríamos nós de sofrer por amor do seu nome? E, além disso, as aflições cooperam para o nosso bem porque, como diz Paulo, produzem em nós paciência (ver. Rom. 5:3) e a paciência cumpre perfeitamente a obra de Deus em nós (ver. Tg 1:2-4).

Portanto, não murmuremos contra Deus no meio das aflições, mas oremos encomendando as nossas almas ao fiel Criador, fazendo o bem (ver. Tg 5:13 e 1 Pe. 4:19). Não desanimemos, pois é normal, justo e útil aquilo que nos sucede. Alegremo-nos de sermos julgados dignos de ser vituperados e perseguidos pelo nome de Jesus.

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Este trabalho de André Luis Lenz, foi licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição - NãoComercial - CompartilhaIgual 3.0 Não Adaptada.
 
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