domingo, 12 de junho de 2011

O Sapo e o Escorpião (Uma “Parábola Africana” Recontada)!


Naqueles dias O Poder Superior Eterno acumulava grande ira por causa da maldade que reinava em toda a Terra e resolveu que era hora de quebrar, para em seguida refazer por inteiro, a sua própria criação.

Então, num repente inesperado e sobrenatural, o dia, que até então era cheio de luz azul e de esplendor de cores, se tornou em sombras e trevas. Surgiram raios e relâmpagos por todo céu. Mas isso era só o começo!

As grandes montanhas passaram a acordar de seu sono milenar e começaram a cuspir fogo sobre a terra e sobre o mar. Chamas ardentes imediatamente tomaram conta de toda a Floresta do Bichos, o principal juntamento de criaturas do planeta.

Em um minuto, aquilo antes, até parecia como um "certo tipo de paraíso", especialmente propício para a prosperidade de aves de rapina, de raposas espertalhonas, e de hienas risonhas, passou a arder em chamas.

Então se ouviu tanto choro, e se viu tanta lágrima, como nunca se ouvira e se vira até então, desde o dia da criação, até aquele dia de grande juízo, pois, até então, lágrimas, mesmo, só se viam nos olhos dos crocodilos, quando estes esforçavam suas mandíbulas, a fim de devorar alguma incauta presa.

Cada criatura passou então a fugir em agonia procurando alguma forma de abrigo. Todos, por instinto, corriam trôpegos em direção ao grande rio, que descia do trono dO Eterno e corria no meio da floresta na margem da qual podia se ver outrora a grande árvore da vida. Um escorpião fêmea corria desesperadamente, pois o fogo a perseguia.

Ela chegou ao fim da linha, pois, logo á sua frente encontrava-se a margem do rio, e ela não sabia nadar! Encurralada entre o fogo e a água, pensou em suicidar-se, enquanto corria, desesperada, em círculos.

Foi quando ela viu um sapo, que se preparava para pular na água e fugir do fogo. Ela então gritou para ele pedindo ajuda e ele então parou, por um instante, sem entender. A escorpião fêmea correu em direção ao sapo que, apesar de ser macho, temeu diante daquela aproximação brusca, pois ele conhecia bem, e instintivamente, a fama dos escorpiões.

Então, mesmo desesperada, a escorpião fez rapidamente seu pedido, com uma voz melosamente afetada:

"Sapo, meu querido sapinho, você poderia me carregar até a outra margem deste rio tão largo?"

O sapo respondeu: "Só se eu fosse tolo ou louco! Pois você irá me picar, eu vou ficar paralisado e vou afundar nas águas do rio."

Então a escorpião insistiu: "Isso é ridículo, gato! Não tem lógica nenhuma lógica. Se eu te picasse, ambos afundaríamos e ambos morreríamos.”

Como o tolo sapo macho, feio e feliz, demonstrou que vacilava, como se ainda duvidasse do seu próprio instinto, a escorpião persistiu: “Estás equivocado em temer-me. Eu desejo atravessar o rio. É meu interesse que você viva para cumprir isto: ajudar-me a me salvar, atravessando o rio"

Confiando na lógica do argumento da escorpião, que parecia fazer todo sentido, o sapo creditou na sinceridade dela e, diante da urgência da situação, o sapo concordou e passou a levar a escorpião nas costas, enquanto nadava para atravessar o rio.

No meio do rio, em plena dramática travessia, a escorpião cravou, de modo resoluto, seu ferrão nas costas do sapo.

Atingido pelo veneno, e já começando a afundar, o sapo voltou-se para a escorpião e perguntou: "Por quê? Por quê? Por que fizeste isso maldita."

E a escorpião respondeu: "Simplesmente por que eu sou uma escorpião e essa é a minha natureza!"

E morreram ambos.



Cada ser humano tem uma índole, uma propensão natural, e ela não muda, a não ser que haja um raro tipo de conversão (não uma conversão típica, mas uma extremamente especial mesmo). Em geral Deus simplesmente permite que pessoas de más índoles sigam em seus destrutivos modos instintivos de viver, e prossigam a caminho de seus fins.

Tal índole, seja boa ou má, é algo que manifesta-se em todas as circunstâncias da vida, até mesmo quando essa manifestação parece contrariar toda a lógica e o bom senso.

Não dá pra ir para a cama com um escorpião sem acabar por ser envenenado e, muitas vezes, terminar encontrando a morte. Quem foi e sobreviveu, pouco importa que outra coisa perdeu, saiba que tem uma enorme dívida de gratidão para com Deus, que interveio para lhe preservar a vida.

Fato é que a pessoa por quem Deus não intervém, e, consequentemente acaba por morrer assim, infelizmente morre pelo resultado das suas próprias escolhas, pois foi ela quem se permitiu, deliberadamente, se envolver com um escorpião. Assim, vale a regra de sobrevivência para quem esteja atravessando um vale repleto de escorpiões: Evite Lugares, Evite Pessoas e Evite Situações de Hábito.

Lembre-se que Deus é para nós como o único verdadeiro amigo, pai e escudo verdadeiro contra todo o mau, para todo e qualquer tempo, em toda e qualquer circunstância, e é Ele quem nos diz assim: 

“Filho meu, atende à minha sabedoria; à minha inteligência inclina o teu ouvido;” Pv 5:1. “Porque melhor é a sabedoria do que joias, e de tudo o que se deseja nada se pode comparar com ela.” Pv 8:11. “Porventura tomará alguém fogo no seu seio, sem que suas vestes se queimem? Ou andará alguém sobre brasas, sem que se queimem os seus pés?” Pv 6:27,28. “Pois a sabedoria é para proteção, assim como o dinheiro é para proteção; mas a vantagem do conhecimento é que a própria sabedoria preserva vivos os que a possuem.” Ec 7:12.

E ele diz ainda muito, muito mais, basta estar atento para ouvir, aprender e corrigir-se:

"Filho meu, atende à minha sabedoria; à minha inteligência inclina o teu ouvido; Para que guardes os meus conselhos e os teus lábios observem o conhecimento. Porque os lábios da mulher estranha destilam favos de mel, e o seu paladar é mais suave do que o azeite. Mas o seu fim é amargoso como o absinto, agudo como a espada de dois gumes. Os seus pés descem para a morte; os seus passos estão impregnados do inferno. Para que não ponderes os caminhos da vida, as suas andanças são errantes: jamais os conhecerás. Agora, pois, filhos, dai-me ouvidos, e não vos desvieis das palavras da minha boca. Longe dela seja o teu caminho, e não te chegues à porta da sua casa; Para que não dês a outrem a tua honra, e não entregues a cruéis os teus anos de vida; Para que não farte a estranhos o teu esforço, e todo o fruto do teu trabalho vá parar em casa alheia; E no fim venhas a gemer, no consumir-se da tua carne e do teu corpo. E então digas: Como odiei a correção! e o meu coração desprezou a repreensão!" (Provérbios 5:1-12)

Bons momentos a todos e cuidado com nossos escorpiões da vida, eles podem nos destruir em plena recuperação!

Dedicado a Thayanne Oliveira Torres dos Santos, guardiã do portal do cemitério dos muitos sapos, uma terrível (e incurável?) escorpião fêmea.

sábado, 11 de junho de 2011

Análise da Aplicação da Parábola do Sapo e do Escorpião para Adictos em Recuperação:


Cada ser humano tem uma índole pessoal e individual, uma propensão natural, e ela não muda, não pode mudar a não ser que haja a ocorrência um raro tipo de conversão, que somente pode existir por determinação do próprio Deus. Tal índole pessoal e individual, manifesta-se em todas as circunstâncias da vida de cada individuo, até mesmo quando essa manifestação parece contrariar toda e qualquer lógica e o bom senso.

Assim como adicção, que é uma doença incurável, a índole também é uma marca indelével da alma que a transporta. A adicção por algo ruim pode ser estancada, mas normalmente acabamos sempre substituindo um objeto de adicção (ruim) por outro (bom ou menos ruim),no entanto, o tipo índole de alguém não pode ser trocado por esforço ou boa vontade, só por milagre mesmo!

Nos âmbitos tanto da psicologia social, quanto da psicologia jurídica o termo índole ainda é pouco usado e quase nada definido, tem sido preferível usar-se o termo caráter , ao invés de índole, mas o caráter de uma pessoa pode ter várias variantes, como por exemplo, ser dramático, religioso, especulativo, desafiador, covarde, inconstante. Tais variações podem ser inúmeras, mas índole só pode ser boa ou má, assim, índole e caráter são coisas diferentes.

Índole é natureza, remete a instinto, e não é somada às ações do meio, e atinge o seu “tipo” definido desde a concepção, adicção é um transtorno psíquico que não vem com “objeto” definido, ou seja, a adicção só pode virar drogadicção, se a droga causar, de fato, prazer ao indivíduo adicto, todavia, existem outras dúzias de objetos de adição, além das drogas, mas índole, por fim, só por hoje, só tem dois tipos: boa e má!

Assim,, escorpiões são sempre escorpiões, sapos sempre sapos, lobos sempre lobos e cordeiros sempre cordeiros (salvo milagre de Deus, nos quais eu, só por hoje, ainda acredito).

Não da pra ir para a cama com um escorpião sem acabar por encontrar a morte. Quem morre assim morre por sua própria escolha, assim, evite lugares, evite pessoas e evite situações, pois assim fala o meu e o teu Deus:



“Filho meu, atende à minha sabedoria; à minha inteligência inclina o teu ouvido;” Pv 5:1. “Porque melhor é a sabedoria do que joias, e de tudo o que se deseja nada se pode comparar com ela.” Pv 8:11. “Porventura tomará alguém fogo no seu seio, sem que suas vestes se queimem? Ou andará alguém sobre brasas, sem que se queimem os seus pés?” Pv 6:27,28. “Pois a sabedoria é para proteção, assim como o dinheiro é para proteção; mas a vantagem do conhecimento é que a própria sabedoria preserva vivos os que a possuem.” Ec 7:12.

Em certo ponto dos passos da nossa recuperação nós nos sentimos impelidos a fazer reparações diretas à pessoas as quais prejudicamos no nosso passado. Nesta hora, muito adictos em recuperação sinceros entendem que alguns dos que eles prejudicaram, são outros adictos que ainda se encontram na ativa. O desejo sadio e honesto de fazer reparações nestes casos, pode resultar na abertura de oportunidades de recaída.

A palavra do meu Deus, a Bíblia, nos diz: "Eis que vos envio como ovelhas ao meio de lobos; portanto, sede prudentes como as serpentes e inofensivos como as pombas ..." Mt 10:16

É exatamente assim, nesta situação desigual, que se encontra o adicto em recuperação nesta hora (ovelha x lobo), e, é exatamente assim, que o adicto em recuperação deve ser armar e preparar (prudentes como as serpentes e inofensivos como as pombas), antes de, de fato, partir para encarar tal circunstância.

Se o adicto em recuperação não estiver plenamente habilitado nesta hora, ele simplesmente será devorado, bestamente, como uma ovelha, que se lança, incauta, em meio a lobos.

Levar a mensagem de recuperação ao adicto que ainda sofre não é nada tão simples, mas levar esta mesma mensagem as um adicto que ainda sofre ao qual nós amamos de maneira especial, quer por laços familiares e / ou afetivos, os quais nos são tão íntimos, que simplesmente não podemos simplesmente descartá-los pela via da regra "evitar pessoas", e cuja persistência em se manterem na adicção ativa, leva-nos, adictos em recuperação, a uma situação inesperada e estranha: nós passamos de dependentes a codependentes. Passamos a sofrer justamente daquilo que, antes, causávamos aos outros: o sofrimento por codependência.

Eu mesmo sofro demais ao tentar levar a mensagem à adictos que ainda sofrem que me são especiais, por não encontrar neles compreensão e boa vontade para a reação de entrega e mudança. Isso, ainda hoje, vez ou outra, ainda me causa raiva. Todavia eu tenho que aprender a aceitar que existe uma verdade, dura, mas existe: “Só podemos modificar a nós mesmos, aos outros só podemos amar!”

Para alguém amar um adicto de forma bem sucedida não é muito simples: é preciso desenvolver uma sabedoria toda especial para filtrar as coisas dessa relação, a fim de que as ações do amor sejam mesmo construtivas.

Essa situação inusitada muitas vezes nós põe confusos, frágeis emocionalmente, e, com isso, se abre uma brecha para nossa própria recaída. Mesmo com boa experiência de sala, ou mesmo de serviço, temos dificuldades em desenvolver um conhecimento exato que nos provenha mecanismos para lidar com a codependência, afinal, esta é uma questão é por demais emocional.

Muitas vezes ainda, o nosso despreparo esta no fato de que nem nós mesmos ainda nos rendemos o suficiente ao nosso Poder Superior, de modo a desenvolver nele fé, para nos firmanos nele em segurança e para nos revestirmos da armadura completa para enfrentar os desafios mais elevados da nossa própria recuperação.

Você adicto em recuperação, meu querido sapo feliz, não seja tolo e considere tudo isso com muita prudência, antes de decidir aceitar tentar carregar nas costas os seus escorpiões traiçoeiros! Antes, faça tudo para ser feliz e livre de ônus de dívidas que lhes imputam, mas que já foram pagas , quando Cristo foi levantado da terra, e nos atraiu a todos!

Tenham todos bons momentos!

domingo, 1 de maio de 2011

Sobre o Poder Superior em Narcóticos Anônimos

O preâmbulo do texto denominado "OS PRINCÍPIOS ESPIRITUAIS DE NARCÓTICOS ANÔNIMOS" ( literatura original em inglês ainda não aprovada pela irmandade) diz que:

"Há uma coisa que, mais do que qualquer outra coisa, pode derrotar a nossa recuperação: uma atitude de indiferença ou intolerância em relação a princípios espirituais."

Nossa recuperação depende do despertar e do crescimento da nossa espiritualidade, e as nossas vidas dependem de nossa relação com o que acreditamos ser nossa fonte. Os princípios espirituais expressam algumas de nossas idéias mais básicas sobre a espiritualidade em Narcóticos Anônimos. Eles são o alicerce sobre o qual os nossos passos, tradições e conceitos de serviço são construídos. Eles tornam possível a nossa rendição individual e coletiva e nossa dependência de um Deus amoroso da nossa própria compreensão. Eles são as chaves para a nossa liberdade.

Algo muito bom na irmandade de N.A. (Narcóticos Anônimos) é que, apesar pregar que se considera essencial a relação do individuo "adicto em recuperação" com o seu "Poder Superior", eles o fazem de tal maneira a permitir e garantir uma total independência das questões religiosas, ou seja, é orientado que se procure estar em paz com Deus, seja qual for o nome que se dê a Ele, respeitando assim as diferenças individuais e coletivas sobre o conceito de Deus. Sendo assim, tudo que eu considero e apresento aqui, nada mais é que a minha própria experiência individual de relação com meu Deus.

Deus é amor ... e o programa de N.A. é um programa de amor! Deus me ama incondicionalmente e Ele me ensina que nada pode me separar de Seu amor, a não ser a minha própria vontade contraria.

Permitam-me fazer aqui uma analogia: Nós, seres humanos somos como veículos, não somos como motoristas, de modo algum nos iludamos com isso pois, somos mesmo como veículos. O próprio Deus nos alerta de que “não é do homem o seu caminho; nem do homem que caminha o dirigir os seus passos”. Entretanto. é fato que nós temos vontade própria, algo que Deus nos tem permitido desde a nossa criação: nós podemos fazer escolhas e Deus não nos obriga a amá-lo.

Como criador do veículo da analogia acima (criador de nós humanos), Deus é o legitimo proprietário dele (o nosso legítimo proprietário). Deus sabe como guiá-lo por bons caminhos, sabe como cuidar de sua manutenção. Deus ama o seu veículo e não mede esforços em mantê-lo impecável. Mas não se esqueça, o talo veículo tem vontade própria (como nós, que temos o livre-arbítrio de nossas vidas).

Digamos que um belo dia, depois de “curtir uma brisa" o tal o veículo acorde na "maior nóia", irritado mesmo, e, não deixe o seu proprietário cuidar e fazer uso dele. Não deixa que ele ligue o seu motor, não deixa que ele acenda as suas luzes, não permite que ele abra as suas portas, não deixa que ele sequer se aproxime dele pois, ao que o proprietário, persistindo em lidar com o veículo, tenta abrir o capô a fim de acessar o computador de bordo para reiniciá-lo e recuperar a condição original e adequada daquele veículo, o insurgente chega até mesmo a dar uma arrancada, rugindo alto o motor e cantando os pneus para cima do proprietário, ameaçando atropelá-lo.

Ora, não teria o tal proprietário o legítimo direito de deixar de lado, abandonar mesmo, um veículo tão impertinente? Se o proprietário fosse um outro veículo, na certa estaríamos diante de causa para início de uma guerra, tão comum entre os veículos mas, o proprietário benignamente apenas se afasta, "de boa", pensando em voltar num outro momento, talvez mais propício, a lidar com aquele veículo malvado.

Afastado de seu proprietário, o veiculo diz para si mesmo: "agora, de hoje em diante, eu sou e serei o senhor do meu próprio destino. Só faço o que quiser fazer. Só ando por onde quiser andar". Mas, sem a incômoda presença do motorista o veículo permanece simplesmente parado, o que lhe parece ser muito mais cômodo pois, além de tudo, ele é um veículo preguiçoso, adepto do “dolce far niente”. Parece que o que este veículo gosta e quer mesmo é só de ficar "curtir a brisa".

Só que veio a noite, e com ela outras criaturas, criaturas que se fizeram a si mesma como criaturas das trevas, criaturas que o veículo parecia não conhecer. Assim veio o ladrão e ele viu o veículo ali, parado, “curtindo a brisa”! O veículo até que tentou se defender do ladrão, mas, diferente do proprietário, que educadamente dizia: "Eis que estou à porta e bato; se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa e com ele cearei, e ele, comigo”, o ladrão veio logo metendo o pé com violência pois, “O ladrão não vem senão para roubar, matar, e a destruir”; e, como diz o Chico poeta:

Arromba uma porta
Faz ligação direta
Engata uma primeira
E até
Dobra a Carioca, olerê
Desce a Frei Caneca, olará
Se manda pra Tijuca
Na contramão
Dança pára-lama
Já era pára-choque
Agora ele se chama
Emersão
Sobe no passeio, olerê
Pega no Recreio, olará
Não se liga em freio
Nem direção

Pobre e tolo veículo, era senhor de nada, de nadinha mesmo ... e estava era todo "zuado", confuso e com medo, muito medo! Em apenas uma noite de horror o coitado presenciou e participou de cenas que ele nunca imaginara possível, até um tiro na traseira ele levou.

Mas, no meio da madrugada quando o tanque de combustível secou, o ladrão quis nem saber, abandonou o pobre veículo, lá no Largo da Candelária a mercê de um bando "adictos que ainda sofrem" que lhe arrancaram rodas, bateria, até bancos e outras coisinhas mais. Todo depenado e abandonado o veículo se lembrou de seu dono, de como ele era gentil e atencioso com ele, de como ele era bem cuidado e tratado, e, por fim, de motor cansado e farol baixo, se rendeu antes mesmo de amanhecer!

Pela manhã, quando o sol já ia alto com seu brilho fulgurante, o dono do veículo o encontra em seu local de abandono, o proprietário passa então a chamar os anjos resgatadores, que guincham o veículo a um lugar seguro e ele toma várias providências para o início da recuperação física, mental e espiritual do veículo: o talzinho não é mais insolente agora e, assim, permite tranquilamente que o seu dono volte a cuidar dele.

Bem amados, é assim, como Deus me amou primeiro, eu, em retribuição, escolho "amá-lo também", assim o ladrão não terá poder sobre mim. Se eu amo a Deus eu sou um veículo exclusivo dEle. Isso me convém, pois me dá a garantia que só Ele cuida de mim.

Mas como eu posso dizer que eu verdadeiramente amo a Deus, a quem eu não posso ver, que me é algo difícil a mim compreender, sem eu amar também a você meu irmão e irmã, que se apresenta a mim de carne e osso e a quem eu vejo, pois, ele mesmo ordenou assim: “Tens de amar a Jeová, teu Deus, de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de toda a tua força, e de toda a tua mente", e também, "o teu próximo como a ti mesmo".

Será que o veículo aprendeu definitivamente a lição? Será que ele não largará da mão de seu dono por todos os passos que terá que dar na vida? Terá ele recaída de insolência algum dia? Voltará ele o mais rápido possível a recuperação caso venha a recair? Durará o veículo para sempre a fim de poder viver no paraíso dos veículos?

Essas e outras respostas você encontra em … “a vida de todos nós e de cada um, adictos em recuperação”. Rsrsrs!

Só por hoje, o programa de N.A. é um programa de amor! Só por hoje, o programa de N.A. é coisa de Deus! SPH, bons momentos a todos!

quarta-feira, 26 de maio de 2010

"O universo não é explicável, satisfatoriamente, sem Deus!"

Albert Einstein:

"Em vista de tal harmonia [existente] no cosmos que eu, com minha limitada mente humana, sou capaz de reconhecer, ainda há pessoas que dizem que Deus não existe. Mas o que realmente me deixa indignado é que eles me citam em apoio de tais pontos de vista."

"Eu não sou ateu e eu não acho que posso me chamar de panteísta. Estamos na posição de uma criança entrando em uma enorme biblioteca cheia de livros em muitas línguas. A criança sabe que alguém deve ter escrito aqueles livros. Ela não sabe como. Não compreende as línguas em que estão escritos. A criança suspeita vagamente de uma misteriosa ordem na organização dos livros, mas não sabe o que é. Isso, parece-me, é a atitude de, mesmo o mais inteligente ser humano para com Deus."

Fonte: Did Albert Einstein Believe in a Personal God? by Rich Deem

Vemos pelas palavras acima, ditas pelo próprio Albert Einstein, que ele, além de ser um cientista genial, era também um homem temente a Deus e cônscio de sua necessidade espiritual.

Mesmo entidades constituídas com os mais puros valores do laicismo, da liberdade de consciência, da igualdade entre cidadãos em matéria religiosa, e da origem humana e democraticamente estabelecida das leis do Estado, não conseguem ficar alheias às necessidades espirituais de seu corpo governante e de seus membros.

O prefácio da literatura denominada "Princípios Espirituais de Narcóticos Anônimos" diz o seguinte: "Há uma coisa que, mais do que qualquer outra coisa, pode derrotar a nossa recuperação: uma atitude de indiferença ou intolerância em relação a princípios espirituais."

O próprio Yeshua ha Mashiach (Jesus, o messias, em hebraico) revelou o segredo a respeito da felicidade superior ao dizer: "Felizes os cônscios de sua necessidade espiritual" (em Mateus 5:3). A verdadeira felicidade só pode ser encontrada se dermos passos para satisfazer a maior de nossas necessidades: o desejo de saber a verdade sobre Deus e seu propósito para nós.

Ao trilharmos o caminho de nos achegarmos a Deus, de conhecermos os seus requerimentos e de permitirmos que Ele oriente nossas decisões e atitudes, a nossa própria vida vai se tornando cada vez mais satisfatória e significativa. Somos mais felizes naturalmente, por andarmos debaixo do amor e da proteção de Deus, por ouvirmos e obedecermos a seus mandamentos, que em nada são pesados para nós:

"Bem sei, ó Jeová, que não é do homem terreno o seu caminho. Não é do homem que anda o dirigir o seu passo." Jeremias 10:23.

Ao deixarmos que Deus governe a nossa vida pessoal, passamos efetivamente a experimentar sensações de sermos mais felizes e de fazermos melhor proveito de nossas vidas:

"Assim disse Jeová, teu Resgatador, o Santo de Israel: "Eu, Jeová, sou teu Deus, Aquele que te ensina a tirar proveito, Aquele que te faz pisar no caminho em que deves andar"." Isaias 48:17

Isso ocorre por que nos sentimos livre e nos sentimos livres por que passamos a conhecer uma realidade libertadora que nos liga a nossa real essência. Para termos isso basta que deixemos que o soberano do universo treine a nossa própria consciência para a felicidade, por começarmos a fazer as coisas mais básicas que Jeová requer:

"Já te foi dito, ó homem, o que convém, o que o Senhor reclama de ti: que pratiques a justiça, que ames a bondade, e que andes com humildade diante do teu Deus." Miquéias 6:8.

terça-feira, 25 de maio de 2010

PNL – Programação Neurolingüística - Expansão Emocional, Perceptiva e Mental

As três postagens anteriores fazem parte de uma mesma trilogia temática denominada "PNL – Programação Neurolingüística - Expansão Emocional, Perceptiva e Mental".

O documento integral em formato pdf pode se acessado e baixado em:

PNL – Programação Neurolingüística - Expansão Emocional, Perceptiva e Mental
Licença Creative Commons
Este trabalho de André Luis Lenz, foi licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição - NãoComercial - CompartilhaIgual 3.0 Não Adaptada.
 
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