sábado, 3 de março de 2012

Breve História do Cristianismo, da Judeia para Roma e para o Mundo


De fato, não houve grande interferência direta do governo de Roma contra o cristianismo, desde a morte do Senhor Jesus, em 29 d.C. até que o imperador Nero veio a se tornar o primeiro perseguidor romano de cristãos, acusando-os de terem provocado o incêndio de Roma, no ano 64 d.C.

Nesse nada curto período de tempo, que durou cerca de 35 anos, a perseguição contra os cristãos era exercida, essencialmente, pelos judeus. Todavia, quanto mais alastrada e intensa se tornava a perseguição judaica contra os cristãos, por todo império romano, o cristianismo também se alastrava e se fortalecia, ainda mais.

Até se tornar também um cristão, o notável apóstolo de Jesus, Paulo, antes chamado de Saulo de Tarso, um dos principais servidores do sumo sacerdote do Sinédrio que havia condenado Jesus, Caifás, havia sido qualificado como um dos mais zelosos perseguidores de Cristãos. A sua conversão foi resultado de uma fracassada tentativa dele se deslocar desde Jerusalém até a distante cidade de Damasco, a fim de trazer cativo um grupo de cristãos, que se encontravam naquela localidade Síria. Algum tempo antes, Paulo havia participado do martírio do cristão Estevão, e possivelmente, participou também, do martírio de outros cristãos, talvez menos notórios, e não mencionados na Bíblia.

Os judeus manipulavam, com uma certa maestria, as estruturas administrativas locais do Estado romamo. Ao contrário do Estado grego, seu antecessor, que havia sido marcadamente especulativo, o romano era jurídico por excelência. Sem a conivente autorização dos romanos, os judeus não poderiam ter perseguido os primeiros cristão, nestas primeiras três décadas e meia.

Para os judeus, o cristianismo havia nascido como uma seita indesejável, que se desenvolvia no seio do próprio judaísmo. O próprio Jesus, autor e consumador da fé cristã, era, para os judeus, como provável messias, uma grande decepção, que frustrava de modo contumaz as suas circunstanciais expectativas.

As relativas autoridades judaicas da época, esperavam por alguém com uma outra aparência e poder, para ser o líder que libertaria a região da Judeia da dominação romana, um rei poderoso que lideraria, politicamente, os judeus rumo à independência. Contudo, por ser Jesus como era, e se parecer apenas, não mais do que um simples profeta, como muitos dos que já haviam sido, anteriormente, desprezados, os judeus preferiam considerar que Jesus era, tão somente, um blasfemo, e não o messias que ele se autodenominava perante eles.

Como ele apenas pregava a paz, o amor a Deus e ao próximo e a remissão dos pecados, pregando, quase que exclusivamente, para algumas multidões das camadas sociais mais baixas da Judeia, as autoridades romanas não lhe deram grande importância e o consideraram, apenas, como um simples agitador popular, menos importante até, do que um ativista zelote qualquer, os quais, com entusiasmo, rebelavam-se contra o império romano com desejo de expulsá-lo pela força das armas. Todavia, com o período que se iniciou desde a morte de Jesus, foram as relativas autoridades judaicas que, com o mesmo entusiasmo, não deram trégua alguma em perseguir severamente os cristão, e de modo terrível, sempre com a conivência administrativa romana da localidade.

As circunstâncias em que Jesus Cristo, já adulto, teria surgido na cidade de Jerusalém formavam um quadro altamente explosivo, pois, de fato, a Judeia jamais se submetera totalmente ao controle do domínio imperial romano, ocorrendo frequentes sublevações, levando o Estado dominador a uma postura de ações puntuais mais repressivas, em relação à população local, do que aquela que ele praticava em outras regiões mais complacentes com a dominação do império.

Lendo-se os livros apócrifos de Macabeus I e II é possível se constatar que não houve intervalo algum entre o fim da dominação grega e o inicio da dominação romana sobre a região da Judeia. Houve, sim, simplesmente uma substituição imediata de domínios, de modo que os judeus vinham reagindo, mesmo desde antes do início da dominação romana, ainda sob o domínio grego, por meio de movimentos armados, contra a presença imperial estrangeira.

Em 175 a.C., Antíoco IV Epífanes chegou ao trono do império grego Selêucida e iniciou uma campanha de assimilação contra os habitantes da Judeia. Num esforço de unificar os elementos Gregos do seu império, Antíoco determinou a destruição da fé Judaica e a helenização dos Judeus. Um Édito foi publicado impondo os rituais religiosos aos Judeus em Jerusalém, sob pena de morte.

O sacerdote Matatias, recusou publicamente a adotar o helenismo, e iniciou uma revolta, escapando de Jerusalém, primeiramente para a aldeia de Modin, e depois para o deserto, levando consigo outros combatentes. Com a morte de Matatias, seus filhos Judas, cognominado "macabeu", e depois da morte deste, Jônatas, assumem a liderança do movimento de revolta e conseguem importantes conquistas e impõem uma certa liberdade a Israel frente à dominação grega e acabam por conseguir restabelecer o culto, purificado e dedicando novamente o Templo de Jerusalém, em 165 a.C..

Todavia a história do livro de Macabeus é bastante clara em mostrar que foi apenas após uma aliança ocorrida entre os macabeus e os romanos, uma aliança defensiva com o senado romano, e contra os gregos, que permitiu expelir definitivamente os invasores helenistas, o que pôs um termo, ao movimento guerrilheiro liderado por Judas Macabeu, filho de Matatias, e de seus irmãos. Paralelamente a isso, ocorria que do ponto de vista militar, a Grécia havia entrado num declínio tal, que os romanos conquistaram todo o seu território, de 168 a.C. em diante, ainda que, em contrapartida, a arte, a cultura e a religião grega, é que houvessem, de fato, conquistado os romanos.

Na Judeia, sucedendo ao terceiro irmão Macabeu, Simão, encontramos o filho deste, João Hircano, que consolida o poder em suas mãos realizando ainda mais alianças com Roma e outros impérios de sua época. Essa dinastia, a dinastia da casa de Matatias, conhecida como "asmoneus", passa governar a Judeia. Para governar, João Hircano e seus sucessores, usurpam tanto o título de etnarca como o de sumo-sacerdote. Os assideus, alarmados com as ambições dos Asmoneus e com o caráter secular que assume o seu reinado, rompem com eles. Segundo este grupo, ao se fazer sacerdote sem possuir o direito de família os Asmoneus cometem uma terrível falta. Isto gerou a ruptura profunda entre os descendentes dos Assideus (fariseus e essênios) e o partido ligado aos asmoneus (saduceus), os três partidos judaicos que então se formam.

Não obstante ao fim do domínio do helenismo grego sobre a Judeia, as diversas controvérsias entre os partido judaicos, agravado por dissidências internas, de continuo mantinham os judeus enfraquecidos como nação e o seu reino, agora sob o permanente olhar rapinante da águia romana. A questão a ser levantada aqui é: O que o povo judeu supunha ter em haver com a politeísta idolatria estatal romana, que não fosse a mesma coisa que tivesse em haver com o panteísmo helênico dos gregos?

A Roma cuja fama empolgara os macabeus, levando-os a buscar com ela aquele pacto, mas sem consultar a Deus (ver Capitulo 8 do livro apócrifo I Macabeus), agora era o que se tornava em ameaça maior. O fato é que, em 64 a.C., em meio a um novo acirramento das disputas internas dos judeus, o general romano Pompeu marchou com suas tropas, invadiu e conquistou Jerusalém e fez do débil reino judeu um estado vassalo de Roma.

Entre 57 a.C. e 55 a.C., Aulo Gabínio, procônsul da Síria, dividiu o antigo reino em Galileia, Samaria e Judeia, com cinco sinédrios (côrte de juízes). Em 40-39 a.C. Herodes, o Grande foi apontado Rei dos Judeus pelo senado romano, no entanto em 6 d.C. seu sucessor e filho, Herodes Arquelau, etnarca da Judeia, foi deposto pelo imperador romano Augusto.

A deposição de Herodes Arquelau (4 a.C. - 6 d.C.) como governante do reino a Judeia, foi o primeiro grande acontecimento histórico envolvendo o povo judeu, após o nascimento de Jesus e a frustrada tentativa daquele rei, de eliminar a vida de Jesus, enquanto Jesus ainda era pequeno, por ordenar a matança dos inocentes referida nos evangelhos. Mas o messias sobrevivera, porquanto Deus havia escolhido o momento perfeito para a sua vinda.

O cruel e despótico Arquelau, foi banido para a Gália e os territórios que ele antes governava, a Judeia e a Samaria, foram anexados à administração romana direta, estabelecida em Cesareia, enquanto que em Jerusalém, foi sediado um destacamento militar sob o comando de um tribuno, aquartelado na Torre Antônia, no ângulo nordeste do Templo.

Esse fato marcou o fim de Judá como um reino, mesmo que apenas teoricamente independente, e mostraram ainda que, as promessas da aliança entre Roma e os Macabeus, jamais se cumpriram, de modo efetivo, simplesmente porque, muito embora Judas Macabeu tivesse ficado deveras impressionado com os relatos que ouviu, sobre a grandeza daquele império diante das nações do mundo, ele, por infelicidade, perdera o olho singelo, por não ter buscado consultar ao Senhor Jeová sobre um assunto tão importante, de modo que a aprovação de Deus, jamais esteve presente naquela aliança, muito embora, quisesse Roma ou não, gostasse ela ou não, daquela ocasião em diante, ela passaria a ter uma participação mais ativa, no contexto dos planos de Deus.

Anos mais tarde, um dos irmãos de Arquelau, Herodes Antipas, tetrarca da Galileia, foi o responsável pela prisão do profeta João Batista, e, posteriormente, também pela sua morte, por causa de Herodias, a ex-mulher de um outro seu irmão, Herodes Filipe. Herodias, por ambição de se tornar rainha deixara o marido para viver com Antipas em 27 d.C. e por isso era censurada por João Batista. Ardilosamente provocado á lascívia por sua sobrinha Salomé, a mando da mãe, Herodias, durante o festejo da celebração de seu próprio aniversário, Antipas acabou por concordar em executar a morte João Batista, a quem já mantinha em cárcere. João o Batista era seis meses mais velho que Jesus e seu primo, consanguíneo, em segundo grau.

Foi em meio a esse clima politicamente tenso que Jesus procurou exprimir uma mensagem baseada no amor ao próximo, no perdão às ofensas e no desapego aos bens materiais. Tal mensagem em nada ameaçava o domínio romano, mesmo porque, segundo os evangelhos, Jesus sempre enfatizou que a sua pregação nada tinha de política, e que o reino a que ele se referia, não era um reino terrestre.

No entanto, assim como as autoridades romanas buscavam formas de fazer agrados para com as corrompidas autoridades judaicas, também a recíproca precisava ser verdadeira. A tolerância romana quanto a liberdade de culto judeu no templo de Jerusalém, precisava ser compensada com os judeus dando lugar a liberdade de cultos estrangeiros em suas cidades. Por isso, de um lado, Antipas, homem de ânimo doble, fazia concessões à cultura dos gentios romanos, mas por outro cultivava a tradição religiosa judaica, deslocando-se, anualmente, de Tiberíades para Jerusalém, onde participava das festividades da Páscoa (Pessach). Desde modo foi que Jesus, já adulto, irritado, encontrou o templo profanado, enquanto casa de oração para todas as nações.

Tiberíades, foi mandada construir por Herodes Antipas, em homenagem ao imperador romano Tibério , exclusivamente para ser a capital da Galileia e sua construção foi acelerada, por contribuições romanas, sendo concluída em apenas dois anos. O historiador judeu Flávio Josefo escreveu sobre a população original de Tiberíades, com evidente desprezo, pela gente que Antipas implantou ali, vinda de todas as partes do império.

A dominação romana da Judeia, apesar de aparentemente tolerada pelas autoridades relativas judaicas, como fato estabelecido e consumado, continuava sendo, no fundo, algo extremamente detestável à consciência judaica da época de Jesus. No entanto, uma dissidência dentro da própria religião do judaísmo, como aquela a que se aparentava a pregação de Jesus, e ainda trazendo o desalento da decepção com respeito às expectativas sobre do messias pela ótica judaica de então, era algo ainda mais abominável àquela mesma consciência.

Já, para os romanos, o conturbado caráter político da região da Judeia, aliado à característica postura romana de combater sistematicamente o surgimento de toda e qualquer grande liderança que pudesse vir ofuscar o predomínio do Império, poderiam fazer de Jesus, um inimigo potencial para Roma. Todavia, o fator realmente preponderante, foi a atitude comum do Estado romano, de procurar, sempre, aliar-se às elites das áreas dominadas, utilizando-as como um elemento de controle sobre os setores populares.

Tal atitude significava mais do que simplesmente a manutenção do império, pois provia um instrumento adequado de expansão do mesmo. Dessa forma, a condenação imposta a Jesus pelos romanos foi, de fato, um ato de simpatia para com as autoridades religiosas judaicas, que já o haviam repudiado como blasfemo.

Segundo os Evangelhos, Jesus foi preso não pelos romanos, mas sim, pelo judeu e amigo Judas, acompanhado de um destacamento de soldados e dos oficiais dos principais sacerdotes e dos fariseus, com tochas, lâmpadas, e armas. A gota d'água, para Caifás e outros dos principais senhores do sinédrio, já havia sido a ocasião da entrada triunfal de Jesus em Jerusalém, montado em um singelo jumentinho, sob as saudações de vivas do povo, clamando "Hosana! Bendito o que vem em nome do Senhor! Bendito o reino que vem, o reino de nosso pai Davi! Hosana nas alturas!". Tendo Jesus entrado em Jerusalém, foi ao templo.

Assim Jesus foi levado, detido, para interrogatório. Todavia as autoridades judaicas sabiam não poder condená-lo por si sós e nem ao menos detê-lo, por muito tempo, sem que houvesse um tácito, porém manifesto, consentimento por parte da administração romana.

Com urgência, as autoridades judaicas, ora virtualmente submissas às leis romanas, encaminham o detento Jesus ao governador Romano, sob acusações de blasfêmia. Numa sequência de eventos aparentemente tumultuadas, porém manobrada pelas autoridades judaicas, Jesus foi entregue a tortura, a mando do procurador romano Pôncio Pilatos e por fim, ainda por instância dos judeus, Jesus foi condenado à morte por cruz (ou por estaca) no ano de 29 d.C.. A morte de Jesus foi executada pela administração romana, pois as autoridades judaicas relativas, não tinham poder de executar sentenças de morte em seu próprio território, por estarem sob o governo romano.

O apóstolo e médico Lucas é quem narra com maiores detalhes os fatos ocorridos, no capitulo 23 de seu escrito evangélico:

"E levantando-se toda a multidão deles, conduziram Jesus a Pilatos. E começaram a acusá-lo, dizendo: Achamos este homem pervertendo a nossa nação, proibindo dar o tributo a César, e dizendo ser ele mesmo Cristo, rei. Pilatos, pois, perguntou-lhe: És tu o rei dos judeus? Respondeu-lhe Jesus: É como dizes. Então disse Pilatos aos principais sacerdotes, e às multidões: Não acho culpa alguma neste homem.

Eles, porém, insistiam ainda mais, dizendo: Alvoroça o povo ensinando por toda a Judeia, começando desde a Galileia até aqui. Então Pilatos, ouvindo isso, perguntou se o homem era galileu e, quando soube que era da jurisdição de Herodes, remeteu-o a Herodes (Antipas), que também naqueles dias estava em Jerusalém (para a ocasião da festividade da páscoa).

Ora, quando Herodes viu a Jesus, alegrou-se muito; pois de longo tempo desejava vê-lo, por ter ouvido falar a seu respeito; e esperava ver algum sinal feito por ele e fazia-lhe muitas perguntas; mas ele nada lhe respondeu.

Estavam ali os principais sacerdotes, e os escribas, acusando-o com grande veemência. Herodes, porém, com os seus soldados, desprezou-o e, escarnecendo dele, vestiu-o com uma roupa resplandecente e tornou a enviá-lo a Pilatos. Nesse mesmo dia Pilatos e Herodes tornaram-se amigos; pois antes andavam em inimizade um com o outro.

Então Pilatos convocou os principais sacerdotes, as autoridades e o povo, e disse-lhes: Apresentastes-me este homem como pervertedor do povo; e eis que, interrogando-o diante de vós, não achei nele nenhuma culpa, das de que o acusais; nem tampouco Herodes, pois no-lo tornou a enviar; e eis que não tem feito ele coisa alguma digna de morte. Castigá-lo-ei, pois, e o soltarei. [E era-lhe necessário soltar-lhes um pela festa.]

Mas todos clamaram à uma, dizendo: Fora com este, e solta-nos Barrabás! Ora, Barrabás fora lançado na prisão por causa de uma sedição feita na cidade, e de um homicídio. Mais uma vez, pois, falou-lhes Pilatos, querendo soltar a Jesus. Eles, porém, bradavam, dizendo: Crucifica-o! crucifica-o!

Sedição significa: Perturbação da ordem pública; agitação, sublevação, revolta, motim, de modo que Barrabás, era um criminoso político no julgamento dos romanos mas, não o era para os judeus. Assim, Jesus foi torturado pelos romanos e, por fim, crucificado.

Antes do por do sol daquele mesmo dia, por intercessão do então ainda judeu, José de Arimateia, Jesus foi sepultado, segundo o costume dos judeus, por que ele era judeu, porém, com respeito a lei mosaica relativa aos delinquentes que são condenados a morte, como narrado em Mateus 27:59-

"E José, tomando o corpo, envolveu-o num pano limpo, de linho, e depositou-o no seu sepulcro novo, que havia aberto em rocha; e, rodando uma grande pedra para a porta do sepulcro, retirou-se.  Mas achavam-se ali Maria Madalena e a outra Maria, sentadas defronte do sepulcro.

No dia seguinte, isto é, o dia depois da preparação, reuniram-se os principais sacerdotes e os fariseus perante Pilatos, e disseram: Senhor, lembramo-nos de que aquele embusteiro, quando ainda vivo, afirmou: Depois de três dias ressurgirei. Manda, pois, que o sepulcro seja guardado com segurança até o terceiro dia; para não suceder que, vindo os discípulos, o furtem e digam ao povo: Ressurgiu dos mortos; e assim o último embuste será pior do que o primeiro.

Disse-lhes Pilatos: Tendes uma guarda; ide, tornai-o seguro, como entendeis. Foram, pois, e tornaram seguro o sepulcro, selando a pedra, e deixando ali a guarda." Mas Jesus ressuscitou como havia sido predito.

Por isso, ao vencer a sua própria morte, com a sua ressurreição, Jesus não apenas destruiu o poder da morte sobre toda a humanidade em si, mas superou também a própria lei e selou o estabelecimento uma nova aliança entre Deus e os Homens, a qual, todo ser humano existente na face da terra, passou a ter direito de escolha do perdão da parte de Deus.

Após ser preso e morto, a tendência esperada, compartilhada tanto por romanos, e mais ainda por judeus, era a de que seus seguidores se dispersassem e seus ensinamentos fossem, aos poucos, esquecidos. Todavia, por obra de um poder que os romanos nunca antes haviam conhecido e que os judeus já haviam esquecido quase que por completo, o Espírito Santo de Deus, ocorreu justamente o contrário.

É justamente nesse fato que se assenta a fé cristã. Como haviam antecipado os profetas no Antigo Testamento, Jesus, o Cristo, ressuscitou, apareceu a seus apóstolos, que estavam escondidos e temerosos e ordenou que se espalhassem pelo mundo pregando sua mensagem de amor, paz, restauração e salvação, a toda criatura. Durante as primeiras três décadas e meia da sua existência, em que o cristianismo foi, de contínuo, severamente perseguido e combatido pelo judaísmo, o governo romano esteve sempre em conveniente conivência, tentando agradar as autoridades dos judeus. Só mesmo um Espírito de poder sobrenatural verdadeiro e santo, poderia mover uns poucos humanos obedientes, acuados e simplistas, mesmo debaixo de tribulações, a agir de uma maneira tal, a causar a maior revolução libertadora de todos os tempos.

Neste período, o cristianismo se espalhou a ponto de, partindo da Judeia, já ter atingido a própria capital do império, Roma, para onde fora levado, notadamente, por prosélitos cristãos, principalmente os convertidos de origem étnica judaica. Estes, invariavelmente pertencentes às classes sociais mais baixas, que uma vez tornados cristãos conversos, viam na situação de tornarem-se empregados, servos ou mesmo escravos de senhores em Roma, melhores condições do que aquelas que existiam em se permanecer na miséria e tribulação, que lhes era infringida pela perseguição que sofriam vivendo na Judeia, que chegava ao ponto de lhes ameaçar, frequentemente, a própria vida.

Nesta época, em Roma, ainda não havia judeus em número muito considerável, principalmente para causar manipulação local contra os cristãos, devido ao genuíno ódio que os cidadãos judeus comuns nutriam por Roma, e assim, os cristãos podiam gozar, a princípio, de relativa liberdade e dignidade ali. Porém, a cumplicidade corrupta entre as autoridades judaicas e romanas continuava.

A queda de Herodes Antipas começou quando seu sobrinho, Herodes Agripa I, que herdara a tetrarquia da Traconítida (região histórica do antigo Israel, ao sul de Damasco, incluindo as montanhas Antilíbano e Batanea. Significa "região pedregosa.") de Filipe, foi reconhecido como rei pelo imperador romano Calígula.

Influenciado por Herodias (a mesma que causou morte de João Batista), Antipas foi a Roma para exigir a mesma honraria. Mas Agripa antecipou-se a ele, fazendo chegar uma mensagem ao imperador, onde acusava o tio de conspirar com os Partos, inimigos do Império Romano. Chegando a Roma, Antipas não somente teve suas pretensões negadas, como ainda perdeu sua tetrarquia (da Galileia), que foi entregue, em acúmulo, a Agripa. Exilado para Lião (Gália), em 39 d.C., Antipas, veio a morrer nesse mesmo ano.

Isso sucedeu dessa forma pois, desde a idade de 6 anos, após o assassínio de seu pai, Agripa I, havia sido criado em Roma, na corte do imperador Tibério, e havia tido a oportunidade de crescer como companheiro íntimo do futuro imperador Calígula e era também muito extrovertido e dado a boas relações com toda sorte de gente importante da corte romana. Entregando-se a uma vida dissoluta, desperdiçando todo o dinheiro que sua mãe lhe deixara, na busca desenfreada de prazeres exóticos, passou a ser perseguido pelos credores, de quem tomara altas somas emprestadas, a altos juros, viu-se obrigado a deixar Roma e a refugiar-se junto ao tetrarca Herodes Antipas, que concedeu-lhe apenas um modesto emprego de comissário comercial em Tiberíades.

De volta a Roma, Agripa caiu nas boas graças de Antônia, mãe de Cláudio e avó de Calígula, que lhe emprestou a quantia necessária para resgatar seus débitos pendentes. Algum tempo depois, uma conversa descuidada em uma carruagem, custou-lhe seis meses de liberdade. Ele comentara com Calígula, que seria bom que Tibério não demorasse a morrer, para que seu companheiro assumisse logo o trono. O comentário foi escutado pelo cocheiro e repassado ao Imperador.

Tibério morreu seis meses mais tarde e Calígula tomou seu lugar, mandando soltar Agripa e, como forma de compensação, nomeou-o rei dos territórios que tinham sido as tetrarquias de seu tio, Felipe, falecido em 37 d.C., e de Lisânias, compreendendo os distritos nordeste da Palestina e as áreas setentrionais em volta do monte Líbano. Agripa permaneceu mais um ano em Roma antes de assumir seu reino, mas quando o fez, promoveu uma volta triunfal, só pelo prazer de ver sua irmã e o marido, roerem-se de inveja.

Quando Calígula foi assassinado, em 41 d.C., Agripa estava, lá mais uma vez, visitando Roma e desempenhou um papel importante nas negociações entre os militares e os senadores, que desembocaram na confirmação de Cláudio, como novo imperador. Agradecido, Cláudio concedeu-lhe o governo da Judeia, Samaria e da Idumeia, que eram uma província romana desde a deposição de Herodes Arquelau, acumuladas as que agripa já tinha por direitos anterior.

Desse modo, apesar de ter sido tudo sob as benesses romanas, reconstituiu-se o reino que Herodes, o Grande, construíra e que fora desmembrado após sua morte. Parecia que que Agripa I tinha tudo em mãos para realizar "a grande virada judaica", que era o que os Judeus, mesmo após Jesus, continuavam esperando de um messias. Mas quando Agripa I decidiu construir novas muralhas em Jerusalém, teve que interromper as obras, por ordem de Cláudio. O historiador Josefo afirma que, se as obras fossem completadas, elas teriam tornado a cidade inconquistável.

Agripa morreu repentinamente, de complicações abdominais, após cinco dias de agonia, em 44 d.C., sob suspeitas de ter sido envenenado, porém a Bíblia nos narra o que realmente ocorreu: " ... por aquele mesmo tempo o rei Herodes [Agripa] estendeu as mãos sobre alguns da igreja, para os maltratar; E matou à espada Tiago, irmão de João. E, vendo que isso agradara aos judeus, continuou, mandando prender também a Pedro." (Atos 12:1-3).

Porém, Pedro foi liberto da prisão em pouco tempo, pela ação do poder sobrenatural de Deus, antes mesmo de tomar conhecimento do assassínio de Tiago, e antes também que Herodes Agripa pudesse ter tido a oportunidade de lançar mãos dele. Agripa, contrariado, deixa Jerusalém e retorna a Cesareia, e pelo mesmo poder que libertou Pedro, sucedeu que: " ... num dia designado, vestindo Herodes as vestes reais, estava assentado no tribunal e lhes fez uma prática. E o povo exclamava: Voz de Deus, e não de homem. E no mesmo instante feriu-o o anjo do Senhor, porque não deu glória a Deus e, comido de bichos, expirou. E a palavra de Deus crescia e se multiplicava." (Atos 12:21-24).

Assim, Agripa se fora e enquanto "a palavra de Deus crescia e multiplicava", em três décadas e meia de contínua migração, facilitada pela inexistência de fronteiras dentro do império e pela necessidade da capital por mão de obra escrava ou de servidores de baixo custo, e ainda com a multiplicação das conversões de cristãos na própria Roma, crescendo admiravelmente muito rapidamente em número, os cristãos passaram a chamar para si, a atenção do Estado romano.

De início, professado apenas pelos descendentes de judeus que viviam na periferia de Roma, o cristianismo logo difundiu-se, primeiramente pelas camadas mais pobres da população, especialmente entre os escravos, e pouco a pouco foi evoluindo, até passar a atingir também os cidadãos e mesmo algumas famílias da nobreza romana e se tornar, consequentemente, alvo de preocupação por parte do Estado, pois, afinal, eles pregavam uma total submissão apenas a Deus, e não ao império e ao imperador romano.

Além do mais, a presença do apóstolo Pedro, e por fim, também do apóstolo Paulo, em serviço missionário ali em Roma, estimulou, ainda mais, os cristãos a se multiplicarem e a começarem uma certa forma de organização de estrutura de serviço, maior e mais eficiente do que aquela experimentada, originalmente, em Jerusalém. Era frequente a necessidade da comunidade cristã de Jerusalém, de ajuda material por parte das comunidades cristãs que vinham surgindo em outras localidades.

Contudo, em Roma, por fim, aconteceu de o imperador Nero dar inicio a perseguição romana direta contra os cristãos, no ano 64 d.C.. Tal primeira perseguição durou quatro longos e terríveis anos, e, sob ela, tanto o apóstolo Pedro quanto Paulo, pereceram. Concomitantemente, a força da perseguição da parte judaica contra os cristão entrava em colapso, pois a partir de 66 d.C. com deflagração da revolta dos judeus em Jerusalém contra os romanos, que se espalhou por toda a Judeia, as autoridades Judaicas já não contariam mais com as benesses do Estado. Nesta ocasião os cristão que ali ainda restavam, sabiamente, se lembrando dos avisos proféticos de Jesus, se mobilizaram em grande número, para se afastar da região do conflito, antecipadamente.

Jerusalém foi sitiada e finalmente atacada pelos romanos em 70 d.C., com um saldo de mais de 100.000 mortos, tendo sido destruído, inclusive, mais uma vez, o templo de Jerusalém. Toda a região da Judeia continuou sendo varrida e arrasada pelos romanos, com grande parte da sua população sendo ou dizimada ou dispersa para fora da região, até nos três anos seguintes.

A perseguição romana contra os cristãos, e agora também, igualmente contra os judeus, voltaria a se acentuar, ainda mais, no reinado de Domiciano, notadamente de modo cruel, a partir do ano 92 d.C..

Todavia, isso não conseguiu impedir que, pouco a pouco, o espírito legalista típico do estado romano fosse se afirmando também na formação da subsistente comunidade cristã de Roma, dando-lhe uma ênfase cada vez maior na organização das estruturas eclesiásticas, a ponto de, entre os anos de 88 a 97 d.C., os cristãos de Roma, infelizmente, sentirem-se com força organizacional o bastante, para passar a dar o troco aos judeus que outrora os perseguiam, com Clemente, Bispo de Roma, terceiro sucessor do apóstolo Pedro, responsabilizando-os pela persecução que Nero havia impingido contra os cristãos. Por causa da atuação moderadora de Clemente, em uma crise da comunidade cristã de Corinto, para a qual ele escreveu uma longa e importante epístola, os cristão de Roma, mais tarde, viriam a reclamar a primazia da sua sede, Roma, sobre todas demais comunidades de cristãos.

A agora enraizada e justificada perseguição e o desprezo contra os cristãos por parte do Estado romano, persistiu por longo tempo, variando de intensidade de tempos em tempos. A recusa dos cristãos em aceitar o culto da divindade do imperador foi, para os romanos, com toda probabilidade, a base jurídica de tais seguidas perseguições. Clemente foi preso no reinado de Trajano e condenado a trabalhos forçados. Por continuava a atuar na conversão de outros presos, foi por isso martirizado, em 101 d.C..

Já, a primeira perseguição que envolveu todo o território imperial aconteceu sob o governo de Maximino, apesar do fato de que apenas o clero tenha sido visado. Foi somente sob Décio, em meados do segundo século, que a perseguição generalizada – tanto ao clero quanto aos leigos – tomou lugar em toda a extensão do Império. Gregório de Tours trata deste tema em sua História dos Francos, escrita no final do século VI:

“Sob o imperador Décio, muitas perseguições se levantaram contra o nome de Cristo, e houve tamanha carnificina de fiéis que eles não podiam ser contados. Bábilas, bispo de Antioquia, com seus três filhos pequenos, Urbano, Prilidan e Epolon, e Sisto, bispo de Roma, Laurêncio, um arquidiácono, e Hipólito tornaram-se perfeitos pelo martírio porque confessaram o nome do Senhor."

Apesar de confundir as épocas de perseguição (pois menciona, ao mesmo tempo, personagens que foram martirizados sob Maximino, Valeriano e Décio), o testemunho de Gregório mostra o quanto o tema da perseguição marcou o imaginário da Igreja nos primeiros séculos. As perseguições estatais seguintes foram inconstantes até o terceiro século, apesar do "Apologeticum" de Tertuliano, de 197 d.C., ter sido escrito ostensivamente em defesa de cristãos perseguidos e dirigido aos governantes romanos.

Todavia, mesmo debaixo de perseguição e adversidade, o cristianismo continuava sempre crescendo. No período de reinado do imperador Diocleciano, houve um clímax persecutório, no qual, a agora já muito bem organizada igreja de Roma, passou por um momento de terrível perseguição. O imperador fez mais essa tentativa, entre os anos de 303 a 305 d.C. de suprimir o cristianismo, por suprimir a igreja, eliminando tanto clérigos quanto leigos, e mais uma vez foi um fracasso.

Para saber muitos mais detalhes sobre as várias perseguições aos cristãos ocorridas sob o Império Romano, veja o excelente documentário: Documentário Espelho dos Mártires

Assim, a igreja de Jesus Cristo sofria de perseguição m perseguição, até que aconteceu um fato divisor de águas: Diocleciano abdicou do trono, e seus quatro generais, que governavam regiões administrativas, entraram em guerra. Os dois generais que mais tinham possibilidade de chegar a ser imperador eram Constantino e Magêncio. A vitória de Constantino sobre Magêncio, na Batalha da Ponte Mílvio, em 28 de outubro de 312 d.C., perto de Roma, a qual Constantino, posteriormente, atribuiu ao Deus cristão, explicando, na noite anterior à batalha, ele havia sonhado com uma cruz, e que nela estava escrito: “In hoc signo vinces”, do latim que significa: "Sob este símbolo vencerás".

A partir de Constantino tornado imperador, em 313 d.C., os imperadores passaram a “proteger e estimular cada vez mais a fé cristã”, promovendo uma crescente fusão entre a igreja e o estado, nas qual muitos ajustes, de ambos os lados, foram feitos para que cada um se adaptasse às necessidades do outro, até que, na época de Teodósio I, em 380 d.C., o Império Romano tornou-se oficialmente um “estado cristão”.

Muito embora aquela aparentemente conveniente “conversão estatal”, em seguida o império romano continuaria com o seu já existente declínio, caminhando, até mesmo, ainda mais rapidamente para a sua ruína, até que por fim a humanidade ocidental, herdeira do legado do império romano, passou a entrar num longo período de obscurantismo histórico, com a queda de Roma a partir de 476 d.C..

Isso ocorreu, não que o cristianismo, em si, causasse o declínio do império romano pois, no início do século IV apenas de 5% a 7% dos romanos tinham se tornado cristãos, e, por essa época, em sua grande maioria, estes estavam vivendo na parte Oriental do império, exatamente o lado que permanecerá mais forte e estruturado durante a crise final do século V.

Já, no século III, que havia sido a fase mais aguda de crise econômica e social, enquanto os cristãos, embora bastante organizados, ainda não passavam de uma minoria que se reuniam nas catacumbas da Capital, nas fronteiras de expansão do império, as elites dirigentes das legiões romanas e suas ações em consonância com as estratégias oficiais do estado, exigiam um número incessantemente crescente de soldados, de elevação de soldos e recursos para as guerras.

Por outro lado, houve ainda uma diversificação cultural e religiosa, que a sociedade romana expandida experimentou, após o contato com as populações das colônias e com a naturalização dos bárbaros. Tal fato possibilitou à população insatisfeita do núcleo do império, passar a duvidar da influência dos deuses oficiais greco-romanos nas decisões políticas, explicação que até então legitimava o poder do império e do imperador, levando um bom número deles a buscar adesão a crescente religião cristã.

O fato é que, depois das dificuldades experimentadas do século III, vários imperadores procuraram centralizar ainda mais o Estado, a fim de obter um maior controle dos cidadãos de um tão vasto império, agora existentes em grande diversidade sócio cultural e religiosa, para que deste modo fosse mais fácil mobilizar os enormes recursos humanos e financeiros para defender, sem em nada abrir mão, a estupidamente expandida fronteira do império e o fragilizado núcleo imperial, e, principalmente, unificar isso tudo em torno de uma ideologia única.

Com Constantino I, passou-se a eleger o cristianismo, devidamente fundido e adaptado, de maneira discreta, à antiga religião greco-romano oficial do Estado, como a religião capaz de produzir aquele desejado monopólio ideológico unificado. Afinal de contas, o cristianismo era, de fato, contra todas a possibilidades e expectativas, a religião que mais crescia, e passava a influenciar a nata romana, mesmo debaixo de adversidades.

Creio que Roma foi devorada por si própria e por seu incessante e compulsivo desejo expansionista e, eu, particularmente não creio, que imperador romano algum, que tenha vivido até a queda do império do ocidente, efetivamente tivesse crido, verdadeiramente, no Deus dos cristãos, e, principalmente enxergado, que a real fonte de sucesso do cristianismo, contra todas as adversidades as quais ele era submetido, era o poder daquele mesmo Deus.

Roma, enquanto Estado imperial, tentou “usar” em seu benefício o cristianismo, mas o cristianismo era algo que até então as elites romanas, verdadeiramente, não entendiam e nem sequer conheciam ao certo. Por isso, não é de estranhar não ter obtido exito em extrair o efeito expectado disso.

O fato é que Roma estava se condenando, por não vislumbrar a possibilidade de retroceder em sua política de expansão já realizada e, nem mesmo o “esforço final” de “absorção” do cristianismo ocorrido, apesar de dar algum alento e sobrevida, de modo algum conseguiu reverter a falência final do império.

Durante toda a “Pax Romana” a instituição militar tinha se visto orientada para múltiplos objetivos. Além da defesa fronteiriça de mais de 9000 Km, da fortificação de pontos estratégicos, construção de estradas e segurança pessoal das mais altas magistraturas imperiais, transmitir elementos da cultura, religião e língua latina às regiões onde se fixavam as guarnições militares, bem como a criação de condições favoráveis para o desenvolvimento das economias locais, a sua presença impunha o respeito e a aceitação incondicional da soberania de Roma: assim era a paz romana.

A manutenção da paz e da estabilidade no mundo romano era atribuída aos militares como tarefa primordial e de grande importância: Era uma paz armada e atingível apenas com a presença das legiões. Essa era a única forma de assegurar uma harmonia mínima e a articulação entre o poder imperial e as vastas regiões a governar, servindo de instrumento de apoio à execução de medidas de carácter administrativo, todavia, de maneira notória, isso também fez com que o império, de modo inevitável e continuamente, consumisse a si próprio, em termos de recursos.

Por outro lado, influenciada pelos decretos da oficialização e da resultante “adaptação” que propiciariam a “liberdade” de culto e de manifestação, “o cristianismo”, ou melhor, a agora oficialidade do cristianismo, a igreja, passou, de modo infeliz, a tornar-se, para alguns, veículo de promoção social e de meio para a obtenção de cargos e benefícios públicos.

Na medida em que essa nova nomenclatura romana de “fé cristã” se consolidava como religião, os territórios onde ela “desabrochava”, dividiram-se em dioceses e paróquias, à frente dos quais foram postos bispos e párocos, sob a chefia do papa, sucessor de Pedro e bispo de Roma, a capital, e agora sob as benesses diretas do Estado romano em decadência.

Assim, como religião oficial e marcadamente urbana que se tornara a partir de fins do século IV, os demais cultos “não ajustados” que existiam, notadamente, nas regiões mais remotas e de fronteira do império, passaram a ser severamente perseguidos, ainda nas derradeiras décadas do moribundo império. Por conseguinte, os seguidores das várias diversificações de paganismo bárbaro, tiveram que se refugiar na zona rural, donde vem o uso costumeiro do termo “pagão”, de modo generalizado, a essas populações. Pagão significa tão somente habitante do campo.

A perseguição sofrida pelas mãos desses “cristãos oficiais do império romano” era exercita, em concomitância, com as ações puramente militares de manutenção da fronteiras do império e de mobilização forçada de recursos em colonias insubmissas, de um modo cruel e pernicioso. Curiosamente, o primeiro grande saqueador de Roma, o rei Visigodo Alarico I, havia recebido treinamento militar romano para atuar como comandante de tropas auxiliares a serviço do próprio império, antes de rebelar-se e promover três cercos a capital, até saqueá-la, em 410 d.C.

Isso fez com que os povos bárbaros aprendessem, inicialmente a reagir, pela força das armas, com maior consistência pelo uso de táticas essencialmente de guerrilhas, contra as incursões das legiões romanas, para em seguida, se organizarem a ponto de poderem partir para o contra-ataque e para o ataque, que desferiu os golpes finais que encerram com a existência do “império romano cristão do ocidente”.

Porém, após o fim do império, o agora “poluído” cristianismo, pela sua nomenclatura centrada em Roma e seu culto ritualístico deformado, sobrevivera, e até se arvorava herdeiro do império vencido, passando de perseguido a perseguidor, continuaria a crescer nas sombras do obscurantismo da idade média, e ainda teria, para o bem e para o mau, muita história para escrever, arvorando-se muitas vezes, de modo truculento, do nome de Jesus.

A mensagem da verdade da nova aliança, é e sempre foi a mesma: “Por meio disso saberão que sois meus discípulos, se tiverdes amor entre vós” Jo 13:35 e Jesus vai além, desafiando a nossa condição imperfeita e nos mostrando que é mesmo debaixo dela que devemos buscar santidade: “Ouvistes que se disse: ‘Tens de amar o teu próximo e odiar o teu inimigo.’ No entanto, eu vos digo: Continuai a amar os vossos inimigos e a orar pelos que vos perseguem; para que mostreis ser filhos de vosso Pai, que está nos céus, visto que ele faz o seu sol levantar-se sobre iníquos e sobre bons, e faz chover sobre justos e sobre injustos. Pois, se amardes aos que vos amam, que recompensa tendes? Não fazem também a mesma coisa os cobradores de impostos? E, se cumprimentardes somente os vossos irmãos, que fazeis de extraordinário? Não fazem também a mesma coisa as pessoas das nações? Concordemente, tendes de ser perfeitos, assim como o vosso Pai celestial é perfeito." Mt 5:43-48

Sob a nova aliança de Jesus, nenhum ato mais de violência, de qualquer espécie, se justifica, por mais elevados que possam parecer os objetivos ou intenções a estes associados. Na nova aliança, tudo é sugerido, nada exigido e, consoante a isso, assim também deve ser os salutares propósitos evangélicos que um cristão coloca em seu próprio coração.

Deste modo, por exemplo, acontecimentos aparentemente positivos para o desenvolvimento da "igreja", como o da ordem de fechamento da academia platônica de Atenas, por mandado do imperador bizantino Justiniano, no ano de 529 d.C. trouxeram, efetivamente, nenhuma glória para o nome de Deus. Comparativamente com aquilo que se nos pareceu um discurso frustrado, louco e solitário, proferido pelo apóstolo Paulo, aos atenienses no Areópago, séculos antes, de fato, a determinação de Justiniano foi, deveras, contraproducente para o serviço do reino de Deus. Neste segundo evento, embora falando a uma plateia, por cultura e por orgulho, notadamente inamistosa, por fazer uso de legítimo amor cristão, centrado na graça do livre-arbítrio da parte do Senhor, mesmo que tenha parecido pouco aos nossos olhos, o apostolo de Jesus gerou, bons frutos do Espírito. Já, quanto ao primeiro evento, aquele obteve tão somente, um exito maior, em criar celeumas de relações humanas que, até os dias de hoje, representam obstáculos ainda maiores, em que as boas novas do evangelho venham a atingir as mentes e os corações daqueles que se fazem a si mesmos ateus e agnósticos.

Não é por falta de avisos da parte de Jeová que tais fatos, a saber: a vazão da nossa força violenta corrupta, ocorrem de contínuo entre nós humanos, pois Ele mesmo nos tem também acusado a consciência cauterizada desde muito cedo: “Que hei de fazer-te, ó Efraim? Que hei de fazer-te, ó Judá, quando a vossa benevolência é como as nuvens da madrugada e como o orvalho que logo desaparece? Por isso terei de talhá-los por meio dos profetas; terei de matá-los por meio das declarações da minha boca. E os julgamentos sobre ti serão como a luz que sai. Pois, agrado-me da benevolência e não do sacrifício; e do conhecimento de Deus antes do que de holocaustos. Eles, porém, como Adão, transgrediram o pacto; É nisso que agiram traiçoeiramente para comigo. Gileade é uma vila de malfeitores; suas pegadas são sangue. E como que atocaiados contra um homem, a associação dos sacerdotes são guerrilhas. À beira do caminho cometem assassinato em Siquém, porque só se empenharam em conduta desenfreada. Vi uma coisa horrível na casa de Israel. Há ali fornicação da parte de Efraim. Israel se aviltou. Também para ti, ó Judá, está determinada uma ceifa. Ao querer eu trazer do cativeiro o meu povo.” Os 6:4-11.

Vinde, pois, e retornemos para o Senhor, enquanto Ele pode ser achado, pois para o fim dos tempos está reservado: "E ele julgará entre as nações, e repreenderá a muitos povos; e estes converterão as suas espadas em relhas de arado, e as suas lanças em foices; uma nação não levantará espada contra outra nação, nem aprenderão mais a guerra." Is 2:4

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Ensinando os Pequenos e Aprendendo, Estamos Juntos!


Ensina a criança no caminho em que deve andar, e ainda quando for velho, não se desviará dele. Instruir as crianças segundo os objetivos que se tem para elas é um dever de todo aquele a quem Deus permitiu aprender. Seres humanos que somos aprendemos muitas coisas e continuamos aprendendo sempre.

Isso, claro, de modo algum significa que quem ensina se torna responsável pelas escolhas finais de seus pupilos. Cada ser humano faz, no devido tempo, as suas próprias escolhas, sobre as quais não temos poder maior do que aquilo que já fizemos: ensinamos. Isso é coisa que Deus também permite que seja assim!

Desculpa a sinceridade, mas mente que diz que "é Deus quem define os caminhos dos homens" ... , pois quem define o caminho de um homem, é o próprio homem, e Deus apenas permite que a própria escolha desse homem seja soberana. Pela sua infinita bondade, Deus nós permite plantar o que bem entendermos.

A única maneira possível de Deus passar a dirigir os caminhos de um homem é esse homem abrir mão do próprio controle, deliberadamente, e atribuí-lo a Deus, pedindo, convidando, para que Ele o assuma. Pela graça de sua misericórdia, Deus poderá, então, fazê-lo.

Deus nunca me obrigará andar por um caminho do bem e tão pouco tirará o meu pé do caminho que é mau, se eu mesmo procurar trilhar por ele. Se eu quiser, de fato, que Deus me dirija, eu deverei render-me a mim próprio, diante da soberania dEle e entregar-me, como incompetente inútil que sou, para dirigir a mim mesmo ser o controle dEle.

Por isso, eu nunca culparei a Deus, pelos erros que eu fiz, que eu faço e que vier a fazer com minha própria vida, enquanto eu mesmo não estiver absolutamente rendido e insistir, em fazer eu mesmo, o meu próprio caminho e as minhas próprias escolhas, independentes dEle. Pela sua infinita justiça, Deus nos faz colher o que nós mesmos plantamos.

Então se ligue, pois, pra existir história, tem que existir verdade. A vida de ninguém está predeterminada, de modo que tudo é possível e o amor de Deus continua extensível a qualquer um, basta desejar e acreditar. É a minha fé que me realiza, seja para o meu bem ou seja para meu mau.

Eis o que diz o Senhor meu Deus, para mim mesmo, nesta bela manhã de Domingo: "Eis que eu estou a porta e bato ... eu jamais arrombarei a tua porta."

Eu te abençoo! Ani Ma'amim, Hallelujah! Baruch Hashem Adonai!

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Mulheres Ucranianas - Ilusões e Desilusões - Parte II


Um paraíso do turismo sexual:

Cerca de vinte milhões de pessoas visitam a Ucrânia por ano. A capital Kiev é um destino popular. Infelizmente, uma das principais atrações turísticas é o sexo pago. Quem visita as grandes cidades dá Ucrânia atualmente fica com a impressão de que a prostituição lá é legalizada, devido ao grande número que pode ser observado de garotas de programa lindas, vestindo apenas minissaia, mini-blusas, maquiagem e saltos provocantes que vão às ruas e circulam livremente pelos hoteis, mas de fato ela não é. Por anos, a Ucrânia tem sido uma fonte de mulheres para o mercado do sexo na Europa e com as mudanças de regra de visto, a Ucrânia, além de exportar prostitutas, está atualmente importando clientes de garotas de programa.

O problema está muito mais grave agora com a crise econômica com desemprego 50% maior do que em anos anteriores. O ministro Yuriy Lutsenko recentemente declarou em rede nacional que o país está se tornando um paraíso para o turismo sexual.

Com a moeda desvalorizada e regime de fronteiras sem necessidade de visto para norte americanos e europeus desde 2005, os hotéis locais se transformaram em bordéis que facilitam seus hóspedes a encontrar as prostitutas. Em 2009, dois gerentes de hotéis de elite foram presos por exploração sexual.

Para quem pensa que não há maiores problemas com esta situação, um alerta: assim como em outros países, também na Ucrânia, e aparentemente até em um grau mais elevado do que a média das ocorrências mundo afora, exploração de menores freqüentemente anda de mãos dadas com a prostituição adulta.

Para Irina Konchenkova, presidente da ONG School of Equal Opportunities, 30% das prostitutas estão na faixa etária entre 11 a 17 anos. Além desse polêmico assunto, existe um outro mais sutil: ao invés de procurar diretamente uma prostituta, o turista vai para bares e locais de baladas seduzir garotas locais pagando bebidas e prometendo mundos e fundos, com a finalidade de a levar para a cama facilmente.

O impacto das tecnologias da informação no tráfico de sexo é objeto da pesquisa de Donna Hughes, em Pimps and Predators on the Internet, que conta como o colapso da União Soviética implicou em desemprego em massa de milhões de mulheres russas e ucranianas, que ganhavam metade do salário de homens.

Konchenkova comenta como na Ucrânia existem adolescentes que sonham com o estilo de vida de luxúria, e que ao mesmo tempo tiram notas baixas na escola. Para ela, é essencial que exista uma mudança dessa mentalidade sonhadora para que ocorra a potencialização necessária para prevenir a prostituição.

Em Entrevista, a Anna Hutsol, que é a líder da entidade FEMEN, um grupo que busca criar condições mais favoráveis para jovens mulheres se unirem a um grupo social com a idéia geral de suporte mútuo e responsabilidade social declara:

“Desde 2005, quando a Ucrânia passou a dar vistos gratuitos de entrada no país, o fluxo de turistas aumentou. E com eles, vieram também os turistas sexuais. A Ucrânia ficou com imagem de país de sexo fácil e repleto de prostitutas: primeiro, a Ucrânia é conhecida pelas suas belas mulheres. Segundo, é fato que 23% das prostitutas na Europa são ucranianas. A indústria do sexo usa técnicas de propaganda para ampliar esse efeito a seu favor. Pobreza, baixo índice de educação, aplicação inadequada da legislação e falta de apoio governamental para temas social, combinados com belas mulheres e cultura patriarcal. São todos fatores que podem transformar um país no paraíso do turismo sexual e prostituição.”


Em 2012, as mulheres ucranianas continuam com a sua forma inusitada de protesto, que consiste em, quase sempre, tirar a roupa. As ativistas ucranianas do grupo Femen enfrentaram o frio e tiraram a roupa em Moscou, na Rússia, onde os termômetros marcam -22ºC, mas a sensação térmica é de até -31ºC. Em frente à sede da russa Gazprom, acusada de monopólio no fornecimento de gás natural, elas protestam contra o preço do gás --há meses a Ucrânia negocia com a Rússia por um preço menor .




Fontes de referências:

More Ukrainian Women Seek Marriage Abroad Because Of the Crisis

Marriage and Divorce Statistics Going Down In Ukraine

“Belas, mas não prostitutas”: entrevista com Anna Hutsol sobre turismo sexual na Ucrânia

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Despertando o Amor de Uma Mulher!


Eu já não podia mais continuar enganando a mim mesmo, perpetuando me em ser ridículo. Aprender dói mas, é inevitável aos sobreviventes ... e eu sobrevivi e aprendi!

Todo homem pertence a Deus e, dessa forma, ele sempre terá uma ligação com Ele, gostemos nós homens ou não. Isso é inexorável e, em vão lutamos nós homens contra isso.

Todavia, mais feliz é o homem que larga a mão de ser tolo, em lutar contra aquilo que lhe é invencível e passa a dar o devido lugar ao seu Deus, no trono do seu coração.

Este se torna "homem verdadeiro", daquele que não se preocupa mais em mostrar-se como um "homem de sucesso", mas sim, daquele que age de um modo que o faz tornar-se um "homem de valor" para Deus.

Este homem evitará, de modo peculiar, a covardia de despertar o amor de uma mulher, sem que ele tenha a real intenção de amá-la, e há que se entender que ele assim o fará, não pelos méritos dela, nem mesmo pelos méritos dele mas, sim, pela graça da natureza da sua ligação com o seu Deus, que assim bem o requer dele.

Quando vem a hora de um amor entre homem e mulher acontecer, tal homem será, sim, fiel a esse amor e, não por outros motivos, mas pelo mesmo, pois isso é, também, coisa que só Deus pode fazer, a saber: um homem ser, continuamente, fiel em uma relação conjugal.

O homem verdadeiro é cônscio e sabe que, se for por por si só, pela sua própria sabedoria, ele falharia na sua fidelidade, ante os desvios provocativos que há no mundo, notórios e incontáveis como são as areias de uma praia, ao longo de sua vida.

Sobretudo, se de fato eu sou homem verdadeiro, eu não devo simular afeição, nem tão pouco transformar o amor numa brincadeira, pois, no meio de tanta aridez que ha no mundo, ele continua sendo perene como a relva. O amor conjugal é coisa de Deus, coisa que a sabedoria do mundo despreza, quanto mais progredimos na história humana.

A despeito de todo conhecimento científico incipiente e de toda filosofia humana deturpada, sem Deus, somos todos, homens e mulheres, gatunos e insipientes, meros animais que apesar de ter, não faz bom uso da razão, vivendo como que páginas descartáveis dos folhetins da vida.

Por isso, mulher, se você quer mesmo ser amada, e não apenas sentir-se usada em seus relacionamentos, desconfie do homem que diz: "Eu te amo mais que tudo!". Por que o homem que não puder amar a Deus acima de tudo, também não atingirá ser fiel em amor algum.

Além do mais, quando o homem verdadeiro é se vê confrontado com um "falso amor" pelo caminho da sua vida, ele não cairá nas ciladas bem camufladas dessas circunstâncias, como um "homem fraco" inevitavelmente, acaba por cair. E aquele que Deus faz sábio para com este assunto, sabe com que frequência isso se apresenta perante ele.

Antes, diante de um relacionamento amoroso falso, aonde, invariavelmente, tratamos como prioridade alguém que nos trata apenas como uma mera opção, o homem verdadeiro será rápido em desmascarar incoerências entre palavras e atitudes! Sem medo, dúvida ou culpa, saberá enxergar isso e responder com a devida pratica do desapego emocional afetivo sempre que for necessário.

Tal qual a maioria das mulheres néscias, que procuram o "homem gostosão" e e encontra  cafajeste - e não conhece o homem maduro, inteligente e verdadeiro, e perdem o tempo da sua formosura atras de relacionamentos vãos ...

Também os homens fracos, que não conhecem a Deus, procuram por sexo vulgar em quantidade e, não por qualidade nos seus relacionamentos e acaba entrando em ciclos recorrentes de relacionamentos com mulheres vadias. Perdem o tempo do seu vigor, quase sempre também os seus bens mais preciosos e tornasse permanentemente infeliz por isso, ainda que mantenham estampado em seus rostos um falso sorriso de sucesso, bem a moda do mundo.

"Vocês não sabem que aquele que se une a uma prostituta é um corpo com ela? Pois, como está escrito: "Os dois serão uma só carne". Mas aquele que se une ao Senhor é um espírito com ele." (1 Coríntios 6:16-17)

Tanto o homem, quanto a mulher, verdadeiros, que se tornaram sábios pela sabedoria que vem do alto, sabem que é tolice entrar em um relacionamento esperando "mudar o outro". Somente podemos mudar a nós mesmos, aos outros só podemos amar. Só o Espírito de Deus é que realmente pode muda o coração de um ser humano.

Se você conheceu um parceiro que é "problema", lembre-se que, nestes casos, muitas vezes, não ajudar já pode ser de grande ajuda para quem não quer ser ajudado, pois é ai que Deus pode começar a agir na vida dele.

Você pode até entrar em campanha com Deus e buscar que Deus mude o coração daquele seu parceiro mas, nada garante que Ele o fará apenas para te agradar, muito menos se você barganhar com Ele. Ele é Deus soberano e, no trato com Ele cada um tem o seu tempo e Deus está no controle de tudo, o tempo todo.

Eu procuro me lembrar, sempre, que eu não posso exigir o amor de ninguém e, que posso apenas dar boas razões para que gostem de mim e ter paciência para que Deus na minha vida faça o resto. O amor conjugal é um jogo perdido sem Deus.

"Põe-me como selo sobre o teu coração, como selo sobre o teu braço, porque o amor é forte como a morte, e duro como a sepultura o ciúme; as suas brasas são brasas de fogo, com veementes labaredas.

As muitas águas não podem apagar este amor, nem os rios afogá-lo; ainda que alguém desse todos os bens de sua casa pelo amor, certamente o desprezariam." (Cânticos 8:6-7)

O grande rei Salomão teve algo em torno 700 mulheres, entre esposas e concubinas mas, mesmo ele que dantes era o mais sábio dentre os homens, não conseguiu se satisfazer e ser feliz com isso. Por começar a desprezar o temor a Deus, Deus permitiu que o coração de Salomão viesse a se apaixonar verdadeiramente e passasse a amar uma única mulher como nunca amara a nenhuma outra. 

Todo o cenário transparecia de modo a fazer crer que a vida de Salomão caminhava, enfim, para a verdadeira felicidade. Todavia, porquanto Salomão havia permitido que seu reino começasse a se desviar da adoração verdadeira a Deus, justamente através das suas muitas mulheres, o Senhor por seu turno permitiu que aquele relacionamento tivesse um fim.

A belíssima, inteligente e bronzeada rainha de Sabá acabou por ir-se embora, de volta a sua terra e, sabe-se bem, que Salomão nunca mais foi satisfatoriamente feliz e, mesmo em seu último suspiro de vida, infelizmente, ele pode contemplar  a desgraça de que toda a glória que ele construíra, poderia vir a se perder ruinosamente, nas mãos de seu filho, um herdeiro que ele não soube educar, enquanto buscava por prazeres vãos.

Triste fim, mesmo para os grandes, quando deixam de amar e temer a Deus. Por fim, em seus provérbios, o próprio rei reconhece: "Quem encontra uma esposa encontra algo excelente; recebeu uma bênção do Senhor." (Provérbios 18:22). Também no livro de Eclesiástico (Bíblia católica) entramos algo precioso à sabedoria:

"Feliz o homem que tem uma boa mulher, pois, se multiplicará o número dos seus anos. A mulher forte faz a alegria do seu marido, e derramará paz nos anos de sua vida.  É um bom quinhão uma mulher bondosa; no quinhão daqueles que temem a Deus, ela será dada a um homem pelas suas boas ações. Rico ou pobre, o seu marido tem o coração satisfeito, E seu rosto reflete alegria em todo o tempo."

As vezes as maldades cometidas dentro de um relacionamento já são tantas que o mal acaba por prevalecer e, por fim acabam sendo maldades reciprocas, não se vendo mais razão em ambas as partes. Fica patente que não há benção de Deus nisso.

Se for pra isso acabar ocorrendo, muito antes que isso ocorra, livre-se disso.  "Não vos prendais a um jugo desigual com os infiéis; porque, que sociedade tem a justiça com a injustiça? E que comunhão tem a luz com as trevas?" (2 Coríntios 6:14)

Quando alguém que crê em Deus, se associa com alguém que não crê, invariavelmente, aquele que não crê tomará a crença do outro como demonstração de fraqueza e não de fortaleza. Assim, muito provavelmente, tenderá a tirar proveito da "suposta fraqueza" e, muito provavelmente, Deus permitirá que ela obtenha exito nisso, pelo seguinte motivo:

Nem era para o crente estar ali, naquele relacionamento que está mas, como está, infelizmente já negou o conselho de Deus ""Não vos prendais a um jugo desigual com os infiéis"). Então vem a potestade do mal, o inimigo da alma do crente que não perderá a oportunidade e reivindica a provação do crente que, por justiça, Deus concede.

Não deveria estar ali, mas está, isso dá margem a queda do crente, de modo a fazer com que ele fique pensando que Deus não mais o ampara e não o ama de verdade. Se isso ocorre, diabo se alegra pois, logou êxito. Assim, entra-se naquela fase em que "maldades cometidas dentro de um relacionamento já são tantas que ninguém mais tem razão".

Se você é realmente vítima de grande injustiça em um relacionamento mas ainda não se casou e nem tem filhos, ore a Deus determinando que não existe mesmo nenhuma dívida de satisfação mais a ser dada, então vire as costas, saia e não olhe para traz, porque os que estão casados, principalmente os que têm filhos, hão que suportar isso como cruz.

Lembre-se que não existem danos irreparáveis aos que creem e Deus será contigo. “Quem quer sair de uma história, cala-se e vai embora. Porque as grandes dores são mudas. E decisões definitivas não se demoram em explicações.” (Marla Queiroz).

Se você não entendeu bem essa mensagem, continua voltando, que mais lhe será revelado!

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

O mau, o pecado e a salvação da parte de Deus.

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Com naturalidade. existe um sentido genérico do amor de Deus. Ele demonstra seu amor ao mundo, à humanidade, à sua criação, o tempo todo, porém, no que diz respeito a salvação, Ele demonstra também que, por questão de justiça, Ele não pode dá-la a quem se mantiver incontrito em pecado até o fim. Até que venha a perfeição, o fim de cada um de nós, seres humanos, é a sepultura e aqueles que descem a ela sem ter aceitado a graça da salvação, entristece grandemente o coração de Deus, pois é uma alma que se perde e Ele, por nos amar, deseja que todos os homens sejam salvos e cheguem ao pleno conhecimento da verdade.

Deus odeia o pecado e tem o poder de por termo a ele a qualquer momento, quando Ele quiser, sim, mas por motivo de justiça, isso não poderá ser feito até que chegue o tempo que Ele mesmo designou, para que isso ocorra. Por isso, a nossa condição atual, é a de que, o pecado existe, é que, mesmo amando verdadeiramente ao pecador Ele não pode salvá-lo, sem que o próprio pecador assim o deseje.

Separar o pecado do pecador é fácil para Deus, porque Ele tudo pode, mas a condição estabelecida por Ele, por justiça, é a de que haja a opção do pecador para que assim seja. Devido a sua benignidade para conosco, ao longo da vida de qualquer ser humano, Deus colocará sempre, inúmeras ocasiões facilitadoras para isso, todavia, sempre, caberá a cada qual, a sua própria decisão de ser alcançado pela graça. Tais ocasiões são para nós, pontos de decisão, de nossa inteira responsabilidade, em que poderemos abraçar a sua salvação ou tropeçar.

Assim, acontece um fenômeno que pode parecer muito estranho, até fantástico mesmo, aos nossos olhos humanos: a de alguém poder passar pela vida cometendo apenas alguns “pequenos deslizes” e ter praticado um sem número de “belos atos de nobreza de espiritual”, mas, mesmo assim, terminar perdido, ao passo que, por outro lado, outro alguém passa já ter cometido “atos terríveis” mas, num dado momento, alcançou a graça da salvação, simplesmente por tê-la aceito.

Aquilo que coloquei entre parênteses no paragrafo anterior, são coisas que expressam o nosso julgamento humano e que, muito embora, tais questões só podem mesmo ser julgadas por Deus.

Obvio que estamos falando de uma aceitação verdadeira e com todas as implicações pois, tudo em Deus só pode ser verdadeiro, de modo que, aquele que aceitou, se rendeu e passou a entregar os seus passos e toda a sua esperança ao amor e a justiça de Deus. Já aquele que nos pareceu bondoso, mas que na verdade preservou o seu coração apenas para si próprio, não deu devida glória a Deus e mesmo parecendo ter amado ao próximo, não conheceu a Deus, por não amá-lo sobre todas as coisas. Portanto, não soube o que é ser salvo e já teve o seu galardão durante a sua vida.

É obvio, também, que aquele que é bondoso desde pequeno, mas que, além disso, reconhece o amor, a justiça e aceita a salvação da parte de Deus, desde a sua tenra idade, mesmo tendo nascido em imperfeição humana, como todos nós nascemos, este mais se aproxima daquilo que é perfeição para Deus e isso lhe é imputado por justiça e ele é, naturalmente, especialmente amado por Deus.

Já, aquele que desce a sepultura sem ter alcançado a graça da salvação, morre como que odiado por Deus, no sentido que o decepcionou-o completamente, por não ter aceitado a sua graça da salvação, não obstante as muitas oportunidades e ocasiões facilitadoras que Deus coloca ao longo de nossas vidas, para que reconheçamos nossa triste situação e o aceitemos como o nosso Senhor e Salvador. Deus espera que todo ser vivente com capacidade de discernimento escolha, por si próprio, ser salvo.

Assim, a salvação é uma via de mão dupla, na qual, por um lado, o resgate por “todos” já foi pago, e essa foi a parte devida por Deus à sua própria causa de justiça, todavia por outro lado, cabe a cada um de nós nos inserirmos, a nós mesmos, no grupo do “todos”. Este é o preço a ser pago, da nossa parte, e é bem simples, basta “desejar sinceramente” ser, e já o é. O mau alcançou a humanidade por que o ser humano deu crédito a ele, agora, pois, nós devemos algo da nossa parte, devemos dar crédito ao amor e a justiça de Deus, para desfazer todo poder do mau sobre nós.

Se o Espirito Santo de Deus irá me usar mais, ou irá me usar menos, após eu dizer “sim” à proposta de salvação de Deus, isso já é outra conversa, pois o Espírito age conforme aquilo o próprio Deus bem entender e Deus pode tudo, de modo que o Espirito de Deus, usa até mesmo o ímpio, o incontrito em pecado, até mesmo as bestas do campo, sempre, onde e como ele bem entende e deseja. O limite do agir de Deus reside tão somente na própria justiça dEle.

O fato é que, alguém que verdadeiramente aceitou a salvação da parte de Deus, de nodo natural, passa a se apartar do pecado e a se achegar ainda mais a Deus, de modo que a Deus, ninguém engana. Sua vida é transformada, que seja num repente, mas a atitude de achegar-se a Deus prosseguirá em ato contínuo, por toda a vida, pois é isso que significa perseverar até o fim. Ninguém que continua a viver neste mundo pode assegurar-se de ter a salvação garantida, pois o ser humano, vivendo neste mundo, é frequentemente pródigo em renegar as suas próprias conquistas e o mau sabendo disso, buscará, o tempo todo, fazê-lo cair.

O mau (o pecado) existe, simplesmente porque Deus considerou justa a petição que ele fez para sua própria existência. A maior vítima, aborrecida, pelo mau é o próprio Deus que passou a ter a sua soberania sobre toda a existência, questionada pelo mau, de modo que, todo ser humano que aceita a salvação, passa a ser um legitimador da soberania de Deus e todo aquele que não o é, infelizmente, corrobora com que ela seja indevida.

Essa é a questão central da necessidade da salvação para a humanidade. É o mau quem exige o direito de nos por a prova e, por justiça, a única maneira de aniquilá-lo é retirar-lhe todo o poder, por atribuí-lo a Deus. Todavia, existe um prazo para que isso seja feito. Para nós, humanos com capacidade de discernimento, o prazo é a duração da nossa própria vida individual e para Deus é o dia que Ele determinou, como sendo o dia em que Ele julgará o mau.

Deveras, o mau está condenado desde que ele surgiu, mas não espere que Deus irá eliminá-lo da humanidade até que chegue o dia determinado, e só Ele sabe quando será tal dia, mas cada ser humano é pleno senhor, para determinar o fim do poder do mau na sua própria vida, a partir do momento que se arrepende da sua própria condição humana pecaminosa e aceita ser salvo por Deus.

Todos nascemos em condição de pecado e a graça da salvação é extensível a todos, de modo que, infelizmente, mente quem diz, que há aqueles que Deus escolheu para amar e há aqueles que Deus escolheu para odiar. Qualquer um, que assim o desejar, pode ter aceso a salvação da parte de Deus, e isso, em si, já significa que Deus nos ama a todos que todos nascemos em pecado. O que, de fato, Deus odeia, é a vitória do pecado, a vitória do mau nas nossas vidas. O amor de Deus é mesmo, sempre, incondicional. O que Deus odeia, de fato, são as nossas atitudes, em dar suporte ao que é mau, mas Deus jamais odeia as nossas almas, jamais odeia ao próprio indivíduo humano vivente, sua criação. Deus odeia a nossa morte e o pecado que nos leva a ela.

Aquele que prega que Deus odeia o pecador, enquanto o pecador ainda é um ser humano vivente neste mundo, mente sobre o amor de Deus, e corre o risco de fazer tropeçar quem é pequeno, por desanimá-lo em desejar buscar a salvação da pate de Deus. Tristemente, este, sim, corrobora com o que é mau. Portanto, quem tem consciência de que é pecador, saiba, ainda, que enquanto houver vida, há esperança, todavia, saiba, também, que sua vida pode ser encerada a qualquer instante e que isso também entrou-nos por força do mau, porquanto fomos originalmente criados para viver eternamente.

A escolha de Deus pela nossa salvação já foi feita, para isso veio-nos dEle, Jesus, para atrair-nos a essa salvação. O plano foi posto em andamento e funcionou da forma como Jeová esperava: Jesus foi morto em perfeição humana e em perfeição humana ressuscitou. A partir do sacrifício e ressurreição resgatadora de Jesus, mais do que sempre, a salvação é algo individual para cada ser humano. É pela decisão da fé pessoal, de acreditar, de desejar e de perseverar até o fim, e que é acessível a todos e a qualquer um que deseje. Todo ser humano, só será legado ao que Deus odeia, se morrer sem aceitar isso, pois todo ser humano vivente é, verdadeiramente, amado de Deus. Sendo nós todos amados de Deus, aqueles que se permitem obter a salvação da parte dEle, ao fazê-lo reconhecem a sua soberania e passam ser eleitos para coisas ainda mais grandiosas.

Eu buscarei, sempre, dar uma chance a mim mesmo, uma chance que nada, nem ninguém, pode negar-me, a de procurar conhecer mais e mais ao meu Deus, pois a minha fé em Sua salvação, se desenvolve a partir do conhecimento e cada um de nós se encontra de pé, por um curto tempo limitado, pela misericórdia dEle, para essa finalidade maior. Qualquer um pode atingir isso e Deus sabe que podemos, caso contrário já nos teria eliminado, desde que conhecemos o mau.

Eu orarei, continuamente, ao Deus da minha salvação e não me permitirei cansar de esperar por resposta. Não me importa o quanto chegue a mim o gozo de eventuais escarnecedores, de qualquer espécie que seja, em me ver suplicando, gemendo e esperando. De certo, Deus ouve o justo, coisa que eu desejo muito para mim mesmo, mas sei, também, que não sou eu quem justifico a mim mesmo, então tenho fé que Ele ouvirá também o meu clamor de aflito, o meu espírito quebrantado e o meu coração contrito. Deus me ama e não há de me desprezar.

Essa é a minha parte no processo da minha salvação Deus - Humano, o meu coração esmigalhado, que eu, de boa, livre e espontânea vontade, entrego a Ele, àquele que é a parte Deus desse acordo, o cordeiro do sacrifício. Penso, sinceramente, que isso é sem complicações, tudo bastante simples, até.

Por isso, aquilo que eu tenho para mim, da parte do meu Deus, eu desejo também, de modo sincero, para cada um de vocês e um pouco mais ainda, para mim mesmo: graça e paz! Todavia, quem acreditar que eu esteja enganado, saiba que eu mantenho a minha mente aberta, para tudo aquilo que for correção, vinda da parte do Senhor!

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Deus e a Escravidão Humana


A escravatura é um fenômeno humano que se dá desde os primórdios da humanidade, e que consiste na prática social em que um ser humano tem direitos de propriedade sobre outro, considerado escravo. Surgiu devido à necessidade social de hierarquizar as comunidades (mandantes e mandados). Para que uns pudessem gozar de certos privilégios, outros teriam que trabalhar arduamente e por vezes serem forçados a abdicar da sua liberdade, tudo isto em prole da organização e bem-estar da sociedade em que se inseriam.

Várias civilizações, algumas consideradas evoluídas para o respectivo período histórico, fizeram uso da escravatura e só após vários séculos sob o jugo desta prática, foi que tomaram consciência de que esta não era viável, nem moral, nem economicamente, abolindo-a legal e oficialmente.

Porém, é do conhecimento geral que a escravatura não se deu por finda com os decretos de lei proclamados, nem com as inúmeras manifestações a propósito. A escravidão é uma cicatriz na história da humanidade, uma violência ao mais fundamental direito da uma criatura humana e a liberdade, além de conduzir a uma ignorância desmedida toda uma sociedade. Este fenômeno persiste, até aos nossos dias, tomando por vezes rostos diferentes e camuflagens mais eficazes.

Com relação ao conceito de Deus sobre a escravatura, poderemos observar no transcorrer dessa dissertação que Ele odeia a escravidão, assim como odeia, também, outros costumes errados, comumente praticados por nós, seres humanos. A prática da escravidão é odiosa a Deus, assim como também é odiosa, por exemplo, o divórcio de casais, todavia, não obstante a vontade contraria de Deus, nós persistimos em praticar tais coisas, as quais sempre se revelam danosas a nós mesmos, de modo recorrente, por longos séculos de experiências mal sucedidas, até os dias de hoje, em vários cantos da terra.

A cerca do divórcio a Lei Mosaica deu instruções específicas de procedimentos, o que motiva algumas criaturas humanas, as quais são movidas por suas genuínas inimizades com Deus, a fazer uso de tal fato para, astutamente, acusá-lo de ser apoiador do divórcio. O novo testamento relata que houve ocasião em que os fariseus tentaram o Senhor Jesus com esse assunto, de modo que até mesmo alguns dos seus próprios seguidores mais leais, caíam nos ardis desse engano. Isso se encontra na narrativa do livro de Mateus 19, onde eu ressalto os versos de 7-10:

“Disseram-lhe eles: Então, por que mandou Moisés dar-lhe carta de divórcio, e repudiá-la?
Disse-lhes ele: Moisés, por causa da dureza dos vossos corações, vos permitiu repudiar vossas mulheres; mas ao princípio não foi assim.
Eu vos digo, porém, que qualquer que repudiar sua mulher, não sendo por causa de fornicação, e casar com outra, comete adultério; e o que casar com a repudiada também comete adultério.
Disseram-lhe seus discípulos: Se assim é a condição do homem relativamente à mulher, não convém casar.”

Reparem bem, que é como eu disse, até os próprios discípulos de Jesus, se sentiam tentados por tais dúvidas, lançadas por aqueles que semeavam, na época, uma ignorância desprezível, pela Palavra de Deus e, assim como o povo já haviam feito antes, em outras ocasiões, mais uma vez, eles murmuraram contra o arranjo de Deus, dizendo: “Se assim é a condição do homem relativamente à mulher, não convém casar.”

Deus nunca desejou que os casais humanos se divorciassem e isso fica claro pois “ … ao princípio não foi assim!”, mas o divórcio entrou no seio da humanidade por nossa própria culpa e responsabilidade, sendo, de fato, mais uma rebeldia nossa, desde a tenra idade da humanidade, contra o arranjo de Deus para os casais humanos. Jeová já havia orientado antes “Portanto deixará o homem o seu pai e a sua mãe, e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma carne.", no livro de Gênesis 2:24, todavia, infelizmente, o divórcio se tornou prática costumeira entre os humanos, e perdura até os nossos dias, por que crêem os humanos, não convir ficar sem isso.

Mas Jeová, que é o Deus do amor, não se fez de rogado e usou aquele momento mais delicado do êxodo do povo Hebreu para disciplinar o comportamento de todos nós sobre tal questão, “por causa da dureza de nossos corações”. Se queremos nos divorciar, que vivamos, então, sob a pena de leis e não sob a sua graça. Todavia, a graça era da vontade de Deus, mas dessa graça nos afastamos por rebeldia, ficando ela reservada, tão somente, como prêmio a fé obediente, que pouco se achava presente em meio a um povo que opta viver em divórcio e não considera a orientação monogâmica e heterossexual de Deus.

Já, no que diz respeito a escravidão, antes de tudo, eu mesmo devo adiantar que sou escravo do Senhor Deus. Todos os que o servem, por mais que seja de livre e espontânea vontade, compreendem que são comigo, co escravos do mestre Jesus. De fato, todos os malefícios que entraram e ainda entram no desenrolar da história de sobrevivência da humanidade, são derivados da grande dificuldade apresentada por essas racionais criaturas de Deus, em compreender ou aceitar o direito a soberania do todo-poderoso criador.

Sou, sim, escravo, entretanto, o sou com deleite, pois o jugo do meu Senhor é leve e em nada me explora, antes, me sobre ergue, me refrigera, me protege e me acalanta. Eu não me sinto de forma alguma, como que sendo explorado por Deus, em coisa alguma e, não obstante a minha natureza pecaminosa, como a de um ser humano qualquer, eu não consigo compartilhar dessa dificuldade, em aceitar a condução soberana dEle, sobre a minha vida, antes, porém, me sinto honrado por tal soberania.

O senhor Jesus disse, no livro de Mateus 11:28-30 “Vinde a mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para a vossa alma. Porque o meu jugo é suave, e meu fardo é leve." Este é o verdadeiro convite de Deus para que, todos nós, nos tornemos seus escravos.

Eu não sou o único a me alegrar em aceitar tal convite para ser um escravo assim, fiel e discreto. O Apostolo Paulo escreveu em I CO 9:27 “mas, surro o meu corpo e o conduzo como escravo, para que, depois de ter pregado a outros, eu mesmo não venha a ser de algum modo reprovado.”, de modo que, ser escravo de Deus, é, antes de tudo, eu mesmo estabelecer o meu autodomínio, exercendo a sábia opção, daquilo que me convém, que é o de moldar-me ao exemplo de Jesus. Diferentemente de outros tipos de senhorios que eu conheço, o meu Senhor não é exigente, ao contrário, antes, ele se põe a porta e, educadamente, bate, cabe a mim decidir abri-la ou não, mas o sim se torna em um banquete preparado para mim. Quer servidão melhor que essa?

Quem se faz inimigo da moldagem de caráter proposta pelo Senhor do universo, acaba, no contra fluxo natural, sendo moldado como escravo tão somente para os sistemas de domínio das nações e das sociedades, e das falhas instituições humanas, ou seja, quem rejeita a sujeição a Deus se torna, irremediavelmente, escravo de outros homens e escravos do mundo. Acaba sendo moldado pela força e pela lei, antes que pela graça e pelo amor. Eu também estou sujeito a lei, mas essa de modo algum me aborrece, pois estou moldado àquilo que pode, mais do que a lei. Pela graça desse Deus, mesmo os mais duros juízes da terra, em sua maioria, de um modo ou de outro, o reconhecem e o temem, mesmo que tal juiz seja um homem que opte por não ter parte com Ele.

Alguns dos ativistas da inimizade pela Palavra, nos tempos atuais, tem usado atentar para o texto do livro de Levítico 25:44-46, que diz “Quanto a teu escravo ou tua escrava que se tornam teus dentre as nações que há em volta de vós, delas podeis comprar um escravo ou uma escrava. E também dos filhos dos colonos que residem convosco como forasteiros podeis comprar deles e das suas famílias que estão convosco, que lhes nasceram na vossa terra; e eles têm de tornar-se vossa propriedade.” Eles assim o fazem, para mais uma vez, do mesmo modo como fizeram os fariseus do tempo de Jesus, acusar Jeová Deus de ser apoiador da escravidão e da exploração do homem sobre o homem. Desesperados com o fato de não conseguirem simplesmente negá-lo como existente, alguns ateus e agnósticos buscam imputar-lhe injustiça, assim como fez, no início, o primeiro rebelde. Mas ora, assim como Deus procurou disciplinar as exceções e a falta de autodomínio dos seres humanos em outras questões, as quais também os próprios homens inventaram, como o mencionado divórcio, por que ele não procuraria, também, disciplinar a ambiciosa humanidade na sua mania egocêntrica de explorar e de manipular o seu semelhante mediante a prática da escravidão?

Sobre um antigo povo que viveu na região denominada Mesopotâmia, os Amoritas (ou Amorreus, 2000 a.C.-1750 a.C.), a Wikipédia diz o seguinte: “Pode-se dizer que as leis destes governantes se baseavam no princípio do olho por olho, dente por dente. Apresenta, ainda, uma série de penas para delitos domésticos, comerciais, ligados à propriedade, à herança, à escravidão e a falsas acusações, sempre baseadas na Lei de Talião ("Olho por olho, dente por dente"). Já sobre os Sumérios e Acadianos que viveram, antes dos Amoritas, naquela mesma região (antes de 2000 a.C.), a mesma fonte diz o seguinte: “Entre os sumerianos havia a escravidão, porém o número de escravos era relativamente pequeno.” Sobre o código de Hamurabi, criado pelos Amorreus (em 1700 a.C. A Wikipédia diz “Suas principais características são: … , divisão da sociedade em classes (os homens livres, os escravos e um grupo intermediário pouco conhecido – os mushkhinum) e … ”.

Assim, a disciplina sobre a prática humana da escravidão, que o Senhor apresentou naquele texto do livro de Levítico mencionado acima, ocorreu, de fato, vários séculos depois que, algumas das sociedades humanas da época, já vinham buscando regulamentar por si próprias. Encontrar um entendimento a lógica da motivação divina para o disciplinamento em questão, é muito simples a quem não é falto de raciocínio: se as sociedades humanas haviam pervertido o coração do próprio homem, para que esse passasse à prática do escravagismo, então, que aquele que era o povo escolhido, no mínimo, o fosse, mas segundo o coração de Deus, a saber: com especial amor e justiça, até que o mover do Espírito viesse a completar uma obra de reconversão, tornando a escravatura humana uma verdadeira abominação ao coração do homem, assim como sempre o foi ao coração de Deus. Além do mais, por dezenas de décadas o próprio povo Hebreu havia vivido como escravo nas terras do Egito e quando o Senhor falou ao povo, ele se aproveitou de um momento em que o coração do povo ainda não havia esquecido aquela tão amarga experiência.

Jeová sabia que, para que os Hebreus se realizassem como nação, assim como era da vontade soberana dEle e como ele prometera a Abraão, o povo Hebreu estava fadado a se lançar, em breve, em uma sequência de guerras de conquistas, arte que também é uma invenção humana. Umas das principais vítimas das conquistas dos Hebreus, viriam a ser os próprios Amorreus, o povo escravagista do “olho por olho dente por dente” e, Ele quis criar no coração dos Hebreus um sentimento de freio, de comedimento, pois eles fatalmente fariam muitos escravos nas conquistas que realizariam. Além do mais, Jeová sabia que a guerra faria seus corações também endurecer, mesmo que a bem pouco tempo, eles mesmos tinham sido libertos da escravidão , pelo poder sobrenatural de Deus, das mão do Faraó do Egito;

Jeová disse, em Êxodo 3:8 “e desci para o livrar da mão dos egípcios, e para o fazer subir daquela terra para uma terra boa e espaçosa, para uma terra que mana leite e mel; para o lugar do cananeu, do heteu, do amorreu, do perizeu, do heveu e do jebuseu.”

A primeira aparição da palavra escravidão, na Bíblia, é justamente quando Jeová vem dar ciência ao seu obediente escravo e amigo Abraão (que ainda era Abrão), sobre as futuras ocorrências quanto a sua descendência, em Ge 15:13,14 lemos: “Então disse o Senhor a Abrão: Sabe com certeza que a tua descendência será peregrina em terra alheia, e será reduzida à escravidão, e será afligida por quatrocentos anos; sabe também que eu julgarei a nação a qual ela tem de servir; e depois sairá com muitos bens.” Repare o conceito de Deus ao dizer “... reduzida a escravidão”: ser vítima de escravatura humana é reduzir-se. Não obstante, Jeová trocou o nome de Abrão (para Abraão), que é uma marca típica de um Senhor sobre o seu escravo, mas uma escravidão para a vida em abastância, para o prestígio e para a vitória, como foi a vida de Abraão, pois ele creu em seu Senhor e isso lhe foi imputado como justiça. Por que não desejaria eu ser escravo sobre tais circunstâncias também?

De fato, mesmo antes de escravizar os Hebreus, os Egípcios já eram, também, escravagistas. A civilização Egípcia foi das primeiras grandes civilizações a optar por este tipo de mão de obra. Várias levas de escravos foram utilizados na construção dos sistemas de conjuntos de pirâmides que “imortalizaram” os seus faraós. Contudo, ao contrário de alguns impérios que a sucederam, os escravos eram bem nutridos e tratados, pois era necessário estarem em boa forma física para efetuarem aquele tipo de trabalho. A Wikipédia menciona “Escravos: cativos ou condenados da justiça, trabalhavam em atividades domésticas, públicas ou religiosas. Gozavam de direitos civis e aprendiam a escrita egípcia.

De fato, o Hebreu José, descendente de Abraão, foi por seus próprios irmãos, vendido a mercadores de escravos que o conduziram ao Egito, onde devido ao seu caráter moldado como escravo de Deus, prosperou. Falsamente acusado por uma mulher traiçoeira, foi preso e condenado pela justiça, mas o seu caráter moldado, novamente o fez prosperar e chegar a ser o segundo homem mais importante de todo império. Antes de morrer, pela vontade do Espírito de Deus, José havia perdoado plenamente seus irmãos, não obstante, naquela mesma ocasião futura narrada no livro de levítico em Jeová disciplinava, não pela graça, mas pela lei, irmãos que vendessem irmãos como escravos passaram passiveis de serem condenados a morte (ver Deut. 24:7).

Aqueles que odeiam a palavra de Deus, odeiam também o que faço agora: que é escrever em defesa de sua legítima soberania e senhoria. Eles não toleram entender como alguém possa fazer questão de se manter como escravo e ainda assim defender isso, com denodo e perspicácia. Eles se esquecem que não foi esse Deus quem inventou a escravatura, na forma como nós humanos a praticamos. Forma humana da pratica da escravatura é sempre desumana, cruel e exploratória, diametralmente oposta a forma de Deus amar e fazer prosperar aqueles que, por desejo, a Ele se fazem escravos. Deus orienta os homens ao equilíbrio, a moderação e ao comedimento, sempre, no mesmo capítulo de levítico usado como base de acusação contra Deus, os versículos imediatamente anteriores, nos dizem:

“Eu sou o Senhor vosso Deus, que vos tirei da terra do Egito, para vos dar a terra de Canaã, para ser o vosso Deus. Também, se teu irmão empobrecer ao teu lado e vender-se a ti, não o farás servir como escravo. Como jornaleiro, como peregrino estará ele contigo; até o ano do jubileu te servirá; então sairá do teu serviço, e com ele seus filhos, e tornará à sua família, à possessão de seus pais. Porque são meus servos, que tirei da terra do Egito; não serão vendidos como escravos. Não dominarás sobre ele com rigor, mas temerás o teu Deus.”

Um versículo bíblico que resume bem a consideração de Deus para com a forma humana de escravatura, é o que encontramos em Ecl. 8:9: “Tudo isto vi quando apliquei o meu coração a toda a obra que se faz debaixo do sol; tempo há em que um homem tem domínio sobre outro homem, para desgraça sua.” A forma humana de escravidão, do ponto de vista de Jeová, é uma desgraça, tanto para o escravizado, quanto para o escravagista, ela reduz nos a um ponto muito aquém daqueles do propósito da nossa criação. Todavia, existe algo de bom, em os humanos inimigos de Deus persistirem em manter aceso esse assunto, em seu afã de acusar o Senhor: é que de fato, a escravatura continua ainda viva, em nuances surpreendentemente disfarçados. Se não nos atentamos a essas coisas, somos induzidos, sem perceber, a tal escravidão disfarçada e sucumbimos da nossa excelente condição humana de homens libertos e resgatados ao preço do sangue inocente de Jesus.

Os primeiros cristãos eram, em sua maioria, pessoas de pouca influência, muitas vezes escravos. Eles não tinham liberdade para pregar o evangelho dentro da intolerância religiosa que reinava nas terras e nações dominadas pelo império romano. O crescimento inicial do cristianismo se deu principalmente pelo "testemunho informal". É verdade que os registros antigos mencionam, com frequência, o zelo e coragem dos primeiros cristãos ao testemunharem a sua fé, todavia o império romano não permitia que grupos de cristãos ficassem visitando persistentemente as casas de cidadãos romanos, tentando convertê-los ao monoteísmo e incentivá-los a deixar a adoração dos "deuses". Uma atividade assim certamente chamaria a atenção das autoridades e a repressão vivia como certa. Assim o cristianismo crescia entre os pobres, deserdados e escravos, principalmente, para depois, aos poucos, ir emergindo na conquista dos senhores dos escravos.

Mesmo com alguns ricos tendo se convertido ao cristianismo, o cristianismo cresceu especialmente dentro da humilde classe escravista e proletária, como mencionam os autores a seguir:

"O problema das fontes do cristianismo distingue-se pela sua extrema complexidade. A cristandade surgiu no seguimento das relações políticas e sociais existentes sob o regime escravista." – A Origem do Cristianismo, de Iakov Lentsman, edição de 1985, editora Caminho, Portugal, p. 33.

"O filósofo grego Celso escarnece da nova religião porque seu fundador teve como mãe uma trabalhadora e como primeiros missionários alguns pescadores da Galileia. Pela mesma época, os pagãos zombam das comunidades cristãs porque [são] formadas principalmente por pessoas de condição humilde. O Evangelho, ironizam eles, exerce sua sedução somente sobre 'os simples, os humildes, os escravos, as mulheres e as crianças". Taciano traça o retrato do cristão de seu tempo: ele foge do poder e da riqueza e é, antes de tudo, 'pobre e sem exigências'. " – A Vida Cotidiana dos Primeiros Cristãos (95-197), editora Paulus, 1997, de A. G. Hamman, p.41.

Os escritores da Antiguidade não mencionaram uma sistemática pregação dos primeiros cristãos fora dos próprios recintos em que eles habitavam, porque ela simplesmente nunca existiu (obviamente excetuando-se os atos missionários de alguns dos apóstolos e de outros poucos coordenados por estes). Um dos motivos é porque os cristãos do início eram, em sua maior parte, ou escravos, ou desvalidos, ou ambos, não tendo a liberdade necessária para pregarem periodicamente e em público. E não somente devido à sua condição social, mas também por causa do rígido sistema de governo romano, que dificilmente permitiria essa atividade. Assim, traduzidos para termos tupiniquins, o cristianismo original se desenvolveu, essencialmente, como uma “religião de senzala” e, salvo raras exceções apostólicas, não era preciso que os primeiros cristãos se expusessem em demasia, pois o próprio Espírito de Deus se encarregava de apontar os caminhos e lhes supria da necessária mobilidade, a quem era merecedor de fazer a obra ou de receber a graça.

Não obstante, foi e tem sido, pelo exclusivo poder de Jeová Deus, que a videira jamais deixou, de modo algum, de multiplicar em número, continuamente, os ramos a ela ligados, e os ramos, ligados a videira, sem a qual, em verdade, nada poderiam fazer, de multiplicar a produção dos frutos, unicamente para ornamento de glória da própria videira, como é da vontade e do agrado do dono da vinha.

O apóstolo Paulo, escravo do Senhor Jesus, completa e arremata a questão: “Pois todos os que são guiados pelo Espírito de Deus, esses são filhos de Deus. Porque não recebestes o espírito de escravidão, para outra vez estardes com temor, mas recebestes o espírito de adoção, pelo qual clamamos: Aba, Pai!”

Paz e serenidade a todos!

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

A SÍNTESE DA (MINHA) FÉ

Eu sou um cristão que nunca teve medo ou receio, de modo algum, quanto as ciências naturais ou exatas. Muito pelo contrário, eu as estudo, com prazer, e as admiro, com denodo, considerando-as como um legítimo presente divino para a humanidade.

Eu acredito que o poder da ação sobrenatural do meu Deus, aquilo que costumamos denominar milagre, continua ativo nos dias de hoje, assim como ele esteve ativo no passado bíblico e continuará ativo por tempo indefinido, como força causadora de movimentos, sejam estes considerados pequenos ou grandes, na minha vida.

Deus movimenta a minha vida de várias maneiras, compreensíveis e incompreensíveis por mim. Alguns desses moveres são de fácil aceitação, outros nem tanto. Eu continuo aprendendo sobre a vontade soberana dEle e, "pelo andar da carruagem", creio que eu seja mesmo, um eterno aprendiz da verdade.

Não é raro ocorrer de eu mudar de opinião sobre fatos ocorridos em minha própria vida, e passar a considerar acontecimento que me pareceram, a princípio, ruins, como bons, enfim, sob uma nova perspectivas, uma nova ótica apendida, e vice versa.

Eu vivo só por hoje! Continuo, a cada dia, vivendo uma vida limitada, e vivo tão somente pela Sua graça e pela Sua misericórdia, que são infinitas e duram para sempre.

Esse é o verdadeiro poder do amor!

Ele é o principio e o fim da minha existência, o Alfa e o Ômega: coisa fácil de falar mas difícil de entender, porque vivermos numa dimensão física, onde, tanto zero quanto o infinito, absolutos, inexistem, e portanto nos parecem absurdos.

Todavia, eu não sou nada diante de tanto poder, pois o Senhor, de mim, não depende em absolutamente nada. A matemática ajuda a comprovar esse fenômeno pela expressão: ∞ - 1 = ∞ , onde o ∞ (infinito) é o Deus e o 1 sou eu. Mesmo sendo um, eu sou insignificante diante de Deus.

Todavia, debaixo da Sua graça e do Seu amor eu tudo posso, eu tudo creio, eu tudo suporto, pois um com Deus é maioria: 1+ ∞ = ∞ Me unindo a Deus de modo integral, eu me torno invencível.

Eu vejo como um paradoxo alguém crer no infinito do universo, o qual, por ser físico, um dia, poderá vir ser observado e medido, e não acreditar no infinito de Deus, que jamais poderá ser observado para medição. Pois eu posso te garantir, com zero absoluto de medo ou de vergonha: O universo é, sempre foi e será finito, diante de Deus.

Ao contrário do que muitos acreditam, eu não devo esperar o meu corpo morrer e eu deixar o mundo físico para me unir a Deus de modo integral, até por que, se eu morrer em meu estado de imperfeição, minha alma falece e eu nada mais poderei fazer, pois é assim a morte, condição sob a qual eu estou submetido.

Nós nos encontramos, gostemos ou não, inseridos no mundo espiritual, já, agora, mesmo sendo nós, ainda carnais.

Portanto, para o meu próprio bem e segurança, eu devo me unir integralmente a Deus já, operar o 1+ ∞ = ∞ e me tornar invencível (mais que um vencedor), agora mesmo.

É isso o que o Senhor requer como prova de que eu mesmo, como individuo, entrei e permaneço em "recuperação" da rebeldia insana e inata de toda a raça humana, a qual eu e você pertencemos.

De todos os milagres de Deus, eu creio, que o maior deles, foi o dele ter preparado o Senhor Jesus, não tão somente para morrer (a história humana é cheia de mártires), mas especialmente para, após morrer, ressuscitar e viver para sempre, tendo recebido das mão do Pai Todo Poder.

Ao contrário do que muitos acreditam, não foi, de modo direto, "para nos salvar" que o Senhor Jesus morreu, mas, sim, para, após morrer, em forma natural humana, e em perfeição de união integral com Deus, ressuscitar e receber todo poder.

O que pode nos salvar, de fato, é CRERMOS nisso. A salvação é uma questão de FÉ. Não conseguir atingir isso é continuar na rebeldia insana que assola a humanidade, é não obedecer ao requisito mais básico de Deus para conosco.

Nós, particularmente, não somos culpados por termos nascido sob condição a rebeldia e sob o jugo da morte, mas somos responsáveis, cada qual por si próprio, por permanecer nesse estado.
Isso ai é uma coisa da verdadeira dimensão espiritual, aquela que de fato vive e reina em todo o universo. Isso é só para quem crê! Glórias a Deus, aleluia!
Licença Creative Commons
Este trabalho de André Luis Lenz, foi licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição - NãoComercial - CompartilhaIgual 3.0 Não Adaptada.
 
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