domingo, 15 de abril de 2012

O Universo da Criação


Introdução:

Este é um artigo popular sobre ciências naturais e encerra um estudo da natureza em seus aspectos mais gerais e fundamentais, isso é, o universo como um todo, que é entendido como regulado por regras ou leis de origem natural e com validade universal, fazendo-o de forma a focar-se nos aspectos físicos e não no homem, e menos ainda em aspectos antropogênicos.

Embora o foco não recaia sobre o ser humano em específico, é importante ressaltar que, o ser humano é parte integrante da natureza, mesmo não sendo algo especial dentro dela, e por tal, encontra-se inexoravelmente sujeito às mesmas regras naturais que regem todos os acontecimentos físicos, químicos e biológicos do universo, o qual esse também integra. Todavia, o caráter deste artigo é, sim, criacionista, o qual considera que o homem é, e sempre será, em meio ao universo da criação, algo especialmente importante par Deus.

Assim como Deus existe, o estudo do universo físico jamais obterá exito em outra coisa, a não ser a de atribuir-lhe a devida existência. Todo conjunto de conhecimento adquirido pela ciência humana até o presente momento, não apresenta nada que permita negar a existência de um Deus criador, muito embora, não tenhamos adquiro ainda, conhecimento específico algum, que permita demonstrá-lo, categoricamente, como existente.

Todavia, a cada degrau de galgamos em conhecimento, os resultados vão nos apontando para novos horizontes, sempre mais complexos e desafiadores, o que faz brotar em nós a nítida sensação de que, pelo conhecimento, estamos nos dirigindo, passo a passo, para mais perto de algum tipo de poder superior. O cientista que se nega até mesmo essa "sensação", não tem sequer, ciência de si mesmo, quanto mais do mundo ao seu redor.

O Universo da Criação:

Gostaria de conduzir aqui, um estudo sobre o que é "O Universo”. Creio que será bastante simples pois, a palavra “Universo” é geralmente definida como englobando tudo e, numa definição clássica e simples, é descrita como:

“O Universo é constituído de tudo o que existe fisicamente, a totalidade do espaço e tempo e todas as formas de matéria e energia.”

Como amante da física, eu mesmo me sinto muito a vontade com essa definição, pois ela toca em termos (Espaço, tempo, matéria e energia) que eu conheço e posso compreender muito bem, sendo capaz, até mesmo, de encontrar maneiras de mensurá-los, enquanto grandezas físicas.

Todavia, estudos e teorias mais recentes intentaram produzir um novo conceito, o de “Multiverso”.

A “teoria do multiverso” é um termo usado para descrever um hipotético grupo de todos os universos possíveis; geralmente usado em ficção científica, embora também como consequência de algumas teorias e proposições científicas, para descrever um grupo de universos que estão relacionados (universos paralelos).

A ideia de que o universo que se pode observar é só uma parte da realidade física, deu luz a definição do conceito "multiverso".

O conceito de Multiverso tem suas raízes na moderna Cosmologia e na Teoria Quântica e engloba várias ideias da Teoria da Relatividade de modo que pode ser possível a existência de inúmeros Universos onde todas as probabilidades quânticas de eventos ocorrem. Simplesmente há espaço suficiente para acoplar outros universos numa estrutura dimensional maior: o chamado Multiverso.

Isso posto, resta-nos lembrar que, no pensamento científico “o fato” sempre é superior a “a ideia”, sendo que o fato científico sempre pode destruir, mais corretamente dizendo, tornar falsa, a ideia científica. Não podemos conhecer a realidade em si, do Universo, mas apenas a probabilidade desta realidade ser de um modo ou de outro.

Além do mais, eu particularmente, gosto ainda de me lembrar que, enquanto o “ser” que eu sou, em minha natureza eu sou dotado de uma “sensibilidade inerente” para com as coisas do mundo físico e, muitas vezes, eu mesmo não preciso me ater a cálculos de probabilidade, para saber quando estou diante de algo que tem pouca (ou nenhuma) chance de ser real.

Se há espaço suficiente, e o espaço é dividido entre universos, o que delimita a fronteira entre eles? O que impede que os múltiplos universos interajam entre si? O que os faz se manter desconectados? Seria simplesmente a distância entre entre eles? Existe algo material que os mantenha hermeticamente separados e isolados?

É arrojada a “teoria dos multiversos”. O que se vê é que própria natureza tem se mostrado ser um jogo de probabilidades intercambiantes, de realidades mescladas, oscilantes, de informações interconectadas, umas aparecendo, no desaparecimento das outras. Cada coisa esta relacionada a tudo e tudo esta relacionado a cada coisa. Estranho é a mim essa teoria das bolhas e dos multiversos, ela ofende a minha sensibilidade inerente.

Além do mais, se houver separação entre “universos paralelos” que “compartilhando um mesmo espaço”, por que não conjecturar, a princípio, que possam ser, tão somente, separações entre “parcelas”, “porções” de um mesmo universo. Minha sensibilidade inerente aponta que, mesmo na imensidão física do universo espacial, as coisas físicas que nele existem, continuarão, sempre interagindo entre si. Mesmo a imensuráveis distâncias, deve haver alguma interações de sistema sobre sistema.

Essa mesma sensibilidade me faz crer que, no mundo da matéria, ou seja, no mundo físico, não existe o nada, não existe o zero. Talvez algo possa ser desprezível e desconsiderado, mas de modo algum é zero. Nem tão pouco existe infinito. Talvez algo não possa ser quantificado, mas é finito. Zero e infinito são conceitos matemáticos, artifícios usados nesta ferramenta de compreensão do mundo físico.

O conceito de infinito sempre foi, e continua sendo, uma verdadeira pedra no sapato dos físicos. Eles lutam constantemente para apagá-lo do mapa a cada esquina. Mas sempre que ele é eliminado numa equação, parece apenas se esconder para voltar a surgir lá adiante, deixando os teóricos ainda mais desconcertados. Tudo no mundo físico possui limites, tanto limites tendendo a zero, quanto limites tendendo a infinito. Todavia, enquanto estivermos tratando da matéria, sempre poderemos entender que, na pratica, ela não se permite “ser operada” a esses limites.

Dai procede a minha conclusão intuitiva de que não pode haver dois sistemas que estejam isolados ao infinito. O que existe é um espaço imensurável, que pode causar a falsa impressão de que possam existir múltiplos universos dentro dele. No entanto ele é um só, ele é o limite em si. Mas onde é esse limite? Seja onde for, não poderemos chegar nele, pois ele sempre tenderá a infinito. Mas uma coisa é certa, tudo inserido nele faz parte do mundo físico, que envolve espaço, tempo e matéria, mas principalmente energia.

O Princípio e o fim, o zero e o infinito, no mundo da matéria são impraticáveis. No mundo físico, nenhum sistema pode ser isolado ao infinito, a fim de se ensaiar colocá-lo em um valor extremo absoluto. Os limites absolutos de temperatura, por exemplo, em sistemas físicos isolados não podem ser atingíveis. Nem o desconhecido limite superior, que nos impeliria a usar toda a energia do universo para ensaiá-lo, e nem ao mesmo o outro extremo da escala, o supostamente conhecido limite inferior, ou zero absoluto. Questionado sobre isso, o Prof. Moses Chan, da Universidade da Pensilvânia, Estados Unidos responde:

"Não, nós podemos chegar muito perto, mas nunca ao zero absoluto. Alguns laboratórios, incluindo o nosso aqui na Universidade da Pensilvânia, podem resfriar amostras de vapor até uns poucos nanoKelvins, ou bilionésimos de grau. Mas para trazer algo para uma ordem perfeita, você tem que se livrar de toda a desordem. À medida em que o sistema se aproxima do zero absoluto, torna-se mais e mais difícil remover a desordem."

No mundo físico, o zero não existe. Nem o infinito. Não é a toa que está registrado aquilo que Deus nos tem revelado por meio do apóstolo João: “Eu sou o Alfa e o ômega, diz o Senhor Deus, aquele que é, e que era, e que há de vir, o Todo Poderoso.” Revelação 1:8. Uns 830 anos antes disso ele já havia inspirado o profeta Isaías a escrever: “Eu sou o primeiro, e eu sou o último, e fora de mim não há Deus.” O criador do mundo físico o criou com limites estabelecidos, todavia, teve o cuidado de se assegurar que tais limites só a Ele pertencem, pois o limite é Ele em si. É por isso que, por mais que nós tentemos desenvolver tecnologias para atingi-los, não obtemos exito.

O Princípio e o fim, o zero e o infinito, no mundo da físico são intangíveis. Não há como, por exemplo, como se converter energia de uma forma para outra sem que haja alguma perda. No mundo da matéria, a perda é inerente a todo e qualquer processo de transformação de energia, seja ele realizado por meio processos naturais, sem interferência humana ou induzido em processos artificiais. Isso ocorre pelo principio de que, fisicamente, nenhum sistema pode ser hermeticamente fechado e, portanto, sempre existirá interações inevitáveis, relações espúrias entre sistemas. Nos processos de conversão de energia artificiais promovidos pelo homem, desde sempre, o grande desafio tem sido sempre, a redução de perdas inerentes aos processos a um “mínimo possível”, na busca da “eficiência energética”.

Inúmeras vezes o homem já sonhou ser Deus e já tentou criar coisas impossíveis no mundo físico. Tentou desenvolver o moto contínuo, tenta criar matéria viva a partir de matéria inanimada. Ele não desiste de ser ridículo e não se rende a mais clara evidência. Há coisas possíveis somente a Deus. Todavia, nada impede que o homem crie coisas em as perdas sejam tão pequenas que ele as considere desprezíveis, afinal, só isso já é reconhecer a sua própria imperfeição e as limitações do mundo físico. Mas dai, a passar a “comercializar” o termo “hermeticamente fechado”, penso que isso seja abusar de propaganda enganosa e abuso da própria ignorância. Existem matéria bom isolantes, de calor, de eletricidade, de partículas, etc, porém nenhum é perfeito nisso. Dois corpos materiais sólidos não podem ocupar o mesmo espaço, mas a matéria não é, de modo algum, impermeável, antes é amplamente “porosa” pois, todas as substâncias são constituídas por corpúsculos, separados uns dos outros por espaços vazios e em constante movimento.

Da mesma forma como não há perda zero em conversão de energia, podemos afirmar que, nenhuma fonte de energia existente no mundo físico é inesgotável, nem mesmo toda carga energética, contida em todo universo é infinita. Obviamente que, para um desprezível aglomerado de seres vivos, como é o caso da humanidade, quando contraposta a imensidão universal, até mesmo a quantidade de carga energética contida num único pequeno astro, como o sol do nosso sistema solar, muitas vezes, possa parecer algo inesgotável e sem fim, todavia é finito.

Lembrando disso, eu posso até mesmo sentir o “meu” criador do universo, aquele que eu chamo de “meu Deus”, nos observando: a orgulhosa raça humana, e seus “incríveis” cientistas; E Ele se rindo gostosamente de nós e de nossa vã filosofia. Incapaz de salvar a si mesmo enquanto ser vivo, meramente constituído de matéria, podendo vir a desaparecer num átimo, aos menor desarranjo ou rearranjo da natureza próxima ao seu redor, esse grupamento de criaturas incrédulas, imagina-se como tendo, em si mesma, uma fonte inesgotável de energia, em continuar desafiar a Deus. Mas o que há mesmo de incrível nisso é que, mesmo assim, nós continuamos, sempre, tendo um valor inestimável diante do Todo Poderoso, que é a única fonte de energia inesgotável, o único espaço capaz de conter o universo inteiro, e fazer cessar o seu ciclo ondulatório.

Antes que a mecânica quântica fosse desenvolvida como um modelo para explicar o comportamento das partículas atômicas e subatômicas, os cientistas já acreditavam que todas as partículas, atômicas e subatômicas, parariam de se movimentar quando a matéria atingisse a temperatura do zero absoluto e imaginavam que com isso, a energia do sistema decresceria a zero. Entretanto, atualmente, mesmo diante da impossibilidade de se reproduzir o zero absoluto temperatura, passou-se a reconhecer que mesmo estando a essa temperatura, a matéria ainda assim, retém alguma energia, a chamada “energia do ponto zero” ou “energia residual, que passa a ser definida como sendo a menor energia possível, em termos de mecânica quântica, que um sistema físico pode possuir no seu “estado fundamental”. Entende-se como “estado fundamental”, também chamado de estado estacionário, aquele na qual a densidade de probabilidade quântica não mais varia com o tempo (ou, pelo menos, parece não variar).

Todavia, muito anteriormente, desde o advento da segunda lei de Newton a respeito da termodinâmica, o homem já tinha adquirido o conhecimento do principio que, se fosse considerado mais seriamente, poderia dotá-lo do poder de “sentir”, que isso seria assim mesmo, sem ter que esperar por tantas pesquisas. Para medir o grau de desordem de um sistema, foi definida a grandeza termodinâmica entropia. Quanto maior a desordem de um sistema, maior a sua entropia. O mínimo de entropia possível (não zero, mais mínimo) corresponde à situação em que átomos de uma substância estariam perfeitamente ordenados em uma estrutura cristalina perfeita. Essa situação deve ocorrer, teoricamente, a 0ºK (zero absoluto). Em outras temperaturas, a entropia de uma substância deve ser diferente de zero. Quanto maior a temperatura de uma substância, maior o movimento das suas partículas, mais desorganizada ela está e, portanto, maior a sua entropia. A entropia nada mais é do que, no caso específico da termodinâmica, o conjunto das perdas, inerentes a todo processo conversão de energia. No entanto, é bom que se esclareça que “perdas”, nada mais são, do que a conversão de uma parcela da energia original em outras formas diferentes daquela que o processo objetivou.

Assim como somos nós que estabelecemos as classes das coisa, a fim de ordenar tanto o estudo quanto a utilização delas, também somos nós que especificamos limites e fronteiras no espaço todo que há. Racionalizamos sistemas, a fim de compreender a natureza e fazemos bem, pois de outra forma compreenderíamos satisfatoriamente coisa alguma que há. Todavia o universo da criação é um só. Estamos presos ao mundo da material e temos todo o direito de tentar dominá-lo e isso é coisa que Deus permite. Seres humanos amantes da ciência, não existem por acaso.

Tanto a teoria ondulatória quanto a teoria cinético corpuscular, são duas óticas diferente, de se lançar visão sobre a mesma coisa: as formas da energia. Hoje é aceito que ambas se completam como características da luz, porém mais, de todas as formas de energia, e não apenas da luz como tem sido enfatizado, que é apenas uma das formas de energia conhecida. Todavia a história da ciência nos mostra que, por causa dos sentimentos deturpados que se desenvolvem no coração do homem, principalmente quando ele tem o orgulho de se nominar cientista, por muito tempo estas duas correntes teóricas tentaram ser excludentes, uma em relação a outra, mas pelo entendimento que se chegou hoje, elas já não conseguem mais, sequer, serem tão distintas.

Em Cosmologia, segundo a teoria do Big Bang, o universo observável é a região do espaço limitada por uma esfera imaginária, cujo centro é o observador, suficientemente pequena para que objetos possam ser observados nela, ou seja, houve tempo suficiente para que um sinal emitido pelo objeto, a qualquer momento depois do Big Bang, movendo-se à velocidade da luz, tenha alcançado o observador agora. Tal sinal corresponde a imagem que temos destes objetos. Não se pode conhecer algo por experimentação direta sobre qualquer parte do universo que seja desconectada de causalidade de “nós”, apesar de diversas teorias, como a Inflação cósmica, requererem um universo muito maior que o universo observável. Não existem evidências que sugiram que a fronteira do universo observável corresponda exatamente à fronteira física do universo (se é que tal fronteira existe); isso seria extremamente improvável, pois implicaria que a Terra estivesse exatamente no centro do universo, em violação do Princípio cosmológico.

Do ponto de vista da aparência observável, o universo é um espaço onde uma certa quantidade de matéria tende, sempre, a se aglutinar, de modo punctual, assemelhando se formando o grande mosaico, só que volumétrico. Este “padrão de aparência”, no entanto, predomina em todos os demais sistemas observáveis, seja considerando-se o visual das estruturas moleculares das substâncias, seja considerando-se a superfície da terra vista a altitudes elevadas, até mesmo principalmente, a forma da paisagem da ocupação humana da terra, predomina o “visual de um mosaico” que é formado por padrões de fragmentos e faixas os quais se destacam sobre um fundo ou matriz. Deste modo na imensidão do espaço a matéria se aglutina em pontos, nos quais variam tanto o volume, quanto a densidade volumétrica. Se num ponto do universo a matéria é rearranjada de uma certa maneira, com partículas sendo agregadas, em outro ponto do universo ela o é também, mas de maneira diametralmente oposta, com partículas sendo desintegradas, de modo que um certo equilíbrio é mantido na quantidade total de matéria do universo. O universo físico é pura composição de fragmentos de matéria!

Vivemos um momento interessante na evolução das teorias cosmológicas, em termos especulativos, com novas teorias passando a ser testadas. Como exemplo, o Prêmio Nobel da Física, no ano de 2011, foi atribuído aos cientistas norte-americanos Saul Perlmutter, Brian Schmidt e Adam Riess – pelo trabalho que ficou chamado de “a descoberta da expansão acelerada do universo através de observações de supernovas distantes”. Segundo os resultados desse trabalho, não só o Universo continua a expandir-se, como o faz cada vez mais depressa. As equipes de Perlmutter, Schmidt e Riess mediram a velocidade da expansão do Universo através da observação de supernovas (estrelas que morrem numa imensa explosão), nomeadamente as "anãs brancas", que têm uma massa comparável à do nosso Sol, porém concentrada numa esfera do tamanho da Terra. A luz das supernovas observadas revelou-se mais fraca do que o previsto, sinal cosmológico de que a expansão do Universo estará a acelerar e não a abrandar.

A teoria que rendeu o Nobel de Física, não me parece estranha, segundo a minha própria intuição elementar sobre o universo pois, para se justificar aquilo que chamamos de "a energia do universo" , não apenas a massa deve existir mas, analogamente à definição do "trabalho" (ou energia), em mecânica, é necessário também que haja, tanto o deslocamento (a expansão), como a força atuante. A força, por sua vez, é o que, efetivamente, depende da massa, todavia, depende também da aceleração. Assim olhando para a expressão:

                                                                 energia = massa . aceleração . deslocamento

Fica claro que nem aceleração, nem deslocamento podem ser de valor igual a zero, para que haja energia, de modo que a existência da aceleração na expansão do universo, é obvia. No entanto, outra coisa fica, também, subentendida: se o valor deslocamento é crescente, ou seja, se ele existe no sentido que de que o universo esteja se expandindo, então, necessariamente, o valor da aceleração precisa ser decrescente, ou seja, na proporção inversa da expansão, em outras palavras, cada vez que o tamanho do universo dobrar, a aceleração precisa cair a metade, para manter o equilíbrio de energia total do sistema. Caso contrário, o universo estaria ganhando energia, e isso só poderia ser transmitido por um outro sistema, de fora do universo, e assim sendo,  passaria a justificar a teoria dos multiversos, que apresentaria, entretanto, universos paralelos que estariam sim, conectados, transferindo energia um para o outro, e "o nosso universo" estaria a ganhar!

Verificação que a expansão do universo está se realizando com uma aceleração que é decrescente, eu não sei se é possível com a tecnologia disponível atualmente mas, eu creio, que em de uma forma ou de outra, muito breve alguém o fará e assim eu poderei continuar não acreditando nos multiverso. É interessante, ainda, esclarecer o seguinte, a aceleração sempre existirá, pois a medida que a expansão do universo prossegue, só quando o universo tiver atingido o "tamanho infinito" é que, a aceleração, decaindo atingira "valor zero" e isso só ocorrerá no "tempo do nunca", ou seja, em tempo infinito. Isso me sugere uma outra coisa interessante: se a aceleração da expansão do universo fosse constante, o que caracterizaria um típico movimento uniformemente variado, a velocidade da expansão cresceria linearmente com tempo, todavia, se aceleração é decrescente, então ela é decrescente exponencialmente no tempo e sua variação está associada a uma função de queda exponencial natural, semelhante aquela que pode ser verificada em muitos outros fenômenos naturais, ou seja, do tipo:



Uma outra coisa conseqüência é que, todas essas variações irão tendo amplitudes cada vez menores, a medida que o universo "envelhece, e o seu "tamanho" tende a infinito, enquanto que a massa e a energia serão eternamente conservadas. Para mim é bastante confortável raciocinar assim. Mas parece que não é bem isso que constataram os cientistas em questão. Observe a ilustração abaixo:

Aparentemente o que foi observado é que a variação da aceleração também varia. A própria aceleração da expansão tem um caráter ondulatório, envolvendo alternância entre épocas em que a aceleração decrementa (como eu gostaria que fosse o tempo todo), e épocas em que a aceleração incrementa!!! A menos que haja algo errado com o gráfico acima, que eu tomei em http://news.discovery.com/space/nobel-prize-physics-111004.html, ou tem algo errado com a própria constatação dos cientistas laureados, ou então, não estamos, de fato, apenas tão somente expansão, mas sim, apenas atualmente em expansão e com a mesma periodicidade com que a aceleração varia, varia também a intensidade, e consequentemente sentido, da "expansão do universo", em outras palavras, em épocas que a aceleração aumenta, o universo precisaria entrarem retração, caso contrario, voltamos ao caso do "ganho de energia". Assim,  o Universo apresentaria um comportamento de alternância entre longos períodos de expansão e longos períodos de retração. Neste sentido, o universo pulsaria, com ciclos de intervalos de tempo de dimensões astronômicas.

O fato, é que a medida que avançamos no conhecimento do universo, surpreendemo-nos sempre, mais e mais. Na década de 30 do século passado, o pelo astrônomo Fritz Zwicky, do Instituto de Tecnologia da Califórnia, deu um importante alerta, ao avaliar a velocidade das galáxias mais distantes conhecidas à época. Era um desafio, mas não havia como errar. Zwicky sabia muito bem que se um astro está se aproximando da Terra sua cor fica mais azulada, e se ele está se afastando, o tom tende para o vermelho. Mas depois de fazer estimativa de medidas, o cientista ficou espantado com o resultado que revelava uma alta velocidade no movimento das galáxias. Apenas em parte, elas estavam se movendo devido a força gravitacional que umas exercem sobre as outras, pois a força das galáxias, apenas, não justificava aquela “correria no céu”. Zwicky, então, chegou à conclusão lógica de que deveria haver alguma coisa a mais, ainda oculta lá em cima. Alguma matéria (ou forma de matéria) desconhecida, capaz de acelerar as galáxias com sua gravidade.

Este resultado foi confirmado pelas observações de Sinclair Smith em 1936, Horace Babcock em 1939 e Jan Oort em 1940. Já, na década de 1970 vários outros astrônomos, incluindo Vera Rubin, astrônoma que trabalhou com observações na galáxia vizinha a nossa, a Andrômeda, fizeram inúmeras observações que corroboraram o resultado anterior. Ela utilizou calcular a massa de galáxias espirais através da velocidade de rotação, que pode ser determinada através de observações espectroscópicas e concluiu: Somente a existência de uma forma de matéria que não emite e nem interage com a radiação eletromagnética poderia justificar as discrepâncias encontradas. Esta matéria ficou conhecida como Matéria Escura.

Hoje, sabe-se, que planetas, estrelas, galáxias e todas as coisas detectáveis no universo somam, apenas, uma pequena parcela do total da matéria e energia contida nele. Estas observações indicam que a maior parte do universo é feita de “substâncias” não visíveis, isto é, que não emitem nem refletem radiação eletromagnética e por isso, não podem ser detectadas por telescópios ópticos e outros instrumentos. Elas só podem ser detectadas pelos efeitos gravitacionais que provocam. Estas substâncias misteriosas são chamadas de “Matéria Escura” e “Energia Escura”. A aceleração da expansão do universo, proposta por Perlmutter, Schmidt e Riess, resultaria, dessa enigmática "energia escura" que “contrariaria o efeito da gravidade”.

Uma definição mais simples de matéria reza o seguinte, “Matéria é qualquer coisa que possui massa, ocupa lugar no espaço físico e está sujeita a inércia.” A massa é, simplesmente, o que a mateira, em si, é. O espaço que uma determinada massa ocupa relaciona a matéria com a sua densidade com a sua densidade, enquanto que inércia relaciona a matéria com movimento (ou mudança de posição), introduzindo o conceito de velocidade e, consequentemente, de tempo. Mesmo sobre um ponto em meio ao espaço aparentemente vazio do universo existirá, sempre, a interação de um conjunto de forças gravitacionais, mesmo que de valores muito pequenos, de modo que um corpo abandonado no espaço, nunca estará totalmente parado em relação a tudo a sua volta, mas em movimento para a direção da resultante das forças, por menor que seja o deslocamento, em função do tempo.

Recentemente, uma equipe de astrônomos holandeses e alemães descobriu uma parte dessa matéria perdida do Universo. Utilizando o telescópio de raios XMM-Newton, eles localizaram um filamento de gás quente conectando dois aglomerados de galáxias que pode ser parte da chamada matéria perdida. A composição da maior parte da matéria do Universo é de natureza ainda desconhecida, o que fez com que os cientistas criassem os termos "matéria escura" e "energia escura". Essa matéria escura é formada por partículas pesadas que ainda estão por serem descobertas pelos físicos, de modo que, apenas algo em torno de 5% do Universo são formados pela matéria comum, esta que conhecemos e forma nossos corpos, a Terra e todos os outros planetas e estrelas. Ela consiste de prótons e nêutrons - conhecidos como bárions, dai o termo matéria bariônica - e de elétrons, os elementos básicos que formam os átomos.

Mas até mesmo parte desses 5% de matéria bariônica também ainda não foi encontrada. As estrelas, galáxias e os gases já observados pelos astrônomos somam menos da metade da matéria bariônica que deve existir.

O filamento de gás encontrado pelos astrônomos tem temperaturas variando entre 100 mil e 10 milhões de graus Celsius e está localizado entre os aglomerados de galáxias Abel 222 e Abel 223. A existência desse meio intergalático foi previsto há mais de 10 anos, mas detectá-lo diretamente é muito difícil justamente pela sua altíssima temperatura e baixa densidade. As observações agora feitas com o XMM-Newton mostram claramente uma "ponte" unindo os dois aglomerados de galáxias. O filamento de gás que os cientistas descobriram é provavelmente a parte mais quente e mais densa do difuso gás que preenche a teia cósmica, que também provavelmente é parte da matéria bariônica perdida.

Isso significa que, na imensidão do universo, nos enormes espaços aparentemente vazios de matéria, na verdade, pode existir matéria, não facilmente detectável, como gases, em situação de elevada temperatura e baixa densidade. Isso significa, também, que as zonas ocupadas por gases nestas condições, correspondam, assim como acontece no contexto da atmosfera terrestre, a zonas de baixa pressão. A tendências de toda matéria contida nestas zonas será a de se movimentar para dentro, em direção ao centro, e neste processo, ir aglutinando-se nos pontos convergentes de maior densidade relativa, adensando-se e, com o tempo, tornando se em “matéria mais facilmente visível”.

Antes de pensar em algo mais improvável, podemos cogitar sobre uma possível maneira da matéria se tornar invisível, isto é, deixar de emitir ou de interagir radiação eletromagnética. É ela se encontrar no estado fundamental, ou seja que a matéria se encontre a uma temperatura de zero absoluto. Como neste estado a densidade de probabilidade quântica não mais varia com o tempo, não há como ser emitida radiação alguma. Muito embora essa seja uma especulação bastante interessante, acredito que, por um longo tempo ainda, a resposta sobre isso, somente Deus terá.

Este é o problema de definir uma distância em um universo que está se expandindo: Duas galáxias estão próximas uma da outra quando o universo possúi apenas 1 bilhão de anos de idade. A primeira galáxia emite um pulso de luz. A segunda galáxia não recebe este pulso antes que o universo complete 14 bilhões de anos. Neste tempo as galáxias estão separadas por 26 bilhões de anos-luz; o pulso de luz viajou durante 13 bilhões de anos; e na visão do povo que recebeu o pulso, na segunda galáxia, a imagem da primeira galáxia possúi apenas 1 bilhão de anos de idade e está apenas a 2 bilhões de anos-luz de distância.

Para a matéria poder existir foi preciso que, antes, viesse a existir o espaço, pois é da natureza da matéria, que ela sempre ocupe lugar no espaço, seja qual for a sua densidade. Então, antes, precisou haver o espaço vazio, vazio absoluto. Depois a matéria seria inserida nele. Mas a matéria, em si, seria morta e era do agrado do arquiteto, viesse a existir vida. Mas para existir vida precisaria, antes de tudo, que houvesse ainda energia. Toda matéria a ser inserida no universo teria a possibilidade de produzir energia, bastava que ela entrasse em movimento. Assim, no meio do imenso nada, o arquiteto lançou, um ponto de volume infinitesimal, contendo toda a matéria a ser inserida nele, e disse, “Haja Luz. E houve luz.” Gênesis 1:3. Ainda assim, no universo físico da matéria, recém-criado e cheio de energia, luz e movimento, nada garantia que viesse a haver vida, algo que pudesse dar suporte a alma. Contudo há vida! Como eu posso, então, deixar de crer nesse Deus?

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Jesus Cristo, filho de Davi, filho de Abraão


 Mas afinal, quem foi, de fato, o Senhor Jesus? Abram as suas Bíblias em Mateus, capítulo1.

A primeira coisa com a qual nos deparamos ao abrir o Novo Testamento, em seu início, é com a genealogia de Jesus. O que é genealogia?

Genealogia é o estudo da origem, da descendência e da relação entre famílias, ou, simplesmente uma lista ou um diagrama, que enumera e nomeia, os antepassados de um indivíduo, indicando os casamentos e das sucessivas gerações que o ligam a seus ancestrais.

A genealogia, entre todos os povos tem a sua importância, todavia para o povo hebreu, especialmente para as narrativas bíblicas, a genealogia se reveste de singular importância. Daí o fato de encontrarmos algumas genealogias na Bíblia.

No texto bíblico em questão, a genealogia apresentada é a de Jesus Cristo (ou Jesus, O Cristo), e vamos nos deter apenas no versículo 1, que nos diz: “Livro da genealogia de Jesus Cristo, filho de Davi, filho de Abraão.” este versículo é fundamental para o estudo de “quem foi o Senhor Jesus”, filho do homem, todavia, de antemão, é preciso esclarecer que, para entender o Senhor Jesus, é necessário se considerar as duas naturezas dele:
  • a natureza de Jesus ser humano, filho do homem;
  • a natureza de Jesus ser espiritual, filho de Deus;
A primeira foi uma natureza eventual e transitória, assim como é, ainda hoje, a natureza de cada um de nós, seres humanos (dai a pergunta: Quem foi?), mas a segunda natureza é uma natureza espiritual eternal (o que nos levará a mudar o tempo do verbo da pergunta para o presente: Quem é?).

Todavia, por ora, vamos nos ater à primeira natureza, que é aquela na qual, de fato, importa e compete mostrar Jesus, como como sendo “filho de Davi e filho de Abrão”, voltemos, pois, a consideração da genealogia.

É obvio que se formos olhar a genealogia inteira, veremos que Jesus era filho de José, e que José era filho de Jacó, que por sua vez era filho de Matã, que era filho de Eleazar, que era filho de Eliúde, e por aí segue-se a genealogia de Jesus, até que, passando pelo rei Davi, evidentemente, chegaremos ao patriarca Abraão.

Uma genealogia pode tanto ser apresentada em modo descendente, quanto ascendente e, a genealogia completa de Jesus até Abraão, se encontra apresentada, nos versículos 2 – 16, deste mesmo capítulo 12 de Mateus. Mas repare que Mateus, sabiamente, se antecipou e destacou, logo no versículo 1, a relação de Jesus apenas com dois personagens da história bíblica: Davi e Abraão.

Ao final, já no versículo 17, Mateus arremata: “De sorte que todas as gerações, desde Abraão até Davi, são catorze gerações; e desde Davi até a deportação para Babilônia, catorze gerações; e desde a deportação para Babilônia até o Cristo, catorze gerações.”

Penso que o Espírito Santo do Senhor Jeová, não teria inspirado Mateus a considerar o tal número “catorze”, três vezes, de modo recorrente, se isso não tivesse, também, algum significado importante para nós, que cremos nas escrituras. Mas eu confesso que, por ora, eu o desconheço e não estou interessado nele, neste momento. Importa aqui, que Jesus, de fato, descendia da linhagem de Davi e de Abraão e que a exposição da genealogia serve para comprovar isso.

O Messias, o Ungido de Deus para ser o Salvador, deveria ser filho (descendente) de Abraão, simplesmente por que Deus, a seu tempo, o havia prometido que assim seria. Jeová prometera a Abrão (que mais tarde teria seu nome mudado para Abraão), que ele seria o pai da raça da qual viria o Messias. Vejamos os textos:

“Ora, o SENHOR disse a Abrão: Sai-te da tua terra, e da tua parentela, e da casa de teu pai, para a terra que eu te mostrarei. E far-te-ei uma grande nação, e abençoar-te-ei, e engrandecerei o teu nome, e tu serás uma bênção. E abençoarei os que te abençoarem e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem; e em ti serão benditas todas as famílias da terra.” (Gênesis 12:1-3)

Aqui Jeová faz a Abrão uma petição acompanhada de promessas: muitas bençãos (mais do que aquelas que Abrão já tinha até então) e, principalmente, descendência (coisa que Abrão ainda não tinha). Todavia não houve aqui, ainda, de modo explícito, a promessa de vinda de um Messias, um salvador para humanidade, mas sim, Jeová lança as bases, um desafio preparatório disso, quando diz: “ … e em ti serão benditas todas as famílias da terra”.

Mesmo talvez não tendo entendido perfeitamente significado do desafio lançado, até por que, nem carecia entender pois, até então, o desafio não era algo entre Deus e o homem, mas sim entre Deus e Satanás, apenas as promessas, já foram motivação suficiente para o crente Abrão obedecer, de modo excelente, a petição de Deus. Com isso a história pôde, então, prosseguir e estando já as promessas iniciais do Senhor plenamente cumpridas, chegamos a um outro novo momento histórico (agora, Abrão já se tornou Abraão):

“Então, o Anjo do SENHOR bradou a Abraão pela segunda vez desde os céus e disse: Por mim mesmo, jurei, diz o SENHOR, porquanto fizeste esta ação e não me negaste o teu filho, o teu único, que deveras te abençoarei e grandissimamente multiplicarei a tua semente como as estrelas dos céus e como a areia que está na praia do mar; e a tua semente possuirá a porta dos seus inimigos. E em tua semente serão benditas todas as nações da terra, porquanto obedeceste à minha voz.” (Gênesis 22:15-18)

Neste momento da vida de Abraão, em “que a fé cooperou com as suas obras, e que pelas obras a fé foi aperfeiçoada.”, e de um modo todo especial, “creu Abraão em Deus e isso lhe foi imputado como justiça, e foi chamado amigo de Deus”.

Abraão conseguira provar, naquele exato momento, com aquela atitude, que aquilo que Deus precisaria fazer pela humanidade, para a salvação dela, o ser humano, Abraão, também era capaz de fazê-lo por Deus. A atitude de fé aperfeiçoada de Abraão contrariou, naquele exato instante, toda a afirmação contraria que o Diabo fazia sobre nós humanos a Deus de modo que a futura vinda do Messias, já não era mais um mero desafio, mas sim, um fato resolvido e selado.

O selamento do pacto da vinda do messias foi uma maravilha absoluta e imensurável, contudo coisa maravilhosa ainda, digna de nota, foi que Deus, no último instante, houvesse poupado a vida do inocente Isaque, demonstrando que Ele sempre foi o Deus que afirmava que “Agrado-me da benevolência e não do sacrifício; e do conhecimento de Deus antes do que de holocaustos.” pois, “Acaso tem o Senhor tanto prazer em holocaustos e em sacrifícios quanto em que se obedeça à sua palavra? A obediência é melhor do que o sacrifício, ..." (Oseias 6:6; I Samuel 15:22). 

É por causa deste momento de atitude de fé aperfeiçoada de Abraão, pela qual selou-se a vinda do Messias, que a palavra de Deus diz ainda: “Sabei, pois, que os que são da fé, esses são filhos de Abraão. Ora, a Escritura, prevendo que Deus havia de justificar pela fé os gentios, anunciou previamente a boa nova a Abraão, dizendo: Em ti serão abençoadas todas as nações. De modo que os que são da fé são abençoados com o crente Abraão.” (Gálatas 3:7-9)

Mas, prosseguindo, além de descendente de Abraão, o Messias deveria ser, também, filho de Davi, pelo mesmo motivo, simplesmente por que Deus prometera, e assim deveria ser cumprido:

Tendo resgatado e trazido para Jerusalém a Arca da Aliança do Senhor e vivendo um momento de paz e descanso, Davi desejou construir uma casa para Jeová, um templo para o seu Deus, o Deus de Abrão, de Isaque e de Jacó. Todavia, a palavra de Deus foi dada ao profeta Natã, com Deus rejeitando tal empreitada, contudo, Deus assim falou a Davi:

“Quando teus dias forem completos, e vieres a dormir com teus pais, então, farei levantar depois de ti a tua semente, que procederá de ti, e estabelecerei o seu reino. Este edificará uma casa ao meu nome, e confirmarei o trono do seu reino para sempre.” (2 Samuel 7:12-13)

Sabemos que Davi teve vários filhos. Em I Crônicas 3:1-9. temos o nome de pelo menos 19 destes filhos de Davi, que são: Amnom, Daniel, Absalão, Adonias, Sefatias, Itreão, Siméia, Sobabe, Natã, Salomão, Ibar, Elisama, Elifelete, Nogá, Nefegue, Jafia, Elisama, Eliada e Elifelete. Note que, conta-se aqui, apenas filhos do sexo masculino.

Você acha muitos os filhos de Davi? Isso não é nada perto do que Deus pode fazer, além do mais, fora Ele mesmo quem prometera a Abrão: “... multiplicarei a tua semente como as estrelas dos céus e como a areia que está na praia do mar; ...”, portanto, tinha que assim mesmo.

No entanto, quando se fala em “O filho de Davi”, o primeiro nome que nos vêm à mente é o de Salomão, que foi o herdeiro do trono. Salomão teve o papel de prefigurar a Cristo como o filho de Davi, o Herdeiro do trono e do reino de Davi. Conforme Jeová prometera, Salomão como filho de Davi e herdeiro do trono, após assumir a suas herança fez principalmente duas coisas:
  • Edificou o templo de Deus no reino de Israel. Davi queria edificar, mas Deus não o autorizou a fazê-lo (ver I Crônicas 17.1-12 e I Cronicas 28:1-3), de modo que Davi só pôde fazer os preparativos, estocando boa parte dos materiais, para que Salomão, mais tarde, o construísse (ver I Crônicas 29); O templo foi construído (ver a partir de II Cronicas) e passa a ser o símbolo da presença de Deus no reino, lugar a partir de onde Deus se manifestava através de seus servos escolhidos.
  • Após terminar as obras de construção do templo, Salomão ora a Deus e Deus lhe responde (ver II Crônicas 7.12-16). Deste modo, Salomão passou a falar palavras de sabedoria (Ver alguns exemplos em I Reis 3.5-12; 4.29-34; 10.1-9).
Como a genealogia mostra, Jesus veio ao mundo, tendo nascido “da casa de Davi”, cumprindo a fórmula pactual feita com Davi. Nesse pacto Deus promete ser o Deus de seu povo e torná-los seus e aquele era um pacto eterno de Deus, a despeito das diferentes circunstâncias. (I Samuel 7:24, 29). Esse foi sempre o propósito do pacto.

Deus promete estabelecer o reino de Davi e o seu trono para sempre (I Samuel 7:12-13). Deus fez assim, com que aquele pacto e o referido reino, estejam ligados para sempre, e assim revelou ainda a óbvia natureza espiritual deste reino. Essa foi uma promessa que só poderia ter sido, como foi, cumprida em Cristo, o Rei dos reis (Lucas 1:32-33).

Alguns dentre nós podem até duvidar que Davi tenha conseguido entender, naquele momento, a exatidão daquilo de estava acordado. A de que o "trono" do qual Deus falava, era realmente, sempre, o trono dEle próprio, o trono do reino de Deus, mesmo quando um homem, como Davi, ou um filho da casa de Davi, se assente nele. Mas eu creio, pela fé, que Davi tenha entendido pois, a integridade daquele pacto teria que ser peça chave para que o Messias viesse a nós. Assim, Davi cedia o seu trono para glória de Deus.

Todavia, Salomão, ao se tornar um homem maduro, passou a apresentar distúrbios de comportamento desregrado com relação aos prazeres do sexo e se uniu a muitas mulheres que não conheciam a Jeová e lhe fizeram inclinar o coração para seguir outros deuses e Salomão começou a fazer o que era mau aos olhos de Jeová e não seguiu plenamente a Jeová como Davi, seu pai. Começaria ai, os problemas e as dores para o reino humano da casa de Davi, mas o pacto selado, no que dizia respeito ao Reino de Deus, a exercido pela descendência da casa de Davi, continuaria valendo, para sempre, como fora prometido.

Além de ter nascido na casa de José, descendente de Davi e do ventre de Maria, esposa de José, Jesus, o Cristo, desde cedo expressou uma outra marca característica como o filho de Davi: tal qual Salomão, Jesus falou também palavras de sabedoria. Mas Jesus suplantou Salomão em sabedoria, porquanto ele ofereceu revelações a mais da parte de Deus, que Salomão a seu tempo não teve.

O templo, de pedra, ouro, madeira e prata, construído por Salomão, já não precisaria mais ter a mesma importância, pois é Jesus que passara a ser, em si mesmo, o próprio templo, revelação que foi nos dada quando ele afirmou: “Destruí esse templo, e em três dias eu o reconstruirei” (João 2, 19).

Esse “novo” templo também já foi terminado, com a morte e ressurreição Jesus, muito embora ele continuasse, sempre, em contínua expansão. Este é, ainda hoje, o verdadeiro templo de Deus, não passageiro, não temporal e suscetível a ataques e destruição, mas eterno, e ainda não apenas instalado no reino de Israel, ou no território de qualquer outra nação ou sob a denominação de qualquer outra instituição humana, mas sim, no próprio Reino de Deus.

Esse templo é o que o próprio Jesus chama de “a minha igreja”, a igreja de Jesus e que é Ele próprio, adicionado ainda de cada ser humano que a Ele se ligue, formando um único corpo, um único templo.

Em Mateus 16:18 encontramos Jesus dizendo que edificaria a sua igreja e as portas do inferno não prevaleceriam contra ela. Em I Coríntios 3, do verso 9 em diante, vemos a igreja como sendo um edifício  figurativo construído sobre o fundamento que é Cristo e que quando nos ligamos a Cristo, tornamo-nos, nós mesmos, também templo Deus e que é esse o templo que Jeová protege, pois é nesse templo que habita o Seu Espirito.

Em todo o Novo Testamento vemos que Jesus continua a se manifestar através da igreja, que é Ele próprio, a videira, juntamente com cada ser humano, que passa a se ligar a ele, como ramos da videira, formando assim um único templo, e que já não é mais nós que vivemos (em nós mesmos), mas Cristo que passa a viver em nós (Gálatas 2:20).

Em Efésios 3:10 vemos que através da igreja Deus tem manifestado a todos, inclusive às potestades e principados nos lugares celestiais, a Sua sabedoria, que é multiforme. Paulo, inspirado, ensina: “Mas um só e o mesmo Espírito opera todas estas coisas, repartindo particularmente a cada um como quer. Porque, assim como o corpo é um, e tem muitos membros, e todos os membros, sendo muitos, são um só corpo, assim é Cristo também.” 1 Coríntios 12:11-12

Assim é a natureza de ser espiritual Jesus. Havia a necessidade dessas duas naturezas em Cristo. Para que o projeto de salvação da parte de Deus se concretizasse, era necessário que o sacrifício do Messias representasse um sacrifício de valor infinito, a ser pago em nosso resgate. Para isso Ele tinha que ser a própria perfeição, a primícia de toda criação, o verbo que havia no principio, junto a Deus, o filho unigênito, todo especial, de Deus, que foi tornado carne e oferecido em sacrifício. Ele é O Filho e O Templo, e nós nos tornamos como filhos ao nos unirmos a Ele, tornamo-nos membros do templo que Ele é. Não há outro caminho, ninguém dentre nós se chegará a Deus sem estar ligado a ele,

Falando, ainda, sobre sua própria natureza espiritual, Jesus interrogou os fariseus que estavam reunidos, dizendo: “Que pensais vós do Cristo [Messias]? De quem é filho? Responderam-lhe: De Davi. Replicou-lhes ele: Como é então que Davi, no Espírito, lhe chama Senhor, dizendo: Disse o Senhor ao meu Senhor: Assenta-te à minha direita, até que eu ponha os teus inimigos de baixo dos teus pés? Se Davi, pois, lhe chama Senhor, como é ele seu filho? E ninguém podia responder-lhe palavra; nem desde aquele dia jamais ousou alguém interrogá-lo.” (Mateus 22:42-46)

O Cristo esteve como homem, mas não era, de modo algum, tão somente um homem. Mas o Cristo que é da natureza espírito e o Cristo foi da natureza carne É, sem dúvida, uma única e mesma pessoa, um único e mesmo ser, que por um relativamente curto espaço de tempo teve a sua natureza “modificada” de espiritual para carnal, na “forma” de um ser humano, que foi filho do homem, Jesus de Nazaré, o filho de Davi.

Apesar de Cristo nunca ter deixado de ser quem ele sempre foi, ao ser mudado para a forma humana, ele foi ligado a essa natureza que modo que ele não podia mais ter acesso a poderes associados exclusivamente a sua natureza de ser espiritual. Isso tem inúmeras implicações e, como exemplo, cito duas que considero importantes:
  • A de que “fenômenos sobrenaturais”, ou seja, os denominados milagres, acontecem “naturalmente”, emanados do poder do Espírito de Deus e causados por uma petição de fé, que pode partir de qualquer ser humano crente neste poder. Jesus, não apenas intercedeu por vários milagres, muitas vezes deixando bem claro ao agraciado que “a tua fé te salvou; a tua fé te curou”, como ainda, ensinou aos seus discípulos que qualquer um deles poderia, de modo eficaz, atuar como intercessor por milagre também, exercendo isso com fé, petição, oração, jejum e ação de graças;
  • Que sob a tortura dos soldados romanos, Jesus sentia as mesmas dores que qualquer homem sentiria na carne, não podendo ele evitá-las e nem ao menos amenizá-las, e ainda que, o sofrimento do seu martírio, como virtual homem carnal, foi então, um sacrifício absolutamente real. Jeová entregou, de fato, o seu amado unigênito, desprovido da realeza espiritual (estando virtualmente  preso a carne), a um doloroso sacrifício de vida (preço a ser pago), em favor do resgate da raça humana (todas as famílias da terra), suas criaturas especiais (amigos), cônscio de que um ser humano (Abraão) faria exatamente a mesma coisa por Ele, se e quando Ele o pedisse.
O obediente Abraão fez por merecer e o adorador rei Davi cedeu o lugar, por isso nos veio Jesus, que mereceu, por não pecar jamais, e cedeu lugar, entregando toda glória do seu sacrifício ao Pai.

Considerando que Jesus vive desde o princípio e viverá para sempre, a natureza carnal humana que ele assumiu, ocorreu apenas durante um átimo da existência dele. No mundo espiritual, o conceito humano de tempo não existe. O intervalo de tempo que durou a natureza humana de Jesus, vai DESDE UM MOMENTO APÓS a sua concepção, durando ATÉ o momento em que ele ASCENDEU AOS CÉUS.

Sabemos que Jesus foi concebido pelo poder do Espirito Santo, assim como qualquer milagre. De modo que, Jesus não foi concebido por meio de uma concepção convencional, ou seja, com a fertilização ou fecundação, a fusão de dois gâmetas para produzir um novo organismo, como é natural aos seres vivos sexuados, incluindo os humanos.

Os gametas, chamados ainda de células sexuais, são as células dos seres vivos que, na reprodução sexuada, se fundem no momento da concepção, para formar um ovo ou zigoto, que dará origem ao embrião, cujo desenvolvimento produzirá um novo ser da mesma espécie. Os gâmetas têm tipos morfologicamente distintos e o órgão ou o indivíduo que produz o gâmeta de maiores dimensões - o ovócito secundário ou óvulo - tem a denominação de fêmea ou feminino, enquanto que o que produz o gâmeta de menor dimensão, normalmente móvel, é chamado macho ou masculino.

Os gâmetas são células haploides, ou seja, elas têm apenas um conjunto de cromossomas, uma vez que são produzidos por meiose, enquanto que o ovo ou Zigoto, produto da concepção sexuada, resultante da união dos dois núcleos haploides, por sua vez, é uma célula diploide. Células diploides são aquelas cujos cromossomos se organizam em pares de cromossomos homólogos.

O processo de união, ou seja, a concepção em si, salvo raríssimas distorções, só pode ocorrer entre duas células eucarióticas mutuamente compatíveis, ou seja, as quais o conjunto de cromossomas tenham o mesmo número. Assim, para cada característica existem pelo menos dois genes, estando cada um deles localizado num cromossomo homólogo. Diz-se que estas células possuem 2n cromossomos, onde n é o número de cromossomos (número de haploide) característico da espécie em questão.

No caso da espécie humana, n corresponde a 23 cromossomos por célula, pelo que as células somáticas possuem 2n, ou seja, 46 cromossomos. Quando ocorre a fecundação, os 23 cromossomos presentes no espermatozoide juntam-se com os 23 cromossomos presentes no óvulo. As mulheres possuem o último par de cromossomos do conjunto, ou seja, o 23º par, igual a XX onde X é um tipo de cromossomo. Já os homens o possuem como XY, de modo que é isso que determinando seu sexo.

A partir do Zigoto, várias divisões mitóticas vão dando origem a um novo indivíduo (embrião). A quantidade e a distribuição do vitelo (estoque de alimento existente nas células) variam de acordo com o organismo considerado e dependem, inclusive, do tipo de desenvolvimento do embrião.

Existem várias técnicas possíveis a se especular sobre a concepção Jesus, que o tornou um ser humano, incluindo a concepção (fertilização) “in vitro” ou outra ideia correlata qualquer, até mesmo alguma que a nossa ciência ainda nem tenha atingido em termos de conhecimento, e creio que nenhuma delas seria problema, de modo algum, ao poder do espirito santo de Deus.

Todavia acredito ser de fundamental importância considerarmos o seguinte: para validar o plano da salvação, Jesus teria que ser aquele mesmo ser, que antes esteve junto a Deus que era O Filho de Deus e não necessariamente ser um filho consanguíneo de José, descendente consanguíneo de Davi e de Maria.

Eis ai o grande mérito de Davi: ele já havia concedido toda a glória do seu próprio trono a Deus, o Deus de Abraão, de Isaque e de Jacó. Por aquele pacto, Davi aceitou adotar O Filho de Deus, como seu próprio filho.

Já sabemos que após a fecundação (fertilização) forma-se o zigoto. A partir desse momento inicia-se a divisão celular para a formação do que a ciência humana atualmente denomina de pré-embrião. Assim, após um ciclo de horas a partir da fertilização teremos pré-embriões com 2 células, após mais um ciclo de horas teremos o mesmo com 4 células, mais um ciclo de horas e teremos 8 células e assim por diante, numa divisão celular em progressão geométrica.

Já, na reprodução assexuada, esta ocorre sem a intervenção de gâmetas. Na reprodução assexuada intervém um único progenitor. Neste caso não existe junção das duas células sexuais ou gâmetas. Assim não existe junção do material genético, por isso os descendentes são geneticamente iguais aos progenitores e nestes casos, diz se que os novos seres são clones do progenitor.

Os casos em que se apresenta a reprodução assexuada são nos conhecidos:
  • Bipartição ou Cissiparidade: um indivíduo divide-se em dois seres, sensivelmente atingem as dimensões do progenitor. Existe em seres unicelulares e em alguns pluricelulares – Planária;
  • Gemulação ou Gemiparidade: nos diferentes casos na célula ou corpo mãe há formação de uma dilatação ou gomos que cresce “colado” à mãe e depois de crescer separa-se. Algumas vezes estes gomos nunca se separam da mãe, criando colônias de indivíduos cooperantes. Existem em seres unicelulares (leveduras) e seres pluricelulares (anémona do mar e hidra de água doce);
  • Esporulação: Neste caso formam-se as células reprodutoras, os esporos, que em condições favoráveis, germinam dando origem, cada um, um novo indivíduo. São exemplos os fungos como o bolor do pão e a penicillium e as plantas como os fetos;
  • Fragmentação ou multiplicação vegetativa: Um animal onde ocorre este tipo de reprodução é na estrela-do-mar. Os cinco braços da estrela partem-se e a partir de cada um forma-se uma nova estrela-do-mar. E, no entanto, no mundo das plantas onde este tipo de reprodução acontece com maior incidência. Vários órgãos das plantas podem enraizar-se e dar origem a novas plantas (begônias, tubérculos, bolbos, rizomas, estolhos, açucenas e tulipas);
Independente da reprodução ser sexuada ou assexuada, existe, sempre, um conjunto de cromossomas característicos de uma dada espécie, o cariótipo. O cariótipo humano normal é composto por 46 cromossomas, associados em 23 pares de cromossomas.

Desde modo, o poder do Espirito Santo de Deus precisaria, tão somente, produzir por algum tipo de reprodução assexuada, a partir do próprio Deus, um zigoto de espécie humana, um ser de uma única célula diploide, e Jesus estaria já concebido, para em seguida, implantá-lo no útero de Maria, onde a natureza já criada, se incumbiria de dar continuidade, com a clivagem (divisão celular), produzindo o feto.

Ora é sabido que os demais seres espirituais criados por Jeová, a saber, os anjos, não tem sexo. Ora, por que duvidar de qualquer coisa a esse respeito, se a nós mesmo, seres humanos mortais, é dada a oportunidade de estarmos, com nosso limitado conjunto de conhecimentos, com os nossos experimentos, chegando, cada vez, mais próximo disso, mesmo não sendo isso por nosso próprio mérito, mas por permissão do Senhor.

Jesus, o Cristo, morreu como morre um homem, e tinha que ser assim pois, como homem ele precisava vencer a morte e ressuscitar. Deste modo Jesus reapareceu aos discípulos, em carne e osso e só deixou de ser humano quando ascendeu aos céus, mas o seu corpo tão pouco, ficou entre nós, e este é um novo mistério do poder do Espírito de Deus, o qual nós ainda não estamos habilitados a conhecer.

Além do mais, por mais que tenhamos avançado em nossa ciência humana, o tudo continua sendo para nós, ainda do mesmo modo, como escreveu Shakespeare em sua peça Hamlet, a tragédia da dúvida e do desespero do solitário príncipe e da violência do mundo (a peça mais representada e estudada até hoje): “Há mais coisas entre o céu e a terra, Horácio, do que sonha a nossa vã filosofia”.

O que importa é que estejamos certos, crentes e conscientes de que foi, de fato, O Filho de Deus que se fez carne e habitou entre nós, de que ele foi o Messias da promessa, e que com seu sacrifício perfeito nos atrai a ele, para que nós com ele nos unamos, como nosso único meio possível de salvação.

Que a graça do Senhor Jesus seja com todos.

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Mapa de Israel do Novo Testamento


O mapa ai em cima é apenas uma imagem estática.

Nele podemos constatar as divisões politico administrativas da época de Jesus: Tetrarquia de Filipe, Tetrarquia de Herodes Antipas e Administração Romana Direta (Antiga Tetrarquia de Herodes Arquelau), as quais foram explicadas no artigo "Breve História do Cristianismo ... ", postado neste mesmo blog no mês passado.

Nele eu assinalei ainda, com pequenos círculos vermelhos, as cidades de Jerusalém, Betânia e Magdala (Tarichea), as quais foram mencionadas na postagem anterior deste blog, sob o título "Jesus e Maria Madalena".

Porém, seguindo para o link original deste mapa, você poderá ter disponível toda funcionalidade especial associada a ele, que permite ter acesso a uma série de informações selecionadas, apenas por meio de cliques. Apesar de lá estar tudo em língua inglesa, funciona e vale a pena!  O link é:

http://www.bible-history.com/geography/ancient-israel/israel-first-century.html

Boa cultura e diversão!

terça-feira, 10 de abril de 2012

Jesus e Maria Madalena


Consideremos o relato bíblico a respeito de algumas mulheres:

Sobre Maria Madalena (Maria de Magdala, da cidade de Magdala):

Liberta dos demônios por Jesus (Lc 8:2);
Servia a Jesus com seus bens (Lc 8:2-3);
Esteve ao pé da cruz (Mt 27:56; Mc 15:40; Jo 19:25);
Observou o sepultamento de Jesus (Mt 27:61; Mc 15:47);
Chegou cedo ao sepulcro (Mt 28:1; Mc 16:1; Lc 24:10; Jo 20:1);
Viu a Jesus ressuscitado (Mt 28:9; Mc 16:9; Jo 20:11-18).

Sobre certa pecadora:

“E eis que uma mulher da cidade, uma pecadora, sabendo que ele estava à mesa em casa do fariseu, levou um vaso de alabastro com unguento.” (Lc 7:37).

Essa pecadora não pode ser identificada com Maria Madalena, nem com Maria, de Betânia. Maria Madalena é citada nominalmente pelo mesmo evangelista, em Lucas 8:2: “Maria, chamada Madalena, da qual saíram sete demônios”.

Sobre Maria (Maria (da cidade) de Betânia, irmã de Marta e Lázaro):

  • Tinha ela uma irmã chamada Marta (Lc 10.39);
  • Assentou-se aos pés de Jesus e ouviu a Sua palavra (Lc 10.39);
  • Maria, de Betânia, irmã de Marta eram ambas irmãs de Lázaro, a quem Jesus fez reviver (Jo 11.18...).
Maria, em Betânia:

  • Enquanto Marta servia, Maria ungiu os pés de Jesus e os enxugou com seus cabelos (Jo 12.3);
  • Foi em Betânia, na casa de Simão, o leproso (Mt 26.6; Mc 14.3);
  • Foi em Betânia, onde estava Lázaro, que se achava presente. Estavam ali Marta e Maria (Jo 12.1-3).
Sobre as três últimas Marias, não há razão para não considerar tratar-se de apenas uma pessoa, isto é, Maria irmã de Marta, irmãs de Lázaro, a quem Jesus ressuscitou.

Maria Madalena não pode também ser confundida com a pecadora referida pelo apóstolo João: “Os escribas e fariseus trouxeram-lhe uma mulher apanhada em adultério” (Jo 8.3).

Outra coisa é que Maria Madalena, aquela mulher que acompanhava Jesus e o servia, que esteve junto da cruz e foi a primeira a vê-lo ressuscitado e que o anunciou aos outros irmãos, tem recebido, durante séculos de cristianismo, uma pecha desagradável que jamais mereceu.

Apesar do fato de Jesus ter expulsado dela 7 demônios (Lucas 8:2), não existe qualquer referência que afirme que aquela pobre mulher, antes de conhecer a Jesus, tenha sido uma prostituta! Nenhuma referência sustenta tal hipótese.

Talvez a confundam com a mulher pecadora, que regou os pés de Jesus com lágrimas e enxugou-os com seus próprios cabelos. (Lucas 7:36-50).

Madalena significa: Natural de Magdala, povoado situado às margens do mar da Galiléia. (Não há nenhuma indicação de que esta Maria seja a pecadora mencionada no cap. 7 de Lucas).

Portanto, o registro bíblico não nos autoriza a dizer que Maria Madalena fosse prostituta, e que se trata da mesma pessoa citada em Lucas 7.36-47 e João 8.3.

Estas são algumas verdade Bíblica, para dirimir algumas confusões que, infelizmente, permeiam o imaginário popular e que parecem ter se tornado comuns, inclusive, a alguns grupos de cristãos, notadamente aquele que menos buscam fazer estudos bíblico mais sérios.

Todavia existe ainda, associado a imagem de Maria, de Magdala, toda uma lenda, a qual é difícil até de se julgar, se é mesmo fruto, apenas, da confusão fantasiosa, ou se, ao contrário, é fruto de uma bem pensada, planejada e articulada gestão maldosa perpetrada por grupamentos humanos, os quais, ao longo da história, tem se rendido ao ocultismo, que é o lado ruim do mundo espiritual.

Embora não haja qualquer indício de cunho bíblico, de que o Senhor Jesus e Maria de Magdala tenham tido qualquer proximidade amorosa, tais suposições, que na verdade já vêm sendo plantadas a muitos séculos, ganharam ainda mais corpo, nos últimos anos, através do estudo de textos apócrifos, e foram alimentadas por uma boa dose de imaginação, interesses econômicos e conflitos políticos entre organizações religiosas cristãs e organizações religiosas ocultistas.

Com efeito, uma das literaturas apócrifas mais conhecidas é “O Evangelho de Filipe”, um escrito extrabíblico, provavelmente compilado no século III da Era Cristã – portanto, não escrito por nenhum contemporâneo de Jesus – e que da testemunho até beijos entre o suposto casal, Jesus e Magdala.

Todos esses textos compartilham a teologia gnóstica, baseada numa espécie de revelação secreta e esotérica. Com isso, Maria Madalena passou a ser usada pelos gnósticos como um símbolo do “conhecimento verdadeiro” que eles teriam de Jesus, e de a verdadeira Maria Madalena, a qual eles consideram a real predileta de Cristo e da qual eles próprios se tornaram seguidores.

Tais ocultistas, apesar de alegarem, não conseguem comprovar o “convívio” deles próprios com Maria Madalena, mas, de certo, eles se tornaram cultuadores ritualísticos da imagem dela. Eles, associam ainda, o conceito da “trindade”, na forma como este conceito foi, originalmente, concebido na religião politeísta do Egito antigo, como sendo “Pai, mãe e filho”, ou seja, seria Jesus, Madalena e o seu suposto filho.

O aspecto polêmico, e tardio, de tais textos torna bastante improvável que haja em seu conteúdo alguma memória histórica envolvendo a Magdala real. Inclusive, penso, nem ser necessário dizer, que o gnosticismo era combatido, desde cedo, pela comunidade cristã que seguia os ensinos apostólicos do primeiros séculos. Todavia, tais ensinamentos contrários sobreviveram. Como e por que isso acontece?

Porque mentiras podem ser contadas e repetidas, tantas vezes, como se fossem verdades, que cada vez mais se pareçam, aos olhos humanos, como verdades. Mesmo que haja evidências em contrário, nega-se as evidências, e pronuncia-se os maiores absurdos, na esperança de que tais mentiras repetidas inúmeras vezes, acabem se transformando em “verdades”. Mesmo que “a mentira tenha pernas curtas”, e, portanto, não vai muito longe, sempre existirão muitos que permanecerão na dúvida, o que já é uma vitória de propósito do mau.

Além do mais, o psiquiatra suíço Carl Gustav Jung chamou a atenção para o fato de que o inconsciente coletivo retém informações arquetípicas e impessoais, e seus conteúdos podem se manifestar nos indivíduos da mesma forma que também migram dos indivíduos ao longo do processo de desenvolvimento da vida e da história, ou seja, a mentira repedida incessantemente, se tornará, no mínimo, como um primeiro modelo ou imagem de alguma coisa, como uma antigas impressão sobre algo, posto que o subconsciente coletivo ou social, é uma estrutura inata que serve de matriz para a expressão e desenvolvimento da psique humana.

O que a mim parece, é que os acontecimentos, que não aconteceram por mero acaso, principalmente das últimas recentes décadas, tem provocado modificações de atitudes e de posturas, de tal modo que, o povo de hoje em dia, mais perdido do que nunca com relação às verdades bíblicas, e, mais a mercê do que nunca ante às deturbações daquilo que provém do lado mau do mundo espiritual, pela sua mais pura falta de conhecimento, e, por que não dizer, deserdados de virtudes naturais humanas como estão, formam, neste tempo atual, um quadro bastante estimulador para o desenvolvimento de tais investidas manipulativas.

Todavia, felizmente, agora especialistas nas Escrituras têm trazido a público novos elementos capazes de refutar definitivamente a tese do romance. “Os textos que mencionam esse tipo de envolvimento entre Maria, de Magdala e Jesus foram escritos pelo menos 100 anos depois dos evangelhos bíblicos”, aponta Ben Witherington III, especialista em Novo Testamento do Seminário Teológico Asbury, nos Estados Unidos. E a intenção de tais autores seria justamente combater visões mais ortodoxas do Cristianismo, então em fase de franca expansão. A maioria dessas fontes foi escrita em grego ou em copta, língua egípcia falada durante o período romano.

Mas quem foi Maria Madalena? Além do que se diz dela na Bíblia, particularmente no evangelho de Lucas, a tradição afirma que, devido ao nome por que era conhecida (Magdalini, em grego), ela provinha de Magdala, vilarejo de pescadores a noroeste do Mar da Galileia. Provavelmente, começou a seguir Jesus depois que ele expulsou dela sete demônios – fato que, segundo os historiadores, colaborou para disseminar sua imagem de “pecadora arrependida”.

Ao contrário de muitos rabis de seu tempo, Jesus era seguido também por mulheres. “Duas das qualidades extraordinárias de Jesus são o fato de que ele recrutava seguidores de ambos os sexos”, continua Witherington. Além de Madalena, havia Maria, mãe de Jesus; outra Maria, mãe de Tiago; Maria de Betânia, irmã da Marta e Lázaro; além de Joana, Suzana e outras. Contudo, é fantasioso imaginar que alguma delas tenha tido papel de destaque em seu ministério.

Todavia, a cultura judaica da época impedia que as mulheres ensinassem ou mesmo falassem em público. Relações intimas entre homens e mulheres “não casados” seriam aversivas o suficiente, para causar um enorme escândalo e censura. Nem mesmo o rei da Galileia, Herodes Antipas e sua amásia e cunhada Heródias escapavam de tal censura, que era feita pública e descaradamente, por João, o Batista.

É certo que, fora dos padrões da cultura e da tradição judaica, um grupo feminino acompanhava a comitiva de Jesus, e que elas eram aproveitadas para suprir serviços relativos a necessidades básicas como alimentação e abrigo. Algumas apoiavam a manutenção do serviço de pregação pública de Jesus, inclusive, com a doação de seus bens.

Só esses fatos já seriam suficiente para ser considerado escandaloso pelos judeus do século I, para quem as mulheres deveriam ficar em casa com seus maridos e, quando viajassem, teriam de ser acompanhadas por parentes do sexo masculino. Umas relação conjugal, ainda mais ilícita, entre Jesus e Maria Madalena não teria deixado de ser observada e nem perdoada pelos fariseus que vigiavam Jesus de perto.

Todavia, Maria Madalena, além de fazer parte da comitiva, era disponível, ou seja, solteira e ela era, de fato, muito comovida, não apenas pela mensagem da boa nova do reino de Deus, mas, assim como João e Pedro, de forma especial, também o eram, também pela pela figura pessoal de Jesus. Daí teriam surgido as insinuações de uma relação mais próxima entre Jesus e a mulher de Magdala.

Para nós, cristãos, essa hipótese pode ser rechaçada pelo que encontramos no próprio Novo Testamento, que cita claramente a família de Jesus, como seus pais e irmãos, não há nenhuma referência de que ele tenha tido filhos ou mesmo se casado”, lembra, embora o casamento fosse considerado quase uma obrigação religiosa no primeiro século.

Além do mais, quando pregava acerca do casamento, o próprio Senhor Jesus falou o seguinte: “Porque há eunucos que nasceram assim; e há eunucos que pelos homens foram feitos tais; e outros há que a si mesmos se fizeram eunucos por causa do reino dos céus. Quem pode aceitar isso, aceite-o.” Mateus 19:12

Nesta passagem, Jesus procurou explicar sobre a sua própria condição com relação ao casamento, a de que ele se manteria, como se manteve até o fim, celibatário como sinal do compromisso exigido por sua missão, como autor e consumador da fé, a serviço do reino de Deus.

A historiadora e arqueóloga Fernanda de Camargo-Moro, autora do livro Arqueologia de Madalena (Editora Record), lembra que as mulheres de então eram conhecidas pelo parentesco com alguma outra pessoa – normalmente, o marido, cujo nome era associado ao delas. “É possível até que ela nem tenha se casado com ninguém, já que sua alcunha é uma mera referência ao lugar onde nasceu”, opina. “Concluir que Maria Madalena era casada com Jesus é resultado de pesquisas superficiais e sem seriedade”, conclui.

Eu, particularmente, continuo a pensar que seja uma grande maldade, deliberada mesmo, e que oculta atras de si outros interesses, ainda bem maiores, da parte daqueles que odeiam a Deus. Como nada poderá ficar em oculto para sempre, com o tempo, Deus irá nos revelar.

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Leonardo da Vinci era um homem à frente de seu tempo. Seu interesse e criatividade em vários campos de estudo deram, séculos depois, origem a invenções como: salva-vidas, pára-quedas, bicicleta, entre outras. Uma de suas obras mais conhecidas é o afresco "A Última Ceia", pintada diretamente no refeitório da Igreja Santa Maria delle Grazie, em Milão.

A Última Ceia data de1495-1497 e utiliza técnica mista, com predominância da têmpera e óleo, sobre duas camadas de preparação de gesso, aplicadas sobre reboco. Suas dimensões são 460 cm x 880 cm.

Foi feita por Leonardo da Vinci para seu protetor, o Duque Lodovico Sforza e representa a última ceia de Jesus com os apóstolos, antes de ser preso e crucificado, como descreve a Bíblia. É um dos maiores bens conhecidos e estimados do mundo. Ao contrário de muitas outras valiosas pinturas, nunca foi possuída particularmente, até porque não pode ser removida do seu local de origem.

O Duque mandou construir o convento para, entre outras coisas, servir de lugar para sepultar seus familiares. O tema era uma tradição para refeitórios, mas a interpretação de Leonardo deu um maior realismo e profundidade.

Parcialmente pintada na forma tradicional de um afresco, com pigmentos misturados com gema de ovo ao reboco úmido incluindo também um veículo de óleo ou verniz. Da Vinci testou uma nova técnica à solução das tintas com predominância da têmpera não sendo muito feliz. Não foi testada suficiente não se ajustando as condições climáticas da região e antes que o painel estivesse pronto, apareceram pontos deteriorados, que se agravaram durante os anos. A umidade natural da parede, diluindo as tintas, vem causando danos a esta obra prima.

Prestando bem a atenção, você irá perceber em várias imagens, um efeito característico da pintura de Leonardo: a delicada passagem de luz para a sombra, quando um tom mais claro mergulha em outro mais escuro, como dois belos acordes musicais. Esse procedimento recebe o nome de esfumado, em português.

A imagem da Última Ceia está baseada em João 13:21, no qual Jesus anuncia aos doze discípulos que alguém, entre eles, o trairia. Essa pintura, na história evangélica, é considerada a mais dramática de todas.
Acima, a obra legítima de Lenardo da Vinci, abaixo, a mesma pós-processada digitalmente.

Ao centro, o Cristo é representado com os braços abertos, em um gesto de resignação tranquila, formando o eixo central da composição. São representadas as figuras dos discípulos em um ambiente que, do ponto de vista de perspectiva, é exato (muito embora, do ponto de vista da realidade do que possa ter havido, desconsidera a tradição judaica, na qual, em ocasiões deste tipo, o mestre teria se assentado na cabeceira da mesa, e não em seu centro).

Da direita para a esquerda se encontram respectivamente Simão (o Zelote), Tadeu, Mateus, Felipe, Tiago (o Maior), Tomé, João, Jesus, Judas, Pedro, André, Tiago (o Menor) e Bartolomeu.

Da Vinci costumava fazer esboços e rascunhos de suas obras antes da versão final. Num desses esboços da "Última Ceia", ele literalmente escreveu, o nome de cada apóstolo retratado, eliminando dessa forma quaisquer dúvidas sobre quem são cada um dos personagens.

Da Vinci não foi o primeiro artista a retratar a cena da Última Ceia. Há diversas outras obras famosas sobre o tema, mas Da Vinci representou de uma maneira impressionante, justamente o momento da agitação dos discípulos, ao ouvirem o anúncio da traição: Serei eu, Senhor? Serei eu, Senhor? Serei eu, Senhor?, interrogavam-no os discípulos um após outro, mortos de espanto.

Todavia, o escritor Dan Brown faz uma verdadeira “viagem na maionese”, ao tentar adaptar a descrição da obra “Última Seia”, em sua própria obra, o livro “O Código da Vinci”. O ápice desse devaneio eu reproduzo logo abaixo, onde a parte do texto em AZUL corresponde a uma crítica minha:

Sophie aproximou-se ainda mais da imagem (aqui começamos bem: símbolos e imagens, ao gosto da preferência dos gnósticos). A mulher (eu não sei se da Vinci pretendeu fazer algum tipo de brincadeira, com sua própria obra, desenhando um personagem com feições afeminadas, onde ele mesmo afirmava estar desenhando o apóstolo João, portanto um homem, mas Dan Brown, quer, por toda lei, partir do pressuposto de que foi mesmo desenhado uma mulher ali) sentada à direita de Jesus era jovem e tinha um ar piedoso, com um rosto tímido, belos cabelos avermelhados e mãos tranquilamente entrelaçadas. É esta a mulher que podia, sozinha, fazer desmoronar a Igreja? (o objetivo primordial é colocado, abertamente, e logo de cara, aqui: “desmoronar a igreja”, porém Jesus havia dito: “ … edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela”)
  • Quem é ela? - perguntou.
  • Essa senhora, minha querida - respondeu Teabing -, é Maria Madalena. (Segundo o croqui feito pelo próprio Leonardo da Vinci, não é não. É o apóstolo João. O por que dos traços nitidamente afeminados do retrato de João, só mesmo da Vinci saberia explicar.)
Sophie voltou-se.
  • A prostituta? (para o leitor atento da Bíblia, nada leva a crer que Madalena fosse uma prostituta).
Teabing teve uma curta inspiração entredentes, como se a palavra o tivesse ofendido pessoalmente.
  • Maria Madalena não era nada disso. Esse falso juízo é um legado da campanha de calúnias lançada pela Igreja primitiva. (Os gnósticos sempre acusam os cristãos justamente daquilo que eles mesmo fazem desde o início: mentir descaradamente. Não é de estranhar que o personagem Teabing, neste romance de aventura e ficção, seja o grande vilão oculto, fingido.) A Igreja precisava de difamar Maria Madalena para encobrir o seu perigoso segredo: o papel dela como Santo Graal. (a igreja não precisa, nem nunca precisou difamar Maria Madalena. Os Evangelhos apresentam ela como uma importante personagem entre os primeiros convertidos cristãos da Galileia. Já, quanto ao “Santo Graal”, originalmente no cristianismo, é uma expressão associada a uma lenda medieval que designa normalmente o cálice, que é tido como uma peça rica e valiosa, usado por Jesus Cristo na Última Ceia. A lenda narra que, no mesmo cálice, José de Arimateia teria colhido o sangue de Jesus, quando esse recebeu o golpe de misericórdia, durante a crucificação. Todavia, a Bíblia narra que: “Contudo um dos soldados lhe furou o lado com uma lança, e logo saiu sangue e água.” – João 19.34. Eu acredito que de todos os homens judeus que estavam presentes à crucificação de Jesus, nenhum esteve tão próximo do que o apóstolo João. João teria, com toda certeza, narrado o fato, caso o sangue precioso de Jesus tivesse sido coletado. Alguns cavaleiros cruzados, por ambição pessoal de ter em mãos peça de tal valor, teriam andado atrás dessa lenda.)

    Persistindo na acusação de “campanha de calúnia” da parte da igreja contra Madalena, mais adiante, em seu livro, o Sr. Dan Brown faz as seguintes colocações:

    "Madalena foi apresentada como prostituta com o objetivo de esconder as provas das suas poderosas ligações familiares." - e complementa - "Poucas pessoas sabem que Maria Madalena, além de ser o braço direito de Cristo, era já uma mulher poderosa.
    Maria Madalena era de descendência real."

    O Messias casado com uma princesa de israel poderia ser algo muito interessante para as autoridades dos fariseus ou para o zelotes revolucionários da época pois, afinal, assim mesmo era o tipo de Messias que eles sempre esperaram (e alguns ainda esperam até hoje). Todavia, Jesus não era assim. "Respondeu Jesus: O meu reino não é deste mundo; se o meu reino fosse deste mundo, pelejariam os meus servos, para que eu não fosse entregue aos judeus; entretanto o meu reino não é daqui." É curioso notar que, um pouco mais adiante em seu livro, Dan Brown, comete ele mesmo o lapso de relacionar Madalena como a suposta "certa pecadora", quando afirma:

    "A REVELAÇÃO DOS TEMPLÁRIOS: A MULHER com A JARRA DE ALABASTRO.
    Maria Madalena e o Santo Graal A DEUSA NOS EVANGELHOS Reclamando o Sagrado Feminino"

    A MULHER com A JARRA DE ALABASTRO”, está citada no versículo de Lucas 7:37, que diz: "E eis que uma mulher da cidade, uma pecadora, sabendo que ele estava à mesa em casa do fariseu, levou um vaso de alabastro com unguento.”

    Além de não existir nada que possa ser usado para sustentar a associação de Madalena com esta "certa pecadora", eu chamo, ainda, a atenção para o trecho: "... da cidade, ...". Tal mulher que existia "na cidade" era conhecida como pecadora "na cidade". Que cidade era essa?

    De início, cumpre assinalar na descrição dos fatos, que os evangelistas formam dois grupos. De um lado, no capítulo 7: 37 de Lucas refere-se única e isoladamente à unção feita pela “pecadora arrependida”; e de outro lado, Mateus, Marcos e João nada mencionam sobre esta tal “mulher de má fama”, porém retratam uma outra ocorrência que possui algumas semelhanças: "Jesus ungido na cidade de Betânia", nos trechos de:

    Mateus 26:7 - Estando Jesus em Betânia, em casa de Simão, o leproso, aproximou-se dele uma mulher que trazia um vaso de alabastro cheio de balsamo precioso, e lho derramou sobre a cabeça de jesus, estando ele reclinado a mesa. Judas não gostou e foi ter com os principais sacerdotes.

    Marcos 14:3 - A unção ocorreu em Betânia e dali a dois dias era a páscoa. Foi à mesa em casa de Simão, o leproso. … quebrando o vaso, derramou-lhe sobre a cabeça o bálsamo. Judas não gostou do que viu e resolveu entregar Jesus.

    João 12:3 - Jesus chegou a Betânia, seis dias antes da páscoa. Então deram-lhe ali uma ceia, Marta servia, e Lázaro era um dos que estavam à mesa com ele, quando ocorreu a unção. Judas não gostou do que viu, porque era ladrão e, tendo a bolsa, subtraía o que nela se lançava

    Nestas três passagens, tudo indica ser o mesmo evento, uma unção de Jesus ocorrida na cidade de Betânia, e existem ainda fortíssimas evidências de que a ungidora, nesta ocasião, foi Maria, de Betânia, a irmã de Jairo e de Marta, e não Madalena.

    Já a outra ocorrência, a de Lucas 7:37, " Um dos fariseus convidou-o para comer com ele;" não foi uma ceia preparada por seus amigos ou seguidores. Esta outra unção ocorreu numa cidade também não nominada. Assim ocorreu: "e estando por detrás, aos seus pés, chorando, começou a regar-lhe os pés com lágrimas e os enxugava com os cabelos da sua cabeça; e beijava-lhe os pés e ungia-os com o bálsamo." A ungidora aqui (mulher sem nome declarado, mas de fama de pecadora nesta cidade) ungiu APENAS OS PÉS de Jesus, enquanto que Maria de Betânia ungiu TODO O CORPO DE JESUS, DESDE A CABEÇA ATÉ OS PÉS.

    Além do mais, não existe na unção narrada em Lucas, o caso da contrariedade de Judas Escariotes, mas sim, foi o próprio dono da casa, o anfitrião, quem se contraria, por causa da pecadora, causando que Jesus proponha-lhe uma parábola. O fato é que, nem Maria Madalena, e muito menos Maria de Betânia, eram mulheres que tinha má fama ou fama de prostituta, apesar de que, de Maria Madalena, haviam sido por Jesus, removidos sete demônios.

    Assim, fica claramente posto haver acontecido duas cenas mais ou menos idênticas, mas em lugares diferentes e em nenhuma pode-se afirmar que foi Maria Madalena a ungidora. Mas Dan Brown afirma categórico:

    "A REVELAÇÃO DOS TEMPLÁRIOS: A MULHER com A JARRA DE ALABASTRO.
    Maria Madalena e o Santo Graal A DEUSA NOS EVANGELHOS Reclamando o Sagrado Feminino"

    Como esta MULHER com A JARRA DE ALABASTRO, não pode ser a mesma mulher da unção ocorrida em Betânia, pois aquela foi Maria de Betânia, então, pela afirmação de Brown, só nos restaria crer, que Madalena pudesse mesmo ter sido a tal "certa pecadora, a de má fama na cidade" que chorando ungiu os pés de Jesus. Isso é justamente o que faz associar a imagem de má fama a Maria Madalena. Todavia, Madalena não era conhecida em em Betânia, pois ela era de Magdala e só em Magdala poderia ter tido, então, tal fama. A cidade de Betânia era bem próxima a Jerusalém, enquanto que Magdala ficava na margem oeste do Mar da Galileia, pouco ao norte de Tiberíades, mas distando aproximadamente 110 km de Jerusalém, e era, na verdade, tida como um vilarejo, de tão pequena que era.

    Além do mais, é improvável que uma Madalena estando ainda possuída de sete demônios, e antes de conhecer a Jesus, viesse de boa vontade, por conta própria, ungir-lhe os pés. Note que todos os demais casos de endemoniados que foram libertos por Jesus, narrados nos evangelhos, tais pessoas foram encaminhados até Jesus, por meio terceiros.

    Ocorre ainda que, se a "certa pecadora" ficou inominada por Lucas, havendo sido despedida pelo Mestre: "E disse a ela: Perdoados são os teus pecados. … A tua fé te salvou; vai-te em paz." Lucas 7:48-50, o mesmo não sucede com relação à Maria Madalena, encontrando-se claramente nomeada, segundo a narrativa evangélica, identificando-a dentre: “As mulheres que seguiam ... e que serviam a Jesus com seus bens”. Lucas 8:2,3

    Enfim, a verdade é que, sobre a identidade da pecadora ungidora dos pés de Jesus NADA PODE SER AFIRMADO e, de certo ainda, esse evento ocorreu anteriormente ao evento de Betânia, que aconteceu a poucos dias da prisão e morte de Jesus. Nestes dias, Madalena aparecerá em cena, na sequência dos acontecimentos, somente no momento em Jesus estiver, ainda vivo pregado a Cruz: "Estavam em pé, junto à cruz de Jesus, sua mãe, e a irmã de sua mãe, e Maria, mulher de Clôpas, e Maria Madalena."

    Voltando ao fluxo anterior do livro:

    O papel dela?
  • Como já disse - esclareceu Teabing -, a Igreja primitiva precisava de convencer o mundo de que o profeta mortal Jesus era um ser divino. (a igreja nunca precisou provar nada sobre a divindade de Jesus Cristo. Isso tem nos sido passado, desde de o início, por testemunho apostólico, e há os que têm fé para crer e há aqueles que não a têm.) Por essa razão, os evangelhos que descreviam os aspectos terrenos da vida de Jesus tinham de ser omitidos da Bíblia. (o autor, aqui, está se referindo, de modo velado, ao texto denominado “o evangelo de Filipe”, que constitui-se um dos livros apócrifos da biblioteca de Nag Hammadi, que é uma coleção de textos gnósticos. O gnosticismo é um conjunto de correntes filosófico-religiosas sincréticas que chegaram a mimetizar-se com o cristianismo nos primeiros séculos de nossa era, notadamente após a morte dos apóstolos, porém, sempre cobiçando destituir a igreja como transmissora das boas novas de Cristo, diante dos homens) Infelizmente para os primeiros editores, havia um tema terreno particularmente perturbador que aparecia mencionado em todos os evangelhos. (ao menos, esse não é o caso dos quatro evangelhos canônicos, ou seja, os que são aceitos como apostólicos autênticos, nem em algumas das diversas epístola apostólicas) - Fez uma pausa. - O casamento de Jesus Cristo. (uma afirmação absolutamente improvável)
  • Desculpe? - Os olhos de Sophie saltaram para Langdon, e depois de novo para Teabing.
  • Está historicamente registado (registrado aonde, a não ser na literatura gnóstica, que por ser tardia e pós-evangélica é considerada apócrifa), e da Vinci tinha com toda a certeza conhecimento do facto. A Última Ceia praticamente grita ao espectador que Jesus e Madalena eram um casal.
Sophie voltou a olhar para a reprodução do afresco.
  • Repare que Jesus e Madalena estão vestidos como imagens reflexas um do outro (devaneio gnóstico) - disse Teabing, apontando para as duas personagens centrais.
Sophie estava fascinada. E, sem a mínima dúvida, as roupas dos dois eram de cores inversas. (nem tanto assim, para reforçar o ocultismo, acredita-se que alguns restauradores do século XVIII, teriam mudado a cor da túnica de João, para um tom rosado, dando lhe aspecto ainda mais afeminado) Jesus usava uma túnica vermelha e um manto azul; Maria Madalena usava uma túnica azul e um manto
vermelho. Yin e Yang (símbolo exotérico religioso. Yin Yang é, na filosofia China e adjacências, uma representação do princípio da dualidade, ou seja, duas forças, tais como, ativo-passivo, marido-mulher, etc. O conceito tem sua origem no tao, base da filosofia e metafísica da cultura daquela região.)
- Aventurando-nos no ainda mais bizarro (aqui o autor traiu-se ao empregar tal termo, com a realidade da sua própria obra, que se não for vista apenas como um romance de ficção gnóstica, seria mesmo como algo bizarro) - continuou Teabing -, repare que Jesus e a sua noiva parecem estar unidos pela anca (digamos que da Vinci tivesse traído a “encomenda” do seu amigo e protetor, para quem ele fez a obra "ultima ceia", e tivesse pretendido, de fato, representar Maria Madalena, onde ele mesmo afirmava representar João, então ele teria sido um mentiroso que enganou a todos nós, que admiramos a obra, e confiamos na descrição original que diz que é João ali) e inclinam-se para longe um do outro, como que para criar entre ambos este espaço negativo claramente delineado.
Ainda antes que Teabing traçasse o contorno com o dedo, Sophie viu-o: a indiscutível forma de V no ponto focal da pintura. Era o mesmo símbolo que Langdon desenhara momentos antes e que
dissera representar o Graal, o cálice e o útero feminino (mais devaneios do exoterismo gnóstico de conotação carnal, sexual e apoiada em lendas)
  • Finalmente - disse Teabing -, se vir Jesus e Madalena como elementos da composição e não como personagens, verá uma outra forma óbvia saltar-lhe aos olhos. - Fez uma pausa. - Uma letra do alfabeto.
Sophie viu-a imediatamente. Dizer que a letra lhe saltou aos olhos seria um eufemismo. Subitamente, não via mais nada senão a letra. Bem no centro da pintura destacava-se o inquestionável desenho de um enorme e impecavelmente traçado M.
  • Um pouco perfeito de mais para ser coincidência, não acha? - perguntou Teabing. Sophie estava estupefata.
  • E está ali porquê?
Teabing encolheu os ombros.
  • Os teóricos da conspiração dir-lhe-ão que significa Matrimônio ou Maria Madalena (Nem Maria Madalena e nem ninguém, além dos 12 apóstolos, encontrava-se naquele recinto onde ocorreu a "última ceia". O trecho do evangelho Lucas 22:14 e bastante claro: “E, chegada a hora, pôs-se Jesus à mesa, e com ele os apóstolos.” Uma mulher poderia estar na comitiva itinerante, uma mulher poderia ser uma servidora, uma obreira, poderia até mesmo ser uma esposa (se fosse o caso), mas, definitivamente, não havia mulher alguma no apostolado. Todos os apóstolos haviam sido escolhidos por Jesus. Retirar João dentre os doze, para colocar, no lugar desse, Maria Madalena, é, no mínimo, algo sinistro e diabólico) Para ser honesto, ninguém sabe. A única certeza é que o M escondido não é resultado de um acaso. Inúmeras obras relacionadas com o Graal contêm um M escondido ... seja em marcas-de-água, camadas inferiores de pintura ou alusões composicionais. O mais evidente de todos os M é, claro, o que aparece no altar de Nossa Senhora de Paris, em Londres, concebido por um ex-Grão-Mestre do Priorado de Sião, Jean Cocteau.
Sophie pesou a informação.
  • Admito que os M escondidos são intrigantes, embora assuma que ninguém afirma que constituem prova do casamento de Jesus com Madalena.
  • Não, não - respondeu Teabing, que se dirigia a uma mesa próxima carregada de livros. - Como disse há pouco, o casamento de Jesus com Maria Madalena é um fato historicamente registado (registrado onde? O próprio Jesus explicou a sua situação, em Mateus 19:12, “Porque há eunucos que nasceram assim; e há eunucos que pelos homens foram feitos tais; e outros há que a si mesmos se fizeram eunucos por causa do reino dos céus. Quem pode aceitar isso, aceite-o.”). - Pôs-se a remexer nas rimas de livros. - Além disso, Jesus como homem casado faz infinitamente mais sentido do que a tradicional visão bíblica de Jesus como homem solteiro.
Literalmente, eunuco é um homem cujos testículos foram removidos por orquidectomia, ou então são congenitamente não-funcionais. Obviamente que nenhum desses dois casos deveria ser o caso de Jesus. Todavia, "alguém que a si mesmo se fez eunuco por causa do reino dos céus", é algo que, no judaísmo do tempo de Jesus, não era concebido com facilidade. No judaísmo era comum que os homens viessem a se casar. Jesus não havia sido ainda "cobrado" disso, pelos fariseus, pois aos 33 anos de idade ele era tido como jovem ainda, pelos padrões judaicos, mas decerto, com o tempo, caso permanecesse vivo e solteiro, passaria a sê-lo.

Porém, o que Jesus propôs ali, foi algo que pode ser expresso de maneira mais direta com o termo do latim, cælibatus, que significa "não casado" ou  “celibatário”. No cristianismo o homem é livre para fazer aquilo que lhe convém, com respeito a isso, casar-se ou não casar-se, para conservar-se mais disponível ao serviço do reino, como foi, inclusive, o caso do próprio apóstolo Paulo.

Durante este estudo, eu pude constatar que, uma boa parte das ideias nebulosas e confusas que se formaram em torno da imagem de Maria Madalena, é derivada de uma inocente e sincera preocupação, com aquilo que o imaginário popular pensa ser "a infeliz situação dela". Por ter sido possuída por sete demônios, associa-se a isso a ideia de que ela deveria ter sofrido muito, que poderia ser fisicamente doente ou mentalmente perturbada. Tem-se a impressão de que ela, apesar de possuir bens materiais, deveria ser solitária e muito triste. Sua alma deveria ser sofrida e ela tão infeliz que não poderia ir em frente sozinha.

Aos que pensam assim, eu posso lhes garantir, que todo sofrimento que ela possa ter tido, cessou, a partir do momento em que Jesus a libertou do poder do mau. Após a morte do mestre, a quem ela mesma pôde ver ressuscitado, estou certo de que ela deva ter permanecido em união com o núcleo dos apóstolos. Acredito que ela se encontrava com eles, na mesma casa em Jerusalém, quando estes foram agraciados com a chegada do Espírito Santo e creio que ela deva ter continuado a fazer parte da amorosa fraternidade dos cristãos de Jerusalém, vivendo decentemente com eles, mesmo que debaixo de tribulações, tendo sempre em mente a memória de Jesus, até o fim da vida dela. Portanto, amados, tranquilizemo-nos quanto a esta questão e não permitamos que os nossos receios nos conduzam a fantasias e devaneios, que não condizem com a nossa fé de cristãos, mas com a do ocultismo, com o qual não temos parte.

Finalizando, eu oro para que aceitem isso, gnósticos e ateus. Mesmo não abraçando a mesma fé que a nossa, deixeis de perseguir a Cristo e seus seguidores. Jesus foi o messias, o filho enviado por Deus. O único a quem foi dado TODO PODER no céu e na terra. A salvação da parte do Senhor Jeová para a humanidade, já foi concretizada e nunca mais poderá ser impedida, por nada que ainda possa vir acontecer. No ponto em que chegamos, o máximo que as forças em contrário poderão obter de exito, é fazer desviar alguns poucos humanos incautos. Todavia, lembrem-se aqueles que agem em nome do mau, que assim o fazendo, no grande dia do Senhor, é de suas próprias mãos que o sangue destes inocentes será cobrado.


Licença Creative Commons
Este trabalho de André Luis Lenz, foi licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição - NãoComercial - CompartilhaIgual 3.0 Não Adaptada.
 
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