Com o tempo, bi·blí·a passou a descrever os diversos escritos, rolos, livros e finalmente a completa coleção de pequenos livros que constituem a Bíblia. Jerônimo, tradutor da Vulgata Latina, chamou a esta coleção de "Bibliotheca Divina".Jesus e os escritores das Escrituras Gregas Cristãs, o Novo Testamento, referiram-se a esta coleção de escritos sagrados como “as Escrituras”, ou as “Escrituras sagradas”, “os escritos sagrados”. (Mateus 21:42; Marcos 14:49; Lucas 24:32; João 5:39; Atos 18:24; Romanos 1:2; 15:4; 2 Timóteo 3:15, 16).
Nós não saberíamos o nome do Criador, nem a grande questão suscitada pela rebelião humana que ocorreu no Éden, que envolve este nome, nem o propósito de Deus de santificar e de vindicar este nome perante toda a criação, se essas coisas não estivessem reveladas na Bíblia.
Os escritos originais da Bíblia foram feitos a mão, em materiais perecíveis, tais como papiro e velino; não se sabe hoje da existência de nenhum dos originais. Logo depois de se escreverem os originais, começou a reprodução, ou seja, a produção de cópias escritas a mão. Os primitivos copistas tiveram muito cuidado em transmitir o texto com exatidão; posteriormente, os massoretas até mesmo contavam as letras que copiavam, como método apurado de certificação contra erros.
A fim de tornar as Escrituras disponíveis em outros idiomas e, consequentemente, acessível a um maior número de pessoas, tornou-se necessário traduzir a Bíblia. Existem hoje manuscritos de antigas versões, tais como os da Septuaginta (ou Versão dos Setenta, uma tradução das Escrituras Hebraicas para o grego, do terceiro e segundo séculos a.C.) e a Vulgata de Jerônimo (uma tradução dos textos do hebraico e do grego para o latim, originalmente produzida em 400 d.C.).
Por meio dum estudo comparativo de centenas de manuscritos bíblicos existentes, os eruditos prepararam textos-padrões. Estas edições impressas de textos nas línguas originais sugerem a melhor leitura disponível, ao mesmo tempo trazendo à atenção as variantes que possam existir em certos manuscritos. Textos das Escrituras Hebraicas com versões comparativas em notas de rodapé foram preparados por eruditos tais como Ginsburg e Kittel. Entre os textos-padrões das Escrituras Gregas Cristãs incluem-se os publicados por Westcott e Hort, bem como por Nestle e Aland.
Os tradutores da Bíblia, em geral, usam hoje textos-padrões das línguas originais para produzir traduções modernas, adaptadas às línguas atuais.
Escrituras Hebraicas:
O Rolo de Grande Isaías (1QIsaa) é um dos sete Manuscritos do Mar Morto descobertos nas cavernas de Qumran, a noroeste do Mar morto, em 1947. É o maior (734 cm) e mais bem preservado de todos os pergaminhos bíblicos, e o único que está quase completo. As 54 colunas contêm todos os 66 capítulos da versão hebraica do livro bíblico de Isaías. Datado de 125 a.C., é também um dos mais antigos dos encontrados no Mar Morto, que são cerca de uns mil anos mais velhos do que os mais antigos manuscritos massorético da Bíblia hebraica conhecidos por nós. Na comparação com o texto massorético de mais de mil anos mais tarde, encontraram-se apenas diferenças menores, na maioria dos casos somente referente a grafia.
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| Fonte: The Digital Dead Sea Scrolls - The Great Isaiah Scroll |
O Codex Aleppo ou Códice de Alepo no (Hebraico: כֶּתֶראֲרָםצוֹבָא, (sˁovɔʔ ʔăɾɔm de kɛθɛɾ) Keter Aram Tsova é o mais antigo e completo manuscrito da Bíblia Hebraica de acordo com o Tiberiano Massorá, produzido e editado pelo respeitado massoreta Aaron ben Moses ben Asher.
Datado de 930 d.C., cerca um terço dele, inclui quase toda a Torá. Considera-se o manuscrito original de maior autoridade massoreta, que segundo a tradição familiar, estas Escrituras Hebraicas foram preservadas de geração em geração. Assim o Códice de Alepo é visto como fonte original e a maior autoridade para o texto bíblico e os rituais judaicos. Este provou ter sido o texto mais fiel aos princípios dos Massoretas.
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| Deuteronômio |
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| Salmos |
As fotos apresentam parte do Códice de Alepo. Queira notar que a letra hebraica é a letra central dos Salmos. A nota marginal massorética chama atenção especial para esta letra. Os primitivos escribas até mesmo contavam as letras que copiavam, como forma de evitar eventuais erros.
Escrituras Gregas Cristãs:
O Papyrus P52 da Biblioteca de Rylands, conhecido como o fragmento de São João, é um fragmento de papiro exposto na Biblioteca de John Rylands, Manchester, Reino Unido.
Escrito em Grego, o papiro contém parte do Evangelho segundo João, sendo que na frente contém partes do capítulo 18 e versículos 31-33, e no verso, os versículos 37-38.
Embora Rylands P52 seja aceito geralmente como registro canônico, ainda não há um consenso entre os críticos sobre a datação exata do papiro. Alguns historiadores afirmam que o papiro com o texto do Evangelho de João (18:31-33,37-38), teria sido escrito entre o período de 100 a 125 d.C.. Outros argumentam que o estilo da escrita, leva a uma data entre o anos 125 e 160 d.C..
Independentemente destas diferenças, o manuscrito foi amplamente aceito como o texto mais antigo de um evangelho canônico, tornando-se assim, o primeiro documento que cronologicamente refere-se a pessoa de Jesus. De qualquer modo, o papiro que conta parte da história de Jesus de Nazaré, remonta há poucos anos após a morte de seu discípulo João, escritor do Evangelho que leva este nome.
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| Ambos os lados (frente e verso) do papiro Rylands 457 |
O Papiro Rylands 457 (P52) — ambos os lados dum fragmento do Evangelho de João, que data de apenas poucas décadas depois da escrita do original.
Manuscrito Sinaítico — Um dos manuscritos mais importantes da Bíblia é um códice de velino, do quarto século d.C., contendo todas as Escrituras Gregas Cristãs e parte da tradução Septuaginta grega das Escrituras Hebraicas. Está em forma dum livro e cada página contém quatro colunas, exceto os livros poéticos do Velho Testamento, os quais têm somente duas.
Não podemos deixar de contar por extenso a história do seu descobrimento. O Dr. Tischendorf, sábio alemão, muito famoso pela sua devoção à procura e ao estudo de manuscritos antigos da Bíblia, visitou o Convento de Santa Catarina, perto do monte Sinai, em 1844, quando descobriu este valioso documento.
No Mosteiro de Sta. Catarina, junto ao monte Sinai, onde se descobriu o Manuscrito Sinaítico, de acordo com o Dr. Tischendorf, algumas folhas deste manuscrito valioso estavam num cesto de papel, aguardando para serem queimadas. No corredor do convento estavam numa cesta cheia de folhas de pergaminho, prontas para serem atiradas ao fogo, e ele foi informado de que mais duas cestas já haviam sido queimadas, antes. Ao examinar o conteúdo da cesta ficou surpreso em encontrar folhas de pergaminho do Velho Testamento em grego, as mais velhas que ele tinha visto.

O Dr. Tischendorf depositou a porção das folhas na biblioteca real, em Leipzig, e deu-lhe o nome de “Códex Frederico Augustus”, em reconhecimento do patrocínio do rei da Saxônia.
No ano de 1859 voltou mais uma vez ao convento, mas desta vez com uma comissão do imperador da Rússia. A sua visita estava a concluir-se sem resultado, quando, na véspera da sua partida, passeando na chácara com o despenseiro do convento, este o convidou a tomar uma refeição na sua cela. Enquanto estavam conversando, o frade puxou um embrulho enrolado em pano vermelho, que continha não somente alguns fragmentos vistos na primeira visita, mas ainda outras partes do Velho Testamento e o Novo Testamento completo, junto com alguns outros escritos.
Mais tarde, por influência do mesmo imperador da Rússia, o manuscrito foi obtido do convento e levado à biblioteca imperial em Leningrado, e tornando-se, assim, o mais precioso tesouro da Igreja Grega.
Já, o Codex Vaticanus, também conhecido como Manuscrito 'B' ou 03 (Gregory-Aland), é um dos mais antigos manuscritos da Bíblia em grega (Antigo e Novo Testamento) e um dos quatro grandes códices unciais (o termo uncial refere-se a uma grafia particular, empregadas tanto para o alfabeto latino, quanto para o grego, utilizada, caracteristicamente, a partir do século III até século VIII nos manuscritos).
O Codex é nomeado em função do seu lugar de conservação, que é na Biblioteca do Vaticano, onde tem sido mantido desde pelo menos o século 15. Ele está escrito em 759 folhas de pergaminho em letras unciais e foi datado paleograficamente como elaborado no século 4.
O manuscrito se tornou conhecido por estudiosos ocidentais como resultado da correspondência entre Erasmo e os prefeitos da Biblioteca do Vaticano. A similaridade do texto com os papiros da versão Copta (incluindo a formação de algumas letras), paralelas com as do cânon de Atanásio (de 367) sugere que ele é um membro principal do texto-tipo Alexandrino.
O Codex Vaticanus é um dos manuscritos mais importantes para o criticismo textual, notadamente os textos gregos do Novo Testamento. Até a descoberta por Tischendorf do texto Sinaiticus, o Codex Vaticanus era um sem concorrência e incomparável mas, a existência dos dois códices, ao invés de diminuir a importância de um, aumenta a importância de ambos.
Não obstante as variações de texto e mesmo de estilo, Codex Sinaiticus e Códice Vaticano, ambos, são dois dos grandes códices unciais, representantes do texto tipo alexandrino, considerados excelentes testemunhas do manuscrito do texto do Novo Testamento. Edições mais críticas do Novo Testamento grego dão prioridade a esses dois principais manuscritos unciais, e a maioria das traduções são baseadas em seus textos. O documento foi amplamente usada por Westcott e Hort em sua edição de O Novo Testamento no original grego em 1881.
Neste linque, o leitor mais interessado poderá encontrar o Anexo: Lista de manuscritos unciais do Novo Testamento Grego, na Wikipédia.
A integridade da Bíblia para com a verdade mostra-se sólida em qualquer ponto que possa ser testada. Sua história é exata e se pode confiar nela.
Por exemplo, o que ela diz sobre a queda de Babilônia diante dos medos e dos persas não pode ser refutado com êxito (Jeremias 51:11, 12, 28; Daniel 5:28), tampouco o pode o que ela diz sobre pessoas tais como o babilônio Nabucodonosor (Jeremias 27:20; Daniel 1:1); o egípcio Rei Sisaque (1 Reis 14:25; 2 Crônica 12:2); os assírios Tiglate-Pileser III e Senaqueribe (2 Reis 15:29; 16:7; 18:13); os imperadores romanos Augusto, Tibério e Cláudio (Lucas 2:1; 3:1; Atos 18:2); romanos tais como Pilatos, Félix e Festo (Atos 4:27; 23:26; 24:27), nem o que ela diz sobre o templo de Ártemis, em Éfeso, e sobre o Areópago, em Atenas (Atos 19:35; 17:19-34).
O que a Bíblia diz sobre estes e outros lugares, pessoas ou eventos é historicamente exato em todos os pormenores.
A Veracidade da Bíblia:
Diz Sir Henry Rawlinson: “Se nos guiássemos pela mera interseção das veredas linguísticas, e de modo independente de toda referência ao registro bíblico, deveríamos ainda ser levados a nos fixar nas planícies de Sinear, como o foco de onde radiaram as várias linhas.” (The Historical Evidences of the Truth of the Scripture Records (As Evidências Históricas da Verdade dos Registros das Escrituras), de G. Rawlinson, 1862, p. 287); (Gên 11:2-9).
A Bíblia estabelece princípios do que é certo e do que é errado para todos os cristãos, que servem de guia para transações comerciais justas (Mateus 7:12; Levíticos 19:35, 36; Provérbios 20:10; 22:22, 23), para a diligência (Efésios 4:28; Colossenses 3:23; 1 Tessalonicenses 4:11, 12; 2 Tessalonicenses 3:10-12), para a conduta moral pura (Gálatas 5:19-23; 1 Tessalonicenses 4:3-8; Êxodo 20:14-17; Levítico 20:10-16), para associações edificantes (1 Colossenses 15:33; Hebreus 10:24, 25; Provérbios 5:3-11; 13:20) e para as boas relações familiares (Efésios 5:21-33; 6:1-4; Colossenses 3:18-21; De 6:4-9; Provérbios 13:24).
Conforme disse certa vez o famoso educador William Lyon Phelps: “Creio que o conhecimento da Bíblia sem um curso universitário é mais valioso do que um curso universitário sem a Bíblia.” (The New Dictionary of Thoughts [O Novo Dicionário de Pensamentos], p. 46). Também John Quincy Adams escreveu a respeito da Bíblia: “Dentre todos os livros do mundo, ela é o que mais contribui para tornar os homens bons, sábios e felizes.” — Letters of John Quincy Adams to His Son (Cartas de John Quincy Adams ao Seu Filho), 1849, p. 9.
Procissões triunfais de exércitos vitoriosos, junto com os seus cativos, eram comuns nos tempos romanos. (2 Colossenses 2:14) A hospitalidade para com estranhos, o modo de vida oriental, a maneira de comprar propriedade, processos jurídicos em fazer contratos, e a prática da circuncisão entre os hebreus e outros povos, são mencionados na Bíblia, e em todos esses pormenores a Bíblia é exata. (Gênesis 18:1-8; 23:7-18; 17:10-14; Jeremias 9:25, 26).
Os pecados de grandes personagens, tais como Davi e Salomão, não foram encobertos, mas foram relatados na Bíblia. (2 Samuel 11:2-27; 1 Reis 11:1-13). Jonas contou a sua própria desobediência. (Jonas 1:1-3; 4:1) Os outros profetas, igualmente, demonstraram esta mesma qualidade franca e cândida.
Escritores das Escrituras Gregas Cristãs mostraram a mesma consideração pelo relato verídico como a demonstrada nas Escrituras Hebraicas. Paulo fala sobre o seu anterior proceder pecaminoso na vida, como ferrenho opositor, perseguidor dos primeiros cristãos; sobre Marcos não perseverar na obra missionária; e também se relatam os erros do apóstolo Pedro. (Atos 22:19, 20; 15:37-39; Gálatas 2:11-14) Tais relatos, francos e abertos aumentam a confiança na afirmação da Bíblia de ser honesta e veraz.
A Trajetória da Bíblia Durante o Final da Antiguidade:
Algumas das primeiras traduções da Torá judaica começaram durante o primeiro exílio na Babilônia, quando o aramaico passou a ser a língua dos judeus. Com a maioria das pessoas falando aramaico e não compreendendo hebraico, os Targumim foram criados para permitir que a pessoa comum compreendesse a Torá quando era lida nas antigas sinagogas.
O movimento mais conhecido de tradução dos livros da Bíblia apareceu no 3º século a.C. A maioria dos Tanakh existia em hebraico, mas muitos reuniram-se no Egito, onde Alexandre o Grande tinha fundado a cidade de Alexandria que ostenta o seu nome, que criou e manteve a maior e mais importante biblioteca da antiguidade. De uma vez, um terço da população da cidade era judeu.
No entanto, não foram encontradas grandes traduções gregas (como a maioria dos judeus continua a falar o aramaico uns aos outros) até Ptolomeu II Filadelfo contratar um grande grupo de judeus (entre 15 e 72 de acordo com diferentes fontes) que tivesse uma capacidade fluente tanto em Koiné quanto em hebraico. Estas pessoas produziram a tradução agora conhecida como a Septuaginta.
A Bíblia cristã canônica foi formalmente estabelecida pelo Bispo Cirilo de Jerusalém em 350 d.C. e, embora tivesse sido geralmente aceita pela Igreja anteriormente, só foi confirmada pelo Concílio de Laodicéia em 363, estando ausente, ainda, o livro de Apocalipse e, posteriormente, estabelecido por Atanásio de Alexandria em 367, já com o Apocalipse adicionado, e a tradução da Vulgata latina de São Jerônimo datada entre 382 e 420 d.C.
A Trajetória da Bíblia da Idade Média até Hoje:
Durante os vários séculos da Idade Média, a tradução, sobretudo do Antigo Testamento foi desencorajada pelos oficiais da Igreja. O inglês John Wycliffe (ou Wyclif, 1328 — 31 de dezembro 1384), professor da Universidade de Oxford, teólogo e reformador religioso inglês, considerado precursor das reformas religiosas cristãs que ocorreram a partir do século XVI, organizou um projeto de tradução das Escrituras, defendendo que a Bíblia deveria ser a base de toda a doutrina da Igreja e a única norma da fé cristã.
Em seu livro "De sufficientia legis Christi" ele pregou: "A verdadeira autoridade emana da Bíblia, que contém o suficiente para governar o mundo". Wycliffe afirmava que na Bíblia se encontra a verdade, a fonte fundamental do Cristianismo e que, por isso, sem o conhecimento da Bíblia não haveria paz para o homem, quer seja na Igreja ou na sociedade. Com isso considerou-se que ele contrapunha "a autoridade das escrituras" acima da "autoridade da Igreja", porquanto, de fato ele apregoou: "Enquanto temos muitos papas e centenas de cardeais, suas palavras só podem ser consideradas se estiverem de acordo com a Bíblia". Idêntico princípio seguiria Lutero mais de 100 anos depois, ao liderar a Reforma Protestante.
Wycliffe acreditava que a Bíblia deveria ser um bem comum de todos os cristãos e precisaria estar disponível para uso cotidiano, na língua nativa das várias populações. Partes da Bíblia já haviam sido traduzidas para o inglês, mas não havia uma tradução completa. Wycliffe atribuiu a si mesmo esta tarefa e. embora não se possa definir exatamente a sua parte na tradução, que foi baseada na Vulgata, não há dúvidas de que foi uma importante iniciativa e que o sucesso do projeto foi devido à sua tradução clara e uniforme do Novo Testamento, enquanto seu amigo Nicholas de Hereford traduziu o Antigo Testamento. Ambas as traduções foram revisadas por John Purvey em 1388, quando então a população de língua materna inglesa, em massa, poderia ter acesso à Bíblia em seu próprio idioma.
Todavia, durante a Idade Média, o fato é que os livros eram raros e caros, principalmente pelo fato de serem feitos à mão e, infelizmente, a Bíblia não era exceção.
Historicamente, outro fato era que, o uso exclusivo do Latim era comum a todos os tipos de livros, incluindo as publicações científicas, dado a universalidade da língua, herança da predominância da influencia do Império Romano, semelhante ao que tende ocorrer, nos dias atuais, com a língua inglesa. O seu reconhecimento erudito e intelectual do Latim na Europa Ocidental, regra válida também para a Bíblia.
Neste sentido, a tradução de Wycliffe da Bíblia para o inglês pode ser entendida como mais movida pelo nacionalismo inglês e menos por uma inclinação popular de democratização de acesso. Os pobres continuaram sem ter acesso a mesma por dois motivos:
- O primeiro é que ela era cara, por causa de sua confecção ainda manual e;
- O segundo era que o povo, em sua maioria, continuava analfabeto;
A grande difusão da Bíblia só se tornaria, de fato, possível com a invenção da imprensa no século XV e a universalização da educação e, consequente alfabetização que, infelizmente só começaria a partir do século XIX. Então, somente após o século XIX reuniram-se as condições para a Bíblia se tornar um livro popular.
Assim como já havia ocorrido antes França, ainda no final do século XII (1), a igreja oficial denunciou também a tradução de Wycliffe como não autorizada e, apesar do empenho da hierarquia eclesiástica em destruir as traduções em razão daquilo que consideravam como erros de tradução e comentários equivocados, a Bíblia de Wycliffe foi amplamente distribuída por toda a Inglaterra.
Existem, ainda, cerca de 150 manuscritos, parciais ou completos, contendo a tradução de Wycliffe em sua forma revisada. Disso podemos inferir o quão difundida essa tradução foi no século XV, razão pela qual os partidários de Wyclif eram chamados de "homens da Bíblia" por seus críticos. Assim como a versão de Lutero teria, posteriormente, grande influência sobre a língua alemã, também a versão de Wycliffe influenciou o idioma inglês, pela sua clareza, força e beleza.
A Bíblia revela que Deus reconhece a necessidade humana de que cada povo se comunique na sua própria língua nativa. A própria diversidade de línguas foi criada por Ele e, disso derivou também a diversidade das famílias e de suas tradições, das nações e as suas culturas.
Foi por isso que Ele bem proveu o milagre conhecido por dom de línguas, descrito no segundo capítulo dos Atos dos Apóstolos, durante o período da festa da colheita, no dia em que os Judeus comemoravam a entrega dos Dez mandamentos no Monte Sinai, cinquenta dias depois do Êxodo, dia que era conhecido no tempo de Jesus pelo termo grego Pentecostes.
No referido livro, muito embora seja perfeitamente possível que os apóstolos pudessem ser movidos a falar em qualquer língua estrangeira, o fenômeno é melhor evidenciado com o fato de os estrangeiros presentes em Jerusalém, junto aos apóstolos e aos primeiros cristãos, poderem entender o que eles lhes diziam na pregação em seu próprio idioma: "porque cada um os ouvia falar na sua própria língua" (Atos 2:6) mas não evidencia, necessariamente, que as falas fossem pronunciada em uma língua estrangeira.
Isso é ainda corroborado em mais um versículo: "Como, pois, os ouvimos, cada um, na nossa própria língua em que somos nascidos?" (Atos 2:8). Contudo, de fato todos consideram que era algo maravilho da parte de Deus aquilo quer Ele fazia ali, pois, "Partos e medos, elamitas e os que habitam na Mesopotâmia, Judeia, Capadócia, Ponto e Ásia, e Frígia e Panfília, Egito e partes da Líbia, junto a Cirene, e forasteiros romanos, tanto judeus como prosélitos, cretenses e árabes, todos nós temos ouvido em nossas próprias línguas falar das grandezas de Deus. E todos se maravilhavam e estavam suspensos, dizendo uns para os outros: Que quer isto dizer?" (Atos 2:9-12).
As pessoas se sentiram tão gratificadas em poder ouvir as boas novas da parte de Deus em sua própria língua que, "de sorte que foram batizados os que de bom grado receberam a sua palavra; e naquele dia agregaram-se quase três mil almas, e perseveravam na doutrina dos apóstolos, e na comunhão, e no partir do pão, e nas orações." (Atos 2:41-42).
A minha língua nativa, por exemplo é o Português, uma língua românica flexiva originada no galego-português, que foi primeiramente falado no Reino da Galiza e no Norte de Portugal e que, muito embora tenha um substrato céltico-lusitano, resultante da língua nativa dos povos ibéricos pré-romanos que habitavam a parte ocidental da península Ibérica (Galaicos, Lusitanos, Célticos e Cônios), é fortemente derivada do latim vulgar, introduzido no oeste da península Ibérica há cerca de dois mil anos.
Todavia, nem por isso eu tenho facilidade natural em entender mensagens escritas em Latim e, mesmo a língua castelhana me é de difícil compreensão, ao passo que em Inglês eu me tornei alfabetizado por força de circunstâncias do meu trabalho. Assim, ao longo da história humana, a fim de que se cumpra o que está pactuado em Mateus 24:14: "E este evangelho do reino será pregado em todo o mundo, em testemunho a todas as nações, e então virá o fim.", Jeová sempre apoiou a tradução da Bíblia para toda e qualquer língua existente na face da Terra.
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| Prensa de tipos móveis primitiva |
Essa Bíblia é considerada o incunábulo mais importante, pois marca o início da mecanização que levou a produção em massa de livros no Ocidente. Uma cópia completa da Bíblia de Gutenberg possui 1282 páginas, com texto em duas colunas; a maioria era encadernada em dois volumes. Essa Bíblia contém 73 livros, dividida em Antigo Testamento e Novo Testamento. Acredita-se que 180 cópias foram produzidas, 45 em pergaminho e 135 em papel. Elas foram impressas, rubricadas e iluminadas à mão em um período de três anos, resultando em uma verdadeira arte, com um elevado padrão estético.
Na Europa renascentista, a chegada de impressão por prensa de tipos móveis iniciou a era da comunicação de massa que alterou a estrutura da sociedade: uma só prensa móvel podia produzir 3.600 páginas por dia, propiciando a circulação relativamente irrestrita de informação e ideias (revolucionárias), que transcenderam fronteiras, galvanizaram as massas para a Reforma Protestante e ameaçou o poder de autoridades políticas e religiosas.
O aumento acentuado da literacia quebrou o monopólio de uma elite letrada sobre a educação e aprendizagem, e reforçou a emergente classe média. Em toda a Europa acelerou o florescimento das línguas vernáculas em detrimento do latim, que perdeu o seu estatuto de língua franca.
No século 16, a Reforma mudou radicalmente o cenário religioso europeu. Vítimas de intolerância podiam procurar reconhecimento legal no seu próprio país ou emigrar em busca de condições mais favoráveis. A ideia de heresia também se tornou menos importante, visto que muitos haviam começado a questionar a ortodoxia religiosa estabelecida.
Já em 1523, o bem-conhecido reformador Martinho Lutero mencionou os valdenses, possivelmente a mais antiga congregação cristã da Europa pre-reforma. Em 1526, um dos barbes (pastores) valdenses levou aos Alpes as notícias sobre os acontecimentos religiosos na Europa. A isto seguiu-se um período de intercâmbio, durante o qual comunidades protestantes compartilhavam idéias com os valdenses.
Em meados de setembro de 1532, os barbes valdenses realizaram uma conferência, em Chanforan, uma pequena vila perto de Turim, Itália. Os protestantes haviam sido convidados e, por intermédio da argumentação de um dos reformadores mais entusiasmados, Guillaume Farel, os valdenses foram incentivados a patrocinar a primeira tradução da Bíblia das línguas originais para o francês. Impressa em 1535, ela ficou mais tarde conhecida como a Bíblia Olivétan.
Quando os pastores valdenses lhe mostraram suas antigas Bíblias escritas à mão em seu próprio dialeto, ele os convenceu a financiar a impressão de uma Bíblia em francês. Em contraste com a versão de 1523 de Lefèvre d’Étaples, baseada no latim, essa Bíblia era para ser traduzida do hebraico e do grego originais. Mas quem seria capaz de realizar essa tarefa?
O nome pelo qual essa Bíblia ficou conhecida deveu-se ao seu tradutor, Pierre Robert, mais conhecido como Olivétan, um jovem professor nascido na região de Picardia, norte da França. Olivétan, primo de João Calvino, foi um dos primeiros reformadores e era um homem de confiança no meio protestante. Ele também havia passado vários anos em Estrasburgo, estudando diligentemente os idiomas bíblicos.
Assim como Farel e muitos outros, Olivétan havia se refugiado na Suíça. Seus amigos imploraram para ele aceitar esse projeto de tradução. Depois de recusar várias vezes, ele finalmente aceitou a comissão de traduzir a Bíblia “com base nos idiomas hebraico e grego para o francês”. Ao mesmo tempo, os valdenses deram 500 das 800 moedas de ouro — uma fortuna — necessárias para financiar uma gráfica.
No entanto, ironicamente, a maioria dos próprios valdenses, que foram os financiadores do projeto, não entendia o francês. Apesar de terem sido produzidos mil exemplares da Bíblia de Olivétan, eles não tiveram boa saída. Isso porque não havia um bom sistema de distribuição e também porque a língua francesa estava passando por rápidas mudanças.
Por outro lado, também, um volume de 5 quilos não era o ideal para pregadores viajantes ou para leitores que o tinham que fazê-lo como clandestinos, haja visto que naquela época, na França, assim como em toda a Europa, a igreja oficial estava atrás dos reformadores, com força militar policial, num esforço de erradicar suas doutrinas.
Em 1644, com apenas 16 anos de idade, o português João Ferreira de Almeida começou a traduzir para o português, por iniciativa própria, parte dos Evangelhos e das Cartas do Novo Testamento em espanhol. Além da Versão Espanhola, Almeida usou como fontes nessa tradução as Versões Latina (de Beza), Francesa e Italiana - todas elas traduzidas do grego e do hebraico. Terminada em 1645, essa tradução de Almeida não foi publicada. Mas o tradutor fez cópias à mão do trabalho, as quais foram mandadas para as congregações de Málaca, Batávia e Ceilão (hoje Sri Lanka). Mais tarde, Almeida tornou-se membro do Presbitério de Málaca.
No tempo de Almeida, um tradutor para a língua portuguesa era muito útil para as igrejas daquela região. Além de o português ser o idioma comumente usado nas congregações presbiterianas, era o mais falado em muitas partes da Índia e do Sudeste da Ásia. Acredita-se, no entanto, que o português empregado por Almeida tanto em pregações como na tradução da Bíblia fosse bastante erudito e, portanto, difícil de entender para a maioria da população. Essa impressão é reforçada por uma declaração dada por ele na Batávia, quando se propôs a traduzir alguns sermões, segundo palavras, "para a língua portuguesa adulterada, conhecida desta congregação".
Após passar por várias tribulações, Almeida retomou o trabalho de tradução da Bíblia, iniciado na juventude, partir de 1663, quando trabalhou na congregação de fala portuguesa da Batávia, onde ficou até o final da vida. Foi somente então que passou a dominar a língua holandesa e a estudar grego e hebraico. Em 1676, Almeida comunicou ao presbitério que o Novo Testamento estava pronto. Aí começou a batalha do tradutor para ver o texto publicado - ele sabia que o presbitério não recomendaria a impressão do trabalho sem que fosse aprovado por revisores indicados pelo próprio presbitério. E também que, sem essa recomendação, não conseguiria outras permissões indispensáveis para que o fato se concretizasse: a do Governo da Batávia e a da Companhia das Índias Orientais, na Holanda.
Em 1681, a primeira edição do Novo Testamento de Almeida finalmente saiu da gráfica. Um ano depois, ela chegou à Batávia, mas apresentava erros de tradução e revisão. O fato foi comunicado às autoridades da Holanda e todos os exemplares que ainda não haviam saído de lá foram destruídos, por ordem da Companhia das Índias Orientais. As autoridades Holandesas determinaram que se fizesse o mesmo com os volumes que já estavam na Batávia. Pediram também que se começasse, o mais rápido possível, uma nova e cuidadosa revisão do texto.
Enquanto progredia a revisão do Novo Testamento, Almeida começou a trabalhar com o Antigo Testamento. Em 1683, ele completou a tradução do Pentateuco (os cinco primeiros livros do Antigo Testamento). Iniciou-se, então, a revisão desse texto, e a situação que havia acontecido na época da revisão do Novo Testamento, com muita demora e discussão, acabou se repetindo. Já com a saúde prejudicada - pelo menos desde 1670, segundo os registros --, Almeida teve sua carga de trabalho na congregação diminuída e pôde dedicar mais tempo à tradução. Mesmo assim, não conseguiu acabar a obra à qual havia dedicado a vida inteira.
Em 1691, no mês de outubro, Almeida morreu. Nessa ocasião, ele havia chegado até Ezequiel 48:21. A tradução do Antigo Testamento foi completada em 1694 por Jacobus op den Akker, pastor holandês. Depois de passar por muitas mudanças, ela foi impressa na Batávia, em dois volumes: o primeiro em 1748 e o segundo, em 1753.
No século XIX, a substituição imprensa operada manualmente ao estilo de Gutenberg por prensas rotativas inicialmente movidas a vapor permitiu a impressão escala industrial, enquanto no estilo ocidental de impressão foi adotado em todo o mundo, tornando-se praticamente o único meio para a impressão em massa moderna.
Entretanto, como já discutimos aqui, tudo isso ainda não bastava: as pessoas precisavam aprender a ler.
Historicamente, o povo judeu sempre colocou um valor alto em educação, mantendo-se conscientes de quão importante é a educação para o sucesso das pessoas e para a tradição judaica, de lutar por justiça social e exigência por participação na reparação de nosso mundo quebrado, torna os procedimentos domésticos judaicos para alfabetização um passo natural.
A tradição judaica de alfabetização de crianças, também, sempre se deu por motivos religiosos, pela necessidade da constante leitura da Torá.
No século 18, ainda não havia nenhuma escola pública na Inglaterra, apenas escolas particulares, privilégio das classes mais abastadas que podiam pagar os custos altos. Assim, as crianças pobres, na verdade os filhos dos operários das indústrias da recém inaugurada revolução industrial inglesa, ficaram sem estudar; trabalhando todos os dias nas fábricas, menos aos domingos, quando, fatigados, seus pais não conseguiam contê-las de permanecerem nas ruas das cidades.
O entusiasmo das crianças era comovente e contagiante mas, nem todas elas aceitavam trocar a sua liberdade de rua do domingo, por ficar sentadas em uma sala de aula, mas eventualmente todos que compareciam estavam aprendendo a ler, escrever e fazer as somas de aritmética, enquanto Robert Raikes, fazia campanhas através de seu jornal para angariar doações de material escolar, de dinheiro e outros recursos, provendo, além da educação, também agasalhos, roupas, sapatos e o almoço aos domingos para as crianças pobres.
Em pouco tempo, as crianças aprenderam não somente da Bíblia, mas lições de moral, de ética, e educação religiosa. Era uma verdadeira educação cristã. Havia nestas alturas algumas igrejas que estavam abrindo as suas portas para classes bíblicas dominicais, vendo o efeito salutar que estas tinham sobre as crianças e jovens da cidade. Grandes homens da igreja, tais como João Wesley, o fundador do metodismo, logo ingressaram entusiasticamente na obra de Raikes, julgando-a ser um dos trabalhos mais eficientes para o ensino da Bíblia.
Embora o trabalho tivesse começado em 1780, a organização da Escola Dominical em caráter permanente, data de 1782. No dia 3 de novembro de 1783 é celebrada a data de fundação da Escola Dominical. A primeira Associação da Escola Dominical foi fundada na Inglaterra em 1785, e no mesmo ano, a União das Escolas Dominicais foi fundada nos Estados Unidos. Entre as igrejas protestantes, a Metodista se destacou como a pioneira da obra de educação religiosa, pela visão do seu dinâmico fundador João Wesley, em abraçar formalmente a causa.
A Escola Bíblica Dominical surgiu no Brasil em 1855, muito antes das escolas públicas, em Petrópolis (RJ). O jovem casal de missionários escoceses, Robert e Sarah Kalley, chegou ao Brasil naquele ano e logo instalou uma escola para ensinar a Bíblia para as crianças e jovens daquela região. A primeira aula foi realizada no domingo, 19 de agosto de 1855, com somente cinco participaram, mas Sarah, contente com “pequenos começos”, contou a história de Jonas, mais com gestos, do que palavras, porque estava só começando a aprender o português. Ela viu tantas crianças pelas ruas que seu coração almejava ganhá-las para Jesus. A semente do Evangelho foi plantada em solo fértil.
Com o passar do tempo, aumentou tanto o número de pessoas estudando a Bíblia, que o missionário Kalley iniciou aulas para jovens e adultos. Vendo o crescimento, os Kalleys resolveram mudar para o Rio de Janeiro, para dar uma continuidade melhor ao trabalho e aumentar o alcance do mesmo. Este humilde começo de aulas bíblicas dominicais deu início à Igreja Evangélica Congregacional no Brasil.
Deste modo, no final do século 19, a maioria dos governos países das regiões Ocidental, Central e parte do Leste da Europa, passaram a oferecer para o povo, gratuitamente e de forma massiva, o ensino fundamental em leitura, escrita e aritmética. Isso começou, em parte porque os políticos passaram a acreditar que a educação era necessária para um comportamento social e político ordenado, dentro das sociedades industrializadas, mesmo que independente do ensino da Bíblia e da fé cristã.
Atualmente, a distribuição da Bíblia (inteira ou em partes), pelo mundo, já atingiu a marca de mais de dois bilhões de exemplares em mais de 1.800 línguas. Mas isto não foi conseguido sem grande oposição de muitos lados. De fato, a Bíblia tem tido mais inimigos do que qualquer outro livro; alguns papas e concílios até mesmo proibiram simples leitura da Bíblia sob pena de excomunhão.
Milhares de amantes da Bíblia perderam a vida, e milhares de exemplares da Bíblia foram entregues às chamas. Uma das vítimas na luta da Bíblia para sobreviver foi o tradutor William Tyndale, que certa vez declarou num debate com um clérigo: “Se Deus me poupar a vida, farei com que, antes de se passarem muitos anos, o rapaz que maneja o arado saiba mais sobre as Escrituras do que tu sabes.” (Actes and Monuments (Atos e Monumentos), de John Foxe, Londres, 1563, p. 514.).
Todo o crédito e agradecimento pela sobrevivência da Bíblia em face de tal oposição violenta cabe ao próprio Deus Jeová, o Preservador da sua Palavra e de todos os seus propósitos. E assim, a Bíblia chegou até nós.
Este fato dá sentido adicional à citação do apóstolo Pedro, tirada do profeta Isaías: “Toda a carne é como a erva, e toda a sua glória é como flor da erva; a erva se resseca e a flor cai, mas a declaração de Jeová permanece para sempre.” (1 Pedro 1:24, 25; Is 40:6-8).
Portanto, faremos bem em “prestar atenção a ela como a uma lâmpada que brilha em lugar escuro”, neste século 21. (2 Pedro 1:19; Salmos 119:105).
O homem cujo “agrado é na lei de Jeová, e na sua lei ele lê dia e noite em voz baixa”, e que coloca em prática as coisas que lê, é o que prospera e é feliz. (Salmos 1:1, 2; Josué 1:8).
Para ele, as leis, as advertências, as ordens, os requerimentos, os mandamentos e as decisões judiciais de Jeová, contidos na Bíblia, são “mais doces do que o mel”, e a sabedoria derivada destes é ‘mais desejável do que o ouro, sim, mais do que muito ouro refinado’, porque significa a sua própria vida. — Salmos 19:7-10; Provérbios 3:13, 16-18;
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