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sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

Um Breve Histórico dos Conflitos entre a Europa e o Oriente Médio



A Europa, nomeadamente a Grécia Antiga, é considerada o berço da cultura ocidental. O uso do termo "Europa" desenvolveu-se gradualmente ao longo da história. Na antiguidade, o historiador grego Heródoto. que apesar de ser grego havia nascido em Halicarnasso, hoje Bodrum, na Turquia, em provável referência a mapas desenhados por Hecateu de Mileto (546 a.C. ~ 480 a.C.), de quem Heródoto foi continuador, descreve o mundo conhecido da época como tendo sido dividido em três continentes, sendo eles a Europa, a Ásia e a Líbia (África).

No entanto, os gregos não eram os viajantes e exploradores mais destacados da época. Tal honra ostentavam os fenícios, menos letrados que os gregos e, portanto, menos específicos, entre os quais Hanão. Os fenícios viveram na região que hoje chamamos de Oriente Médio, mais especificamente, ao longo das regiões litorâneas dos atuais Líbano, Síria e norte de Israel. A civilização fenícia foi uma cultura comercial marítima empreendedora que se espalhou por todo o mar Mediterrâneo durante o período que foi de 1500 a.C. a 300 a.C.

O Oriente Médio fica na junção da Eurásia, da África, do mar Mediterrâneo e do Oceano Índico. É o local de nascimento e centro espiritual do cristianismo, do islamismo, do judaísmo, e de várias outras religiões. Ao longo de sua história, o Oriente Médio tem sido um grande centro de negócios do mundo, uma área estratégica econômica e politicamente, e cultural e religiosamente sensível.

O moderno Oriente Médio surgiu após a Primeira Guerra Mundial, quando o Império Otomano, que havia sido aliado dos derrotados Impérios Centrais (a Alemanha e a Áustria-Hungria), foi dividido em vários estados. Outros acontecimentos marcantes nesta recente transformação foi a restabelecimento do Estado de Israel, em 1948, e a saída das potências europeias, nomeadamente a Grã-Bretanha e a França, que foram suplantadas em parte pela crescente influência dos Estados Unidos.

Atualmente, vários meios de comunicação veiculam episódios tristes que atestam a recorrência de confrontos entre os povos do Oriente e do Ocidente. De fato, analisando sob o ponto de vista histórico, podemos notar que estas duas regiões do planeta foram marcadas por experiências distintas, mas também por influencias mútuas. Contudo, seria possível afirmar que as diferenças e os conflitos, que persistem. simplesmente se resumem à relação entre as religiões que se desenvolveram nestes dois lados do planeta?

Muitos associam que os confrontos entre os povos do Oriente (mais especificamente do Oriente Médio) e do Ocidente (mais especificamente da Europa), se desenvolveu, tão somente, como um conflito entre cristãos e muçulmanos (ou islâmicos), e chamam a atenção para os movimentos cruzadista e, também, jihadistas, quando estes têm o significado de levar a cabo uma guerra pela fé contra os infiéis, chegando ao extremo das ações de terror, tanto da parte de supostos professos cristãos, quando muçulmanos.

O objetivo desta explanação é mostrar que o conflito existente entre os povos da Europa e do Oriente Médio é pré-existente ao islamismo e, até mesmo ao cristianismo, e que ele decorre da relação entre os grandes impérios da antiguidade, notadamente, o Impérios romano e os Impérios remanescentes dos Persas, além de conflitos ainda mais antigos, ocorridos vários séculos antes do Senhor Jesus ter vivido como homem.

Mapa do Mundo conhecido a partir do século V a.C., representação romana do desenho original de Hecateu de Mileto
A cadeia de conflitos entre os povos do ocidente e o oriente, de fato passou pela sua fase de conflito entre "cristãos" e "muçulmanos" e, as aspas que eu emprego aqui é para denotar que, apesar de a religião quase sempre ter sido usada como pretexto para guerras, muitas vezes tal pretexto foi empregado. tão simplesmente, para esconder a ganância, a vaidade, a cobiça e as ambições humanas, enquanto características espirituais humanas fluem e realizam as suas típicas empresas, por meio do uso de poderes imperiais que são instituídos pela humanidade, em seu próprio seio.

Tal cadeia de conflitos que ainda está em curso nos dias de hoje é, deveras, historicamente a mais antiga da humanidade. Ela passou pela "Primeira Cruzada", que foi proclamada em 1095, pelo papa Urbano II, com o objetivo duplo de auxiliar os cristãos ortodoxos do leste, e o de libertar Jerusalém e a Terra Santa do jugo muçulmano. Curioso foi que tal cruzada foi levada a cabo, apesar de os líderes da Igreja do Império Bizantino, que  também professava a fé cristã, mas seguiam o rito ortodoxo, e os lideres da Igreja de Roma, terem se excomungado mutuamente, por conta do chamado Grande Cisma do Oriente.

A Primeira Cruzada  se desdobrou em múltiplos movimentos, com ações bélicas de inspiração religiosa, que incluiu a "Cruzada Popular", a "Cruzada dos Nobres" e a "Cruzada de 1101", todas, de fato, sangrentas e pilhadoras (e depois vieram, ainda, a 2ª, a 3ª e a 4ª cruzadas).  Além disso, ela deu início a uma longa tradição de violência organizada e explicita também contra os judeus, apesar de já há séculos existir anti-semitismo, quase sempre de forma velada, na Europa.

Para os cristãos verdadeiros, envolvimento do termo “cristãos”em guerras cruéis, de cunho político e de interesses econômicos, tais como eram as motivações para as guerras que foram denominadas “cruzadas”, foi uma péssima ideia, algo historicamente lastimável. Tentar apresentar tais guerras como "guerras santas" equivaleu a tentar justificá-las por pretextos, e não por seus reais motivos, embora que o termo “guerra santa”, de fato, seja um jargão também originário do mundo dos muçulmano, como um ideal próprio que os impulsionou a conquistarem novas terras através dele, por meio da pressão imposta aos povos vizinhos que, ou se convertiam ou eram forçados a conversão, denominado “jihad menor”.

Todavia, os conflitos em questão,  não começaram ai, com as cruzadas, mas antes:

No século VIII, a cidade Barcelona foi conquistada pelo vizir árabe al-Hurr e iniciou-se um período de quase um século de domínio muçulmano, que terminou em 801, quando foi ocupada pelos carolíngios. Os carolíngios a converteram em capital do Condado de Barcelona. Porém, a potência econômica da cidade, e a sua localização estratégica fizeram com que os muçulmanos voltassem em 985, comandados por Almansor, ocupando-a, durante alguns meses, saqueando a cidade, incendiando os edifícios que eram destruindo até às fundações, as igrejas e a muralhas, além de matarem milhares de pessoas, e de escravizarem e transportarem para sul outra parte da população.

Eu particularmente penso que, só isso que foi narrado acima já deveria ter bastado para que parasse com os conflitos, uma vez que os povos compreendessem que, além do sofrimento resultante das hostilidades, nada mais poderiam resultar deles: Deveras, não poderá haver lado vencedor. Porém, infelizmente, os conflitos e hostilidades nunca mais cessaram.

Contudo eu afirmo a vocês que as hostilidades em questão, também não começaram ai. Assim, vamos voltar ainda um pouco mais no tempo, para tentar compreender se foi mesmo por causa de Barcelona que todo esse conflito começou.

Bem, é evidente que, antes do século VII a religião dos muçulmanos sequer existia, de modo que, se os conflitos forem anteriores, a origem deles pode não ser encontrada nos anseios de algum muçulmano que tivesse, algum, dia passado por Meca. Como eu pretendo demonstrar, tal origem é ainda mais antiga. e pode incluir acontecimentos que ocorreram mais cedo durante o Império Bizantino.

O Império  Bizantino foi a continuação do Império Romano durante a Antiguidade Tardia e a Idade Média, no oriente, inicialmente, fazendo parte do lado oriental do Império Romano (frequentemente chamada de Império Romano do Oriente). Sua capital foi Constantinopla (hoje a moderna Istambul), originalmente conhecida com Bizâncio. 

No ano de 285, o imperador Diocleciano dividiu a administração imperial romana em duas metades, e entre 324 e 330, após a conquista definitiva da cidade, Constantino transferiu a capital principal de Roma para Bizâncio, renomeando-a Nova Roma. Em homenagem a ele a cidade passaria, mais tarde, a ser conhecida como Constantinopla ("Cidade de Constantino"), enquanto o cristianismo passava a gozar mais e mais da preferência imperial, uma vez que Constantino concedeu-lhe generosos privilégios.

Por uma série de razões, mas que envolve, principalmente, ao fato do Império Romano do Oriente  preferir negociar acordos frente as ameaças de invasões “barbaras”, enquanto Roma preferia tentar enfrentá-las militarmente, o lado oriental do Império prosperava e se fortalecia, enquanto o lado ocidental declinava, sucumbindo ao alto custo de sua manutenção militar, até que no ano de 480 o lado oriental achou por bem tomar conta de tudo, com o rei Zenão, de Constantinopla, abolindo a divisão do império e tonando-se imperador único.

Odoacro, por sua vez, embora investido do título de rei, agora apenas governador da Itália, foi nominalmente subordinado de Zenão I, o imperador do Império reunificado. Todavia, Odoacro atuou com completa autonomia e acabou por apoiar uma rebelião contra o imperador. 

Para recuperar a Itália, Zenão negociou com o rei dos ostrogodos da Mésia, Teodorico, a quem enviou como mestre dos soldados da Itália (magister militum per Italiam), a fim de depor Odoacro. Teodorico chegou com seu exército à península Itálica em 488, onde venceu a Batalha de Isonzo e a de Milão (489) e a de Adda, em 490 e assediou Ravena. Este foi assassinado pelo próprio Teodorico durante um banquete em 493.

Teodorico, então, aproveitando-se de seu sucesso agiu, também, de modo independente e assassinou Odoacro, fundando, em seguida, o Reino Ostrogótico, do qual tornou-se rei, embora tal reino nunca tenha sido reconhecido como tal pelos imperadores orientais. Teodorico foi um governante hábil, que soube conservar o equilíbrio entre as instituições imperiais e as tradições bárbaras. Homem culto, educado na corte de Constantinopla, capital do Império Romano do Oriente, conseguiu ganhar a simpatia da aristocracia romana, cujos privilégios anteriores respeitou, e do povo, que assistia satisfeito à realização de obras públicas para a reconstrução e modernização de Roma. 

Após a morte de Teodorico, o imperador bizantino Justiniano I que não reconhecia a legitimidade do Reino Ostrogótico, invadiu a Itália, em 535,  com exército sob o comando do general bizantino Belisário, iniciando a "reconquista" da península itálica pelo Império Bizantino, que levaria quase duas décadas e seria mais destruidora que as invasões bárbaras dos dois séculos anteriores. Esse período foi denominado de Guerra Gótica.

Diante disso, já dá para começar a desconfiar, seriamente, que a origem dos conflitos entre o ocidente e o oriente (e não apenas entre "cristãos" e "muçulmanos", uma vez que, apesar de os cristãos já terem se multiplicado em número de pessoas dentre os povos, o islã ainda nem sequer existia no período cuja história do Império Bizantino foi relatado acima) tenha sido uma consequência da inconsequência do próprio Império Romano (o que isenta o islamismo de tê-los iniciado).

Abrangência do Império Romano do Oriente (ou Império Bizantino), no ano 600 d.C. (época da eminência do surgimento do islamismo)
Além disso, é notório que houveram, também, as chamadas Guerras Romano-Persas, que foram uma série de conflitos militares entre o Estado romano e os sucessivos impérios iranianos: a Pártia e a Sassânia. No tempo do  imperador bizantino Justiniano I, ao mesmo tempo em que seus generais se empenhavam contra os ostrogodos para reaver a Itália, as tropas do Império Romano do Oriente estavam, também, empenhadas em uma guerra contra os sassânidas da Pérsia.

A Pérsia, com um grande desenvolvimento cultural e militar, tornou-se um inimigo natural de Roma, e manteve-se como tal por vários séculos. Os romanos viram nos persas uma potência semelhante à deles próprios, e os grandes reis de Ctesifonte (uma grande cidade da Mesopotâmia e capital do Império Arsácida, um termo que provém de nome do rei Ársaces I da Pártia) viam os romanos da mesma forma. 

Os persas já há muito tempo denominam seus soberanos como "grande rei", o que lhes atribui uma grandeza similar à de augusto no Império Romano. As hostilidades entre estas potências iniciaram-se em 92 a.C. (portanto, bastante tempo antes do que se estabelece como início do cristianismo) e, embora a guerra entre os romanos e partas/sassânidas tenha durado sete séculos, as fronteiras entre eles costumava permanecer, aproximadamente, estável.

Ao longo de séculos foi como um jogo de cabo de guerra se seguiu: de ambos os ladfos, cidades, fortificações e províncias foram continuamente saqueadas, capturadas, destruídas e trocadas em acordos.

Nenhum dos lados tinha força logística, ou mão de obra, para manter longas campanhas longe de suas fronteiras e, portando, nem poderiam avançar muito longe sem arriscar esticá-las muito tenuemente. Ambos os lados fizeram conquistas além da fronteira, mas com o tempo o equilíbrio quase sempre terminava restaurado. 

Somente após muitos e muitos eventos políticos e militares, ao longo daqueles séculos, e de ter vindo a última e mais devastadora daquela série de guerras travadas entre o Império Bizantino e o Império Sassânida, que  incluiu o cerco de Constantinopla, em 626, foi que acabou havendo as invasões árabes muçulmanas, a partir de 632, que atingiu tanto o império Sassânida, quanto o de Bizantino, com efeito devastador logo após o fim do último conflito entre eles.

Mais uma vez, diante disso, dá para desconfiar, ainda mais seriamente, que a origem do conflito todo entre o ocidente e o oriente (e não entre "cristãos" e "muçulmanos") tenha sido uma consequência da inconsequência do próprio Império Romano, e do seu arqui inimigo, o Império Persa e seus remanescentes Impérios Iranianos. Portanto, que temos nós, cristãos verdadeiros, com tudo isso?

Para completar, ainda mais antiga é a história das chamadas Guerras Púnicas, entre as cidades de Roma, que  no meio do século 3 a.C. já era uma força militar que dominava toda a península Itálica, e de Cartago, originariamente uma colônia fenícia no norte da África, desde meados do século 9 a.C., que se tornou uma potência na Antiguidade, disputando com Roma o controle do mar Mediterrâneo. 

No século 9 a.C., a partir de Cartago, os fenícios fundaram entrepostos de comércio, também, no oeste da ilha da Sicília, a maior das ilhas do mar Mediterrâneo, separada da Calábria, na península Itálica, pelo estreito de Messina, que possui apenas três quilômetros de largura.

Mais tarde, no século 8 a.C., os gregos, por sua vez, colonizaram as costas leste e sul desta mesma ilha, região que se tornou conhecida como Magna Grécia, fundando prósperas colônias de comércio. Siracusa, por exemplo, foi fundada por Corinto por volta do ano 734 a.C., e se tornou a principal cidade da ilha sobre a qual a Grécia exerceu sua hegemonia. 

Devido à sua posição geográfica, a Sicília teve um papel de importância nos eventos históricos que tiveram como protagonistas os povos do Mediterrâneo da antiguidade, e entre os séculos 6 e 3 a.C. houveram frequentes hostilidades entre a Grécia e Cartago, envolvendo a Sicília e o controle da navegação comercial. Com o enfraquecimento do Império grego, a disputa em torno da Sicília passou a ser com Roma e, dessa disputa originaram-se as três Guerras Púnicas, ao final das quais Cartago estava destruída.

Área das operações da Primeira Guerra Púnica entre o Império Cartaginês e a República Romana
Em especial a Segunda Guerra Púnica foi resultado tanto do revanchismo cartaginense contra os pesados tributos impostos a eles pelos romanos pela ocasião da derrota de Cartago na Primeira Guerra Púnica, quanto contra os esforços de Roma para tomar suas novas colônias na península Ibérica, além de, simplesmente, por puro ódio a Roma, a qual, por sua vez, expressava desprezo aos cartagineses ao empregar o termo punica fides (dai derivando o termo guerra púnica), que significa, literalmente "Fé púnica", uma locução pejorativa que usavam para indicar a falta à palavra empenhada, um defeito de que acusavam os cartagineses que se recusaram a continuar pagando tributos.

Surge um grande general chamado Aníbal, com ódio a Roma criado e desenvolvido desde criança por seu pai. Aníbal acreditou ser capaz de derrotar o grande império com um exército de elefantes partindo do sul da península Ibérica, passando pelos Pirineus até atingir a península Itálica, pelo norte, algo que os romanos achavam impossível de ser realizado.

Considerando o caráter extremante difícil e arriscado da missão de Aníbal, ele foi relativamente bem sucedido ao atacar a Itália, causando enormes estragos e quase fazendo Roma capitular. Mas os romanos souberam contra-atacar, criando um cerco a Aníbal para acabar com suas provisões, ao mesmo tempo que fizeram um ataque direto a Cartago enquanto eram atacados pela mesma. Aníbal foi obrigado a recuar e voltar para defender seu país. Apesar dos esforços de Aníbal, Cartago teve de pedir a paz aos romanos, comandados por Cipião, o Africano, ao fim da segunda guerra púnica.

Ao fim da primeira guerra púnica, Roma conquistou a Sicília e a converteu em seu principal território colonial produtor de trigo. Augusto instalou as colônias de Palermo, de Catânia, e absorveu os gregos de Siracusa. Todavia, Roma não logrou êxito em controlar toda a população previamente existe e, o banditismo rebelde e a pirataria aceleraram o declínio da ilha, que chegou a ser uma das províncias mais ricas de Roma no tempo da República.

Assim, vemos que os conflitos entre a Europa e o Oriente Médio se desenrolam desde os remotos tempos das civilizações cartaginense (derivada do resultado da mistura da cultura dos berberes nativos do norte de África com os colonos fenícios) e grega (considerada berço da civilização ocidental e que proveu a sua própria cultura como herança para a civilização de Roma), numa época em que não havia o cristianismo e, muito menos, o islamismo.

Mesmo um primeiro anúncio da futura vinda do Messias (o Senhor Jesus Cristo), foi introduzido pelo profeta Isaías somente após o ano de 740 a.C., numa época em que as rotas comerciais fenícias já estavam estabelecidas, e decorrido um tempo de mais de 300 anos para elas se estabilizarem, e a época em que os gregos e cartagineses já começavam a competir no Mediterrâneo. A importância de se ter esse conhecimento é que ele prove uma capacidade de julgamento que isenta a origem dos conflitos de qualquer motivação conotação religiosa (tal como, hoje, parece evidente que seja assim), mas, sim, que os conflitos Europa versus Oriente Médio tiveram, tão somente, motivações comerciais e econômicas, as quais foram suportadas pelos poderes imperiais suscitados em ambas os lados.

Rotas comerciais fenícias (por volta de 1100 a.C.)
Durante um considerável tempo da minha vida eu vi aqueles que buscam estudar as escrituras bíblicas com a finalidade exclusiva de procurar em meio às muitas profecias que ali se encontram descritas, alguma que, aparentemente, não se tenha cumprido, a fim usar isso como argumentação para intentar denegrir e desacreditar a Bíblia.

Uma das profecias bíblicas que foi, até bem pouco tempo, muito empregada para isso, é a que se encontra descrita no capítulo 17 do livro de Isaías. Os que fazem tais achaques são os mesmos que, pretendendo destruir o conceito de Deus e de Messias salvador, atacam todas as religiões que existem em meio aos povos da Terra, acusando-as de serem causadoras de guerras, quando, o que causa guerras, de fato, são a ganância, a cobiça e a vaidade humana.

Vasculhando na Internet você irá encontrar várias postagens feitas entre os anos 2001 e 2010, que questionavam, exatamente, por que nunca havia se cumprido a profecia que diz: "Eis que Damasco será tirada, e já não será cidade, antes será um montão de ruínas." (Isaías 17:1). Todavia, depois que um grande conflito interno aflorou na Síria, começando como uma série de grandes protestos populares em 26 de janeiro de 2011 e progredindo para uma violenta revolta armada a partir de 15 de março de 2011, influenciados por outros protestos simultâneos no mundo árabe, os quais os países ocidentais denominaram, ironicamente, de "Primavera Árabe", os ateus logo deixaram de questionar tal profecia.

Hoje, infelizmente, a Síria vivencia uma imensa catástrofe humanitária mundial: Dos seus 17 milhões de habitantes, mais de 250 mil foram mortos, enquanto 4 milhões se refugiaram em outros países e 7 milhões e 600 mil pessoas se deslocaram internamente, buscando sobreviver em meio ao caos criado por uma sangrenta guerra civil iniciada em 2011. Dos cerca de 13 milhões de sírios que ainda habitam o país, segundo a ONU, 9,8 milhões vivem com insegurança alimentar, com 6,8 milhões dos habitantes em situação grave. É um número muito alto, onde a economia esfacelada faz rarear o emprego e a renda, acarretando a fome e proliferando as doenças.

Além do mais, a guerra síria reúne um emaranhado de grupos e de interesses bastante complexos, não apenas todos os seus próprios e internos mas, também, alguns provenientes de seus países vizinhos e, como se não bastasse, outros provenientes de potências bélicas bem distantes, como EUA, Rússia França e Inglaterra. Não bastassem a guerra, as constantes violações praticadas por todos os lados do conflito, como o uso de armas químicas contra população civil, as execuções de civis, os estupros, as escravizações, as perseguições e as torturas, juntamente com a ruína econômica e a falta de comida e dela decorrente impõem a fuga massiva de pessoas rumo à sobrevivência.

Os damascenos, assim como os parisienses, por exemplo, sempre desejaram ter e manter a simples alegria de viver, mas a guerra atingiu o país. O Brasil tem sorte de não ter guerra, embora tenha mais homicídios em todas as suas capitais do que na Damasco atual em guerra. Todavia, ter guerra, propriamente dita, é diferente. Viver em qualquer local atingido por uma guerra, com loucos grupos extremistas por baixo, e tolos bombardeadores genocidas por cima, é algo muito sofrível e tormentoso para as pessoas comuns. Refugiar-se também pode acabar sendo tal e qual, pois há uma vida a ser refeita, e isso é algo muito difícil em meio a um mundo de humanidade decadente.

Aos tolos que se acreditam como sendo cristãos e, ao mesmo tempo, se regozija com a desgraça que se abate sobre a Síria, eu alerto para o que diz a Palavra Inspirada de Deus: "Não se alegre quando o seu inimigo cair, nem exulte o seu coração quando ele tropeçar, para que o Senhor não veja isso, e se desagrade, e desvie dele a sua ira." (Provérbios 24:17,18), além de questionar o por quê de se considerar inimigo alguém que, além de ser seu semelhante, vive numa terra tão distante e nunca lhe fez mal algum.

Há cordeiros em peles de lobos em meio a todas as congregações de cristãos do ocidente que não fazem outra coisa, o tempo todo, a não ser buscar incitá-los ao ódio histórico irrazoável. Se o homem de coração bélico não é usado para ser vaso de ira, então o seu destino se torna ainda pior, pois, ele se prestará a mais nada a não ser, somente, um vetor para a ganância, a cobiça e a vaidade humana que causam e conduzem as guerras.

Não obstante, o fato é que não amar a paz exclui qualquer um de ser um verdadeiro cristão e, deixar-se mover por sentimentos belicistas, apenas pode dar ao homem alguma chance dele se tornar em um vaso de ira, no qual há, inerentemente, uma má tendência natural, Deus pode até acabar usando isso para levar castigo aonde o castigo seja algo requerido. Mas é só, pois, um vaso de ira não tem outra utilidade para Deus, a não ser a de atuar, momentaneamente, como vetor de ira. Ele dificilmente será salvo, mas, antes, por ser alguém de más tendências naturais, é quase certo que acabará, por fim, se perdendo, tal como aconteceu com o personagem bíblico Jeú, um oficial de alta patente do exército de Israel, a quem o profeta Eliseu enviou um dos filhos dos profetas para ungir como novo rei, e ordenar-lhe que matasse todos os homens da casa do falecido rei Acabe, como vingança pelo sangue dos profetas e de todos os servos de Jeová que haviam sido mortos nas mãos de Jezabel (ver 2 Reis 9).

"... se aquele que é mau abandonar todos os pecados que cometeu, guardar todos os meus decretos e fizer o que é justo e certo, ele com certeza continuará vivo. Não morrerá.  Ele não terá de responder por nenhuma das transgressões que cometeu. Ele continuará vivo por fazer o que é justo. Por acaso eu tenho algum prazer na morte de uma pessoa má?, diz o Soberano Senhor Jeová. Não, eu prefiro que ele abandone os seus caminhos e continue vivo? Por outro lado, se um justo abandonar a sua justiça e fizer o que é errado, fazendo todas as coisas detestáveis que os maus fazem, será que vai continuar vivo? Nenhum dos seus atos justos será lembrado. Por causa da sua infidelidade e do seu pecado, ele morrerá. Mas vocês dirão: “O caminho de Jeová é injusto."" (Ezequiel 18:21-25)

"Damasco será tirada, e já não será cidade, antes será um montão de ruínas." (Isaías 17:1)
Mesmo tendo passado dois mil anos, porque elas, em geral, contrariam o ego humano, ainda não é fácil aos homens compreenderem muitas das admoestações do Senhor Jesus:

"Ai de você, Corazim! Ai de você, Betsaida! Porque se os milagres que foram realizados entre vocês tivessem sido realizados em Tiro e Sidom, há muito tempo elas se teriam arrependido, vestindo roupas de saco e cobrindo-se de cinzas. Mas eu lhes afirmo que no dia do juízo haverá menor rigor para Tiro e Sidom do que para vocês. E você, Cafarnaum: será elevada até o céu? Não, você descerá até ao Hades! Se os milagres que em você foram realizados tivessem sido realizados em Sodoma, ela teria permanecido até hoje. Mas eu lhes afirmo que no dia do juízo haverá menor rigor para Sodoma do que para você". (Mateus 11:21-24)

Por isso fiquem, não apenas atentos, mas parem sempre para pensar e reflitam sobre tudo. “Não se deixem enganar: de Deus não se zomba. Pois o que o homem semear, isso também colherá.” (Gálatas 6:7). A ambição do ser humano costuma não ter limites e, convém que um homem se esforce e se supere, contrariando a si mesmo, a fim de por em si próprio algum devido freio contra as suas inerentes más tendencias de ambição, de cobiça e de vaidade, para que não se chegue a um ponto em que o Senhor Deus permita que outros homens venham de fora e ponham freios nele.

Tolo é aquele que, enganando a si mesmo, despreza a Palavra de Deus: “Porque não temos que lutar contra a carne e o sangue, mas, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais.” (Efésios 6:12). Por a caso não foi o próprio Senhor Jeová quem disse: “Não por força nem por violência, mas sim pelo meu Espírito ...” (Zacarias 4:6), e o ensino superior do Senhor Jesus não é: “Amai a vossos inimigos, bendizei os que vos maldizem, fazei bem aos que vos odeiam, e orai pelos que vos maltratam e vos perseguem; para que sejais filhos do vosso Pai que está nos céus;” (Mateus 5:44)?

“O propósito é que não sejamos mais como crianças, levados de um lado para outro pelas ondas, nem jogados para cá e para lá por todo vento de doutrina e pela astúcia e esperteza de homens que induzem ao erro. Antes, seguindo a verdade em amor, cresçamos em tudo naquele que é a cabeça, Cristo.” (Efésios 4:14,15)







terça-feira, 28 de agosto de 2012

Eu, "Um Crente Fraco" e o Programa de "Ajuda Mútua" "Cristã"


Parece que vivemos uma era em que a cultura acidental sofre de uma terrível "Síndrome dos Faraós". Cada qual luta, desesperadamente, no dia-a-dia, para construir o seu próprio "Esquema de Pirâmide". Enlaçados pela própria ambição, lamentável.

"Mas os que querem ser ricos caem em tentação, e em laço, e em muitas concupiscências loucas e nocivas, que submergem os homens na perdição e ruína. Porque o amor ao dinheiro é a raiz de toda a espécie de males; e nessa cobiça alguns se desviaram da fé, e se traspassaram a si mesmos com muitas dores." (1 Timóteo 6:9-10).





Se os versículos acima não são verdadeiros, então eu deveria pensar que eu seja mesmo um "crente fraco" (como alguns que pensam ser fortes já me sugeriram) pois, ao ler isso aqui (um e-mail recebido), me causou virar o estomago. Apenas por algum tempo, causou me mesmo um estado de angústia profunda!


Veja, a seguir, o teor do e-mail que recebi:

  • MISS. NEIVA: DEUS OUVIU TEU CLAMOR ! ! !‏

27/08/2012
Para andrellenz@hotmail.com, andrelopesilva@hotmail.com, andreluis.brasil@hotmail.com, andremannain@hotmail.com.br, andremedeiros18@hotmail.com, andrepastori@hotmail.com, andrepitthan@hotmail.com, andrerogeris@hotmail.com, andres_augusto1714@hotmail.com, andresamaieiros@hotmail.com
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PROGRAMA DE AJUDA MUTUA CRISTÃ
QUER SER FINANCEIRAMENTE ABENÇÔADO (A)? LEIA ESTE TESTEMUNHO COM MUITA ATENÇÃO
À paz do Senhor a todos os Irmãos e Amigos
Leia ate o FIM.
Meu nome é NELSON PIRES. Eu sou advogado, hoje aposentado e Pastor da igreja Batista. Há algum tempo, tive problemas financeiros. Eu endividei minha família e meus amigos. Meus cartões de credito acumularam uma divida de R$ 35.000,00 (trinta e cinco mil reais), di­vidas essas que eu acumulei tentando montar um negocio para sustentar minha família que são de cinco pessoas. Infelizmente ou felizmente este negocio não deu certo, acabei vivendo a pior crise financeira da minha vida, além do mais não podia baixar a cabeça diante desta crise financeira e como cristão que sou, comecei a orar fervorosamente a Deus pedindo-lhe ajuda e provisão.

Logo depois recebi pelo correio o PROGRAMA DE AJUDA MUTUA CRISTàOs irmãos por incrível que pareça não conhecia e muito menos mandei pedir o referido programa simplesmente alguém pegou o meu nome em alguma lista telefônica ou por outro meio que desconheço e me enviou uma proposta do Programa, Após ler repetidas vezes, pude ter certeza que ali estava à resposta de Deus para aquela crise financeira.

Naquele momento, mal pude acreditar no que estava diante dos meus olhos, era simplesmente uma maquina de fazer dinheiro não para me esbanjar nele, mas para eu quitar as minhas dividas, semear na minha vida financeira e de outras pessoas e, o mais importante, entregar o dizimo e oferta na Casa do Senhor.

Após pegar papel e caneta e fazer os cálculos o investimento que iria fazer no programa. Conclui que teria no mínimo meu dinheiro de volta, porque pior do que eu estava não poderia ficar, sempre tive o entendimento que o Senhor nos prova ate onde me suportamos já estava no meu limite. Então segui as instruções enviando inicialmente 250 copias pelo correio e o dinheiro começou a chegar. Vagarosamente no inicio. Mas, apos três semanas eu estava recebendo bem mais do que eu imaginava. Apos três meses o dinheiro parou de chegar. Por fim fiz um levantamento no meu Extrato Bancário para verificar quanto havia recebido.
Pasmem! Recebi nada menos que R$ 598.494,00 (quinhentos e noventa e oito mil quatrocentos e noventa e quatro reais). Com esse dinheiro tratei de pagar as minhas dividas, comprei uma bela casa e um carro 0 km, alem de pagar o devido Imposto de Renda. Continuei investindo no programa só que desta vez, mandei 1.000 cartas em três meses recebi R$ 2.649,180 (Dois Milhões Seiscentos e Quarenta e Nove Mil Cento e Oitenta Reais).Com parte deste dinheiro consegui implantar uma escolinha para crianças carentes e também comprar um sitio, onde realizamos festividades para aquelas crianças
Portanto amados, É uma grande oportunidade que Deus está lhe dando para ter vitória financeira, sei que É difícil entender como algo tão simples pode mudar de uma hora para outra a sua vida- para mim foi também difícil - mas sei que Deus pega as coisas simples desse mundo para confundir as difíceis.
Acredite! Com esse pouquíssimo tempo Deus honrará os R$ 12,00 que você investirá em cada um dos (06) irmãos e você e sua família desfrutarão da benção financeira que o Senhor tem para lhes dar. Por isso, não perca tempo. Siga exatamente a orientação do PROGRAMA DE AJUDA MUTUA CRISTàe tenha certeza que o Senhor Responderá O SEU clamor.
O QUE É O PROGRAMA DE AJUDA MUTUA CRISTÃ?
É UM PROGRAMA DE AJUDA MUTUA PROMOVIDO POR IRMÃOS CRISTÃOS, OS QUAIS OFERTAM por livre e espontânea vontade a confirmação de Deus o valor integral de R$12,00 (doze reais) com o propósito de se auto-beneficiarem se ajudarem mutuamente. Sendo o valor depositado em contas correntes de seis (06) pessoas, ou seja, cada pessoa receberá a oferta de R$ 2,00 (Dois Reais).
A missão do Programa é estimular cristãos de todas as denominações ajudarem financeiramente uns aos
 por meio de simbólicas ofertas.
A visão do Programa é o beneficiamento total de todos que se envolverem nele. É transformá-los de cristãos e amigos que se encontram abaixo da linha da pobreza em pessoas economicamente ativas na sociedade brasileira.
A base Bíblica está em 2 Corintios 8.1-5
COMO FUNCIONA O PROGRAMA DE AJUDA MUTUA CRISTÃO

1. Para participar É muito fácil, o 1º passo é você ter R$ 12,00 (doze reais) em seis pessoas, ou seja: VOCÊ DEPOSITA R$ 2,00 (dois reais) para cada uma das seis pessoas, cujos nomes e contas correntes ou poupanças, se encontram no final desta carta. Nossa Legislação não permite enviar dinheiro pelos Correios. 

2. Depositar R$ 2,00 (dois reais) na conta de cada uma das seis pessoas que se encontram no anexo desta carta.
3. Após depositar para cada uma das seis pessoas, digite ou escreva numa folha a nova lista de seis pessoas, mas nessa nova lista você deverá tirar o nome da pessoa que está na primeira posição, coloque seu nome e sua conta corrente ou conta poupança na sexta posição para que você também participe do programa.

Atenção! É de extrema importância respeitar essa seqüência para que dê tudo certo. Esta lista tem que ser feita sem conter erros para que todos possam usufruir desse negócio. Não mude a posição dos nomes da nova lista, pois deste modo o Programa não funcionará, haja vista que seu nome tem que percorrer da sexta posição até a primeira para que você receba tudo o que o Programa oferece.
Portanto, se você, não agir com honestidade e de acordo com as instruções, perderá seu dinheiro, seu tempo, seu
 e a chance de ganhar R$ 300.000,00 (trezentos mil reais) ou mais.
4. Com a nova lista distribua 250 (duzentos e cinqüenta ) ou mais cópias entre amigos, parentes, vizinhos,

 evangélicos, congressos, templos, residências, feiras, estacionamentos, colégios, universidades, por e-mail.
PROJEÇÃO DE RESULTADOS
Dentro de noventa dias você receberá em torno de R$ 300.000,00 (trezentos mil reais), desde que você distribua 250 cópias ou mais.
Só depende de você seguir corretamente as nossas orientações e distribuir as cópias desta carta. Digamos que você tenha, por exemplo, 3% de retorno, observem o seguinte RACIOCINIO:
1. Quando são enviadas 250 cartas, 3% são certos, que corresponde mais ou menos à oferta de sete pessoas;
2. Essas 07 pessoas também se sentirem motivadas e enviarem 250 cartas cada uma, e em seguida 52 pessoas depositarão para você.
3. Essas 52 pessoas também motivadas pelo Espí­rito Santo enviaram 250 cartas e 390 pessoas depositarão para você R$ 2,00.
4. Essas 390 pessoas enviaram 250 cartas e 21.397 pessoas depositam R$ 2,00 cada;
5. Essas 21.397 pessoas enviam 250 e 164.527 pessoas depositam para você R$ 2,00 cada;
Depois disso seu nome não constará mais na lista de ninguém, porém após essa dinâmica você, deverá ter recebido R$ 329.054,00 (trezentos e vinte e nove mil e cinqüenta e quatro reais), pode ter certeza - isso funciona sempre, só depende de quantas cartas você enviar. No exemplo acima, você apenas enviou 250 cartas, entretanto, se enviar 500 cartas e receber apenas 3% de retorno, você receberá R$ 658.108,00 (seiscentos e cinqüenta e oito mil cento e oito reais).
Não ache que este programa é uma enganação, uma coisa pecaminosa, uma loteria, um bolão. Quero esclarecer novamente que é um PROGRAMA DE AJUDA MÚTUA VOLUNTÁRIA ENTRE IRMÃOS CRISTÃOS/ AMIGOS/ SIMPATIZANTES E ABERTA TAMBÉM A TODOS QUE COM HONESTIDADE, FÃZ E CONFIANÇA EM DEUS, QUEIRAM PARTICIPAR. Deus trouxe esse projeto para prosperar seu povo, então acredite, faça os depósitos, e comece a ganhar muito, muito dinheiro, MAS não se esqueça, a prosperidade é para você ser abençoado e não soberbo, pois o Senhor Jesus resiste ao soberbo e da graça aos humildes. Então ao começar a prosperar continue sendo uma benção como você é, e não mude seu jeito de ser.
ALGUNS MOTIVOS PARA VOCÊŠ PARTICIPAR DESTE PROGRAMA: 1. Este programa não é loteria ou uma espécie de jogo, é uma ajuda mútua entre pessoas.
2. É um programa honesto onde todos os participantes são responsáveis pelo sucesso do sistema.
3. O investimento é pequeno e acessí­vel a todos, apenas R$ 12,00 e será um motivo de arrecadar dinheiro para a realização de seus sonhos, lembre-se: Os sonhos de Deus jamais vão morrer!
4. E se você estiver desempregado? Esse é o momento de você desafiar a si mesmo e crer na provisão de Deus por intermédio desta carta, pois sei que o Senhor levará pessoas que vão aderir a este programa para lhe abençoar também. Não desista se alguma pessoa não acreditar neste programa, lembre-se que "o homem natural não aceita as coisas do Espí­rito de Deus, porque lhes é loucura; e não pode entendê-la, porque elas se discernem espiritualmente, mais o homem espiritual julga todas as coisas, mas ele não é julgado por ninguém" (I Corí­ntios 2.14-15). Portanto, se você foi tocado pelo Espí­rito Santo, abra o seu coração e deposite para as pessoas desta carta. Quando este Programa de Ajuda Mútua me foi apresentado eu tinha as mesmas dúvidas que você possivelmente deve estar tendo, mais pela fé, que é a certeza de coisas que se esperam e a convicção de fatos que não se vêem, vi o milagre de Deus acontecer na minha vida, por isso digo e repito: o Senhor levantou pessoas para me abençoar, e levantará pessoas para te abençoar também.
ANEXO
Segue abaixo a lista das seis pessoas em quem você investirá com R$ 2,00(dois reais):

NOME DO BANCO E AGENCIA C/C

1. Paulo M. Gomes de Matos   B. Brasil 2351-5 C/C 5784-3
2. Carlos E Martins    B. Cx Econ Federal AG 0145 Op 013 C/P166780-8
3. Everton de Assis Santos.   B. BRADESCO - AG 2246-2  C/C 12626-8
4. Maria da Gl. Santos    B. Brasil  Ag. 2999-8  C/C 80.051-1
5. Claudio Tadeu   B.  Brasil  . AG 3312-X  C/C 27.745-2

6. Neiva S. A. Santos B. CX Econ Federal Ag.1544  Op.013  C/P 38883-4
ATENÇÃOFaça tudo de acordo como está no programa:
1. Depositar R$ 2,00 (dois reais) em cada uma das seis pessoas;
2. Após o depósito, tire o nome da 1ª pessoa da lista (pois ele (a) estava em 6º lugar, já chegou em 1º e agora vai sair).
3. Passe a segunda pessoa para a 1ª posição
4. Passe a terceira pessoa para a 2ª posição
5. Passe a quarta pessoa para a 3ª posição
6. Passe a quinta pessoa para a 4ª posição
7. Passe a sexta pessoa para a 5ª posição

8. E FINALMENTE, INSIRA O SEU NOME (...) NA SEXTA POSIÇÃO e entregue cópias para no mí­nimo 250 pessoas (cartas iguais a esta em forma de e-mail ou cartas mesmo, conforme desejar).
NÃO PASSE POR CIMA DA VONTADE DO SENHOR. NÃO HAJA DE FORMA DESONESTA, todos estarão intercedendo a seu favor e o Senhor levantará pessoas para abençoa - lo, se tão somente você se propuser a dar o primeiro passo agora, abençoando com R$ 2,00 cada pessoa desta lista. ANTES DE DEPOSITAR FAÇA UM PROPÕSITO COM O SENHOR, NÃO DEIXE NENHUM SENTIMENTO DE DÚVIDA EM SEU CORAÇÃO. FAÇA TUDO COMO ESTà ESCRITO (VÊ, POIS QUE TUDO FAÇA CONFORME O
 QUE FOI MOSTRADO... EXÕDO 25.40)
Eu declaro profeticamente esta verdade na tua vida: Se o Senhor te abrir o Seu bom tesouro, o céu, para dar chuva a terra no seu tempo e para abençoar toda a obra de tuas mãos; emprestarás as muitas pessoas, porém não tomareís emprestado. Que o Senhor da Provisão te abençoe, que faça resplandecer o rosto sobre ti e tenha misericórdia de ti e da tua famí­lia e de todos quantos fazem parte da tua vida. Em nome de Jesus Cristo! 

A Ajuda Mútua ela tem um retorno muito grande como você leu no testemunho do Pastor e como estamos vivenciando também. 
Que DEUS abençoe a todos nós em nome de Jesus, QUE TODOS SEJAM FIÈIS seguindo as instruções de depósitos e lançamento dos nomes, sejam fiéis no Dí­zimo e o pagamento do Imposto de Renda quando a quantia recebida assim exigir e todos digam Amém!

SISTEMAS DE PIRÂMIDE EVANGÉLICA!!!! ISSO É NOJENTO!!! É PODRE!!

Essa forma de ganhar dinheiro é improdutiva, vagabunda mesmo! Além de não produzir bem algum, não colocar uma única semente no solo e não apertar um único parafuso, apenas gera transferência de dinheiro de pessoas para pessoas e, como cresce em progressão geométrica, nunca poderá satisfazer a todos os participantes. Assim, o esquema de piramide é uma artimanha ocultista, uma ode ao lucro fácil e egoísta, da pior especie e que, de modo algum poderia ser uma estratégia de Deus para o modo de vida dos cristãos!

Apenas os primeiros espertalhões estelionatários que começam com essa safadeza é que acabam conseguido lucro (de fato um bom lucro). Se esse tipo de rapinagem fosse coisa de Deus, eu juro que mudava de lado hoje mesmo mas, eu tenho plena convicção de que não o é. Estes são ainda piores do que aquele vendilhões que o Senhor Jesus expulsou do templo em Jerusalém.

No Brasil, a lei n. 1.521, de 26 de dezembro de 1951, que trata dos crimes contra a economia popular, dispõe em seu art. 2º, inciso IX, que constitui crime contra a economia popular, punível com 6 meses a 2 anos de detenção, "obter ou tentar obter ganhos ilícitos em detrimento do povo ou de número indeterminado de pessoas mediante especulações ou processos fraudulentos ("bola de neve", "cadeias", "pichardismo" e quaisquer outros equivalentes)". Todavia, a condenação judicial é dificultada pelo fato que as pessoas perdedoras da base da pirâmide liberam o seu dinheiro de livre e espontânea vontade e, pior visando também obter o o mesmo lucro fácil (e demoníaco).

Alias, crente, deixe de ser tão materialista e de viver correndo atras do vento e de lanças pontiagudas que transpassem a si próprio. A Teologias da prosperidade da boca de crentes brasileiro é sempre uma grande falácia, uma lata de lixo diabólica cheia de sofismas!

Esse lixo de e-mail teria passado em branco por mim, se fosse algo que tivessem me mandado, mas que não tivessem usando o nome do Senhor Deus para veicular o engano. Eu teria apenas deletado, tão somente mas, diante disso, eu não poderia me calar pois, se o fizesse, as próprias pedras gritariam.

Aos demônios travestidos que buscam enganam até mesmo os escolhidos de Deus: QUE O SENHOR TE REPREENDA!!! E que os seus dias sejam abreviados na terra!

Apesar do Apostolo Paulo, inspirado pelo Espirito Santo de Deus, ter ensinado claramente qual deve ser a relação do cristão com a ordem mundial do monetarismo, muitos, De fato, são ignorante e não entendem e, outro tanto, ainda pior, finge que não entende. Então, mais uma vez, vejamos:


"Se alguém ensina alguma outra doutrina, e se não conforma com as sãs palavras de nosso Senhor Jesus Cristo, e com a doutrina que é segundo a piedade, é soberbo, e nada sabe, mas delira acerca de questões e contendas de palavras, das quais nascem invejas, porfias, blasfêmias, ruins suspeitas, contendas de homens corruptos de entendimento, e privados da verdade, cuidando que a piedade seja causa de ganho; aparta-te dos tais.

Mas é grande ganho a piedade com contentamento. Porque nada trouxemos para este mundo, e manifesto é que nada podemos levar dele. Tendo, porém, sustento, e com que nos cobrirmos, estejamos com isso contentes.

Mas os que querem ser ricos caem em tentação, e em laço, e em muitas concupiscências loucas e nocivas, que submergem os homens na perdição e ruína. Porque o amor ao dinheiro é a raiz de toda a espécie de males; e nessa cobiça alguns se desviaram da fé, e se traspassaram a si mesmos com muitas dores."

1 Timóteo 6:3-10. E ponto final!

Se quer entender um pouco mais acerca dos males que acompanham o "amor ao dinheiro", então, tenha a bondade de ver este vídeo documentário, dirigido por Peter Joseph (um ativista americano de filmes não-comerciais) que foi lançado no ano de 2008.





O título original é "Zeitgeist: Addendum". "Zeitgeist" tem uma tradução com conotação aproximada para "Espírito da Época" e "Addendum" por que o filme é uma continuação, um adendo ao trabalho de pesquisa que, por fim, acabou se tornando numa trilogia: Zeitgeist, o Filme (2007), Zeitgeist: Addendum (2008) e  Zeitgeist: Moving Forward (2011).

O filme aborda várias questões: o Sistema de Reserva Federal dos Estados Unidos (como emissor de moeda), a CIA (agência de inteligência a serviço do governo), as corporações (mundo empresarial), governos e outras instituições financeiras, e mesmo religiões, concluindo que todas essas instituições ou são corruptoras, ou encontram-se corrompidas e, portanto são nocivas para a humanidade, porque a sociedade resultante se caracteriza por uma economia de endividamento e de escassez, com base no uso do dinheiro (escravagismo moderno ou escravagismo global). O documentário foca, principalmente, uma análise detalhada dos efeitos da aplicação do documento "Modern Money Mechanism" do Federal Reserve Bank norte-americano.

A segunda parte dele trata do chamado "assassinato econômico", um grande sistema de controle neoliberal que é desenvolvido por grandes grupos econômicos mundiais centralizado nos Estados Unidos, através de políticas intervencionistas (muita vezes mediados pelo BIRD e pela ONU) e a ação de "chacais" (agentes contratados para corromper governos locais) sobre países financeiramente dependentes após a Segunda Guerra Mundial e aos Acordos de Bretton Woods, definindo o sistema de gerenciamento econômico internacional, estabelecendo em julho de 1944 as regras para as relações comerciais e financeiras entre os países mais industrializados do mundo.

Existe uma total semelhança e uma afinidade plena entre o nojento sistema de pirâmide evangélica proposto pela pessoa que se denomina Missionária Neiva Salles e a pervertida atual ordem econômica mundial: O AMOR AO DINHEIRO.

Peter Joseph propôs o inicio do "Movimento Zeitgeist", em 2009, depois do lançamento de seu segundo filme. O Movimento Zeitgeist defende grandes mudanças sociais, a mais importante das quais é a transição da sociedade moderna global monetária para uma sociedade com economia baseada em recursos (alternativa semelhante àquela proposta pela organização The Venus Project).

Sobre o Movimento Zeitgeist, em 17 de março de 2009, o New York Times escreveu:

"A missão do movimento é a aplicação do método científico à sociedade em si, para a mudança da sociedade", anunciou o Sr. Joseph em introdução. Essa tarde, que começou às 19 com uma crítica de duas horas à economia monetária, transformou-se pela meia-noite numa apresentação utópica de uma visão do futuro sem a existência de dinheiro, impelida pelos computadores, uma completa reimaginação da civilização, tal como se Karl Marx e Carl Sagan tivessem contratado o John Lennon nos seus dias "Imagine" para fazer nada mais que a completa restruturação das estruturas que moldam a vida neste planeta.”

Ideologias e utopias a parte, de fato, o homem, criado à imagem de Deus, recebeu o mandamento de dominar a terra com tudo o que ela contém e governar o mundo na justiça e na santidade e, reconhecendo Deus como Criador universal, orientar-se a si e ao universo para Ele; de maneira que, estando todas as coisas sujeitas ao homem, seja glorificado em toda a terra o nome de Deus. Amém


sábado, 3 de março de 2012

Breve História do Cristianismo, da Judeia para Roma e para o Mundo


De fato, não houve grande interferência direta do governo de Roma contra o cristianismo, desde a morte do Senhor Jesus, em 29 d.C. até que o imperador Nero veio a se tornar o primeiro perseguidor romano de cristãos, acusando-os de terem provocado o incêndio de Roma, no ano 64 d.C.

Nesse nada curto período de tempo, que durou cerca de 35 anos, a perseguição contra os cristãos era exercida, essencialmente, pelos judeus. Todavia, quanto mais alastrada e intensa se tornava a perseguição judaica contra os cristãos, por todo império romano, o cristianismo também se alastrava e se fortalecia, ainda mais.

Até se tornar também um cristão, o notável apóstolo de Jesus, Paulo, antes chamado de Saulo de Tarso, um dos principais servidores do sumo sacerdote do Sinédrio que havia condenado Jesus, Caifás, havia sido qualificado como um dos mais zelosos perseguidores de Cristãos. A sua conversão foi resultado de uma fracassada tentativa dele se deslocar desde Jerusalém até a distante cidade de Damasco, a fim de trazer cativo um grupo de cristãos, que se encontravam naquela localidade Síria. Algum tempo antes, Paulo havia participado do martírio do cristão Estevão, e possivelmente, participou também, do martírio de outros cristãos, talvez menos notórios, e não mencionados na Bíblia.

Os judeus manipulavam, com uma certa maestria, as estruturas administrativas locais do Estado romamo. Ao contrário do Estado grego, seu antecessor, que havia sido marcadamente especulativo, o romano era jurídico por excelência. Sem a conivente autorização dos romanos, os judeus não poderiam ter perseguido os primeiros cristão, nestas primeiras três décadas e meia.

Para os judeus, o cristianismo havia nascido como uma seita indesejável, que se desenvolvia no seio do próprio judaísmo. O próprio Jesus, autor e consumador da fé cristã, era, para os judeus, como provável messias, uma grande decepção, que frustrava de modo contumaz as suas circunstanciais expectativas.

As relativas autoridades judaicas da época, esperavam por alguém com uma outra aparência e poder, para ser o líder que libertaria a região da Judeia da dominação romana, um rei poderoso que lideraria, politicamente, os judeus rumo à independência. Contudo, por ser Jesus como era, e se parecer apenas, não mais do que um simples profeta, como muitos dos que já haviam sido, anteriormente, desprezados, os judeus preferiam considerar que Jesus era, tão somente, um blasfemo, e não o messias que ele se autodenominava perante eles.

Como ele apenas pregava a paz, o amor a Deus e ao próximo e a remissão dos pecados, pregando, quase que exclusivamente, para algumas multidões das camadas sociais mais baixas da Judeia, as autoridades romanas não lhe deram grande importância e o consideraram, apenas, como um simples agitador popular, menos importante até, do que um ativista zelote qualquer, os quais, com entusiasmo, rebelavam-se contra o império romano com desejo de expulsá-lo pela força das armas. Todavia, com o período que se iniciou desde a morte de Jesus, foram as relativas autoridades judaicas que, com o mesmo entusiasmo, não deram trégua alguma em perseguir severamente os cristão, e de modo terrível, sempre com a conivência administrativa romana da localidade.

As circunstâncias em que Jesus Cristo, já adulto, teria surgido na cidade de Jerusalém formavam um quadro altamente explosivo, pois, de fato, a Judeia jamais se submetera totalmente ao controle do domínio imperial romano, ocorrendo frequentes sublevações, levando o Estado dominador a uma postura de ações puntuais mais repressivas, em relação à população local, do que aquela que ele praticava em outras regiões mais complacentes com a dominação do império.

Lendo-se os livros apócrifos de Macabeus I e II é possível se constatar que não houve intervalo algum entre o fim da dominação grega e o inicio da dominação romana sobre a região da Judeia. Houve, sim, simplesmente uma substituição imediata de domínios, de modo que os judeus vinham reagindo, mesmo desde antes do início da dominação romana, ainda sob o domínio grego, por meio de movimentos armados, contra a presença imperial estrangeira.

Em 175 a.C., Antíoco IV Epífanes chegou ao trono do império grego Selêucida e iniciou uma campanha de assimilação contra os habitantes da Judeia. Num esforço de unificar os elementos Gregos do seu império, Antíoco determinou a destruição da fé Judaica e a helenização dos Judeus. Um Édito foi publicado impondo os rituais religiosos aos Judeus em Jerusalém, sob pena de morte.

O sacerdote Matatias, recusou publicamente a adotar o helenismo, e iniciou uma revolta, escapando de Jerusalém, primeiramente para a aldeia de Modin, e depois para o deserto, levando consigo outros combatentes. Com a morte de Matatias, seus filhos Judas, cognominado "macabeu", e depois da morte deste, Jônatas, assumem a liderança do movimento de revolta e conseguem importantes conquistas e impõem uma certa liberdade a Israel frente à dominação grega e acabam por conseguir restabelecer o culto, purificado e dedicando novamente o Templo de Jerusalém, em 165 a.C..

Todavia a história do livro de Macabeus é bastante clara em mostrar que foi apenas após uma aliança ocorrida entre os macabeus e os romanos, uma aliança defensiva com o senado romano, e contra os gregos, que permitiu expelir definitivamente os invasores helenistas, o que pôs um termo, ao movimento guerrilheiro liderado por Judas Macabeu, filho de Matatias, e de seus irmãos. Paralelamente a isso, ocorria que do ponto de vista militar, a Grécia havia entrado num declínio tal, que os romanos conquistaram todo o seu território, de 168 a.C. em diante, ainda que, em contrapartida, a arte, a cultura e a religião grega, é que houvessem, de fato, conquistado os romanos.

Na Judeia, sucedendo ao terceiro irmão Macabeu, Simão, encontramos o filho deste, João Hircano, que consolida o poder em suas mãos realizando ainda mais alianças com Roma e outros impérios de sua época. Essa dinastia, a dinastia da casa de Matatias, conhecida como "asmoneus", passa governar a Judeia. Para governar, João Hircano e seus sucessores, usurpam tanto o título de etnarca como o de sumo-sacerdote. Os assideus, alarmados com as ambições dos Asmoneus e com o caráter secular que assume o seu reinado, rompem com eles. Segundo este grupo, ao se fazer sacerdote sem possuir o direito de família os Asmoneus cometem uma terrível falta. Isto gerou a ruptura profunda entre os descendentes dos Assideus (fariseus e essênios) e o partido ligado aos asmoneus (saduceus), os três partidos judaicos que então se formam.

Não obstante ao fim do domínio do helenismo grego sobre a Judeia, as diversas controvérsias entre os partido judaicos, agravado por dissidências internas, de continuo mantinham os judeus enfraquecidos como nação e o seu reino, agora sob o permanente olhar rapinante da águia romana. A questão a ser levantada aqui é: O que o povo judeu supunha ter em haver com a politeísta idolatria estatal romana, que não fosse a mesma coisa que tivesse em haver com o panteísmo helênico dos gregos?

A Roma cuja fama empolgara os macabeus, levando-os a buscar com ela aquele pacto, mas sem consultar a Deus (ver Capitulo 8 do livro apócrifo I Macabeus), agora era o que se tornava em ameaça maior. O fato é que, em 64 a.C., em meio a um novo acirramento das disputas internas dos judeus, o general romano Pompeu marchou com suas tropas, invadiu e conquistou Jerusalém e fez do débil reino judeu um estado vassalo de Roma.

Entre 57 a.C. e 55 a.C., Aulo Gabínio, procônsul da Síria, dividiu o antigo reino em Galileia, Samaria e Judeia, com cinco sinédrios (côrte de juízes). Em 40-39 a.C. Herodes, o Grande foi apontado Rei dos Judeus pelo senado romano, no entanto em 6 d.C. seu sucessor e filho, Herodes Arquelau, etnarca da Judeia, foi deposto pelo imperador romano Augusto.

A deposição de Herodes Arquelau (4 a.C. - 6 d.C.) como governante do reino a Judeia, foi o primeiro grande acontecimento histórico envolvendo o povo judeu, após o nascimento de Jesus e a frustrada tentativa daquele rei, de eliminar a vida de Jesus, enquanto Jesus ainda era pequeno, por ordenar a matança dos inocentes referida nos evangelhos. Mas o messias sobrevivera, porquanto Deus havia escolhido o momento perfeito para a sua vinda.

O cruel e despótico Arquelau, foi banido para a Gália e os territórios que ele antes governava, a Judeia e a Samaria, foram anexados à administração romana direta, estabelecida em Cesareia, enquanto que em Jerusalém, foi sediado um destacamento militar sob o comando de um tribuno, aquartelado na Torre Antônia, no ângulo nordeste do Templo.

Esse fato marcou o fim de Judá como um reino, mesmo que apenas teoricamente independente, e mostraram ainda que, as promessas da aliança entre Roma e os Macabeus, jamais se cumpriram, de modo efetivo, simplesmente porque, muito embora Judas Macabeu tivesse ficado deveras impressionado com os relatos que ouviu, sobre a grandeza daquele império diante das nações do mundo, ele, por infelicidade, perdera o olho singelo, por não ter buscado consultar ao Senhor Jeová sobre um assunto tão importante, de modo que a aprovação de Deus, jamais esteve presente naquela aliança, muito embora, quisesse Roma ou não, gostasse ela ou não, daquela ocasião em diante, ela passaria a ter uma participação mais ativa, no contexto dos planos de Deus.

Anos mais tarde, um dos irmãos de Arquelau, Herodes Antipas, tetrarca da Galileia, foi o responsável pela prisão do profeta João Batista, e, posteriormente, também pela sua morte, por causa de Herodias, a ex-mulher de um outro seu irmão, Herodes Filipe. Herodias, por ambição de se tornar rainha deixara o marido para viver com Antipas em 27 d.C. e por isso era censurada por João Batista. Ardilosamente provocado á lascívia por sua sobrinha Salomé, a mando da mãe, Herodias, durante o festejo da celebração de seu próprio aniversário, Antipas acabou por concordar em executar a morte João Batista, a quem já mantinha em cárcere. João o Batista era seis meses mais velho que Jesus e seu primo, consanguíneo, em segundo grau.

Foi em meio a esse clima politicamente tenso que Jesus procurou exprimir uma mensagem baseada no amor ao próximo, no perdão às ofensas e no desapego aos bens materiais. Tal mensagem em nada ameaçava o domínio romano, mesmo porque, segundo os evangelhos, Jesus sempre enfatizou que a sua pregação nada tinha de política, e que o reino a que ele se referia, não era um reino terrestre.

No entanto, assim como as autoridades romanas buscavam formas de fazer agrados para com as corrompidas autoridades judaicas, também a recíproca precisava ser verdadeira. A tolerância romana quanto a liberdade de culto judeu no templo de Jerusalém, precisava ser compensada com os judeus dando lugar a liberdade de cultos estrangeiros em suas cidades. Por isso, de um lado, Antipas, homem de ânimo doble, fazia concessões à cultura dos gentios romanos, mas por outro cultivava a tradição religiosa judaica, deslocando-se, anualmente, de Tiberíades para Jerusalém, onde participava das festividades da Páscoa (Pessach). Desde modo foi que Jesus, já adulto, irritado, encontrou o templo profanado, enquanto casa de oração para todas as nações.

Tiberíades, foi mandada construir por Herodes Antipas, em homenagem ao imperador romano Tibério , exclusivamente para ser a capital da Galileia e sua construção foi acelerada, por contribuições romanas, sendo concluída em apenas dois anos. O historiador judeu Flávio Josefo escreveu sobre a população original de Tiberíades, com evidente desprezo, pela gente que Antipas implantou ali, vinda de todas as partes do império.

A dominação romana da Judeia, apesar de aparentemente tolerada pelas autoridades relativas judaicas, como fato estabelecido e consumado, continuava sendo, no fundo, algo extremamente detestável à consciência judaica da época de Jesus. No entanto, uma dissidência dentro da própria religião do judaísmo, como aquela a que se aparentava a pregação de Jesus, e ainda trazendo o desalento da decepção com respeito às expectativas sobre do messias pela ótica judaica de então, era algo ainda mais abominável àquela mesma consciência.

Já, para os romanos, o conturbado caráter político da região da Judeia, aliado à característica postura romana de combater sistematicamente o surgimento de toda e qualquer grande liderança que pudesse vir ofuscar o predomínio do Império, poderiam fazer de Jesus, um inimigo potencial para Roma. Todavia, o fator realmente preponderante, foi a atitude comum do Estado romano, de procurar, sempre, aliar-se às elites das áreas dominadas, utilizando-as como um elemento de controle sobre os setores populares.

Tal atitude significava mais do que simplesmente a manutenção do império, pois provia um instrumento adequado de expansão do mesmo. Dessa forma, a condenação imposta a Jesus pelos romanos foi, de fato, um ato de simpatia para com as autoridades religiosas judaicas, que já o haviam repudiado como blasfemo.

Segundo os Evangelhos, Jesus foi preso não pelos romanos, mas sim, pelo judeu e amigo Judas, acompanhado de um destacamento de soldados e dos oficiais dos principais sacerdotes e dos fariseus, com tochas, lâmpadas, e armas. A gota d'água, para Caifás e outros dos principais senhores do sinédrio, já havia sido a ocasião da entrada triunfal de Jesus em Jerusalém, montado em um singelo jumentinho, sob as saudações de vivas do povo, clamando "Hosana! Bendito o que vem em nome do Senhor! Bendito o reino que vem, o reino de nosso pai Davi! Hosana nas alturas!". Tendo Jesus entrado em Jerusalém, foi ao templo.

Assim Jesus foi levado, detido, para interrogatório. Todavia as autoridades judaicas sabiam não poder condená-lo por si sós e nem ao menos detê-lo, por muito tempo, sem que houvesse um tácito, porém manifesto, consentimento por parte da administração romana.

Com urgência, as autoridades judaicas, ora virtualmente submissas às leis romanas, encaminham o detento Jesus ao governador Romano, sob acusações de blasfêmia. Numa sequência de eventos aparentemente tumultuadas, porém manobrada pelas autoridades judaicas, Jesus foi entregue a tortura, a mando do procurador romano Pôncio Pilatos e por fim, ainda por instância dos judeus, Jesus foi condenado à morte por cruz (ou por estaca) no ano de 29 d.C.. A morte de Jesus foi executada pela administração romana, pois as autoridades judaicas relativas, não tinham poder de executar sentenças de morte em seu próprio território, por estarem sob o governo romano.

O apóstolo e médico Lucas é quem narra com maiores detalhes os fatos ocorridos, no capitulo 23 de seu escrito evangélico:

"E levantando-se toda a multidão deles, conduziram Jesus a Pilatos. E começaram a acusá-lo, dizendo: Achamos este homem pervertendo a nossa nação, proibindo dar o tributo a César, e dizendo ser ele mesmo Cristo, rei. Pilatos, pois, perguntou-lhe: És tu o rei dos judeus? Respondeu-lhe Jesus: É como dizes. Então disse Pilatos aos principais sacerdotes, e às multidões: Não acho culpa alguma neste homem.

Eles, porém, insistiam ainda mais, dizendo: Alvoroça o povo ensinando por toda a Judeia, começando desde a Galileia até aqui. Então Pilatos, ouvindo isso, perguntou se o homem era galileu e, quando soube que era da jurisdição de Herodes, remeteu-o a Herodes (Antipas), que também naqueles dias estava em Jerusalém (para a ocasião da festividade da páscoa).

Ora, quando Herodes viu a Jesus, alegrou-se muito; pois de longo tempo desejava vê-lo, por ter ouvido falar a seu respeito; e esperava ver algum sinal feito por ele e fazia-lhe muitas perguntas; mas ele nada lhe respondeu.

Estavam ali os principais sacerdotes, e os escribas, acusando-o com grande veemência. Herodes, porém, com os seus soldados, desprezou-o e, escarnecendo dele, vestiu-o com uma roupa resplandecente e tornou a enviá-lo a Pilatos. Nesse mesmo dia Pilatos e Herodes tornaram-se amigos; pois antes andavam em inimizade um com o outro.

Então Pilatos convocou os principais sacerdotes, as autoridades e o povo, e disse-lhes: Apresentastes-me este homem como pervertedor do povo; e eis que, interrogando-o diante de vós, não achei nele nenhuma culpa, das de que o acusais; nem tampouco Herodes, pois no-lo tornou a enviar; e eis que não tem feito ele coisa alguma digna de morte. Castigá-lo-ei, pois, e o soltarei. [E era-lhe necessário soltar-lhes um pela festa.]

Mas todos clamaram à uma, dizendo: Fora com este, e solta-nos Barrabás! Ora, Barrabás fora lançado na prisão por causa de uma sedição feita na cidade, e de um homicídio. Mais uma vez, pois, falou-lhes Pilatos, querendo soltar a Jesus. Eles, porém, bradavam, dizendo: Crucifica-o! crucifica-o!

Sedição significa: Perturbação da ordem pública; agitação, sublevação, revolta, motim, de modo que Barrabás, era um criminoso político no julgamento dos romanos mas, não o era para os judeus. Assim, Jesus foi torturado pelos romanos e, por fim, crucificado.

Antes do por do sol daquele mesmo dia, por intercessão do então ainda judeu, José de Arimateia, Jesus foi sepultado, segundo o costume dos judeus, por que ele era judeu, porém, com respeito a lei mosaica relativa aos delinquentes que são condenados a morte, como narrado em Mateus 27:59-

"E José, tomando o corpo, envolveu-o num pano limpo, de linho, e depositou-o no seu sepulcro novo, que havia aberto em rocha; e, rodando uma grande pedra para a porta do sepulcro, retirou-se.  Mas achavam-se ali Maria Madalena e a outra Maria, sentadas defronte do sepulcro.

No dia seguinte, isto é, o dia depois da preparação, reuniram-se os principais sacerdotes e os fariseus perante Pilatos, e disseram: Senhor, lembramo-nos de que aquele embusteiro, quando ainda vivo, afirmou: Depois de três dias ressurgirei. Manda, pois, que o sepulcro seja guardado com segurança até o terceiro dia; para não suceder que, vindo os discípulos, o furtem e digam ao povo: Ressurgiu dos mortos; e assim o último embuste será pior do que o primeiro.

Disse-lhes Pilatos: Tendes uma guarda; ide, tornai-o seguro, como entendeis. Foram, pois, e tornaram seguro o sepulcro, selando a pedra, e deixando ali a guarda." Mas Jesus ressuscitou como havia sido predito.

Por isso, ao vencer a sua própria morte, com a sua ressurreição, Jesus não apenas destruiu o poder da morte sobre toda a humanidade em si, mas superou também a própria lei e selou o estabelecimento uma nova aliança entre Deus e os Homens, a qual, todo ser humano existente na face da terra, passou a ter direito de escolha do perdão da parte de Deus.

Após ser preso e morto, a tendência esperada, compartilhada tanto por romanos, e mais ainda por judeus, era a de que seus seguidores se dispersassem e seus ensinamentos fossem, aos poucos, esquecidos. Todavia, por obra de um poder que os romanos nunca antes haviam conhecido e que os judeus já haviam esquecido quase que por completo, o Espírito Santo de Deus, ocorreu justamente o contrário.

É justamente nesse fato que se assenta a fé cristã. Como haviam antecipado os profetas no Antigo Testamento, Jesus, o Cristo, ressuscitou, apareceu a seus apóstolos, que estavam escondidos e temerosos e ordenou que se espalhassem pelo mundo pregando sua mensagem de amor, paz, restauração e salvação, a toda criatura. Durante as primeiras três décadas e meia da sua existência, em que o cristianismo foi, de contínuo, severamente perseguido e combatido pelo judaísmo, o governo romano esteve sempre em conveniente conivência, tentando agradar as autoridades dos judeus. Só mesmo um Espírito de poder sobrenatural verdadeiro e santo, poderia mover uns poucos humanos obedientes, acuados e simplistas, mesmo debaixo de tribulações, a agir de uma maneira tal, a causar a maior revolução libertadora de todos os tempos.

Neste período, o cristianismo se espalhou a ponto de, partindo da Judeia, já ter atingido a própria capital do império, Roma, para onde fora levado, notadamente, por prosélitos cristãos, principalmente os convertidos de origem étnica judaica. Estes, invariavelmente pertencentes às classes sociais mais baixas, que uma vez tornados cristãos conversos, viam na situação de tornarem-se empregados, servos ou mesmo escravos de senhores em Roma, melhores condições do que aquelas que existiam em se permanecer na miséria e tribulação, que lhes era infringida pela perseguição que sofriam vivendo na Judeia, que chegava ao ponto de lhes ameaçar, frequentemente, a própria vida.

Nesta época, em Roma, ainda não havia judeus em número muito considerável, principalmente para causar manipulação local contra os cristãos, devido ao genuíno ódio que os cidadãos judeus comuns nutriam por Roma, e assim, os cristãos podiam gozar, a princípio, de relativa liberdade e dignidade ali. Porém, a cumplicidade corrupta entre as autoridades judaicas e romanas continuava.

A queda de Herodes Antipas começou quando seu sobrinho, Herodes Agripa I, que herdara a tetrarquia da Traconítida (região histórica do antigo Israel, ao sul de Damasco, incluindo as montanhas Antilíbano e Batanea. Significa "região pedregosa.") de Filipe, foi reconhecido como rei pelo imperador romano Calígula.

Influenciado por Herodias (a mesma que causou morte de João Batista), Antipas foi a Roma para exigir a mesma honraria. Mas Agripa antecipou-se a ele, fazendo chegar uma mensagem ao imperador, onde acusava o tio de conspirar com os Partos, inimigos do Império Romano. Chegando a Roma, Antipas não somente teve suas pretensões negadas, como ainda perdeu sua tetrarquia (da Galileia), que foi entregue, em acúmulo, a Agripa. Exilado para Lião (Gália), em 39 d.C., Antipas, veio a morrer nesse mesmo ano.

Isso sucedeu dessa forma pois, desde a idade de 6 anos, após o assassínio de seu pai, Agripa I, havia sido criado em Roma, na corte do imperador Tibério, e havia tido a oportunidade de crescer como companheiro íntimo do futuro imperador Calígula e era também muito extrovertido e dado a boas relações com toda sorte de gente importante da corte romana. Entregando-se a uma vida dissoluta, desperdiçando todo o dinheiro que sua mãe lhe deixara, na busca desenfreada de prazeres exóticos, passou a ser perseguido pelos credores, de quem tomara altas somas emprestadas, a altos juros, viu-se obrigado a deixar Roma e a refugiar-se junto ao tetrarca Herodes Antipas, que concedeu-lhe apenas um modesto emprego de comissário comercial em Tiberíades.

De volta a Roma, Agripa caiu nas boas graças de Antônia, mãe de Cláudio e avó de Calígula, que lhe emprestou a quantia necessária para resgatar seus débitos pendentes. Algum tempo depois, uma conversa descuidada em uma carruagem, custou-lhe seis meses de liberdade. Ele comentara com Calígula, que seria bom que Tibério não demorasse a morrer, para que seu companheiro assumisse logo o trono. O comentário foi escutado pelo cocheiro e repassado ao Imperador.

Tibério morreu seis meses mais tarde e Calígula tomou seu lugar, mandando soltar Agripa e, como forma de compensação, nomeou-o rei dos territórios que tinham sido as tetrarquias de seu tio, Felipe, falecido em 37 d.C., e de Lisânias, compreendendo os distritos nordeste da Palestina e as áreas setentrionais em volta do monte Líbano. Agripa permaneceu mais um ano em Roma antes de assumir seu reino, mas quando o fez, promoveu uma volta triunfal, só pelo prazer de ver sua irmã e o marido, roerem-se de inveja.

Quando Calígula foi assassinado, em 41 d.C., Agripa estava, lá mais uma vez, visitando Roma e desempenhou um papel importante nas negociações entre os militares e os senadores, que desembocaram na confirmação de Cláudio, como novo imperador. Agradecido, Cláudio concedeu-lhe o governo da Judeia, Samaria e da Idumeia, que eram uma província romana desde a deposição de Herodes Arquelau, acumuladas as que agripa já tinha por direitos anterior.

Desse modo, apesar de ter sido tudo sob as benesses romanas, reconstituiu-se o reino que Herodes, o Grande, construíra e que fora desmembrado após sua morte. Parecia que que Agripa I tinha tudo em mãos para realizar "a grande virada judaica", que era o que os Judeus, mesmo após Jesus, continuavam esperando de um messias. Mas quando Agripa I decidiu construir novas muralhas em Jerusalém, teve que interromper as obras, por ordem de Cláudio. O historiador Josefo afirma que, se as obras fossem completadas, elas teriam tornado a cidade inconquistável.

Agripa morreu repentinamente, de complicações abdominais, após cinco dias de agonia, em 44 d.C., sob suspeitas de ter sido envenenado, porém a Bíblia nos narra o que realmente ocorreu: " ... por aquele mesmo tempo o rei Herodes [Agripa] estendeu as mãos sobre alguns da igreja, para os maltratar; E matou à espada Tiago, irmão de João. E, vendo que isso agradara aos judeus, continuou, mandando prender também a Pedro." (Atos 12:1-3).

Porém, Pedro foi liberto da prisão em pouco tempo, pela ação do poder sobrenatural de Deus, antes mesmo de tomar conhecimento do assassínio de Tiago, e antes também que Herodes Agripa pudesse ter tido a oportunidade de lançar mãos dele. Agripa, contrariado, deixa Jerusalém e retorna a Cesareia, e pelo mesmo poder que libertou Pedro, sucedeu que: " ... num dia designado, vestindo Herodes as vestes reais, estava assentado no tribunal e lhes fez uma prática. E o povo exclamava: Voz de Deus, e não de homem. E no mesmo instante feriu-o o anjo do Senhor, porque não deu glória a Deus e, comido de bichos, expirou. E a palavra de Deus crescia e se multiplicava." (Atos 12:21-24).

Assim, Agripa se fora e enquanto "a palavra de Deus crescia e multiplicava", em três décadas e meia de contínua migração, facilitada pela inexistência de fronteiras dentro do império e pela necessidade da capital por mão de obra escrava ou de servidores de baixo custo, e ainda com a multiplicação das conversões de cristãos na própria Roma, crescendo admiravelmente muito rapidamente em número, os cristãos passaram a chamar para si, a atenção do Estado romano.

De início, professado apenas pelos descendentes de judeus que viviam na periferia de Roma, o cristianismo logo difundiu-se, primeiramente pelas camadas mais pobres da população, especialmente entre os escravos, e pouco a pouco foi evoluindo, até passar a atingir também os cidadãos e mesmo algumas famílias da nobreza romana e se tornar, consequentemente, alvo de preocupação por parte do Estado, pois, afinal, eles pregavam uma total submissão apenas a Deus, e não ao império e ao imperador romano.

Além do mais, a presença do apóstolo Pedro, e por fim, também do apóstolo Paulo, em serviço missionário ali em Roma, estimulou, ainda mais, os cristãos a se multiplicarem e a começarem uma certa forma de organização de estrutura de serviço, maior e mais eficiente do que aquela experimentada, originalmente, em Jerusalém. Era frequente a necessidade da comunidade cristã de Jerusalém, de ajuda material por parte das comunidades cristãs que vinham surgindo em outras localidades.

Contudo, em Roma, por fim, aconteceu de o imperador Nero dar inicio a perseguição romana direta contra os cristãos, no ano 64 d.C.. Tal primeira perseguição durou quatro longos e terríveis anos, e, sob ela, tanto o apóstolo Pedro quanto Paulo, pereceram. Concomitantemente, a força da perseguição da parte judaica contra os cristão entrava em colapso, pois a partir de 66 d.C. com deflagração da revolta dos judeus em Jerusalém contra os romanos, que se espalhou por toda a Judeia, as autoridades Judaicas já não contariam mais com as benesses do Estado. Nesta ocasião os cristão que ali ainda restavam, sabiamente, se lembrando dos avisos proféticos de Jesus, se mobilizaram em grande número, para se afastar da região do conflito, antecipadamente.

Jerusalém foi sitiada e finalmente atacada pelos romanos em 70 d.C., com um saldo de mais de 100.000 mortos, tendo sido destruído, inclusive, mais uma vez, o templo de Jerusalém. Toda a região da Judeia continuou sendo varrida e arrasada pelos romanos, com grande parte da sua população sendo ou dizimada ou dispersa para fora da região, até nos três anos seguintes.

A perseguição romana contra os cristãos, e agora também, igualmente contra os judeus, voltaria a se acentuar, ainda mais, no reinado de Domiciano, notadamente de modo cruel, a partir do ano 92 d.C..

Todavia, isso não conseguiu impedir que, pouco a pouco, o espírito legalista típico do estado romano fosse se afirmando também na formação da subsistente comunidade cristã de Roma, dando-lhe uma ênfase cada vez maior na organização das estruturas eclesiásticas, a ponto de, entre os anos de 88 a 97 d.C., os cristãos de Roma, infelizmente, sentirem-se com força organizacional o bastante, para passar a dar o troco aos judeus que outrora os perseguiam, com Clemente, Bispo de Roma, terceiro sucessor do apóstolo Pedro, responsabilizando-os pela persecução que Nero havia impingido contra os cristãos. Por causa da atuação moderadora de Clemente, em uma crise da comunidade cristã de Corinto, para a qual ele escreveu uma longa e importante epístola, os cristão de Roma, mais tarde, viriam a reclamar a primazia da sua sede, Roma, sobre todas demais comunidades de cristãos.

A agora enraizada e justificada perseguição e o desprezo contra os cristãos por parte do Estado romano, persistiu por longo tempo, variando de intensidade de tempos em tempos. A recusa dos cristãos em aceitar o culto da divindade do imperador foi, para os romanos, com toda probabilidade, a base jurídica de tais seguidas perseguições. Clemente foi preso no reinado de Trajano e condenado a trabalhos forçados. Por continuava a atuar na conversão de outros presos, foi por isso martirizado, em 101 d.C..

Já, a primeira perseguição que envolveu todo o território imperial aconteceu sob o governo de Maximino, apesar do fato de que apenas o clero tenha sido visado. Foi somente sob Décio, em meados do segundo século, que a perseguição generalizada – tanto ao clero quanto aos leigos – tomou lugar em toda a extensão do Império. Gregório de Tours trata deste tema em sua História dos Francos, escrita no final do século VI:

“Sob o imperador Décio, muitas perseguições se levantaram contra o nome de Cristo, e houve tamanha carnificina de fiéis que eles não podiam ser contados. Bábilas, bispo de Antioquia, com seus três filhos pequenos, Urbano, Prilidan e Epolon, e Sisto, bispo de Roma, Laurêncio, um arquidiácono, e Hipólito tornaram-se perfeitos pelo martírio porque confessaram o nome do Senhor."

Apesar de confundir as épocas de perseguição (pois menciona, ao mesmo tempo, personagens que foram martirizados sob Maximino, Valeriano e Décio), o testemunho de Gregório mostra o quanto o tema da perseguição marcou o imaginário da Igreja nos primeiros séculos. As perseguições estatais seguintes foram inconstantes até o terceiro século, apesar do "Apologeticum" de Tertuliano, de 197 d.C., ter sido escrito ostensivamente em defesa de cristãos perseguidos e dirigido aos governantes romanos.

Todavia, mesmo debaixo de perseguição e adversidade, o cristianismo continuava sempre crescendo. No período de reinado do imperador Diocleciano, houve um clímax persecutório, no qual, a agora já muito bem organizada igreja de Roma, passou por um momento de terrível perseguição. O imperador fez mais essa tentativa, entre os anos de 303 a 305 d.C. de suprimir o cristianismo, por suprimir a igreja, eliminando tanto clérigos quanto leigos, e mais uma vez foi um fracasso.

Para saber muitos mais detalhes sobre as várias perseguições aos cristãos ocorridas sob o Império Romano, veja o excelente documentário: Documentário Espelho dos Mártires

Assim, a igreja de Jesus Cristo sofria de perseguição m perseguição, até que aconteceu um fato divisor de águas: Diocleciano abdicou do trono, e seus quatro generais, que governavam regiões administrativas, entraram em guerra. Os dois generais que mais tinham possibilidade de chegar a ser imperador eram Constantino e Magêncio. A vitória de Constantino sobre Magêncio, na Batalha da Ponte Mílvio, em 28 de outubro de 312 d.C., perto de Roma, a qual Constantino, posteriormente, atribuiu ao Deus cristão, explicando, na noite anterior à batalha, ele havia sonhado com uma cruz, e que nela estava escrito: “In hoc signo vinces”, do latim que significa: "Sob este símbolo vencerás".

A partir de Constantino tornado imperador, em 313 d.C., os imperadores passaram a “proteger e estimular cada vez mais a fé cristã”, promovendo uma crescente fusão entre a igreja e o estado, nas qual muitos ajustes, de ambos os lados, foram feitos para que cada um se adaptasse às necessidades do outro, até que, na época de Teodósio I, em 380 d.C., o Império Romano tornou-se oficialmente um “estado cristão”.

Muito embora aquela aparentemente conveniente “conversão estatal”, em seguida o império romano continuaria com o seu já existente declínio, caminhando, até mesmo, ainda mais rapidamente para a sua ruína, até que por fim a humanidade ocidental, herdeira do legado do império romano, passou a entrar num longo período de obscurantismo histórico, com a queda de Roma a partir de 476 d.C..

Isso ocorreu, não que o cristianismo, em si, causasse o declínio do império romano pois, no início do século IV apenas de 5% a 7% dos romanos tinham se tornado cristãos, e, por essa época, em sua grande maioria, estes estavam vivendo na parte Oriental do império, exatamente o lado que permanecerá mais forte e estruturado durante a crise final do século V.

Já, no século III, que havia sido a fase mais aguda de crise econômica e social, enquanto os cristãos, embora bastante organizados, ainda não passavam de uma minoria que se reuniam nas catacumbas da Capital, nas fronteiras de expansão do império, as elites dirigentes das legiões romanas e suas ações em consonância com as estratégias oficiais do estado, exigiam um número incessantemente crescente de soldados, de elevação de soldos e recursos para as guerras.

Por outro lado, houve ainda uma diversificação cultural e religiosa, que a sociedade romana expandida experimentou, após o contato com as populações das colônias e com a naturalização dos bárbaros. Tal fato possibilitou à população insatisfeita do núcleo do império, passar a duvidar da influência dos deuses oficiais greco-romanos nas decisões políticas, explicação que até então legitimava o poder do império e do imperador, levando um bom número deles a buscar adesão a crescente religião cristã.

O fato é que, depois das dificuldades experimentadas do século III, vários imperadores procuraram centralizar ainda mais o Estado, a fim de obter um maior controle dos cidadãos de um tão vasto império, agora existentes em grande diversidade sócio cultural e religiosa, para que deste modo fosse mais fácil mobilizar os enormes recursos humanos e financeiros para defender, sem em nada abrir mão, a estupidamente expandida fronteira do império e o fragilizado núcleo imperial, e, principalmente, unificar isso tudo em torno de uma ideologia única.

Com Constantino I, passou-se a eleger o cristianismo, devidamente fundido e adaptado, de maneira discreta, à antiga religião greco-romano oficial do Estado, como a religião capaz de produzir aquele desejado monopólio ideológico unificado. Afinal de contas, o cristianismo era, de fato, contra todas a possibilidades e expectativas, a religião que mais crescia, e passava a influenciar a nata romana, mesmo debaixo de adversidades.

Creio que Roma foi devorada por si própria e por seu incessante e compulsivo desejo expansionista e, eu, particularmente não creio, que imperador romano algum, que tenha vivido até a queda do império do ocidente, efetivamente tivesse crido, verdadeiramente, no Deus dos cristãos, e, principalmente enxergado, que a real fonte de sucesso do cristianismo, contra todas as adversidades as quais ele era submetido, era o poder daquele mesmo Deus.

Roma, enquanto Estado imperial, tentou “usar” em seu benefício o cristianismo, mas o cristianismo era algo que até então as elites romanas, verdadeiramente, não entendiam e nem sequer conheciam ao certo. Por isso, não é de estranhar não ter obtido exito em extrair o efeito expectado disso.

O fato é que Roma estava se condenando, por não vislumbrar a possibilidade de retroceder em sua política de expansão já realizada e, nem mesmo o “esforço final” de “absorção” do cristianismo ocorrido, apesar de dar algum alento e sobrevida, de modo algum conseguiu reverter a falência final do império.

Durante toda a “Pax Romana” a instituição militar tinha se visto orientada para múltiplos objetivos. Além da defesa fronteiriça de mais de 9000 Km, da fortificação de pontos estratégicos, construção de estradas e segurança pessoal das mais altas magistraturas imperiais, transmitir elementos da cultura, religião e língua latina às regiões onde se fixavam as guarnições militares, bem como a criação de condições favoráveis para o desenvolvimento das economias locais, a sua presença impunha o respeito e a aceitação incondicional da soberania de Roma: assim era a paz romana.

A manutenção da paz e da estabilidade no mundo romano era atribuída aos militares como tarefa primordial e de grande importância: Era uma paz armada e atingível apenas com a presença das legiões. Essa era a única forma de assegurar uma harmonia mínima e a articulação entre o poder imperial e as vastas regiões a governar, servindo de instrumento de apoio à execução de medidas de carácter administrativo, todavia, de maneira notória, isso também fez com que o império, de modo inevitável e continuamente, consumisse a si próprio, em termos de recursos.

Por outro lado, influenciada pelos decretos da oficialização e da resultante “adaptação” que propiciariam a “liberdade” de culto e de manifestação, “o cristianismo”, ou melhor, a agora oficialidade do cristianismo, a igreja, passou, de modo infeliz, a tornar-se, para alguns, veículo de promoção social e de meio para a obtenção de cargos e benefícios públicos.

Na medida em que essa nova nomenclatura romana de “fé cristã” se consolidava como religião, os territórios onde ela “desabrochava”, dividiram-se em dioceses e paróquias, à frente dos quais foram postos bispos e párocos, sob a chefia do papa, sucessor de Pedro e bispo de Roma, a capital, e agora sob as benesses diretas do Estado romano em decadência.

Assim, como religião oficial e marcadamente urbana que se tornara a partir de fins do século IV, os demais cultos “não ajustados” que existiam, notadamente, nas regiões mais remotas e de fronteira do império, passaram a ser severamente perseguidos, ainda nas derradeiras décadas do moribundo império. Por conseguinte, os seguidores das várias diversificações de paganismo bárbaro, tiveram que se refugiar na zona rural, donde vem o uso costumeiro do termo “pagão”, de modo generalizado, a essas populações. Pagão significa tão somente habitante do campo.

A perseguição sofrida pelas mãos desses “cristãos oficiais do império romano” era exercita, em concomitância, com as ações puramente militares de manutenção da fronteiras do império e de mobilização forçada de recursos em colonias insubmissas, de um modo cruel e pernicioso. Curiosamente, o primeiro grande saqueador de Roma, o rei Visigodo Alarico I, havia recebido treinamento militar romano para atuar como comandante de tropas auxiliares a serviço do próprio império, antes de rebelar-se e promover três cercos a capital, até saqueá-la, em 410 d.C.

Isso fez com que os povos bárbaros aprendessem, inicialmente a reagir, pela força das armas, com maior consistência pelo uso de táticas essencialmente de guerrilhas, contra as incursões das legiões romanas, para em seguida, se organizarem a ponto de poderem partir para o contra-ataque e para o ataque, que desferiu os golpes finais que encerram com a existência do “império romano cristão do ocidente”.

Porém, após o fim do império, o agora “poluído” cristianismo, pela sua nomenclatura centrada em Roma e seu culto ritualístico deformado, sobrevivera, e até se arvorava herdeiro do império vencido, passando de perseguido a perseguidor, continuaria a crescer nas sombras do obscurantismo da idade média, e ainda teria, para o bem e para o mau, muita história para escrever, arvorando-se muitas vezes, de modo truculento, do nome de Jesus.

A mensagem da verdade da nova aliança, é e sempre foi a mesma: “Por meio disso saberão que sois meus discípulos, se tiverdes amor entre vós” Jo 13:35 e Jesus vai além, desafiando a nossa condição imperfeita e nos mostrando que é mesmo debaixo dela que devemos buscar santidade: “Ouvistes que se disse: ‘Tens de amar o teu próximo e odiar o teu inimigo.’ No entanto, eu vos digo: Continuai a amar os vossos inimigos e a orar pelos que vos perseguem; para que mostreis ser filhos de vosso Pai, que está nos céus, visto que ele faz o seu sol levantar-se sobre iníquos e sobre bons, e faz chover sobre justos e sobre injustos. Pois, se amardes aos que vos amam, que recompensa tendes? Não fazem também a mesma coisa os cobradores de impostos? E, se cumprimentardes somente os vossos irmãos, que fazeis de extraordinário? Não fazem também a mesma coisa as pessoas das nações? Concordemente, tendes de ser perfeitos, assim como o vosso Pai celestial é perfeito." Mt 5:43-48

Sob a nova aliança de Jesus, nenhum ato mais de violência, de qualquer espécie, se justifica, por mais elevados que possam parecer os objetivos ou intenções a estes associados. Na nova aliança, tudo é sugerido, nada exigido e, consoante a isso, assim também deve ser os salutares propósitos evangélicos que um cristão coloca em seu próprio coração.

Deste modo, por exemplo, acontecimentos aparentemente positivos para o desenvolvimento da "igreja", como o da ordem de fechamento da academia platônica de Atenas, por mandado do imperador bizantino Justiniano, no ano de 529 d.C. trouxeram, efetivamente, nenhuma glória para o nome de Deus. Comparativamente com aquilo que se nos pareceu um discurso frustrado, louco e solitário, proferido pelo apóstolo Paulo, aos atenienses no Areópago, séculos antes, de fato, a determinação de Justiniano foi, deveras, contraproducente para o serviço do reino de Deus. Neste segundo evento, embora falando a uma plateia, por cultura e por orgulho, notadamente inamistosa, por fazer uso de legítimo amor cristão, centrado na graça do livre-arbítrio da parte do Senhor, mesmo que tenha parecido pouco aos nossos olhos, o apostolo de Jesus gerou, bons frutos do Espírito. Já, quanto ao primeiro evento, aquele obteve tão somente, um exito maior, em criar celeumas de relações humanas que, até os dias de hoje, representam obstáculos ainda maiores, em que as boas novas do evangelho venham a atingir as mentes e os corações daqueles que se fazem a si mesmos ateus e agnósticos.

Não é por falta de avisos da parte de Jeová que tais fatos, a saber: a vazão da nossa força violenta corrupta, ocorrem de contínuo entre nós humanos, pois Ele mesmo nos tem também acusado a consciência cauterizada desde muito cedo: “Que hei de fazer-te, ó Efraim? Que hei de fazer-te, ó Judá, quando a vossa benevolência é como as nuvens da madrugada e como o orvalho que logo desaparece? Por isso terei de talhá-los por meio dos profetas; terei de matá-los por meio das declarações da minha boca. E os julgamentos sobre ti serão como a luz que sai. Pois, agrado-me da benevolência e não do sacrifício; e do conhecimento de Deus antes do que de holocaustos. Eles, porém, como Adão, transgrediram o pacto; É nisso que agiram traiçoeiramente para comigo. Gileade é uma vila de malfeitores; suas pegadas são sangue. E como que atocaiados contra um homem, a associação dos sacerdotes são guerrilhas. À beira do caminho cometem assassinato em Siquém, porque só se empenharam em conduta desenfreada. Vi uma coisa horrível na casa de Israel. Há ali fornicação da parte de Efraim. Israel se aviltou. Também para ti, ó Judá, está determinada uma ceifa. Ao querer eu trazer do cativeiro o meu povo.” Os 6:4-11.

Vinde, pois, e retornemos para o Senhor, enquanto Ele pode ser achado, pois para o fim dos tempos está reservado: "E ele julgará entre as nações, e repreenderá a muitos povos; e estes converterão as suas espadas em relhas de arado, e as suas lanças em foices; uma nação não levantará espada contra outra nação, nem aprenderão mais a guerra." Is 2:4
Licença Creative Commons
Este trabalho de André Luis Lenz, foi licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição - NãoComercial - CompartilhaIgual 3.0 Não Adaptada.
 
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