domingo, 15 de abril de 2012

O Universo da Criação


Introdução:

Este é um artigo popular sobre ciências naturais e encerra um estudo da natureza em seus aspectos mais gerais e fundamentais, isso é, o universo como um todo, que é entendido como regulado por regras ou leis de origem natural e com validade universal, fazendo-o de forma a focar-se nos aspectos físicos e não no homem, e menos ainda em aspectos antropogênicos.

Embora o foco não recaia sobre o ser humano em específico, é importante ressaltar que, o ser humano é parte integrante da natureza, mesmo não sendo algo especial dentro dela, e por tal, encontra-se inexoravelmente sujeito às mesmas regras naturais que regem todos os acontecimentos físicos, químicos e biológicos do universo, o qual esse também integra. Todavia, o caráter deste artigo é, sim, criacionista, o qual considera que o homem é, e sempre será, em meio ao universo da criação, algo especialmente importante par Deus.

Assim como Deus existe, o estudo do universo físico jamais obterá exito em outra coisa, a não ser a de atribuir-lhe a devida existência. Todo conjunto de conhecimento adquirido pela ciência humana até o presente momento, não apresenta nada que permita negar a existência de um Deus criador, muito embora, não tenhamos adquiro ainda, conhecimento específico algum, que permita demonstrá-lo, categoricamente, como existente.

Todavia, a cada degrau de galgamos em conhecimento, os resultados vão nos apontando para novos horizontes, sempre mais complexos e desafiadores, o que faz brotar em nós a nítida sensação de que, pelo conhecimento, estamos nos dirigindo, passo a passo, para mais perto de algum tipo de poder superior. O cientista que se nega até mesmo essa "sensação", não tem sequer, ciência de si mesmo, quanto mais do mundo ao seu redor.

O Universo da Criação:

Gostaria de conduzir aqui, um estudo sobre o que é "O Universo”. Creio que será bastante simples pois, a palavra “Universo” é geralmente definida como englobando tudo e, numa definição clássica e simples, é descrita como:

“O Universo é constituído de tudo o que existe fisicamente, a totalidade do espaço e tempo e todas as formas de matéria e energia.”

Como amante da física, eu mesmo me sinto muito a vontade com essa definição, pois ela toca em termos (Espaço, tempo, matéria e energia) que eu conheço e posso compreender muito bem, sendo capaz, até mesmo, de encontrar maneiras de mensurá-los, enquanto grandezas físicas.

Todavia, estudos e teorias mais recentes intentaram produzir um novo conceito, o de “Multiverso”.

A “teoria do multiverso” é um termo usado para descrever um hipotético grupo de todos os universos possíveis; geralmente usado em ficção científica, embora também como consequência de algumas teorias e proposições científicas, para descrever um grupo de universos que estão relacionados (universos paralelos).

A ideia de que o universo que se pode observar é só uma parte da realidade física, deu luz a definição do conceito "multiverso".

O conceito de Multiverso tem suas raízes na moderna Cosmologia e na Teoria Quântica e engloba várias ideias da Teoria da Relatividade de modo que pode ser possível a existência de inúmeros Universos onde todas as probabilidades quânticas de eventos ocorrem. Simplesmente há espaço suficiente para acoplar outros universos numa estrutura dimensional maior: o chamado Multiverso.

Isso posto, resta-nos lembrar que, no pensamento científico “o fato” sempre é superior a “a ideia”, sendo que o fato científico sempre pode destruir, mais corretamente dizendo, tornar falsa, a ideia científica. Não podemos conhecer a realidade em si, do Universo, mas apenas a probabilidade desta realidade ser de um modo ou de outro.

Além do mais, eu particularmente, gosto ainda de me lembrar que, enquanto o “ser” que eu sou, em minha natureza eu sou dotado de uma “sensibilidade inerente” para com as coisas do mundo físico e, muitas vezes, eu mesmo não preciso me ater a cálculos de probabilidade, para saber quando estou diante de algo que tem pouca (ou nenhuma) chance de ser real.

Se há espaço suficiente, e o espaço é dividido entre universos, o que delimita a fronteira entre eles? O que impede que os múltiplos universos interajam entre si? O que os faz se manter desconectados? Seria simplesmente a distância entre entre eles? Existe algo material que os mantenha hermeticamente separados e isolados?

É arrojada a “teoria dos multiversos”. O que se vê é que própria natureza tem se mostrado ser um jogo de probabilidades intercambiantes, de realidades mescladas, oscilantes, de informações interconectadas, umas aparecendo, no desaparecimento das outras. Cada coisa esta relacionada a tudo e tudo esta relacionado a cada coisa. Estranho é a mim essa teoria das bolhas e dos multiversos, ela ofende a minha sensibilidade inerente.

Além do mais, se houver separação entre “universos paralelos” que “compartilhando um mesmo espaço”, por que não conjecturar, a princípio, que possam ser, tão somente, separações entre “parcelas”, “porções” de um mesmo universo. Minha sensibilidade inerente aponta que, mesmo na imensidão física do universo espacial, as coisas físicas que nele existem, continuarão, sempre interagindo entre si. Mesmo a imensuráveis distâncias, deve haver alguma interações de sistema sobre sistema.

Essa mesma sensibilidade me faz crer que, no mundo da matéria, ou seja, no mundo físico, não existe o nada, não existe o zero. Talvez algo possa ser desprezível e desconsiderado, mas de modo algum é zero. Nem tão pouco existe infinito. Talvez algo não possa ser quantificado, mas é finito. Zero e infinito são conceitos matemáticos, artifícios usados nesta ferramenta de compreensão do mundo físico.

O conceito de infinito sempre foi, e continua sendo, uma verdadeira pedra no sapato dos físicos. Eles lutam constantemente para apagá-lo do mapa a cada esquina. Mas sempre que ele é eliminado numa equação, parece apenas se esconder para voltar a surgir lá adiante, deixando os teóricos ainda mais desconcertados. Tudo no mundo físico possui limites, tanto limites tendendo a zero, quanto limites tendendo a infinito. Todavia, enquanto estivermos tratando da matéria, sempre poderemos entender que, na pratica, ela não se permite “ser operada” a esses limites.

Dai procede a minha conclusão intuitiva de que não pode haver dois sistemas que estejam isolados ao infinito. O que existe é um espaço imensurável, que pode causar a falsa impressão de que possam existir múltiplos universos dentro dele. No entanto ele é um só, ele é o limite em si. Mas onde é esse limite? Seja onde for, não poderemos chegar nele, pois ele sempre tenderá a infinito. Mas uma coisa é certa, tudo inserido nele faz parte do mundo físico, que envolve espaço, tempo e matéria, mas principalmente energia.

O Princípio e o fim, o zero e o infinito, no mundo da matéria são impraticáveis. No mundo físico, nenhum sistema pode ser isolado ao infinito, a fim de se ensaiar colocá-lo em um valor extremo absoluto. Os limites absolutos de temperatura, por exemplo, em sistemas físicos isolados não podem ser atingíveis. Nem o desconhecido limite superior, que nos impeliria a usar toda a energia do universo para ensaiá-lo, e nem ao mesmo o outro extremo da escala, o supostamente conhecido limite inferior, ou zero absoluto. Questionado sobre isso, o Prof. Moses Chan, da Universidade da Pensilvânia, Estados Unidos responde:

"Não, nós podemos chegar muito perto, mas nunca ao zero absoluto. Alguns laboratórios, incluindo o nosso aqui na Universidade da Pensilvânia, podem resfriar amostras de vapor até uns poucos nanoKelvins, ou bilionésimos de grau. Mas para trazer algo para uma ordem perfeita, você tem que se livrar de toda a desordem. À medida em que o sistema se aproxima do zero absoluto, torna-se mais e mais difícil remover a desordem."

No mundo físico, o zero não existe. Nem o infinito. Não é a toa que está registrado aquilo que Deus nos tem revelado por meio do apóstolo João: “Eu sou o Alfa e o ômega, diz o Senhor Deus, aquele que é, e que era, e que há de vir, o Todo Poderoso.” Revelação 1:8. Uns 830 anos antes disso ele já havia inspirado o profeta Isaías a escrever: “Eu sou o primeiro, e eu sou o último, e fora de mim não há Deus.” O criador do mundo físico o criou com limites estabelecidos, todavia, teve o cuidado de se assegurar que tais limites só a Ele pertencem, pois o limite é Ele em si. É por isso que, por mais que nós tentemos desenvolver tecnologias para atingi-los, não obtemos exito.

O Princípio e o fim, o zero e o infinito, no mundo da físico são intangíveis. Não há como, por exemplo, como se converter energia de uma forma para outra sem que haja alguma perda. No mundo da matéria, a perda é inerente a todo e qualquer processo de transformação de energia, seja ele realizado por meio processos naturais, sem interferência humana ou induzido em processos artificiais. Isso ocorre pelo principio de que, fisicamente, nenhum sistema pode ser hermeticamente fechado e, portanto, sempre existirá interações inevitáveis, relações espúrias entre sistemas. Nos processos de conversão de energia artificiais promovidos pelo homem, desde sempre, o grande desafio tem sido sempre, a redução de perdas inerentes aos processos a um “mínimo possível”, na busca da “eficiência energética”.

Inúmeras vezes o homem já sonhou ser Deus e já tentou criar coisas impossíveis no mundo físico. Tentou desenvolver o moto contínuo, tenta criar matéria viva a partir de matéria inanimada. Ele não desiste de ser ridículo e não se rende a mais clara evidência. Há coisas possíveis somente a Deus. Todavia, nada impede que o homem crie coisas em as perdas sejam tão pequenas que ele as considere desprezíveis, afinal, só isso já é reconhecer a sua própria imperfeição e as limitações do mundo físico. Mas dai, a passar a “comercializar” o termo “hermeticamente fechado”, penso que isso seja abusar de propaganda enganosa e abuso da própria ignorância. Existem matéria bom isolantes, de calor, de eletricidade, de partículas, etc, porém nenhum é perfeito nisso. Dois corpos materiais sólidos não podem ocupar o mesmo espaço, mas a matéria não é, de modo algum, impermeável, antes é amplamente “porosa” pois, todas as substâncias são constituídas por corpúsculos, separados uns dos outros por espaços vazios e em constante movimento.

Da mesma forma como não há perda zero em conversão de energia, podemos afirmar que, nenhuma fonte de energia existente no mundo físico é inesgotável, nem mesmo toda carga energética, contida em todo universo é infinita. Obviamente que, para um desprezível aglomerado de seres vivos, como é o caso da humanidade, quando contraposta a imensidão universal, até mesmo a quantidade de carga energética contida num único pequeno astro, como o sol do nosso sistema solar, muitas vezes, possa parecer algo inesgotável e sem fim, todavia é finito.

Lembrando disso, eu posso até mesmo sentir o “meu” criador do universo, aquele que eu chamo de “meu Deus”, nos observando: a orgulhosa raça humana, e seus “incríveis” cientistas; E Ele se rindo gostosamente de nós e de nossa vã filosofia. Incapaz de salvar a si mesmo enquanto ser vivo, meramente constituído de matéria, podendo vir a desaparecer num átimo, aos menor desarranjo ou rearranjo da natureza próxima ao seu redor, esse grupamento de criaturas incrédulas, imagina-se como tendo, em si mesma, uma fonte inesgotável de energia, em continuar desafiar a Deus. Mas o que há mesmo de incrível nisso é que, mesmo assim, nós continuamos, sempre, tendo um valor inestimável diante do Todo Poderoso, que é a única fonte de energia inesgotável, o único espaço capaz de conter o universo inteiro, e fazer cessar o seu ciclo ondulatório.

Antes que a mecânica quântica fosse desenvolvida como um modelo para explicar o comportamento das partículas atômicas e subatômicas, os cientistas já acreditavam que todas as partículas, atômicas e subatômicas, parariam de se movimentar quando a matéria atingisse a temperatura do zero absoluto e imaginavam que com isso, a energia do sistema decresceria a zero. Entretanto, atualmente, mesmo diante da impossibilidade de se reproduzir o zero absoluto temperatura, passou-se a reconhecer que mesmo estando a essa temperatura, a matéria ainda assim, retém alguma energia, a chamada “energia do ponto zero” ou “energia residual, que passa a ser definida como sendo a menor energia possível, em termos de mecânica quântica, que um sistema físico pode possuir no seu “estado fundamental”. Entende-se como “estado fundamental”, também chamado de estado estacionário, aquele na qual a densidade de probabilidade quântica não mais varia com o tempo (ou, pelo menos, parece não variar).

Todavia, muito anteriormente, desde o advento da segunda lei de Newton a respeito da termodinâmica, o homem já tinha adquirido o conhecimento do principio que, se fosse considerado mais seriamente, poderia dotá-lo do poder de “sentir”, que isso seria assim mesmo, sem ter que esperar por tantas pesquisas. Para medir o grau de desordem de um sistema, foi definida a grandeza termodinâmica entropia. Quanto maior a desordem de um sistema, maior a sua entropia. O mínimo de entropia possível (não zero, mais mínimo) corresponde à situação em que átomos de uma substância estariam perfeitamente ordenados em uma estrutura cristalina perfeita. Essa situação deve ocorrer, teoricamente, a 0ºK (zero absoluto). Em outras temperaturas, a entropia de uma substância deve ser diferente de zero. Quanto maior a temperatura de uma substância, maior o movimento das suas partículas, mais desorganizada ela está e, portanto, maior a sua entropia. A entropia nada mais é do que, no caso específico da termodinâmica, o conjunto das perdas, inerentes a todo processo conversão de energia. No entanto, é bom que se esclareça que “perdas”, nada mais são, do que a conversão de uma parcela da energia original em outras formas diferentes daquela que o processo objetivou.

Assim como somos nós que estabelecemos as classes das coisa, a fim de ordenar tanto o estudo quanto a utilização delas, também somos nós que especificamos limites e fronteiras no espaço todo que há. Racionalizamos sistemas, a fim de compreender a natureza e fazemos bem, pois de outra forma compreenderíamos satisfatoriamente coisa alguma que há. Todavia o universo da criação é um só. Estamos presos ao mundo da material e temos todo o direito de tentar dominá-lo e isso é coisa que Deus permite. Seres humanos amantes da ciência, não existem por acaso.

Tanto a teoria ondulatória quanto a teoria cinético corpuscular, são duas óticas diferente, de se lançar visão sobre a mesma coisa: as formas da energia. Hoje é aceito que ambas se completam como características da luz, porém mais, de todas as formas de energia, e não apenas da luz como tem sido enfatizado, que é apenas uma das formas de energia conhecida. Todavia a história da ciência nos mostra que, por causa dos sentimentos deturpados que se desenvolvem no coração do homem, principalmente quando ele tem o orgulho de se nominar cientista, por muito tempo estas duas correntes teóricas tentaram ser excludentes, uma em relação a outra, mas pelo entendimento que se chegou hoje, elas já não conseguem mais, sequer, serem tão distintas.

Em Cosmologia, segundo a teoria do Big Bang, o universo observável é a região do espaço limitada por uma esfera imaginária, cujo centro é o observador, suficientemente pequena para que objetos possam ser observados nela, ou seja, houve tempo suficiente para que um sinal emitido pelo objeto, a qualquer momento depois do Big Bang, movendo-se à velocidade da luz, tenha alcançado o observador agora. Tal sinal corresponde a imagem que temos destes objetos. Não se pode conhecer algo por experimentação direta sobre qualquer parte do universo que seja desconectada de causalidade de “nós”, apesar de diversas teorias, como a Inflação cósmica, requererem um universo muito maior que o universo observável. Não existem evidências que sugiram que a fronteira do universo observável corresponda exatamente à fronteira física do universo (se é que tal fronteira existe); isso seria extremamente improvável, pois implicaria que a Terra estivesse exatamente no centro do universo, em violação do Princípio cosmológico.

Do ponto de vista da aparência observável, o universo é um espaço onde uma certa quantidade de matéria tende, sempre, a se aglutinar, de modo punctual, assemelhando se formando o grande mosaico, só que volumétrico. Este “padrão de aparência”, no entanto, predomina em todos os demais sistemas observáveis, seja considerando-se o visual das estruturas moleculares das substâncias, seja considerando-se a superfície da terra vista a altitudes elevadas, até mesmo principalmente, a forma da paisagem da ocupação humana da terra, predomina o “visual de um mosaico” que é formado por padrões de fragmentos e faixas os quais se destacam sobre um fundo ou matriz. Deste modo na imensidão do espaço a matéria se aglutina em pontos, nos quais variam tanto o volume, quanto a densidade volumétrica. Se num ponto do universo a matéria é rearranjada de uma certa maneira, com partículas sendo agregadas, em outro ponto do universo ela o é também, mas de maneira diametralmente oposta, com partículas sendo desintegradas, de modo que um certo equilíbrio é mantido na quantidade total de matéria do universo. O universo físico é pura composição de fragmentos de matéria!

Vivemos um momento interessante na evolução das teorias cosmológicas, em termos especulativos, com novas teorias passando a ser testadas. Como exemplo, o Prêmio Nobel da Física, no ano de 2011, foi atribuído aos cientistas norte-americanos Saul Perlmutter, Brian Schmidt e Adam Riess – pelo trabalho que ficou chamado de “a descoberta da expansão acelerada do universo através de observações de supernovas distantes”. Segundo os resultados desse trabalho, não só o Universo continua a expandir-se, como o faz cada vez mais depressa. As equipes de Perlmutter, Schmidt e Riess mediram a velocidade da expansão do Universo através da observação de supernovas (estrelas que morrem numa imensa explosão), nomeadamente as "anãs brancas", que têm uma massa comparável à do nosso Sol, porém concentrada numa esfera do tamanho da Terra. A luz das supernovas observadas revelou-se mais fraca do que o previsto, sinal cosmológico de que a expansão do Universo estará a acelerar e não a abrandar.

A teoria que rendeu o Nobel de Física, não me parece estranha, segundo a minha própria intuição elementar sobre o universo pois, para se justificar aquilo que chamamos de "a energia do universo" , não apenas a massa deve existir mas, analogamente à definição do "trabalho" (ou energia), em mecânica, é necessário também que haja, tanto o deslocamento (a expansão), como a força atuante. A força, por sua vez, é o que, efetivamente, depende da massa, todavia, depende também da aceleração. Assim olhando para a expressão:

                                                                 energia = massa . aceleração . deslocamento

Fica claro que nem aceleração, nem deslocamento podem ser de valor igual a zero, para que haja energia, de modo que a existência da aceleração na expansão do universo, é obvia. No entanto, outra coisa fica, também, subentendida: se o valor deslocamento é crescente, ou seja, se ele existe no sentido que de que o universo esteja se expandindo, então, necessariamente, o valor da aceleração precisa ser decrescente, ou seja, na proporção inversa da expansão, em outras palavras, cada vez que o tamanho do universo dobrar, a aceleração precisa cair a metade, para manter o equilíbrio de energia total do sistema. Caso contrário, o universo estaria ganhando energia, e isso só poderia ser transmitido por um outro sistema, de fora do universo, e assim sendo,  passaria a justificar a teoria dos multiversos, que apresentaria, entretanto, universos paralelos que estariam sim, conectados, transferindo energia um para o outro, e "o nosso universo" estaria a ganhar!

Verificação que a expansão do universo está se realizando com uma aceleração que é decrescente, eu não sei se é possível com a tecnologia disponível atualmente mas, eu creio, que em de uma forma ou de outra, muito breve alguém o fará e assim eu poderei continuar não acreditando nos multiverso. É interessante, ainda, esclarecer o seguinte, a aceleração sempre existirá, pois a medida que a expansão do universo prossegue, só quando o universo tiver atingido o "tamanho infinito" é que, a aceleração, decaindo atingira "valor zero" e isso só ocorrerá no "tempo do nunca", ou seja, em tempo infinito. Isso me sugere uma outra coisa interessante: se a aceleração da expansão do universo fosse constante, o que caracterizaria um típico movimento uniformemente variado, a velocidade da expansão cresceria linearmente com tempo, todavia, se aceleração é decrescente, então ela é decrescente exponencialmente no tempo e sua variação está associada a uma função de queda exponencial natural, semelhante aquela que pode ser verificada em muitos outros fenômenos naturais, ou seja, do tipo:



Uma outra coisa conseqüência é que, todas essas variações irão tendo amplitudes cada vez menores, a medida que o universo "envelhece, e o seu "tamanho" tende a infinito, enquanto que a massa e a energia serão eternamente conservadas. Para mim é bastante confortável raciocinar assim. Mas parece que não é bem isso que constataram os cientistas em questão. Observe a ilustração abaixo:

Aparentemente o que foi observado é que a variação da aceleração também varia. A própria aceleração da expansão tem um caráter ondulatório, envolvendo alternância entre épocas em que a aceleração decrementa (como eu gostaria que fosse o tempo todo), e épocas em que a aceleração incrementa!!! A menos que haja algo errado com o gráfico acima, que eu tomei em http://news.discovery.com/space/nobel-prize-physics-111004.html, ou tem algo errado com a própria constatação dos cientistas laureados, ou então, não estamos, de fato, apenas tão somente expansão, mas sim, apenas atualmente em expansão e com a mesma periodicidade com que a aceleração varia, varia também a intensidade, e consequentemente sentido, da "expansão do universo", em outras palavras, em épocas que a aceleração aumenta, o universo precisaria entrarem retração, caso contrario, voltamos ao caso do "ganho de energia". Assim,  o Universo apresentaria um comportamento de alternância entre longos períodos de expansão e longos períodos de retração. Neste sentido, o universo pulsaria, com ciclos de intervalos de tempo de dimensões astronômicas.

O fato, é que a medida que avançamos no conhecimento do universo, surpreendemo-nos sempre, mais e mais. Na década de 30 do século passado, o pelo astrônomo Fritz Zwicky, do Instituto de Tecnologia da Califórnia, deu um importante alerta, ao avaliar a velocidade das galáxias mais distantes conhecidas à época. Era um desafio, mas não havia como errar. Zwicky sabia muito bem que se um astro está se aproximando da Terra sua cor fica mais azulada, e se ele está se afastando, o tom tende para o vermelho. Mas depois de fazer estimativa de medidas, o cientista ficou espantado com o resultado que revelava uma alta velocidade no movimento das galáxias. Apenas em parte, elas estavam se movendo devido a força gravitacional que umas exercem sobre as outras, pois a força das galáxias, apenas, não justificava aquela “correria no céu”. Zwicky, então, chegou à conclusão lógica de que deveria haver alguma coisa a mais, ainda oculta lá em cima. Alguma matéria (ou forma de matéria) desconhecida, capaz de acelerar as galáxias com sua gravidade.

Este resultado foi confirmado pelas observações de Sinclair Smith em 1936, Horace Babcock em 1939 e Jan Oort em 1940. Já, na década de 1970 vários outros astrônomos, incluindo Vera Rubin, astrônoma que trabalhou com observações na galáxia vizinha a nossa, a Andrômeda, fizeram inúmeras observações que corroboraram o resultado anterior. Ela utilizou calcular a massa de galáxias espirais através da velocidade de rotação, que pode ser determinada através de observações espectroscópicas e concluiu: Somente a existência de uma forma de matéria que não emite e nem interage com a radiação eletromagnética poderia justificar as discrepâncias encontradas. Esta matéria ficou conhecida como Matéria Escura.

Hoje, sabe-se, que planetas, estrelas, galáxias e todas as coisas detectáveis no universo somam, apenas, uma pequena parcela do total da matéria e energia contida nele. Estas observações indicam que a maior parte do universo é feita de “substâncias” não visíveis, isto é, que não emitem nem refletem radiação eletromagnética e por isso, não podem ser detectadas por telescópios ópticos e outros instrumentos. Elas só podem ser detectadas pelos efeitos gravitacionais que provocam. Estas substâncias misteriosas são chamadas de “Matéria Escura” e “Energia Escura”. A aceleração da expansão do universo, proposta por Perlmutter, Schmidt e Riess, resultaria, dessa enigmática "energia escura" que “contrariaria o efeito da gravidade”.

Uma definição mais simples de matéria reza o seguinte, “Matéria é qualquer coisa que possui massa, ocupa lugar no espaço físico e está sujeita a inércia.” A massa é, simplesmente, o que a mateira, em si, é. O espaço que uma determinada massa ocupa relaciona a matéria com a sua densidade com a sua densidade, enquanto que inércia relaciona a matéria com movimento (ou mudança de posição), introduzindo o conceito de velocidade e, consequentemente, de tempo. Mesmo sobre um ponto em meio ao espaço aparentemente vazio do universo existirá, sempre, a interação de um conjunto de forças gravitacionais, mesmo que de valores muito pequenos, de modo que um corpo abandonado no espaço, nunca estará totalmente parado em relação a tudo a sua volta, mas em movimento para a direção da resultante das forças, por menor que seja o deslocamento, em função do tempo.

Recentemente, uma equipe de astrônomos holandeses e alemães descobriu uma parte dessa matéria perdida do Universo. Utilizando o telescópio de raios XMM-Newton, eles localizaram um filamento de gás quente conectando dois aglomerados de galáxias que pode ser parte da chamada matéria perdida. A composição da maior parte da matéria do Universo é de natureza ainda desconhecida, o que fez com que os cientistas criassem os termos "matéria escura" e "energia escura". Essa matéria escura é formada por partículas pesadas que ainda estão por serem descobertas pelos físicos, de modo que, apenas algo em torno de 5% do Universo são formados pela matéria comum, esta que conhecemos e forma nossos corpos, a Terra e todos os outros planetas e estrelas. Ela consiste de prótons e nêutrons - conhecidos como bárions, dai o termo matéria bariônica - e de elétrons, os elementos básicos que formam os átomos.

Mas até mesmo parte desses 5% de matéria bariônica também ainda não foi encontrada. As estrelas, galáxias e os gases já observados pelos astrônomos somam menos da metade da matéria bariônica que deve existir.

O filamento de gás encontrado pelos astrônomos tem temperaturas variando entre 100 mil e 10 milhões de graus Celsius e está localizado entre os aglomerados de galáxias Abel 222 e Abel 223. A existência desse meio intergalático foi previsto há mais de 10 anos, mas detectá-lo diretamente é muito difícil justamente pela sua altíssima temperatura e baixa densidade. As observações agora feitas com o XMM-Newton mostram claramente uma "ponte" unindo os dois aglomerados de galáxias. O filamento de gás que os cientistas descobriram é provavelmente a parte mais quente e mais densa do difuso gás que preenche a teia cósmica, que também provavelmente é parte da matéria bariônica perdida.

Isso significa que, na imensidão do universo, nos enormes espaços aparentemente vazios de matéria, na verdade, pode existir matéria, não facilmente detectável, como gases, em situação de elevada temperatura e baixa densidade. Isso significa, também, que as zonas ocupadas por gases nestas condições, correspondam, assim como acontece no contexto da atmosfera terrestre, a zonas de baixa pressão. A tendências de toda matéria contida nestas zonas será a de se movimentar para dentro, em direção ao centro, e neste processo, ir aglutinando-se nos pontos convergentes de maior densidade relativa, adensando-se e, com o tempo, tornando se em “matéria mais facilmente visível”.

Antes de pensar em algo mais improvável, podemos cogitar sobre uma possível maneira da matéria se tornar invisível, isto é, deixar de emitir ou de interagir radiação eletromagnética. É ela se encontrar no estado fundamental, ou seja que a matéria se encontre a uma temperatura de zero absoluto. Como neste estado a densidade de probabilidade quântica não mais varia com o tempo, não há como ser emitida radiação alguma. Muito embora essa seja uma especulação bastante interessante, acredito que, por um longo tempo ainda, a resposta sobre isso, somente Deus terá.

Este é o problema de definir uma distância em um universo que está se expandindo: Duas galáxias estão próximas uma da outra quando o universo possúi apenas 1 bilhão de anos de idade. A primeira galáxia emite um pulso de luz. A segunda galáxia não recebe este pulso antes que o universo complete 14 bilhões de anos. Neste tempo as galáxias estão separadas por 26 bilhões de anos-luz; o pulso de luz viajou durante 13 bilhões de anos; e na visão do povo que recebeu o pulso, na segunda galáxia, a imagem da primeira galáxia possúi apenas 1 bilhão de anos de idade e está apenas a 2 bilhões de anos-luz de distância.

Para a matéria poder existir foi preciso que, antes, viesse a existir o espaço, pois é da natureza da matéria, que ela sempre ocupe lugar no espaço, seja qual for a sua densidade. Então, antes, precisou haver o espaço vazio, vazio absoluto. Depois a matéria seria inserida nele. Mas a matéria, em si, seria morta e era do agrado do arquiteto, viesse a existir vida. Mas para existir vida precisaria, antes de tudo, que houvesse ainda energia. Toda matéria a ser inserida no universo teria a possibilidade de produzir energia, bastava que ela entrasse em movimento. Assim, no meio do imenso nada, o arquiteto lançou, um ponto de volume infinitesimal, contendo toda a matéria a ser inserida nele, e disse, “Haja Luz. E houve luz.” Gênesis 1:3. Ainda assim, no universo físico da matéria, recém-criado e cheio de energia, luz e movimento, nada garantia que viesse a haver vida, algo que pudesse dar suporte a alma. Contudo há vida! Como eu posso, então, deixar de crer nesse Deus?
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Este trabalho de André Luis Lenz, foi licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição - NãoComercial - CompartilhaIgual 3.0 Não Adaptada.
 
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